Eu preciso de um amigo. Por favor, me dê um amigo. – Ela disse olhando para cima com as mãos unidas e os olhos fechados. Não que ela acreditasse em algo, mas achou que valeria a tentativa. Abriu os olhos no momento em que terminou a frase, como se fosse um pedido de pronta entrega. Mas como era de se esperar, nada aconteceu.
OK, então. Esquece. Talvez seja um sinal... talvez.
Ela entrou em um desses sites de bate-papo anônimo antes de ir dormir. Conversar com estranhos a acalmava, ela podia ser quem quisesse e não se importava com quem eles escolheriam ser. Então, de repente, ela o encontrou. Depois de alguns minutos a pergunta que mudaria tudo.
Onde você mora? – Logo em seguida se deram conta de que moravam no mesmo estado, na mesma cidade. Seria ele seu amigo??
5 meses depois
Tira as mãos de mim! – Ela gritava enquanto saia de perto dele. Ele a seguia gritando com sua expressão de ódio no rosto, algo que ela conhecia muito bem.
Volta aqui! Agora você vai ouvir tudo o que eu tenho pra dizer, sua infantil do caralho. Você não tem maturidade. Alguém de onze anos tem mais maturidade do que você. – Ele disse pressionando o dedo indicador contra a têmpora direita dela.
Então vai ficar com alguém de onze anos. – Respondeu com os olhos cheios de ódio
Ninguém vai te querer assim. Nenhum homem vai aturar você. Você é muito otária. – Ele rebateu. Quando ela tentou sair ele a segurou pelo pescoço e a jogou contra parede.
3 meses depois
Eu não sei o que aconteceu, eu... – Ele disse cobrindo os olhos cheios de lágrimas.
Senhor, se acalme, nós vamos averiguar o que aconteceu. – Logo depois o policial virou-se e foi em direção ao corpo.
Naquela madrugada, depois de tirar as roupas cheias de sangue e tomar alguns banhos para retirar o mesmo do seu corpo... Ele olha a ponta de papel branca dentro do bolso de sua calça.
O bilhete que ela deixou antes de ser covarde o suficiente para deixar esse mundo, para me deixar. – Pensou enquanto estendia a mão para pegar o papel.
A polícia nunca poderia ver isso. Aquela puta fez isso pra me foder. Eu me tornaria suspeito, passivo de investigação... E só Deus sabe o que descobririam sobre as coisas que fiz com ela. Tenho que me livrar disso. – Olhou o papel pela última vez, jogou no vaso, deu descarga e sorriu.
No bilhete, ela na sua última comunicação com o mundo escreveu:
Se eu não fizesse, ele faria.












