𝗇𝗈 𝑎𝑢𝑑𝑖𝑒𝑛𝑐𝑒 𝖼𝗈𝗎𝗅𝖽 𝖾𝗏𝖾𝗋 𝗐𝖺𝗇𝗍 𝗒𝗈𝗎. 𝗒𝗈𝗎 𝗰𝗿𝗮𝘃𝗲 𝗍𝗁𝖾 𝖺𝗉𝗉𝗅𝖺𝗎𝗌𝖾 𝖺𝗇𝖽 𝑳𝑶𝑽𝑬 𝗍𝗁𝖾 𝖺𝗍𝗍𝖾𝗇𝗍𝗂𝗈𝗇, 𝗍𝗁𝖾𝗇 𝔪𝔦𝔰𝔰 𝔦𝔱, 𝗒𝗈𝗎𝗋 𝖆𝖈𝖙 𝗂𝗌 𝖺 𝐫𝐮𝐬𝐞 ͟. ⸻ 𝗂𝗍'𝗌 𝒄𝒉𝒂𝒐𝒔, 𝖼𝗈𝗇𝖿𝗎𝗌𝗂𝗈𝗇 𝖺𝗇𝖽 𝘸𝘩𝘰𝘭𝘭𝘺 𝘂𝗻𝘄𝗼𝗿𝘁𝗵𝘆 𝗈𝖿 𝖿𝖾𝖾𝖽𝗂𝗇𝗀 𝖺𝗇𝖽 𝗂𝗍'𝗌 𝘸𝘩𝘰𝘭𝘭𝘺 𝚞𝚗𝚝𝚛𝚞𝚎 ͟.
ℳ𝑖𝑑𝑛𝑖𝑔𝘩𝑡 ʳ͟ᵃ͟ⁱⁿ ⠀ ⸻ ⠀ já era esperado que 𝑁𝐼𝐾𝑂𝑉𝐴 𝑆𝑂𝐿𝐸̀𝑁𝐸 𝐷𝐸 𝐻𝐴𝐵𝑆𝐵𝑈𝑅𝐺 viesse para a ilha de treatan, afinal, ela é uma princesa vinda de suíça. não que seja elegante perguntar, mas sei que ela já conta com seus vinte e seis anos, e não esconde a fama de ser indiscreta, mas é sabido que seu lado expansivo compensa. se não tivesse sangue azul, eu diria que é uma descendente direta de valentina zenere, porque não poderiam ser mais idênticas!
* 𝘁𝗮𝗴𝘀. * 𝗽𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗲𝘀𝘁. * 𝘄𝗮𝗻𝘁𝗲𝗱. * 𝗵𝗾𝘀𝗮𝗹𝘁𝗵𝗮𝗿𝗮.
ㅤ𓈀 ㅤ𝐬𝐭𝐨𝐫𝐲𝐭𝐢𝐦𝐞 ⠀𓂃 nikova nasceu já sabendo que não carregava peso algum sobre os ombros. como quarta filha da casa habsburg, não era essencial na linha sucessória ao trono, tampouco peça-chave em alianças matrimoniais imediatas. era, no máximo, um nome a mais na longa lista da dinastia e um adorno para ser exibido em eventos. isso, para ela, não era um problema. na verdade, era confortável. cresceu acreditando que podia circular pelo palácio sem que ninguém esperasse nada grandioso, e essa liberdade precoce moldou o jeito com que via o mundo. ela tinha o pai, e com ele tudo era simples. ele a tratava como se não existisse nenhum protocolo capaz de decidir por ela. os caprichos eram atendidos sem discussão e qualquer erro, por maior que fosse, terminava com ele garantindo que ninguém a responsabilizasse. a proteção dele a fazia sentir intocável, como se existisse uma regra invisível dizendo que nada a alcançaria. mas essa regra dependia de uma única pessoa. então, aos nove anos, ele morreu, assim como os privilégios de nikova. a morte dele marcou o fim da infância não porque ela cresceu, mas porque ninguém mais estava disposto a tratá-la como exceção. nikova, que tinha aprendido a existir apenas no espaço seguro que o pai criava, começava a descobrir que o resto do mundo não funcionava sob as mesmas regras.
na adolescência, nikova desperdiçou qualquer potencial que pudesse ter. depois da morte do pai, nada parecia fazer sentido, e ela acabou se jogando em tudo o que lhe oferecesse atenção rápida e emoção imediata. começou cedo a sair com gente que não tinha nada a perder e que adorava ter uma habsburg no meio das próprias merdas. álcool, drogas recreativas, e noites que ninguém lembrava direito no dia seguinte viraram rotina antes mesmo de ela completar dezesseis anos. foi nesse ambiente que nikova se tornou a alma de todas as festas. sua presença era magnética, mas por trás dessa estrela radiante, havia alguém que temia ser esquecida e ignorada. sua rebeldia e gestos ousados não eram meros caprichos, mas sim uma estratégia para manter o foco em si. festas terminavam em escândalos, romances eram intensos e efêmeros, tudo para evitar a terrível possibilidade de ser apenas mais uma na multidão. muitas vezes, o irmão mais velho a salvava antes que a situação explodisse. encobria escândalos, tirava ela escondida de lugares que jamais deveriam ter o nome habsburg associado e inventava explicações convincentes para justificar ausências e atitudes dela. mas ele também tinha limites, e nikova os ultrapassava com frequência crescente. quanto mais a família tentava impor regras, mais ela as quebrava.
a queda veio em uma única noite. uma festa comum, daquelas que ela já tinha frequentado dezenas de vezes, mas que tomou outro rumo quando alguém começou a gravar. vídeos de uma nikova completamente alterada, consumindo drogas recreativas, beijando quem nem lembraria no dia seguinte, além de trechos íntimos gravados sem que ela percebesse. enquanto as imagens se espalhavam, nikova já não tinha ideia de onde estava. horas depois, o corpo dela cedeu ao excesso e ela desabou, inconsciente, no meio da festa. a overdose não matou, mas deixou claro que aquela situação tinha passado de todos os limites. o pai, se estivesse vivo, teria feito de tudo para protegê-la mais uma vez, mas quem liderava a família agora era o avô, e ele não tinha nenhuma paciência para o comportamento dela. para ele, nikova não era uma jovem perdida que precisava de ajuda; era uma vergonha para a família e uma ameaça à imagem impecável que os habsburg exigiam.
o avô mandou nikova direto para uma clínica de reabilitação nos alpes, apresentada publicamente como um “retiro de bem-estar”, enquanto jornalistas recebiam dinheiro para manter a narrativa oficial. dentro da família, ninguém usava esse eufemismo; todos sabiam que era uma reabilitação, e ponto. essa foi só a primeira. a convivência com as regras da clínica não durou muito. na segunda internação, ela fugiu no meio da madrugada durante um surto de abstinência, descalça na neve, e foi encontrada horas depois tremendo atrás de um chalé turístico, brigando com dois turistas porque queria entrar no carro deles. voltou direto para a cama acolchoada da ala de crise. a terceira veio depois de uma liberação antecipada. ela voltou ao palácio cheia de promessas e, em menos de uma semana, colocou fogo em um depósito de tecidos antigos. e não satisfeita, também foi readmitida meses depois quando foi pega vendendo objetos históricos do palácio em festas privadas para comprar drogas. a quarta internação foi a mais longa. pareceu que ela realmente estava melhorando. passou meses sem recaídas, participou das terapias e, quando recebeu alta, fez questão de pedir um intercâmbio cultural de seis meses para “se redescobrir”. mentira, claro. ela só queria liberdade longe dos olhos da família e da imprensa local. aprendeu, no mínimo, a esconder melhor seus excessos e, principalmente, dar à família a ilusão de que estava sob controle.
quando o avô morreu, a reação de nikova confundiu a família inteira. não era que ela tivesse se tornado alguém melhor. ela simplesmente deixou de ser a adversária direta de um patriarca que vivia pronto para puni-la. a ausência dele tirou do caminho o único muro contra o qual ela batia de propósito. sem essa disputa, ela naturalmente diminuiu as explosões. controlava melhor o comportamento, pensava antes de agir, escondia melhor o que não podia ser exposto. parte porque já tinha aprendido com as consequências, parte porque não havia mais prazer em desafiar alguém que não estava ali para se irritar. ao pedir para ir à althara, usou a desculpa sobre crescimento pessoal, interesse pela política e vontade de compreender a monarquia além das fronteiras suíças. mas a verdade era bem mais simples. ela estava entediada. em venerath, pelo menos, haveria distrações.
ㅤ𓈀 ㅤ𝐩𝐨𝐰𝐞𝐫 ⠀𓂃 ⠀ indução de insanidade ⸻ nikova tem o poder de induzir, ampliar e manipular estados de insanidade em outras pessoas. ela pode provocar delírios, paranóia intensa, perda de contato com a realidade, comportamentos catatônicos ou até surtos de agressividade. as reações variam de pessoa para pessoa e nem sempre seguem um padrão, o que torna seu poder instável e difícil de controlar. para se proteger, nikova consegue erguer uma barreira mental que a impede de sofrer ataques psíquicos diretos. mesmo assim, o uso constante do poder tem riscos. quanto mais ela manipula a loucura alheia, mais sente a própria estabilidade oscilar. ela corre o risco de ser afetada pelos mesmos sintomas que provoca nos outros e precisa lutar constantemente para não ser engolida pelo próprio poder.
ㅤ𓈀 ㅤ𝐭𝐫𝐢𝐯𝐢𝐚 ⠀𓂃 ⠀ em breve.










