L.O.V.E.
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@myownmadpoetry
L.O.V.E.
O tumblr resolveu substituir minhas palavras com emojis e eu estou muito chateada. Quando foi que isso aqui virou um diário?
Não tendo pra quem mandar seminudes de falso amor próprio e me entorpecendo de tanta carência. Já tive dias melhores, mas respeito essa fase.
Nunca entendi quem usa expressões do tipo “agora não “. Ou quer ou não quer. Se tudo o que temos é o agora, onde quer chegar? Ninguém conhece realmente o tempo pra saber o que cada momento reserva, então que apenas sejamos livres nas nossas escolhas. Agora quero, agora não, depois será um outro agora e aí verei... Tempo certo é uma ilusão. Esperar ele chegar é autoboicote. Sempre vai estar acontecendo algo, bom ou ruim, que te agrada ou não... Não deixe o momento passar e as oportunidades se perderem, a vida é tão rara.
Você foi meu “nada” mais bonito.
Quando estávamos juntos Minha mente achava que era sempre sol Agora, sozinha em casa Vejo chuva pela janela Caem gotas em mim e olho pra cima Só então percebo a infiltração Que toda sua chuva gerou no meu coração
Semanas pensando que eu era errada, torta na vida... Que não era apaixonavel, me apegava demais, era intensa demais... Estava quase me fechando pras pessoas, me perdendo na minha solitude maluca... Mas resolvi que não deixaria ser assim, quem controla meu destino sou eu e não vou me deixar entrar em uma zona de conforto na solidão em casa... Então me pintei e me empurrei pra essa festa com zero expectativas além de encher a cara. Até pq só enchendo a cara eu conseguia me sentir atraída por alguém... Lá encontrei uma amiga minha e conheci a namorada dela... Foi tanta sintonia que tivemos que conversamos quase o dia todo, quase deixei pra lá todo o meu drama e me entreguei àquelas novas amizades... Me identifiquei demais com aquela moça de cabelos curtos e sorriso sincero! Não sei bem se é por termos o mesmo signo... Ela me mudou! Abanou pra longe um pouco da neblina que tenho carregado comigo e me fez tão bem! E aí vem a parte que não quero contar, pra não se tornar real novamente... Nós dançamos. Trocamos olhares. Olhares do tipo "eu sei onde sua mente está e sei que sabe da minha"... E nos beijamos... De novo e de novo... Eu realmente não sabia o que fazer daquela situação, só sabia que estava errada, que não devia ter feito isso com a minha amiga... E precisava reverter isso de alguma forma... Então o fiz. Fui falar com ela... E não foi fácil. Ouvir ela dizer que aquilo tinha sido algo e que queria pensar a respeito... E responder "Mas não foi nada" enquanto por dentro gritava que pra mim também foi... E dizer que eu as deixaria conversando e simplesmente virar as costas... Foi difícil e conviver com isso também é. Mas aconteceu e não há nada que eu possa fazer, ela não vai ler esse texto, não vai haver um final feliz, foi isso. Sei que o contexto deixa uma agoniazinha, mas... Fui muito feliz de conhecer essa moça, que me lembrou como é ser querida, não apenas desejada... Que me fez lembrar como é querer e desejar. Obrigada, Julia Onishi, eu te amei naquela tarde.
Por mais que eu pense "tudo bem, a vida é aleatória mesmo, não adianta me prender a tudo, as coisas são fluidas e tá tudo bem"... Eu não consigo ficar bem com isso... Cada uma das pessoas que já estiveram na minha vida, não importa o tempo ou intensidade, e que foi embora, levou um pedaço proporcional de mim... E eu sinto muito que não tenham ficado... Que não tenham querido ficar e sinceramente não entendo... No fim fico eu toda esburacada como um queijo cheio de malditos coliformes e que se foda esse texto. Eu nunca quero que vão embora. Por favor, não vão embora, não me deixem, não desistam de mim... Eu não aguento mais decepções, só tenho vontade de me isolar em casa e desistir de todos antes que desistam de mim.
Chama eu
Pretinha linda Cor de doce de leite Deixa eu te provar de novo Vem adoçar minha noite Entre uma e outra dose de cachaça Nega relaxa Aproveita a lua Que o presente é uma dádiva Vem deixar de novo teu cheiro Na minha cama No quarto inteiro Me hipnotiza com teus olhos de cigana Qualquer hora que tu quiser Sou tua, me chama.
A delicadeza de conhecer alguém. O toque e até mesmo o olhar apreensivo que espera uma resposta, um consentimento. O carinho combinado com ansiedade, com timidez. Ah, mas se tem a sintonia, a reciprocidade... A vontade é de desvendar cada vez mais o universo do outro.
Conheci uma guria que eu já conhecia... Dessa vez nos tocamos, nos sentimos. Matamos a sede do desconhecimento. Se tornou real, se molhou, nos molhou. E me afoguei de prazer nas águas dela.
Por que é que sempre que escrevo um texto volto atrás? Pegarei o conselho da querida Clarice e começarei então a escrever distraidamente. Afinal onde quero chegar? Já me esqueci. E justamente por ter me esquecido percebo que não importa. Pego impulso no que Clarice disse acerca de escrever distraidamente e vou além. Viva distraidamente. De qualquer maneira o universo é confuso e a qualquer momento podemos ser presos por matar um árabe. Apenas devemos focar em aprender a lidar com as consequências. Além disso, o acaso vai nos proteger enquanto andarmos distraídos. Pensar demais em momentos ou pessoas ou metas ou qualquer coisa que seja, é apenas perda de tempo, apenas desequilíbrio emocional gratuito.
Preocupo-me então em achar uma maneira de equilibrar minhas preocupações e assim, resfriar minha mente a uma temperatura estável. Agora mesmo, escrevendo isso, em nada penso além destas palavras. A brisa que vem do rio é suave e acaricia minha pele escondida nas sombras de árvores que deixam passar alguns raios de sol por entre suas folhas, formando mosaicos de luz na mesa de concreto a minha frente. Levanto a cabeça frequentemente para admirar a luz do sol refletindo branca sobre as águas azuis. Isso me acalma, mas mesmo assim mantenho os ombros tensos, esperando qualquer aleatoriedade que me venha assombrar. De vez em quando os relaxo.
Percebi que venho vivendo por um tempo acompanhada de um monstro horrível que me controla nas sombras. Me preocupando o tempo todo com coisas redundantes, como quantas linhas do caderno estava gastando ou comprimindo a barriga até sozinha em casa. Mas até mesmo ele, como todos em minha vida, me abandonava sem explicação em alguns momentos, como para escrever em si, que deixo de lado o capricho das cursivas ou mesmo quando negligencio minhas louças por quase uma semana inteira. Pareceu-me então, e essa conclusão tiro enquanto escrevo, que há uma quantidade de preocupação e que ela é então distribuída ponderadamente sobre minhas situações. Fato esse que me preocupa (e me perdoem o pleonasmo). Pois quanto menos “mini” preocupações tenho, mais “hiper” preocupada fico.