I'd rather be in outer space 🛸

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@mocaposts
Uma formiga com uma de suas patas presas à água não consegue sair do lugar, por mais insignificante que seja o pingo de água. O peso de sua pata torna-se insuportável de tentar levantar mesmo que sua única chance de sobrevivência seja sair daquele lugar. Você consegue entender? Não importa o quanto você tente seguir em frente se uma de suas pernas estiver presa a algo ou alguém. O peso de um passado mal resolvido é como a chuva que cai ao lado de fora, as gotas não molham sua cabeça, mas você sabe que elas continuam a cair. Chove lá fora, mas é dentro de você que molha.
Marcos Filipe. (via ofuscador)
No fim, quem não tem coragem de partir sempre acaba partido.
Mãe lê pensamentos, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cada choro, de gripe, de medo, entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tem lembranças. Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende.
Que mundo é esse em que vivemos… onde é mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que um preconceito.
Albert Einstein. (via opostos)
Que mundo é esse em que vivemos… onde é mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que um preconceito.
Albert Einstein. (via opostos)
Que mundo é esse em que vivemos… onde é mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que um preconceito.
Albert Einstein. (via opostos)
Dormi muito, nem me lembro da última vez que acordei e o sol já brilhava; nos últimos cinco anos, sempre acordei antes dele. Por algum motivo, esse dia estava começando diferente de todos os outros. Na tela do meu celular notificava sete chamadas perdidas do meu chefe, eu poderia retornar e inventar mil desculpas, mas em nenhuma delas caberia o vazio que eu estava sentindo naquele momento. Ouvia enquanto estava ali deitado, pessoas conversando, pássaros cantando e o cachorro do meu vizinho latindo. Parecia que eu tinha me esquecido daqueles sons, mas durante muito tempo, eles foram ofuscados pelo motor do meu carro todas as manhãs, pelas reclamações do meu chefe e pelo toque irritante do meu celular. Nossa, como é irritante! Mas eu nunca troquei, mesmo tendo como opção todo o CD da minha banda favorita. É assim com tudo na minha vida, por mais que não esteja ao meu agrado, eu não tiro nada do lugar. É que dessa forma parece estar tudo sob controle; parece estar tudo em linha reta, ao alcance da minha visão. Deve ser esse o meu problema, a obsessão de ter tudo estável, e acreditar que essa estabilidade é suficiente. Nesses cinco anos, não me lembro de ter chamado alguém de amigo, ou de ter feito algum; o máximo que eu sei das pessoas que convivem comigo, é que a Sara é divorciada e tem um filho de sete anos; o Nichollas joga basquete às terças e quintas, e que o meu chefe é a pessoa mais mal humorada que conheci na vida. Nunca me interessei em saber mais que isso, não sei com quem o filho da Sara fica enquanto ela está no trabalho; o que o Nichollas faz no restante da semana, e o por que desse mau humor do meu chefe; mesmo assim, sei bem mais do que eu sei sobre mim. Meu celular tocou novamente, me irritei com o toque como em todas as vezes que ele chama, mas não atendi, era o meu chefe. Afinal, o que ele queria? Me obrigar a ir pro trabalho ou me despedir? Mas pelo telefone?! Pensei em levantar e andar pela cidade, mas eu conhecia apenas o caminho para o meu trabalho, e pra lá eu não queria ir. Continuei ali deitado com os cobertores até o queixo; já era quase noite e eu percebi que o dia não havia passado, ou apenas não aconteceu nada. Eu acho que perdi o meu emprego, mas encontrei uma parte de mim que acreditava não existir mais. Talvez na segunda, sem as ligações do meu chefe e o toque irritante do meu celular, eu possa encontrar mais um pouco.
Deprimentes. (via gramaticas)
…não fosse tanto, e era quase.
Não queria escrever sobre o domingo mas resolvi, de todo o coração, deixar claro o quanto o odeio. É o dia internacional da nostalgia, de visitar os avós, de tomar chocolate quente, de encarar o que é ser feliz ou ser totalmente solitário. É dia de gritar de felicidade ou chorar de desespero. É dia de rever amigos e abraça-los, é dia de sair com a pessoa amada e fazê-la feliz. Domingo é o dia mais triste da minha vida. E quem é triste sabe exatamente do que estou falando, do quanto ele se torna depressivo quando não se tem com quem o usufruir. Talvez muitos não me entendam e deixem passar minhas palavras despercebidas, mas domingo é o dia em que as nuvens choram à noite, por isso parece tão melancólico; dia em que as estrelas se suicidam, por isso brilham mais que nos outros dias; dia em que o sol sente saudades, por isso não parece tão quente; domingo é o dia em que as coisas perdem os sentidos, por isso o mundo acorda de ressaca todas as segundas-feiras.
As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam. Somos finos como papel.
Bukowski. (via demografar)
Após a dor vem a alegria Pois Deus é amor e não te deixará sofrer.
Noites Traiçoeiras. (via versejas)
Você pensa que é o fim do mundo, mas não é. Você acha que a sua dor é a pior de todas as dores já existentes, mas está enganado. Fácil é sofrer, passar dias trancado no quarto, chorar até que a última gota do seu corpo se esgote. Difícil é superar. E mais difícil ainda é se convencer de que superou. Fácil é acabar com a vida pra acabar com a dor, difícil mesmo é levantar todos os dias com um buraco no peito e colocar a roupa de existir. Dizer que está bem é fácil, complicado é estar. Escutar aquela música, sentir aquele cheiro e visitar aquele lugar parecem ser coisas que ardem o fundo da alma, porque as lembranças doem como álcool em ferida aberta. Mas a verdade é que não sentir mais nada dói bem mais. O fim de um sentimento é mais triste do que o seu fim propriamente dito. É mais difícil enterrar histórias, momentos e sorrisos à enterrar-se. Enquanto ainda há uma faísca em meio ao fogo apagado, de certa forma também ainda há importância. Sofrer por se importar é natural, estranho é sofrer por não fazer mais diferença alguma. Continuar dentro de uma bolha de solidão e sofrimento é escolha sua, assim como lutar pra sair dela também. Fácil é olhar a vida passando e ficar estático no mesmo lugar, amargurado, desiludido, cabisbaixo. Difícil é assumir que está no fundo do poço e, sim, precisa de ajuda. Difícil é estufar o peito e não se deixar abalar por nada. Fácil é chorar pela cicatriz adquirida, difícil é aceita-la como uma tatuagem interna que faz parte de você.
Capitule. (via calibrador)
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor: Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo. Se não quiser chorar, não chore; Se não conseguir chorar, não se preocupe; Se tiver vontade de rir, ria; Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão; Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me; Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam; Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo… E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: “Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!” Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. Gostaria de dizer para você que viva como quem sabe que vai morrer um dia, e que morra como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu. “Ser seu amigo, já é um pedaço dele…
Chico Xavier. (via opostos)
Tem beijo que parece mordida. Tem mordida que parece carinho. Tem carinho que parece briga. Tem briga que aparece pra trazer sorriso. Tem sorriso que parece choro. Tem choro que é pura alegria. Tem dia que parece noite, e a tristeza parece poesia. Tem motivo pra viver de novo. Tem o novo que quer ter motivo. Tem aquele que parece feio, mas o coração nos diz que é o mais bonito.
O Teatro Mágico. (via calibrador)