sobre coisas simples, forró e desmesuradamente mergulhar em nostalgia
o forró me teletransporta pra uma outra época, principalmente quando escuto flávio josé, ao primeiro barulhinho desse ritmo que ganhou vida aqui muito através de luís gonzaga, instantaneamente me sinto bem e sei que poderia ouvir o dia todo aquelas músicas que tanto me alegram e aquecem o coração de muita gente. com o som da sanfona volto pra minha infância naquelas ruas do jardim acácia que pareciam tão tranquilas e certas para mim, certas para viver. vou voltando para o tempo de quadrilhas na escola, o friozinho na barriga que dava, a incerteza dos passos e ao mesmo tempo uma vontade de chamegar com o par e comer um bolinho de tapioca no final. a música "ana maria" de santanna o cantador, me faz sentir o cheiro da rua netuno molhada de chuva, bandeirolas coloridas, eu menina sentada na varanda de casa observando cada um que passava. me faz lembrar também que quando eu escutava esse som, achava que o cantor havia feito pra uma vizinha e amiga da família chamada ana maria e achava o máximo, que danada a ana maria!, (tinha essa coisa de achar que algumas músicas eram pra algumas pessoas específicas que eu conhecia, simplesmente por eu vê-las de uma forma que era descrita na letra e, pra mim, vídeo clipes eram reais de alguma forma), coisas que fazem sentido na mente de uma criança, enfim. o que quero dizer mesmo é o quão gostoso é ser levado por esses sons, são esses sentimentos bons que a gente sente ao ouvir o som do triângulo, do teclado, do banjo. tantas emoções que se tornam tangíveis, tanta melancolia, sofrimento e amor. coisas que não encontramos palavras para dizer mas que está ali, cantado, eterno. como é bom rememorar outras épocas e ser feliz com as coisas boas do agora.
















