Ele achava que amar era deixar ir embora também.
Ela, confusa em si mesma, quis resolver tudo.
Os dois decidiram, tomaram uma decisão. Era para o bem.
Mas o tempo passou e ambos caíram no fundo.
Se amavam loucamente, mas o destino não ajudava.
Ele tentou ser racional, sofreu ao dizer não, triste, olhou a janela.
Ela, um furação, ficou mal. Se arrependeu. Agredia nas palavras.
Na noite ela se embebedou. E ele dormiu só e com cheiro dela...
As palavras que eram de amor, agora tornaram-se gelo.
Ele, desentendido com a história, achou que estava certo.
Ela, indecisa com o agora, achou que era desprezo.
Quem viu de fora não entendeu. Os dois de peitos abertos.
O fim da história era para ser sincero, amigável...
Aos poucos se tornou perdido.... De idas à procura de vindas.
Os dois entenderam, noites antes, que tudo era intragável...
O universo dela e dele não se encaixavam e isso traria o caos às suas vidas.
Mas agora, ele só queria entender o que fazer...
Pois mesmo ainda a amando, não queria atrapalhar...
O futuro dela era brilhante, mas em outra cidade, um outro porquê.
Ele podia se afastar, ser frio, mesmo vendo seu coração falhar...
Ela só queria entender o que fazer.
Pois mesmo ainda o amando, não sabia se ia atrapalhar.
O futuro dele era brilhante, mas outro igual a ele, ela podia não ver.
Ela podia se afastar, ser fria, mesmo sabendo que os olhos iriam chorar.
O narrador só observou a dura queda dos dois.
A caída do amor que cedeu espaço para o destino.
A dor dela e dele no fim de algo que custou a ser um “pois”.
O fim fora do padrão de brigas e discussões. De apenas um sorriso.
Depois da ventania caótica, um fim merecido à duas almas, que juntas, foram além do paraíso... E talvez tinham medo de entrar em jaulas. Mas no fundo, era a liberdade de dizer que se amavam, que doía em suas pálpebras. Sofridas... Cansadas... Cegas pelas pancadas... De outras estações onde não existiam corações...