📚 Arena, por Alexandre Callari (@pipocaenanquim, 2022)
Arena é o mais longevo projeto do escritor, tradutor e editor Alexandre Callari. Após mais de 10 anos aprimorando a história que carregaria o máximo de analogias à sua trajetória pessoal, o título chega à altura da sua criação. Apesar da arte, do artista, e até mesmo daquele cara que fez o raff (não vale a pena mencionar, acredite), a narrativa segue firme e forte, mantendo o senso de tempo e movimento necessário para cada sequência escrita com tanto carinho por seu criador. A construção de personagens é calma e cinematográfica. O projeto já passou pelo formato de roteiro de cinema e captura bons elementos de outra linguagem para sustentar o grande quadrinho que é. Particularmente, vejo alguns problemas com o início da leitura. Por exemplo: uma cena, em específico, aconteceu na vida real, mas soa boba e confusa em formato de ficção. >Aqui abro espaço para explicar com leve spoiler: ainda não conhecíamos o Rômulo o suficiente para saber se o aluno estava certo ou errado sobre suas atitudes. Seria uma dualidade interessante para desenvolver, ou poderia optar por demonstrar o caráter antes de demonstrar uma confusa injustiça.< Porém, o mesmo caso, em uma autobiografia, teria o efeito oposto, explico: Em um quadrinho verdadeiramente autobiográfico, com o próprio Alê como protagonista, algumas situações soariam completamente diferentes, pois o que choca e o que soa forçado, na suspensão de descrença de uma completa ficção, sempre difere dos mesmos acontecimentos em uma trama autobiográfica. Talvez o Alexandre não se sinta interessante o suficiente para protagonizar um quadrinho, mas te digo, cara. Você é! Assim como eu, acredito que muitos anseiam por te ver neste cenário. Leria fácil um livro de contos autobiográficos. No mais, Arena me prendeu da metade pro final e me peguei devorando seu posfácio. Além dos pesares, não só me diverti, como me inspirei para escrever. Obrigado, @alexandrecallari, sigo ansioso pelos próximos trabalhos!















