[ FLASHBACK ]
jessbyrnes :
Ela soltou uma risada junto com a gargalhada dele, finalmente se fazendo entendida e ainda tendo a concordância de que realmente, as coisas eram assim. – Olha, eu prefiro outras poses… Mas pode ser que não tenha encontrado a pessoa certa para essa pose brega. Ou cansei de fazer ela, honestamente. – Comentou franzindo levemente a testa com o final de sua fala, relembrando seu primeiro namorado e tendo quase certeza que fez aquilo com ele. Não era uma boa memória. Por isso sacudiu a cabeça levemente para os lados e seguiu em frente com aquela conversa cada vez mais intencionada e que não poderia reclamar de nada, estava gostando do rapaz. Ao estar mais próxima dele e ainda por cima ter as mãos alheias tocando sua cintura, deixou-se mover sutilmente de acordo com o ritmo da música, ouvindo a sugestão dele, arqueando levemente uma de suas sobrancelhas, deixando a música mencionada aos poucos invadir sua cabeça, entendendo o que queria dizer. Precisou parar de dançar para olhá-lo, fazendo um pequeno silêncio antes de dizer. – Não posso te garantir nada além disso. – Terminada sua fala, nem esperou pela reação dele e já aproximou seu rosto do alheio, encaixando os lábios nos alheios para iniciar um beijo.
À medida que a morena respondia a sua brincadeira sobre a pose, Alfred balançava a cabeça para deixar claro que estava atento a cada palavra proferida pela outra. Infelizmente, o moreno não compartilhava daquela experiência apresentada pela garota, talvez por nunca ter tido um relacionamento sério de verdade ou alguém com quem compartilhava algum sentimento mais forte. O rapaz estava acostumado àquela vida amorosa entediante em que as únicas pessoas que esquentavam seu coração estavam fora de seu alcance. Nunca foi um galanteador e sua personalidade sempre foi vista pelas mulheres como fofa e engraçada, nada mais, então estar tentando demonstrar seu interesse e trocar provocações deixava-o nervoso, pois era um terreno ainda bastante novo para si e nunca se era capaz de prever quando seria rejeitado ou humilhado. Quando a morena parou de se mover e ficou em silêncio após a referência, Alfred tinha certeza de que teria seu traseiro chutado pela desconhecida, mas, para sua surpresa, teve seus lábios unidos aos dela. Puta merda. Sentia-se exatamente como um adolescente de um filme cliché americano que havia conseguido beijar a garota mais bonita do colégio. Enquanto um de seus braços permaneciam abraçando-a pela cintura, sua outra mão atravessou os fios castanhos alheios para alcançar sua nuca. Por mais que seu corpo desejasse intensificar o beijo, deixou-a responsável por ditar o ritmo.











