me veem chorar
longe de ti
me sinto como um mar a desaguar
lágrimas e mais lágrimas
sátiras e mais sátiras
de mim, de ti
me deixe ir
te tocar o rosto
quem sabe não te tiro do fundo do poço?!
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@metalversos
me veem chorar
longe de ti
me sinto como um mar a desaguar
lágrimas e mais lágrimas
sátiras e mais sátiras
de mim, de ti
me deixe ir
te tocar o rosto
quem sabe não te tiro do fundo do poço?!
a praça tranquila
feita de pedras
o mendigo ouvindo reza
vivo a esperar
o guerrilheiro contemplar sua vida
e não me deixar esquecida
sigo erguida
sabendo a saída
mas só posso sair
se o guerrilheiro me ouvir
- metalversos
O efeito psicodélico da tropicália
O efeito psicodélico da tropicália: eis-me aqui, ó servos da MPB. Escutem-nos! Voltem para alamar o governo, esse governo imoral e sem empatia com o povo. Como numa peça, provocamos, reivindicamos, dançamos e interpretamos: sou eu, a fada do agreste. Rezo pelo fim da peste (COVID) e lanço-me na tropicália, provocando sua ira. Vinde, ó tempos da jovem guarda inabalável, imitada e nunca igualada, mas sempre provocando a ira da nova ditadura militar. Todo governo é uma ira, uma sátira. Será mesmo que nunca basta? Nunca cessa? Nunca acaba? Eis-me aqui, para o ódio de muitos, pegando o rumo para outro mundo. Adeus, seus jagunços!
- metalversos
Romance farroupilha
Eu não tenho mais forças, mais ânimo, desejo de viver, nem de renascer, mas sinto desejo de criar, relatar, escrever, compor. É o que me mantém viva, meu oxigênio, minha vitalidade quase esvaída. Sinto dizer que aos familiares e amigos, não sinto apreço, nenhuma emoção. A tristeza e a fatalidade do que restou de minha vida não me fazem ter um sentimento mútuo, mas há sim um ser humano que desperta minha humanidade. Como diria na série Diários de um Vampiro, ele me desafia, me confronta, bate de frente, me instiga. Sua maldade se conecta com a minha; aliás, não diria maldade, diria perspicácia, audácia, esperteza. Belo homem. Venha levar sua princesa a galope, bravo guerreiro farroupilha.
sinto dizer
não tenho o que dizer
mais dizer
a você
que vou ficar
no meu cantinho me embrenhar
e sair
quando puder voar
- metalversos
Para todas as que desejam ser amadas da forma mais pura e sincera. Que vocês possam ser abençoadas com um amor que não desiste,que não te julga, e que nunca, jamais, te abandona,nem mesmo quando seu pior pesadelo vier à tona.
Livro: Quando escolhi você
o que tenho dizer
se não dizer pra crer
vamos nos ver
só esperar
mas se não correr
pra me ver
talvez eu me mude
e que Deus me acude
- metalversos
Eu tinha que olhar para o céu algumas vezes e aguarda que minha esperança viesse de lá.
Gravetos.
Perdida nesse fim de mundo
Sim, vou cortar franja, mas não pra agradar ninguém, e sim porque quero me sentir a Andrea em O Diabo Veste Prada e trabalhar como redatora publicitária ou como uma secretária de uma estilista mal-humorada e exigente igual no filme... Encontrar meu amor me esperando em casa debaixo das cobertas grossas e quentinhas de pluma macia, com seu cabelo repicado estilo Jim Morrison, um rockeiro anti-social mas muito charmoso que prefere não se expor, isso é eternamente sexy e cativante. E o casamento? Que nada, vamos juntar as escovas e fugir para as colinas nos esconder dos paparazzis... Au revoir!
anne with an E do interior
7:42 da bela manhã não serena e nem calma da minha tediosa e pacata vida de interior. Vocês devem estar se perguntando: será que essa menina se adaptaria à vida conturbada de uma grande cidade? Eu respondo: prefiro a morte do que ficar mais um minuto desse fim de mundo. Ah, se eu anjo na terra como uma senhora solitária quisesse adotar essa pobre sonhadora em morar na capital, me sinto a própria Anne with an E, só falta um Gilbert pelo menos pra amenizar essa dor tediosa. Contando os dias, contando as horas, contando a vida, e o tempo passa e nada muda... Por que ninguém me ajuda?
A paty nordestina de beverly hills
Finalmente, essa é a palavra que define esse momento. Acabou? Não... Mas livre para voar, viajar, presentear meus entes e sinceros amigos, e amores, diminuir dores com minha compaixão, porque uma coisa prezo é pela compaixão, união, empatia perante o outro, mesmo que eu não sinta mais nenhuma emoção em meu coração calejado, amargurado e frio... Meu plano seria morar na cidade mais fria do sul. Como o estado do sul está fadado ao fracasso, terei de me aquecer no calor, ou como dizem os mais antigos, a 'quentura' desse nordeste aquecido que não vai muito com a minha cara, mas não podemos negar que eu sirvo vários looks deslumbrantes nesse eterno verão... Été dans le pays du nord-est.
A gaúcha do ceará
No frio, as pessoas ficam mais calmas, serenas e educadas. A calmaria se instala pelas ruas, e a vizinhança passa a flutuar como uma pluma ao vento: macia, tocante, bela. O poder do frio no interior do Nordeste. Ruas vazias; um dia de trabalho se torna gostoso de viver. É como se Deus abraçasse cada um e colocasse em seu colo para acariciar seus cabelos. Grande sertão sofrido pela desesperança, pela seca, pela falta de recursos. Em meio a tudo isso, me pego pensando: será que um dia esse sertão quase sereno poderá virar um lugar calmo e acolhedor, sem tanta gritaria e afetação principalmente um clima ameno e gostoso de se viver? Como no sul do Brasil, em meio a essa catástrofe no Rio Grande do Sul, é meio que injusto eu reclamar disso, mas esse meu espírito de um dia poder morar lá, longe desse calor, me faz ter esperança novamente. Aqui não tem alagamentos, nem catástrofes, mas não é mais meu lugar, não me reconheço mais aqui, e percebo que as pessoas não gostam de mim. Minha missão aqui está cumprida. Não voltarei mais, mas levarei cravado no peito cada um que foi gentil comigo. Avante! Adeus!
O efeito psicodélico da tropicália
O efeito psicodélico da tropicália: eis-me aqui, ó servos da MPB. Escutem-nos! Voltem para alamar o governo, esse governo imoral e sem empatia com o povo. Como numa peça, provocamos, reivindicamos, dançamos e interpretamos: sou eu, a fada do agreste. Rezo pelo fim da peste (COVID) e lanço-me na tropicália, provocando sua ira. Vinde, ó tempos da jovem guarda inabalável, imitada e nunca igualada, mas sempre provocando a ira da nova ditadura militar. Todo governo é uma ira, uma sátira. Será mesmo que nunca basta? Nunca cessa? Nunca acaba? Eis-me aqui, para o ódio de muitos, pegando o rumo para outro mundo. Adeus, seus jagunços!
- metalversos
Romance farroupilha
Eu não tenho mais forças, mais ânimo, desejo de viver, nem de renascer, mas sinto desejo de criar, relatar, escrever, compor. É o que me mantém viva, meu oxigênio, minha vitalidade quase esvaída. Sinto dizer que aos familiares e amigos, não sinto apreço, nenhuma emoção. A tristeza e a fatalidade do que restou de minha vida não me fazem ter um sentimento mútuo, mas há sim um ser humano que desperta minha humanidade. Como diria na série Diários de um Vampiro, ele me desafia, me confronta, bate de frente, me instiga. Sua maldade se conecta com a minha; aliás, não diria maldade, diria perspicácia, audácia, esperteza. Belo homem. Venha levar sua princesa a galope, bravo guerreiro farroupilha.
Melro voe até mim
"Blackbird" dos Beatles me remete a pássaros, claro, mas também há um amor perdido, teimoso, impulsivo, distante. Na Wikipedia, se você pesquisar sobre a interpretação dessa bela música, há um trecho que diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar". É como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento." Li isso de madrugada e dei um pulo da cama de alegria achando que essa música que ele havia postado era para eu me levantar e ir a seu encontro. Sim, parece cômico, mas para uma menina que havia entrado na fase adulta, era pra mim como um lindo romance regado a amor e Beatles, algo que os dois sonhavam e apreciavam. Infelizmente, o final dessa linda história não é feliz. Vou me desculpando logo. Não consegui ir. Vocês devem estar se perguntando: será que ele a aceitaria se a visse pessoalmente? Bom, no fundo do meu coração, eu tenho total certeza que sim.
Ainda lembro de você
Tenho um apreço pelos sulistas, pelo Sul, pelo Rio Grande do Sul. Meu primeiro amor foi um lindo, inteligente e destemido marinheiro gaúcho que, na verdade, tinha largado a profissão para ser professor, especificamente pedagogo.
Há nove anos, adicionei-o no Facebook e passamos a conversar. Ele, nos seus quase 34 anos, eu nos meus quase 22, formávamos uma boa dupla. Aprendemos um com o outro. E de repente, ele me convidou a morar com ele. De começo, relutei, mas ele era um ser tão encantador e me parecia tão solitário que me amoleceu o coração e quis logo voar ao seu encontro... Mas havia algo que não tinha contado: eu não havia passado no vestibular da faculdade e ele, como um bom estudioso, sentiu-se enganado e, como bem falou, frustrado com o nosso futuro que tanto planejou. Passei dias me desculpando, mas como era um homem dos mais desconfiados, desistiu. Confesso que, naquela época, fui teimosa e fiz de tudo para que ele mudasse de ideia, mas era em vão. Na época, eu não trabalhava, pois sofro de um mal chamado fibromialgia. Era sustentada pelos pais e não tinha dinheiro para passagem de avião ou ônibus.
Passados nove anos e até hoje, seus amigos e os meus amigos clamam para que eu vá atrás dele. Tentei e muito, mas a impressão dele sobre mim nunca mudará. Fica aqui minha homenagem a esse homem que inspira as minhas mais belas poesias. Viva, reviva e seja eternamente feliz!
sinto dizer
não tenho o que dizer
mais dizer
a você
que vou ficar
no meu cantinho me embrenhar
e sair
quando puder voar
- metalversos