em nome da Excalibur, MELCHIOR BOO em seus VINTE E CINCO anos, jura seguir o legado de FADA MADRINHA durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II.II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe GENTILEZA e não se permite ser corrompido por INSEGURANÇA. Por último, é deixado um corte na mão de EVAN MOCK como prova de seu comprometimento com a luz.
HABILIDADE MÁGICA: sugar memórias através do toque de qualquer ser vivo, seres humanos, animais ou plantas. a habilidade se limita em sugar lembranças e as emoções ligadas a elas. por não ter total controle do poder ainda, o toque prolongado pode causar o efeito quase raro de inconsciência em quem é tocado, no entanto, o efeito colateral mais comum é uma forte dor de cabeça no usuário da magia e em quem tem a memória sugada, o uso prolongado também pode causar tontura e desorientação momentâneas. o toque normalmente é feito através das mãos, mas qualquer toque em qualquer pedaço de pele exposto do portador da magia pode sugar a memória de alguém, o único local seguro para tocá-lo é no cabelo. nada de beijos até conseguir controlar o poder, o que está sendo bem difícil, ás vezes ele consegue tocar alguém com a pontinha do dedo sem que nada aconteça, mas o esforço é muito grande e o medo de causar dano em alguém é maior do que qualquer coisa, é justamente esse medo que bloqueia o melhor desenvolvimento e controle da habilidade.
OCUPAÇÃO: faz trabalho voluntário em um hospital
CURIOSIDADES + CONEXÕES PERFIL TRUE LOVE
nascer um legado não deve ser fácil pra ninguém, é o que o boo acredita, ele duvida que seja meio difícil só pra ele, não é possível, ele não é um alecrim dourado pra ser só com ele. para o pesadelo da fada madrinha, seu segundo filho nasceu certinho demais, quando criança vivia torcendo o nariz para as fofocas da mãe e dava pequenas lições de moral para qualquer pessoa, inclusive para ela.
conforme foi crescendo, mequi foi ficando cada vez mais contido e não é mais comum ouvi-lo dando lições de moral por aí (algo que ficou na infância), no entanto, continua não gostando de fofocas e apesar de reconhecer o talento da mãe, não aprova a parte suja de seu trabalho, invadir a intimidade das pessoas não é algo que ele considere divertido e já foi motivo de várias discussões entre ele e a genitora.
quando ingressou na academia se sentiu amaldiçoado pelo poder despertado em si, quando a mãe descobriu que seu filho tinha a habilidade de sugar memórias através do toque ela vibrou! tinha tudo a ver com seu ofício e poderia usá-lo ao seu favor se conseguisse convencer a prole, algo que não aconteceu. na verdade só contribuiu para que a relação ficasse ainda mais conturbada e que o boo optasse por morar no dormitório desde o primeiro módulo. apesar dos defeitos e problemas, mel ama sua mãe e sua família, se fosse preciso usar seu poder para ajudar ou livrar a barra de algum deles, ele o faria sem pensar duas vezes.
sempre muito certinho e dedicado, elke é um aluno aplicado, a determinação em controlar seu poder o fez mergulhar em livros e estudos desde o primeiro ano na academia. blusas longas e luvas faziam parte de sua rotina diária, tudo para não tocar alguém sem querer, até que durante o primeiro módulo um pequeno incidente aconteceu envolvendo sua irmã. em um abraço fraterno de comemoração, ambos se esqueceram da limitação e um encostar de braços na pele de seu pescoço por aproximadamente dois minutos foi o suficiente para traumatiza-lo. a lembrança do corpo desmaiado de sua irmã em seus braços e a bagunça de memórias que ficou em sua mente ainda eram vívidos para ele. claro que ficou tudo bem depois, no dia seguinte ela já estava bem e acordada, mas o ocorrido o traumatizou e o fez temer ainda mais o seu poder, bloqueando seu progresso a partir de então.
ele deveria estar no 3º ano do módulo II mas está no 2º ano, acabou repetindo o primeiro ano depois disso e agora está determinado a passar no segundo. tudo depende do seu progresso e como vai lidar com seu poder daqui pra frente, fica difícil desenvolver e controlar algo que se teme.
desde o ocorrido com a irmã, mequi passou a se dedicar a um trabalho voluntário em um hospital, se apaixonando cada vez mais pela medicina e pensando em se tornar um médico no futuro, renunciar aos seus poderes não lhe parece algo ruim, findaria o pesadelo em que vive e poderia contribuir de uma forma melhor em storydom.
possui uma personalidade dócil, apesar de ter pavor de aproximação com as pessoas de modo geral, é muito rígido quanto ao seu espaço pessoal e não gosta quando o invadem. é alguém gentil e educado, não se incomoda em tirar dúvidas de alunos em anos e módulos abaixo, é comum encontrá-lo na biblioteca ou com um livro na mão, mas ele não lê contos ou histórias, sua preferência é por livros acadêmicos. o boo consegue ser divertido e espirituoso quando está com amigos ou pessoas com quem possui mais intimidade, ás vezes ele usa seu lado mais engraçadinho quando alguém está triste também.
Novas conexões e algumas que ainda estavam livres:
@a-porter e muse c são seus companheires de estudo, não são exatamente amigos, mas acabam sempre sentando na mesma mesa da biblioteca para estudar e se ajudam sempre que um precisa.
por causa de sua habilidade com curativos e por ele trabalhar como voluntário em um hospital, muses fazem do mc seu médico particular, estão sempre indo ao dormitório dele ou o procurando por aí, seja para cuidar de algum pequeno acidente ou até mesmo para cuidar de algum ferimento que aconteceu durante um treino de magibol. @toothielegacie @dulciesnoball (2/3)
amigos com gosto em comum: o mequi ama quadrinhos de super heróis, jogar kingdom of legends, milkshake de morango e assistir lampfix. o boo e @garotodopao não são super amigos, mas compartilham o gosto em comum por essas coisas e fazem essas atividades juntos. - ilimitado, podemos encontrar coisas em comum para que eles façam juntos.
muito gentil e acolhedor, ás vezes mel é usado como terapeuta ou só alguém para quem muses gosta de desabafar, contar os problemas sem julgamentos. @hella-hofferson (1/3)
muse d e melchior tentaram namorar por um tempo, mas a insegurança dele em relação a sua habilidade mágica e a falta de contato físico acabou minando a relação, hoje eles são bons amigos.
voluntários para ser cobaia do Mel: chars que queiram tratar algum trauma específico, exemplo: lucy tem medo de altura mas não sabe o porque. chars que queiram se lembrar com mais exatidão de alguma coisa que aconteceu, dá pra tentar descobrir o motivo de um char ter algum sentimento estranho em relação a alguém, também é possível trabalhar a culpa, caso seu char se sinta culpado por causa de algum acidente, dá pra revisitar a lembrança para ter certeza do que aconteceu... enfim, a gente pode pensar em possibilidades juntos. @chwritys (1/3)
a última cnn tem a ver com a habilidade mágica do mel, se quiser saber mais vem de zapchat
“Pra quem não tem o costume de beber até o mínimo pode se tornar muito.” comentou, pronto para iniciar um discurso sobre aquele assunto, como sempre acabava fazendo sobre qualquer tema. “Me sinto um péssimo irmão mais velho agora, vendo que nunca parei pra te passar meus ensinamentos sobre bebida, relações amorosas, e outros aspectos da vida.” havia seriedade e drama em sua fala, mas o sorriso presente em seus lábios denunciava que não falava tão sério. “Em outro momento precisaremos ter uma conversa pra recuperar esse tempo perdido!” Acabou gargalhando quando viu a reação do mais novo para suas palavras. “Relaxa eu tô brincando, isso não vai acontecer de forma alguma! Não queremos estragar uma noite perfeita nem matar nossa mãe de desgosto, né?” a parte em que mencionou a Fada Madrinha havia um quê de ironia e amargura, tendo em vista o quão irritado ele estava com a mesma naquela noite. “O amor da sua vida?” ele arregalou os olhos, toda sua surpresa sendo estampada em sua face. “Como pode já ter encontrado o amor da sua vida sendo tão novo?” seu questionamento era sincero, e naquele instante Blizzard sentiu uma leve inveja do mais novo. Encher o peito de orgulho para falar sobre o amor da sua vida era algo que o Boo almejava desde muito novo, mas nunca encontrou nada parecido. “Robert…” repetiu, como se aquele nome lhe fosse familiar. “Hatter?” o sobrenome lhe veio à mente no automático, como se durante aquele curto intervalo estivesse buscando em sua enciclopédia interna o nome de todos os habitantes de Storydom… ele conhecia a maioria. “Fico feliz por você, Mel. De verdade.” disse por fim, o sorriso genuíno se alargando em seus lábios. “Com minha namorada, é claro. Ou nossa queridíssima mãe ia ter um derrame.” respondeu num tom de gracejo. “Acredita que hoje a Sra.Boo chegou a citar a palavra casamento pra mim? As vezes acho que eu e a Atlas estamos levando esse namoro falso longe demais.” comentou, enquanto chegavam à mesa do banquete e ele rapidamente escolhia um doce de chocolate e caramelo salgado para oferecer ao irmão. “Mas não acredito que vamos dançar a valsa juntos. Sendo bem sincero eu queria me manter na minha tradição de dançar com a Miriam.”
“e só me avisa isso agora?” comentou meio bobalhão. “não é sua culpa, eu não recebi um dom mágico e sim uma maldição, festas e beber não é algo que eu faço, você tem um irmão meio careta que resolveu se divertir de verdade essa noite” enrolou um pouco a língua enquanto falava, tentando aliviar um pouco a barra do irmão, sabia muito bem que a carga de ser o filho perfeito carregado por ele era bem pesado e não queria ser mais um peso pra ele. “seria mais inteligente a gente só focar no presente e aproveitar o agora” declarou em tom risonho apesar das sábias palavras, não lhe agradava muito a ideia de tentar recuperar o tempo perdido, o que se perdeu já está perdido, era melhor tentar conquistar o agora. “não, nada de mortes essa noite, por favor” fez uma careta estremecendo com a lembrança do sangue no jardim da ordem. “sim, o amor da minha vida. tenho uma teoria” começou, se inclinando um pouco sobre o irmão para falar mais perto de seu ouvido. “a gente namorou e eu terminei quando entrei na academia… essa coisa de não poder tocar nas pessoas acaba comigo, continuar o namoro sem poder tocar ou beijar parecia ser muita tortura e injusto, comigo e com ele. enfim, se passaram sete anos e eu me sinto do mesmo jeito quando ele está por perto, isso só pode significar que ele é o amor da minha vida não acha?” havia esperança no olhar de melchior, como se torcesse internamente para o irmão concordar com ele, como se precisasse que alguém além dele mesmo confirmasse que tinha razão em sua forma de pensar.
“blizz, até quando você pretende continuar esse namoro? sério… se a mamãe já tá falando em casamento deveria ser um sinal de alerta. você… tem tanto medo de decepcioná-la assim?” não estava julgando o irmão, mas em seu estado bêbado não estava conseguindo ser tão sutil quanto costumava ser, as palavras saindo de forma sincera e crua. “você merece ser feliz e não deveria deixar que a mamãe ditasse a sua vida… “ completou sincero, conseguindo ao menos tomar o cuidado de manter o tom de voz baixo. sorriu abobado e pegou o doce, se deliciando com o sabor, gostava de caramelo. “ahhh, isso sim é uma notícia boa, gosto mais da docinho do que da atlas”
Robert adorava a época de baile, eventos, tudo que trouxesse tanto Arthurian quanto o Castigo para o mesmo lugar. Havia algo caótico que o filho do Chapeleiro apreciava até demais. E a abertura desse evento não podia ser mais engraçada para o rapaz, que adoraria sair por aí fazendo piada sobre o Charming e o showzinho que David fez quando chegou com o pegasus, mas antes que pudesse fazer algum comentário engraçadinho para a pessoa ao seu lado, notou que era Melchior ali. Com certeza ele teria rido também, mas Robert ficou desconcertado demais para dizer qualquer coisa, afinal, era de se esperar quando chamava o seu ex-namorado pra ser seu par naquela noite. Nem mesmo Robert sabia o que estava fazendo quando o pedido escapou, e por mais que sentisse que devia segurar sua língua mais vezes, encontrá-lo ali mexeu novamente com Robert… certamente não havia arrependimento pela escolha de chamá-lo quando podia apreciar o sorriso alheio de perto, depois de tanto tempo tentando o evitar. “Humm, deixa eu ver na minha agenda… é, eu acho que estou livre.” Robert fingiu checar uma agenda invisível em suas mãos, rindo em seguida da brincadeira. Estendeu a mão na direção de Melchior para guiá-lo para a pista de dança. “Então, o que achou até agora dessa abertura?”
teria sido plano de sua mãe desde o início? melchior nunca saberia e por um momento achou que robert estava arrependido de chamá-lo para ser seu par no baile. sentia-se nervoso e feliz ao mesmo tempo, eram tantos sentimentos que o deixavam desnorteado, a persona do hatter se tornando seu ponto de foco ali, a única coisa capaz de captar por completo sua atenção. “conhecendo você, deveria ter uma lista de pessoas para dançar aí” provocou com um pequeno sorriso, não havia qualquer sinal de ciúmes em sua fala, se referia apenas ao fato de robert ter muitos amigos e ser querido por muitos. o sorriso se alargou diante da mão estendida, não ousando hesitar nem por um milésimo de segundo em colocar a mão na dele. as bochechas doíam de tanto que sorria e os olhos pareciam hipnotizados pelas íris azuis do outro. “que você está ofuscando o brilho das estrelas de tão lindo que está” pressionou os lábios para evitar o riso, mas foi em vão, não pretendia flertar com seu ex, só... era difícil não elogiar o quão lindo ele era e estava. “divertido, exagerado... nada fora do padrão arthuriano, mas... o discurso de david não foi lá muito legal e me faz pensar que essa pompa toda é pra mostrar aos castigados o lugar deles, na visão dos mocinhos, claro” não sabia se era só porque o evento era de fato especial, já que a lua de sangue não acontecia com frequência ou se era só exibicionismo gratuito mesmo.
✶ ╱ a risada saiu descomedida devido as cócegas sentidas na cintura, dobrando o próprio corpo através da tentativa de esquivar-se, pouco desajeitada devido ao salto, cambaleou tal qual quando criança — gosh, elkie — o afastou ainda entre risos, apenas para puxar a mão do irmão para perto, acostumando-se com a sensação. animada, tal qual quando criança — ugh, juro os olhos dela estão em todo lugar, parece impossível e ainda sim… — de maneira furtiva, sorriu ao mais velho, abrindo a clutch enfeitiçada apenas para revelar mais uma das poções que alterava a cor de cabelo, adquiridas pelas mãos de um wonderlander à algumas horas atrás, explicitamente proibidas pela mãe. — haha, engraçadinho. vamos apenas concordar que compartilhamos de um ótimo gosto — o provocou. ainda que a matriarca tivesse metido o dedo enxerido na roupa de seus legados, era inegável a singularidade de cada um ali. e bem, como não poderia querer ser igual ao irmão ? não que, no momento, ele precisasse saber — se bem que ela ajudou com isso aqui — levou a mão livre até o pescoço adornado — pareceu uma boa ideia no começo mas agora temo que ela tenha instalado algum tipo de câmera. só parece uma coleira de milhões de excal — riu, querendo deixar claro ao irmão que não estava tão chateada quanto as palavras poderiam exprimir — você está lindo demais mequi, meu olhos estão até doendo !! está se divertindo ? —
era impossível não rir junto dela ou sequer parar de importuná-la com cócegas, por um momento pareceu terem voltado a serem crianças. os irmãos eram algumas das poucas pessoas com quem ele se sentia confortável em estar perto, tanto que não protestou ser puxado para perto ou ser tocado por ela, ainda que estivesse protegido. “vou te dar uma dica de ouro, pequenina... mamãe parece não conseguir muito do salão, então se quiser se livrar dos olhos dela, é só continuar aqui fora” piscou para ela como se compartilhassem de uma informação muito secreta e preciosa. “é nesses momentos que sinto que te criei muito bem” levou a mão ao peito, declarando como um pai orgulhoso, quando na verdade foi ela quem lhe ensinou tudo. “tenho um estoque no meu dormitório, me avise se precisar de mais” e ali estava a camaradagem de irmãos novamente, não que melchior fosse um verdadeiro transgressor, estava bem longe de ser. apesar de ser um grande julgador quando criança e dar um certo trabalho em relação a isso, ele sempre foi um dos mais comportados. “tudo bem, vou fingir que concordo com você, baixinha” implicou novamente com ela e ainda mostrou a língua, só para que ela parecesse mais madura que ele. era incrível como perto dos irmãos ele se sentia inteiro e verdadeiro. “céus” exclamou meio rindo e meio chocado, tocando suavemente no colar. “ela seria bem capaz disso, mas acho que não fez isso... o foco dela é sempre o blizz” achava mais fácil a mãe fazer algo do tipo com o mais velho do que com eles, haviam coisas que melchior simplesmente não entendia, a relação entre a matriarca e blizzard era uma delas, mas não ficaria pensando nisso. “acha mesmo pitica? não sei... achei um pouco exagerado, eu... bem, só queria conseguir impressionar o robert pelo menos” o tom rosado nas bochechas foi inevitável e ainda que o sorriso fosse envergonhado, o brilho apaixonado e feliz no olhar não deixavam dúvidas de como ele se sentia.
𓂃 ⏳ ، em geral não é costumeiro de sua persona rir da desgraçaalheia . mas , veja , a situação por si só esbanja uma jocosidadeímpar . é cômico o jeitinho que o boo está abraçado ( ou será de joelhos ? ) diante ao grilo falante , implorando por algo que seus tímpanos não conseguem discernir àquela distância . sua presença só é revelada quando o riso ressoa mais alto , de modo que a crystal aparece com a intenção de salvar o pobre grilo da ilusão bêbadado filho da fada madrinha . ei , boo ! eu vi sua mãe agorinha , sabia ? se você quiser posso te levar até ela , prince . o apelido adocicado ressoa com brandura da boca carmesim , de modo que abre um sorriso dócil ao que aponta para o celular . come here, baby boo ! quero te mostrar uma coisa incrível .
a menção da mãe foi o suficiente para acionar um alerta em meio à névoa de seu delírio bêbado. os olhos do boo se arregalaram e ele soltou as pernas do grilo, que no instante em que se percebeu livre saiu rapidamente de perto. “onde? onde ela está?” sua voz era de quase pavor, não que tivesse medo da mãe, só... não queria lidar com ela naquele momento. o coração disparado, as mãos apalmadas no chão. “uma coisa incrível?” não entendia do quê a crystal estava falando. “é foto de homem pelado?” as palavras escaparam sem qualquer controle e apesar do conteúdo de sua fala, o olhar era inocente e cheio de expectativa.
Manda a localização BLOOD MOON BALL - pista de dança para @mequiboo
Ombrinhos. Rylina balançava os ombros conforme o ritmo animado da música, o rosto naquela careta de quem estava investida na música. Curtindo, dançando conforme avançava pelas pessoas sem realmente tocá-las. Não atrapalhar era seu lema, assim como silêncio funcionava como um mantra (e abandonado naquela noite). Os fones de ouvido novos permitindo que curtisse o baile como uma pessoa ‘normal’, quase tendo a ousadia de gritar para aumentar o volume. Ela levantou o braço, o rabo-de-cavalo sacudindo e agitando, com o drop da música. E de tão baixo que foi, o estômago flutuando com a mudança, que só percebeu que caía no último segundo. A Tully segurou o braço da primeira pessoa ao lado, as pernas abertas ameaçando escorregar no espacate. “Meu bom Pai do céu, MC, quase que vou de vala agora. Serinho, ‘tô me tremendo inteira.” O vestido se rasgaria e… Embaixo… Para todo mundo ver… Não. “Quase que viro aquela protagonista da série que te indiquei. Ou, o que eu acredito mais, levaria SEIS pontos na coxa de novo.” Ergueu o indicador, a pontinha apontada para o nariz do outro - isso depois de se ajeitar um pouco. “Sua culpa! Toda sua! Quem manda cuidar tão bem de mim!?”
em que ponto da noite ele foi parar na pista dança? o boo não saberia dizer e nem importava muito, estava se divertindo e era a única coisa a se considerar ali. pulava feito um macaco, rindo de uma forma nunca vista antes. os olhares reprovadores da mãe já não incomodavam mais. tinha dado um salto considerável quando sentiu um puxão no braço, fosse por estar pulando ou pelo peso da garota, melchior se desequilibrou. em defesa do rapaz ele é magrelo, baixinho e não tem tanta força assim, no estava eufórico que estava qualquer pessoa que tentasse se segurar nele teria o mesmo destino: o chão. enlaçando a cintura da tully em meio ao desequilíbrio, que por sorte foi para o lado oposto da garota, a trouxe para mais perto. não adiantou muito, os dois foram ao chão, só que foi melchior quem caiu em cima dela. “que protagonista eu me tornei agora?” riu um pouco confuso. “desculpa ry” pediu levemente envergonhado. “te machuquei? não vai precisar de pontos, certo?” a incerteza estava presente na voz. “céus, eu prometo que cuido ainda melhor de ti para compensar” murmurou se levantando e erguendo a mão para ajudá-la.
a alegria sumiu como num passe de mágica, seu corpo estremece por inteiro, seu estômago afunda e por um momento parece que tudo que melchior fez para estar mais sóbrio nesse momento é em vão. não é uma felicidade bêbada que o possui, é a incerteza do amanhã, é o receio do que está por vir. seus olhos vasculham o salão à procura de seu par e quando o encontram... seus tímpanos doem, a melodia parece chegar em seu ápice e nem mesmo a beleza apaixonante de robert é capaz de apaziguar o coração do boo naquele instante.
em vão ele leva as mãos aos ouvidos e então a melodia segue, mas ainda dói, a vontade de fugir é grande, a sensação de que há algo errado o invade. respira fundo e ele olha para o salão mais uma vez, há surpresa em ver merlin ali, mas também uma sensação de alívio, um fio de esperança de que vai ficar tudo bem no fim.
é o sinal da fada madrinha que o tira de seu transe agoniante, está na hora. seus olhos encontram os de robert novamente e ele está tão lindo que o faz sorrir. mais um tremor e a valsa começa, a melodia é bonita aos seus ouvidos, tomado por emoções que não entende ou consegue assimilar, melchior se deixa guiar pelo hatter. a atmosfera muda e é simplesmente impossível tirar os olhos dos dele, é intenso demais, é poderoso demais, não há escapatória e não há vontade de desviar o olhar. o sentimento de mel cresce e se ele já achava que amava robbie antes, agora ele tem certeza. é... intenso de uma forma nunca sentida antes, se sente preso ali naquele momento por aqueles olhos e por instante deseja que aquele momento dure para sempre.
de repente o boo sente algo que nunca sentiu, era como se ele fosse capaz de sugar todas as lembranças de uma pessoa, mais do que isso, era como se ele pudesse sugar toda a identidade de alguém até aquele ser se tornar vazio e não mais existir. os lábios de robert lhe parecem convidativos e a vontade de testar se é realmente capaz daquilo aumenta. mas espera, se for isso mesmo... ele... ele o mataria, robbie não seria mais o robert que ele tanto ama. mas você seria poderoso, é o que diz sua mente e o pensamento o perturba. a valsa termina e melchior sente seus poderes escapando pelos dedos através da luva, tem medo até de olhar para as pessoas. “eu... preciso... ir...” é o que ele diz sem conseguir olhar para o seu par, os passos apressados se tornam uma corrida e ele já está nos jardins.
mas para onde ir? seu poder está escapando e ele não quer machucar ninguém, não há controle algum. ir para o dormitório não é uma opção, poderia acabar machucando hakeen. e se ele conseguir realmente matar alguém? não! ele balança a cabeça com força e desespero, seus olhos se enchem d’água. a biblioteca sempre lhe foi um refúgio, só que alguém poderia entrar lá, mesmo que houvesse mais de uma na academia. e se os poderes estivesse descontrolados até o dia seguinte? não! ele teria que ir para o único lugar que talvez fosse seguro, a mansão dos boo. e foi pra lá que ele fugiu, se trancando em seu quarto pelo resto da noite, sem saber o que fazer.
Fugir da Sra. Boo parecia ser um senso comum entre Blizzard e seus irmãos. De longe ele era capaz de perceber os olhares de julgamento e repreensão da mãe em cima de cada um dos quatro filhos, e, por já não saber mais o que fazer em relação àquilo, o loiro finalmente decidiu fingir que ela sequer estava lá. Após muito beber ele sentia-se um pouco mais leve pela primeira vez naquela noite, o sorriso alargando-se em seus lábios ao que notou Melchior se aproximando. “Mel!” exclamou, logo que o irmão apoiou-se em seu ombro. “Não diga isso, é claro que você deveria ter bebido! Talvez só não tanto…” completou, depois de perceber que ele estava lento demais pra alguém que precisaria dançar uma valsa importante daqui alguns minutos. “Muito bem, você veio até a pessoa certa. Vamos começar nossa missão de diminuir o teor de álcool no seu corpo antes que seja meia-noite e você acabe vomitando em seu par durante a valsa… ou passando a vergonha de acabar caindo.” seu tom de voz era divertido. Ele passou um dos braços pelo ombro do outro Boo, como se estivesse se preparando para andar com o mesmo. “Por falar nisso… com quem você veio? E com quem vai dançar a valsa da meia-noite?”
a reação do irmão à sua aproximação deixou melchior ainda mais feliz, se é que isso era possível, o sorriso se alargou apesar da tontura que sentia. “eu não bebi tanto, acho... não tenho o costume de beber, então não sei o que seria muito ou pouco pra mim” suspirou num muxoxo, blizzard era o mais velho então mequi podia se dar ao luxo de fazer charminho, era bom ser cuidado pelos irmãos. “céus, não” caiu na risada imaginando com horror o desastre que seria. “por favor, me ajude senhor pessoa certa” pediu ainda rindo, se permitindo apoiar no irmão. “eu vou dançar com o amor da minha vida” declarou com os olhos brilhando, quem o ouvisse podia achar que era exagero, mas para o boo não era... se após sete anos continuava sentindo a mesma coisa pelo ex, então só podia significar que era amor de verdade, certo? foi a conclusão que ele chegou. “robert... não viemos juntos, mas ele é o meu par para a valsa” talvez não houvesse necessidade de explicação, mas ainda quis explicar, com seu jeito sonhador. não sabia o que ia acontecer, porém, pela primeira vez desde que recebeu sua habilidade mágica, melchior tinha a esperança de que podia fazer funcionar se decidissem reatar. “e você, veio com quem? não tô conseguindo acompanhar sua vida amorosa, em minha defesa, você sabe que o segundo módulo é difícil”
sun tinha muitos talentos, mas patinar definitivamente não era um deles. conseguia se equilibrar em cima dos patins, sim, e conseguia se movimentar, mas isso lá perto das barras de segurança. bom, mas aquilo era totalmente diferente: um lago de nuvens com sapato especial e nenhuma barra de segurança. o cenário tinha tudo para dar errado, mas lá estava yoonseok, abraçado aos melhores amigos e rindo alto para tentar se equilibrar e não derrubar os dois junto com ele quando fosse pro chão. — e a gente ama você, bobão. — apertou o abraço, por agora nem notando que estavam se encostando pele com pele sem que tivesse suas memórias sugadas; estava se divertindo tanto que nem pensava nisso agora. — juro que achei que essa noite seria um porre, mas vocês melhoraram tudo. obrigado. e espero não estar apoiando muito em vocês, só que eu não confio na minha habilidade de patinação. — riu divertido, beijando a bochecha de cada um dos amigos.
jade tinha muitos defeitos e um deles era ser super desastrada o que claramente deixava explicito que patinar não era uma boa ideia, mas não era como se a hook ligasse pra alguns joelhos ralados e uma bunda congelada depois de tanto cair. ela tinha alguma vez ficado tão euforica? talvez fosse a quantidade de bebidas ingerida ou a áurea do lugar, mas todas as preocupações e tensões que normalmente a rondava não existiam, isso era tanto que ela não ficou nervosa em ficar tão perto do boo ou sequer notar o primeiro toque das peles, tudo que conseguia fazer era rir entre os pés trêmulos tentando se equilibrar. ❪ é verdade! a gente também te ama, tipo assim, muitão! ❫ praticamente esbravejou o braço segurando com força a cintura de milk, ele estava praticamente carregando os amigos? parecia uma cena cômica. ❪ como você ousa dizer que seria um porre com eu sendo seu par? ❫ dramatizou fingindo que começaria a chorar naquele instante mesmo mas só conseguiu rir de si mesma. ❪ tudo fica melhor com as pessoas certas meu amor. ❫ a voz doce e gentil acompanhou um sorriso, as vezes jade conseguia ser muito expressiva sobre seus sentimentos mesmo sem dizer nada. ❪ acho que o único com habilidade aqui é o milk, mas não posso dizer o mesmo de inteligência já que escolheu a gente, os piores nisso. ❫ disse divertida irradiando felicidade quando sentiu o beijo na bochecha. ❪ eu poderia ficar aqui pra sempre com vocês! ❫ isso seria uma vida feliz não? @mequiboo·
a euforia era algo que tomava conta do boo, não estava acostumado a se sentir tão feliz daquela forma, mas era tão bom. nem mesmo se lembrava dos problemas ou de sua habilidade mágica, ali naquele momento era com se ele fosse apenas um jovem normal e humano. o riso alegre foi inevitável, amava muito os seus amigos e passar um tempo com eles era a melhor coisa que poderia fazer. “vocês também estão melhorando muito a minha noite” preferiu não explicar o motivo já que era por causa da mãe e mencionar a fada madrinha podia chatear os amigos ou quebrar o clima. inclusive era provável que ela estivesse se revirando de ódio e desgosto se visse ou soubesse que seu filho estava abraçado com dois castigados. “vocês são tão fofos como um par, os dois seres mais adoráveis desse mundo” declarou sentindo o beijo na bochecha, se assustou por um momento, por fazer um bom tempo que não sentia um beijo em qualquer parte do corpo. bom, não tinha acontecido nada, ele não tinha sugado nenhuma memória, então associou ao seu estado de pura alegria e deixou pra lá. “concordo com a jade, tudo fica melhor com as pessoas certas e vocês são as minhas pessoas certas” riu, não se importava de estar praticamente carregando os dois, tudo bem que mequi era um pitico magrelo, mas também não ia se incomodar caso caíssem. “vocês podem até ser os piores nisso, mas são os melhores em me alegrar” ficar ali pra sempre com eles lhe pareceu uma boa coisa, sentir para sempre aquela felicidade infinita parecia bom. @sunnysideof
Zeki endireitou a postura e fez uma pequena careta, embora o outro pudesse mandar bem no esporte, ele tinha feito alguns testes naquela noite e… bem, digamos que não deu nada certo. ’ ——— Eu tenho a coordenação de uma girafa bebê aprendendo a andar, você ia ter um trabalhão.’ confessou, tinha gostado da comparação porque parecia definir bem e ainda ia de contraste com o coelho gracioso que deveria parecer. ’ ——— Sim, fora isso, sim. Estou adorando também. Essa é uma das noites mais legais desde o dia que recebi meu dom, claro.’ nada superava o dia que ganhou a visão aguçada após a cerimônia de recebimento; enxergar tudo sem defeitos foi fantástico. ’ ——— É isso! O fato de ter sido obrigatório todo mundo comparecer nos deu a oportunidade perfeita pra aproveitar o baile com os amigos que a gente sabe que não viriam se isso fosse opcional.’ soltou uma risadinha divertida, podia pensar em alguns nomes para encaixar nessa situação. ’ ——— Estou. É… complicado. Quer dizer, quando foi a última vez que eu me senti tão feliz assim? Genuinamente feliz, sem a ajuda da magia ou de… sabe, bebidas ou cigarros? Eu não faço ideia. Perceber isso me deixou meio bolado.’ confessou. ’ ——— Então… sei lá, é como se essa felicidade toda estivesse me deixando cansado.’
"bebês girafas são fofos, você é fofo, pelo menos ia ser um trabalho fofo e divertido” a comparação era ótima e só fez o boo achá-lo ainda mais fofo. ou talvez tudo naquele baile estivesse fofo e cor de rosa aos seus olhos, assim como o seu cabelo. a careta foi inevitável, preferia não se lembrar do dia da cerimônia ou da habilidade mágica que possuía, já que estava mais para uma maldição. preferiu não comentar nada a respeito, não queria estragar a alegria de zeki, a risadinha dele foi o suficiente para distrair mequi que logo estava sorrindo de novo. “isso é verdade, tenho certeza que muita gente não viria se não fosse obrigatório e tá mesmo sendo uma ótima oportunidade, acho que nunca me diverti tanto nos últimos setes anos”. revelou com grande satisfação, sentindo-se grato pela oportunidade de conseguir se divertir ao lado dos amigos. “tudo em excesso pode fazer algum mal, até mesmo a felicidade” explicou de maneira simples e divertido, demonstrando que entendia o que ele quis dizer e que era plausível que ele se sentisse cansado. “zeki... não quero ser intrometido e aqui nem é lugar para esse tipo de conversa, mas se quiser conversar sobre esse uso de bebidas e cigarros para se sentir feliz, eu estarei aqui para o que precisar, sempre”. declarou um pouco contigo e levemente envergonhado, se preocupava com o outro e não queria ultrapassar nenhum limite. “mas é só se você quiser, não deixe de encontrar comigo na bread with love só por causa disso”. quase suplicou, não queria afastá-lo só por não ter conseguido controlar a preocupação.
felicidade? magia? efeito do álcool? provavelmente tudo junto e misturado mesmo, o boo não sabia como tinha chegado até ali ou o porque de estar deitado na grama do jardim, correndo o risco de manchar sua roupa branca de verde. o ponto é que ele estava sorrindo feito um idiota olhando para o céu quando uma sombra se fez presente em cima de si. “se veio pedir por cuidados médicos, não poderei te ajudar hoje” respondeu risonho sem nem saber quem era ali.
esra se acomodou em um canto do salão em determinado momento, não apenas para que saísse um pouco do meio de tantos arthurianos que faziam seu sangue ferver mas porque sua aparência pouco usual parecia atrair uns pares de olhares a mais do que estava acostumada (cortesia também da lembrança delicada de david charming de que as souls estavam envolvidas na morte dos dubois). ficar ali também era bem útil, podia observar o comportamento das pessoas e quem sabe se beneficiaria de alguma informação. em meio aos seus pensamentos solitários foi interrompida pelo toque inesperado, e ao virar o rosto para a pessoa pode ler os lábios do rapaz apenas no final da frase. “ —— sua mãe?” confirmou, um riso anasalado escapando. “ —— eu espero que não.” foi a resposta que tinha mais ressentimento que indiferença, mesmo que tivesse dado de ombros. “ —— ela que te fez vestir isso?”
lamentou profundamente não ter olhado antes de tocar na soul, não porque fosse um problema de fato, mas porque... bem, diante da resposta dela, ele se sentiria da mesma forma. o anúncio do evento já tinha deixado claro que os castigados não eram lá bem vindos, com o discurso de david charming no início tudo ficou ainda pior. um pedido de desculpas quase lhe escapou pelos lábios, mas ele estaria pedindo desculpas pelo quê? pela mãe ser uma hipócrita elitista? por ter nascido como um legado de mocinho? suspirou e saiu detrás da cortina, para se deixar ser visto conversando com esra, era o mínimo que podia fazer. “praticamente, mesmo que eu não tenha me vestido em casa... ficou tão ruim assim?” perguntou soando levemente inseguro, tinha confiado em poppy, será que a irmã o teria trollado a ponto de fazê-lo parecer ridículo. “se eu não estiver tão esquisito, será que posso convidá-la para dançar?” sabia que a mãe ficaria uma fera ao vê-lo dançar com uma castigada, principalmente uma soul, mas aquilo não era tão importante, de alguma forma ele queria mostrar para esra que estava tudo bem ela ser quem era, que ao menos ele não se importava e não a trataria diferente só por causa disso.
Ela conseguia ver claramente a mãe os unindo em um mesmo lugar para que não precisasse repetir o sermão, conforme retirava os saltos e os deixava sob a responsabilidade do Westergaard, após ter uma dança pedida pelo irmão mais velho. Não era nada apropriado que dançasse descalça, mas que culpa tinha se Melchior despertava um de seus lados mais infantis? ❛ Você é minha prioridade não apenas na pista de dança. ❜ Garantiu antes de entrelaçar os dedos aos dele, puxando-o animadamente para a pista de dança. Acostumada com o Boo sempre usando luvas, ela sequer prestou atenção nisso conforme o segurava e se posicionava, para o início da dança. ❛ Você é mais velho, então se ela infartar, leva a culpa. ❜ Cochichou antes de alinhar a coluna em postura perfeita, ajeitando a destra na canhota dele, e pronta para o início dos passos.
os olhos dele brilharam com a declaração da irmã, sabia muito bem que ás vezes parecia que ele era o mais novo e não o contrário, tanto poppy quanto bloom o protegiam sempre que ele precisava. “já disse que te amo hoje?” comentou entre risos enquanto era puxado por ela, claro que estava com as luvas naquela noite e a gola alta de seu traje o ajudava, ele nem mesmo sabia que não precisava de tudo aquilo até a meia noite. “pelo menos se ela infartar eu sei o que fazer” murmurou de volta, não que desejasse o mal para a mãe, para falar a verdade ele a ajudaria e salvaria se pudesse, mas não era por isso que aprovava a forma como ela pensava e agia. “vamos falar de coisa boa, ok? eu ainda não acredito que meu par hoje é o robert”. comentou feliz deslizando com ela no ritmo da valsa.
« ♕ ☪ ⇀ Eventos como aquele não eram novidade para Malika, mas estar com os pais era algo que ela realmente aproveitava; isso é, os poucos minutos que conseguia antes que eles fossem chamados. Como sempre, ela passeava pela festa socializando e testando de tudo um pouco, e não esperava nada demais ou de diferente enquanto caminhava para a fila dos pégasos. O convite a pegou completamente desprevenida, e ela nunca era tão controlada com Malchior quanto era normalmente, para sua imensa vergonha. ❝―――――Ah, oi! Ahn, comigo? ❞ perguntou automaticamente para ter certeza, seu olhar passando ao redor apenas para confirmar ❝―――――Claro, pode ser sim. Você… tem medo de altura? ❞
as sobrancelhas dele se ergueram diante do questionamento, um sorriso simpático e divertido despontando nos lábios. gostava de observar as pessoas e já tinha percebido que malika sempre parecia um pouco diferente na sua presença, já chegou a pensar que ela não ia com a cara dele, mas nunca o tratou de uma forma ruim, então essa teoria caiu por terra. “não, sem medos de altura por aqui e você?” seu maior medo era o de deixar alguém em coma, todos os outros medos que já teve durante a infância lhe pareceram pequenos depois que entrou para a academia e recebeu sua habilidade mágica. “acho que não deve demorar muito, se não se importar em esperar” declarou de forma simples os olhos buscando os dela, curioso sobre a malyeek. “está gostando da festa?” não era uma pergunta por pura educação, queria saber de verdade o que ela estava achando.
a amizade que compartilha com hayun é de longe especial para si de uma maneira boa . entretanto , vicent tem o costume — para infelicidade de todos aqueles que o rodeiam — de ser um pouco hiperativo demais quando misturado com bebidas . “ vem cá hayun . ” recita em pura agitação enquanto se dirige para o lado que se encontra os pégasos . “ eu sempre quis ter um pégaso sabe ? mas acho que minha mãe tinha medo de , sei lá , eu não catar os cocos dele direito . ” a fala é contada como uma curiosidade aleatória , e realmente é , de seu ponto de vista . “** você já quis ter algum animal exótico quando era menor ? ” pergunta em calmaria , observando de longe os cavalos alados . “ vamos dar um passeio , você topa ?** meu deus isso parece coisa de criança . . . mas é que eu fiquei nostalgico . ”
era curioso o que aquela noite se tornou para o boo, uma oportunidade para demonstrar gratidão e ser grato aos amigos que possuía. sua felicidade era tão genuína que seria incapaz de negar algo para algum dos amigos, mesmo que fosse uma coisa completamente absurda. não se assustou quando vicent o chamou, muito pelo contrário, abriu um largo sorriso para o amigo com quem compartilhava a paixão por cinema. “minha mãe não quis criar um estábulo e levou o pégaso da minha irmã embora quando éramos crianças” respondeu com uma careta ao se lembrar do quando bloom ficou desolada na época. “hum... já quis ter uma fênix” não precisou pensar muito, sempre achou a fênix uma criatura fantástica, estava prestes a falar outra coisa quando o outro foi mais rápido. “não parece coisa de criança, talvez seja um pouco algo de casais” coçou o queixo como se estivesse pensando, só para provocar um pouco o amigo. “mas é claro que topo ir com você” mesmo que a fila estivesse enorme, era melhor do que voltar para dentro e ter que encarar a fada madrinha.