Se algo ou alguém me pedisse agora partir, eu o deixaria. Nada e nem ninguém deve ter sua liberdade cessada por um desejo egoísta de minha parte. Como um passarinho que deseja voar mas está engaiolado, gostaria que ele fosse liberto e explorasse o vasto mundo que nos cerca. Antes de sua inevitável partida, porém, gostaria de agradecer humildemente os momentos que compartilhamos, nos quais eu ofereci minhas virtudes, e pediria gentilmente seu perdão caso o tivesse causado algum infortúnio. Após isso, observaria o passarinho partir, voar e seguir seu caminho com tranquilidade, nesse momento agridoce que se passa diante de meus olhos. Se ele, por alguma razão, quisesse pousar comigo novamente para percorremos uma jornada juntos, ou até mesmo estivesse ferido pela longa viagem, o receberia de braços abertos. Sem ressentimentos por sua partida apressada. Apenas duas almas se tocando.
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