Hoje, respirei fundo enquanto observava o céu.
À esquerda, um azul tranquilo, coberto por nuvens brancas. À direita, o vento trazia nuvens pesadas, carregadas de uma escuridão tão densa que me deu um frio na espinha, junto da preocupação com as roupas no varal, lá em casa.
Em poucos minutos, todo o céu estava tomado. Escuro. Trovejando.
Logo a chuva caiu: rápida, pesada, brutal, parecia que chovia pedras. Horas depois, a tempestade cedeu, virou garoa. O céu começou a clarear e, então, um arco-íris o atravessou.
Quando saí para o almoço, o céu já era de um azul belíssimo, quase índigo. Olhar para ele me fez refletir sobre as minhas escolhas de vida.
A partir de hoje, quero ser como aquele céu.
Não importa quantas coisas ruins aconteçam, nem o quanto as pessoas me magoem ou tentem me diminuir. Quero pegar todos esses sentimentos e descartá-los, como o céu que despeja no mundo a água acumulada em suas nuvens.
Depois disso, quero estar leve. Plena.
Como aquele céu azul, sem carregar problemas que não são meus, sem acumular mágoas, sem remoer o passado e adoecer por causa de pessoas que não se importam comigo, nem um pouco.
–Minnie Lima







