━━ Foi em você que esbarrei sem querer outro dia? Ainda preciso me desculpar por não ter oferecido qualquer ajuda - estava bem atrasado e um pouco alheio ao meu redor. Você não se machucou, certo?
Já passou, pode ficar tranquilo aí.
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@mysteriouskiin
━━ Foi em você que esbarrei sem querer outro dia? Ainda preciso me desculpar por não ter oferecido qualquer ajuda - estava bem atrasado e um pouco alheio ao meu redor. Você não se machucou, certo?
Já passou, pode ficar tranquilo aí.
queen-yun:
“Foi retórico, DongIl. Não precisava responder.” Respondeu ela, revirando os olhos e rindo. Era incrível como o relacionamento dos dois era tão instável quanto o temperamento dela e Yun se viu quase bufando ao ouvi-lo, pegando o celular do bolso, vendo as mensagens que a mãe tinha mandado. Leu tudo sem precisar desbloquear o celular e sorriu. “Bom, é claro que minha mãe vai adorar você lá em casa, vou avisar ela que você irá jantar conosco amanhã, certo?” Digitou uma resposta para a mulher, avisando o que tinha acabado de falar e a resposta foi instantânea. Ela ergueu o celular para avisar que ela realmente tinha feito aquilo. “E veja só, ela disse que vai fazer seu prato preferido. Incrível como ela sabe o seu e não o meu…” Murmurou ao guardar o celular. “Bom, eu vou indo então. Por mais adorável que seja a ideia de que você me deixará dormir, eu realmente preciso trabalhar antes de poder descansar. Te vejo amanhã, okay?” Ela deu um rápido, muito rápido, beijo na cabeça do amigo e caminhou em direção à porta da frente, pegando sua bolsa e calçando os saltos. “Feliz aniversário de novo, pabo.”
Dongil sabia que quando HeeYun colocava algo na cabeça, nada fazia ela mudar de ideia, então, ele sabia que ela não iria dormir até que tivesse com tudo em ordem em sua lista de tarefas da faculdade, então não fazia sentido forçá-la a ficar ali. Ficou surpreso ao saber por Yun que a mãe dela iria adorar tê-lo jantando com elas. Na verdade, Kim não sabia muito bem como lidar com os pais de seus amigos porque raramente os conhecia, inclusive, nunca até aquele momento. - soube se a mãe de Cho gostava ou não dele. - Certo, eu acho… - Respondeu incerto de que aquele seria um programa divertido. - Hey, eu sei o seu e isso já está ótimo. - Não queria que a mais nova ficasse triste com o fato da mãe dela não fazer ideia de qual era o prato favorito da própria filha. - Ok, não vou fugir desse maravilhoso jantar. - Respondeu irônico. Não que estivesse odiando a ideia de jantar com as Cho’s, mas é que ele raramente jantava com a própria família, então era estranho. Ao ver a mais nova recolhendo suas coisas, tratou de até a porta para abri-la. - Valeu, pabo.
huaixiaoziao:
Peça desculpas, no mínimo.
Eu disse que nem encostei em você, ta surdo?
&&; ` Learn you inside out ´
yoonjinae:
POR MAIS QUE SOUBESSE O QUANTO sua solicitação era irreverente, aquela resposta igualmente inesperada a pegou de surpresa, com efeito desarmando-a - o que foi evidenciado pelo riso e, ainda que este fosse curto e soprado, o sorriso prolongou-se. Não tinha aquele talento invejável de alguns para atirar respostas imediatas mas usou a pausa para molhar a garganta, virando meia garrafa de uma só vez. “Sabedoria ignorada por muitos,” começou depois que o outro freguês afastou-se com sua bebida. “mas olha só isso:“ - e ergueu um dos braços muito esguios como um homem o faria a exibir o bíceps. “Não pode realmente achar que eu conseguiria sequer empunhar uma faca, não é mesmo?” JinAe teve de apoiar-se no balcão para aliviar o peso sobre as plantas dos pés que latejavam. “Só vai levar um segundo… prometo!” Adicionou em um tom mais brando notando a impassividade do rapaz. “Hm… acho que um abridor de latas também serve. Qualquer coisa com uma ponta, na verdade.” Encolheu-se para o lado oposto quando outro cliente aproximou-se e aguardou pacientemente o atendimento enquanto finalizava sua cerveja, empurrando a garrafa na direção do jovem, unindo as palmas enquanto abria um sorriso forçosamente inocente. “Não tenho intenção alguma de causar confusão, só quero fazer um ajuste rápido aqui na barra da minha saia - emergência feminina, sabe?” Completou com suavidade de menina. “E aproveite para me dar outra dessas, por favor.” Indicou a garrafa, voltando a apoiar-se sobre a superfície do balcão.
Apesar de não demonstrar com suas expressões, DongIl tinha ficado contente por ter conseguido fazer com que a moça desse um sorriso. Nunca fora piadista, mas gostava de fazer as pessoas rirem porque de sério e sem graça, ele já era o suficiente. - Posso dizer que sou diferente da maioria dos caras por aí. - Deu de ombros, mostrando a simplicidade do fato. Quando ela fez a pose para mostrar seus finos bíceps, Kim a olhou com umas das sobrancelhas erguidas. - Nem fico mais surpreso com as coisas que as mulheres conseguem fazer… Principalmente quando estão bêbadas. - Ele estava sendo sincero. Por trabalhar em um bar, já tinha visto mulheres alcoolizadas fazerem cada coisa louca e sem noção que ele nem se impressionava mais. Considerou o instrumento com ponta que seria menos perigoso, porém concluiu que não existia um, só que acabou decidindo por um saca rolhas. - Fiquei contente com isso aqui, pois na verdade eu não estou autorizado a te dar nada com ponta. - Explicou a situação a ela antes de lhe entregar do utensílio. Pela experiência que tinha, foi super ágil ao retirar a tampinha de uma garrafa de cerveja e depositar a garrafa na frente dela. - Cuidado pra não ficar bêbada com um saca rolhas em punho. - Ele já tinha visto o estrago que um saca rolhas poderia fazer e não estava afim de ver novamente.
queen-yun:
“Você ainda desconfia da existência de Deus sendo que eu realmente te aturo?” Brincou, estalando a língua para DongIl, e pegou a colher dele, tomando um pouco da sopa antes de devolver o utensílio. “Hum.. está realmente bom. Mas a sopa é sua, você é o aniversariante.” Mostrou a lígua para ele quando o mesmo apontou para si, a fazendo olhar para o peito nu dele e suspirou. “Você perguntou sobre meu dia. Você p e r g u n t o u. Eu deveria ignorar você e ir dormir? Obrigada pela informação, farei isso da próxima vez. Não que eu vá dormir com você uma próxima vez.” Fez uma careta para si mesma e o viu tomar o conteúdo do copo rápido demais. “Cuidado para não ficar muito bêbado. Não, obrigada, eu não bebo no dia anterior à um seminário sobre Direitos Penais.” Ela realmente estava cansada e devia parecer mesmo um cadáver, como o amigo estava falando. Ela voltou a sentar, largando a bolsa no chão de novo e apoiou os braços sobre o balcão, descansando a cabeça. “Se eu cochilar um pouquinho, você me acorda daqui a quinze minutos?” O olhou daquela posição, com a sobrancelha erguida, aguardando a resposta dela, mas sentia os olhos pesarem de sono.
Religião claramente não era o forte de DongIl. Ele acreditava em Deus, mas ao mesmo tempo duvidava da sua existência por acreditar muito mais em fatos científicos do que religiosos. - Minha relação com a religião é um pouco complicada. - Deu de ombros, não achando aquela assunto muito relevante. Olhou para HeeYun com uma expressão de desdém quando a mesma roubou a sua colher, só que não voltou a tomar a sopa depois que o talher fora devolvido. - Chega, não curto comer muito antes de dormir. - Guardou a sopa na geladeira e colocou tudo que sujou na pia para que fossem lavados algum dia. - ‘Tá’, tudo bem. Na próxima vez que você acabou de confirmar que vai acontecer, eu vou te escutar de verdade e você vai parar de me encher pela falta de pano no meu corpo. Problema resolvido. - Deu mais algumas goladas no soju e como a mais nova não iria querer, acabou deixando na geladeira também. Franziu o cenho ao escutar o pedido de Cho e até achou graça daquilo. Como ela poderia achar que ele iria acordá-la depois de tudo que ele havia falado. - Claro que não. Se você cochilar, vou te colocar na cama e te deixar dormindo. - Foi totalmente sincero em sua resposta, sem se importar com o que ela faria se ele realmente fizesse isso.
I'll be here for you ~DoYoung&Dongil
deardoyoung:
-Ei… -Estalou os dedos algumas vezes, a destra próxima ao rosto do mais novo. -Terra para Dongil. Ouviu o que eu disse? -O questionou um tanto irritado. Odiava ser ignorado, algo nada fora do comum. Mas estava ali para aproveitar o tempo com seu melhor amigo e ajudá-lo como fosse, mas… Dongil parecia mais perdido em seus pensamentos do que adolescentes baderneiros após cinco ou dez doses de droga. Perguntava-se era tão algo tão sério assim à ponto de deixá-lo preocupado, aflito, estático daquela forma. DoYoung quase deu um tapa em seu rosto, mas o rapaz enfim decidiu abrir a boca. ‘’Tem outra coisa que tenho que contar’’… ‘’Um chute no estômago’’… ‘’Melhor estar preparado’’… -Você está me deixando nervoso. -Semicerrou os olhos, franzindo o cenho em um leve sinal de frustração, sua aflição aumentando aos poucos. E então… Bomba!
De início, DoYoung apenas ficou estático por alguns segundos, encarando-o. Não sabia bem o que fazer ou o que dizer. Só conseguiu agir por impulso e erguer a mão para desferir estalado tapa no rosto do mais novo. O que diabos havia feito, Dongil? Engravidar a ex? Sério? Que coisa mais inconsequente! Tantas formas de se proteger hoje em dia! Que porra!… Era isso que desejava dizer a ele, mas… Permaneceu em silêncio. Não era pai de Dongil e ele já era grandinho o bastante para arcar com os próprios erros. Mas claro que… Não conseguia deixar de se preocupar com ele. Soltou um suspiro pesado. -O que você vai fazer em relação à isso?
Quando recebeu a notícia que NaRi estava grávida, a primeira reação do rapaz foi entrar em choque total, afinal, nunca tinha pensado em ser pai e muito menos aos vinte e um anos de vida. Claro que pensou logo de cara que o bebê fosse seu, mas aí lembrou que ele tinha terminado com NaRi há mais de seis meses, porém, também recordou-se de algumas recaídas que tinham tido por conta de várias investidas dela. Kim segurou esse segredo por vários dias até contar para a pessoa que mais confiava, ou seja, Doyoung. Claro que não esperava que o mais velho passasse a mão na sua cabeça, só que não pôde esconder a surpresa ao sentir o rosto virando e a bochecha arder com o impacto do tapa. Ninguém nunca havia batido em DongIl daquela forma sem que o mesmo estivesse preparado pra isso., portanto, não conseguiu conter a raiva que subiu em seu corpo; ele não estava certo, só que se nem os pais dele encostavam a mão nele de forma agressiva, não ia ser Doyoung que faria. - Acho que isso não é problema seu. - Respondeu com toda a frieza que existia em seu corpo.
huaixiaoziao:
Não é o que o quase deslocamento do meu ombro diz.
‘Tá’. Você quer que eu faça o quê?
huaixiaoziao:
Mais cuidado por onde anda! Será que você não sabe prestar atenção, não?!
Nem encostei em você.
deardoyoung:
Você me chamou de ‘’Senpai’’?
Claro que não, ‘tá’ louco?
“Você vai arrombar minha casa? Está tão desesperado assim?” Mostrou a língua para ele enquanto passava a mão nos cabelos, os prendendo num coque frouxo e assentiu. “Sim, a ahjumma me disse que era a melhor dali então eu acreditei e comprei. Fico feliz que tenha gostado.” Ela deu de ombros logo depois mostrando que aquele assunto também podia passar já que ela sabia o que ele pensava e ele sabia o que ela pensava. E eram pensamentos diferentes porque HeeYun esperava poder fazer mais pelo amigo, mas ele era tão cabeça dura em aceitar aquilo dela. “Foi bom porque você estava lá para me ouvir. Eu apenas estou reclamando que, não precisava ficar sem camisa pra poder me ouvir, pabo.” E ela fazia uma careta para disfarçar o corado que atingia suas bochechas toda vez que pensava no dia de seu aniversário. HeeYun torceu os lábios e suspirou. “Não tenho tempo pra dormir, é quase impossível durante a faculdade.” A mão que estava sobre o ombro dele logo bateu na parte de trás da cabeça do garoto. “Se você falar das minhas olheiras novamente, eu juro que bato mais forte.”
Olha HeeYun, se Deus realmente existe, ele te colocou nesse mundo para me aturar, então, eu arrombaria se fosse preciso. - Saboreava a sopa de algas enquanto falava, afinal, aquela era mesmo a melhor do bairro. - Você não vai comer? Anda, coma antes que esfrie. - Cobrou a moça porque, apesar de apreciar fazer a maioria das coisas sozinho, comer não era uma delas e também porque sopa fria era muito ruim na opinião de Kim. - Cha, eu não se se reparou, mas eu durmo sem camisa. - Apontou para o próprio peito, demonstrando o que dizia. - E naquele momento era para nós estarmos dormindo e não conversando sobre assuntos desagradáveis, mas como sou um ótimo amigo, fiz aquele esforço. - Abriu o soju que a moça trouxera e tomou um shot do liquido transparente, fazendo uma careta logo em seguida. - Quer? - Ofereceu o destilado. - Ya! Não me bata, não tenho culpa por você ter esse olhar de defunto. - Provocou-a, preparando-se para o tapa que viria a seguir.
— Um arranhão pode inflamar, o problema é esse. Eu estou…Bem. Meu novo emprego é em um lugar decente, eu vou me certificar de não ser um ímã de problemas lá também. E você? Tirando esse arranhão, espero que não tenha nada demais te incomodando.
Foi ficar bem, você se preocupa demais. Onde é? Quem sabe eu não vou lá te visitar... Bom, coisas me incomodando sempre tem, né. Você me conhece.
— Parece que eu sou um ímã de problemas, não é? Deixa eu ver esse arranhão, melhor não deixar inflamar.
Pois é. Não se preocupe, um arranhão de gato não mata ninguém.
Como você está?
— A Vanilla é uma boa menina, provavelmente comeu algo que não devia enquanto eu não estava olhando, ou achou que você ia me machucar. Ela te arranhou?
Arranhou sim, mas não é o primeiro machucado que eu consigo por sua causa.
Ela revirou pela milésima vez desde que entrara ali. Bateu no ombro dele e fez uma careta. “Não vai adiantar nada saber onde eu moro se eu não quiser abrir a porta pra você. Vai fazer o que? invadir?” HeeYun soltou um suspiro e empurrou a sopa de algas para DongIl. “Prove, me disseram que é a melhor do bairro.” Esperou que ele provasse da sopa de algas e apoiou os cotovelos no balcão. “Eu tenho bom gosto, você sabe disso. Mesmo que seja algo simples, o fato de ter me lembrado de você foi o suficiente para comprar.” Terminou por dar de ombros e olhou a grande pasta de arquivos que a esperava. Nem sonhando que poderia pensar em dormir, mas assim que o pensamento cruzou sua mente, ela bocejou demoradamente. “Yah, foi apenas uma vez e você dormiu, enquanto eu fui obrigada a ficar ouvindo seus roncos.” Yun levantou, arrumando a bolsa novamente em seu braço e se aproximou de DongIl, a mão dando leves batidinhas nas costas dele. “Para sua infelicidade eu não vou poder ficar. Eu tenho vários casos pra analisar antes de dormir e provavelmente isso não vá acontecer nessa hora ou… em algumas horas. Se eu ficar aqui, provavelmente vou ficar dormindo. Então, você não vai ter o prazer da minha companhia hoje. Mas… feliz aniversário, sim?” O mais parecido de um abraço lateral foi dado, meio desconfortável porque tanto ela quanto ele não eram acostumados com aquilo.
Provocar HeeYun era um dos maiores prazeres de DongIl. Vê-la ficando corada e revirando os olhos era engraçado na visão dele. - E você acha que um pedaço de madeira é que vai me impedir de entrar na sua casa? Sério mesmo? - Arqueou uma das sobrancelhas para mostrar a ela que falava sério. - Comprou onde? No First Alleyway? - Provou a sopa de algas e realmente estava extremamente gostosa, lembrava-o da que a mãe dele fazia. - É boa. - Comentou sobre a sopa, mas já pensava em mudar de assunto. - Eu não ligo para presentes, você sabe. - Verdade. kim sempre dora um garoto simples, que não exigia coisas caras dos pais, mesmo sabendo que eles poderiam comprar sem problemas e também, sentia-se incomodado quando alguém gastava dinheiro com ele. - Não sei porque você fala assim. Dormimos juntos e sei que o papo que tivemos na sua cama foi bom pra você, portanto, devia parar de reclamar tanto. - Referia-se a conversa sobre o pai dela, aquele babaca. - Ya, não se esforce demais. Você precisa dormir. Preferia que dormisse aqui de qualquer jeito… Acha que eu não reparei nessas olheiras aí? - Por mais que não demonstrasse, o baterista se preocupava muito com Cho e sabia que ela precisava dormir mais horas por dia. Por estar preocupado, não se incomodou com o abraço, mas também não o correspondeu.
Sim… Concordo. Passei batido por isso.
Tudo bem, Ara está bom. Isso se conversarmos de novo, ou você parar no jardim da minha vizinha um dia desses.
Nós somos vizinhos... Por que não nos encontraríamos de novo?
Tinha se esquecido do quanto costumava revirar os olhos quando falava om DongIl, a pose toda de indiferente não combinava mais com a imagem que ela tinha dele. Era um pé no saco por sempre ser tão contido, ainda mais porque ele a lembrava dela mesma, sempre escondendo suas emoções. “Se você tivesse vindo atender somente de toalha, podia contar que dificilmente ia me ver de novo.” Porque ela fugiria dele por vergonha. E o garoto sem camisa já a deixava com vergonha, imagine apenas de toalhas. “Yah, você está cansado, pabo. Eu deveria deixar você descansar.” E era verdade, tanto ele como ela deveriam descansar. “Gostaria de ter feito mais, de ter levado você pra sair e tomar soju num restaurante legal. Desculpa…” Era o mínimo que podia fazer pelo amigo, mas com a loucura do trabalho e faculdade, Yun precisou improvisar. O ouviu falar sobre o presente e sorriu, sabendo que até aquela única palavra significava que ele tinha gostado. Era uma sorte conhecê-lo tão bem, porque se não, brigariam mais do que brigavam. Mas o que a pegou de surpresa foi o fato de ele pedir que ela colocasse nele, ali naquele momento. Pegou a corrente das mãos dele, passando pelo pescoço e se inclinou para o lado para poder fechar a corrente corretamente e logo se afastou, um sorriso bobo nos lábios. “Gostei, ficou bom.”
Não me preocuparia tanto com isso, eu sei onde você mora. - Disse em seu tom sério e ligeiramente abusado habitual. Nunca entendeu o jeito puritano das garotas de seu país, para ele era algo que chegava a ser bizarro. Quer dizer, se tivesse uma cena de dorama onde o cara atendesse a porta de toalha, as espectadoras morreriam, desejando que aquilo acontecesse com elas, porém, se fosse na vida real, elas, se fosse possível, se enfiariam dentro de uma pokebola de tanta vergonha. Vai entender. - Eu estou tranquilo, HeeYun. Você pensa demais... Estou de boa com sopa de algas e soju na minha casa, nunca fiz questão de ir em um restaurante. - Desde criança, Dongil fora uma pessoa simples, que só exigira as melhores coisas quando se tratava de sua bateria e mesmo assim só comprava se fosse com o seu próprio dinheiro. Nunca quis ter uma grande festa de aniversário independente da idade em que completava e não se arrependia disso. - É, ficou bom mesmo... Valeu... - Abaixou o rosto para conseguir ver o pingente de baquetas pendurado em seu pescoço. Ele não possuía o costume de usar acessórios, mas também quando usava, não tinha o costume de tirá-los. Distribuiu um pouco da sopa de algas em suas respectivas tigelas e logo começou a saboreá-la. - Pode dormir aí se quiser. Não tenho um quarto de hospedes, mas tenho um sofá e se isso não for o suficiente para vossa realeza, tenho uma cama de casal muito confortável... De qualquer forma não seria a primeira vez que dormiríamos juntos.
Green Day - “Wake Me Up When September Ends” (American Idiot 2004)
“As my memory rests, but never forgets what I lost. Wake me up, when September ends.”