
izzy's playlists!
Today's Document

JBB: An Artblog!
YOU ARE THE REASON

⁂
taylor price
styofa doing anything
sheepfilms
Claire Keane
Not today Justin

if i look back, i am lost

Kiana Khansmith
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Keni
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

#extradirty
NASA
RMH
Sade Olutola

Kaledo Art

seen from Malaysia
seen from Singapore

seen from United States
seen from Türkiye
seen from Türkiye

seen from Germany

seen from Malaysia

seen from United Kingdom

seen from Germany
seen from United States
seen from India

seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
@mrrightworld
Eu nunca tive talento pra encontros que davam certo. Talvez por isso eu tenha me acostumado com gente que encostava, acendia um cigarro na minha sala e ia embora antes do café esfriar. No começo eu dizia que era azar. Depois chamei de destino. Tem gente que ama como quem deixa a porta entreaberta. Eu amei como quem dorme no sofá, roupa posta, esperando barulho de chave. E quem não sabe voltar percebe rápido quem topa esperar. Eles vinham quebrados, distraídos, ocupados demais consigo mesmos. Diziam que não sabiam sentir, mas sabiam ser desejados. E eu, que sempre senti demais, virava o lugar seguro pra quem não queria se comprometer. Não é que eu fosse fria. Eu era exatamente o contrário. Quente demais pra quem só queria encostar a mão e sair ileso. Tem um tipo de covardia que se disfarça de liberdade. E tem um tipo de entrega que é só medo de ser deixada sozinha com o próprio silêncio. Eu chamei de amor coisas que eram apenas insistência. Chamei de profundidade o que era ausência prolongada. A verdade é feia e simples: eu escolhia quem não podia me escolher de volta. Porque enquanto o outro não se comprometia, eu não precisava descansar. Amar alguém inteiro exige presença. E presença exige perder o controle. Hoje, quando alguém diz “não estou pronto”, eu não desconfio. Eu entendo o que isso significa. Aceito. E sigo em frente. Cansei de ser o intervalo emocional de gente que nunca ficou até o fim da música. Não quero mais relações que parecem tragédias elegantes. Quero alguém que sente, bebe o café, quebra o copo sem pedir desculpa e ainda assim permanece. Sem discurso. Sem fuga. Sem metáfora bonita pra falta de coragem. Porque amor mesmo não é intensidade. É permanência.
Indisponível.