Era Uma Vez… Uma pessoa comum, de um lugar sem graça nenhuma! HÁ, sim, estou falando de você 𝑵𝒆𝒔𝒍𝒊𝒉𝒂𝒏 𝑼𝒍𝒖𝒔𝒐𝒚. Você veio de 𝑨𝒏𝒄𝒂𝒓𝒂, 𝑻𝒖𝒓𝒒𝒖𝒊𝒂 e costumava ser 𝒓𝒆𝒅𝒂𝒕𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒓𝒆𝒗𝒊𝒔𝒕𝒂 𝒅𝒆 𝒎𝒐𝒅𝒂 por lá antes de ser enviado para o Mundo das Histórias. Se eu fosse você, teria vergonha de contar isso por aí, porque enquanto você estava 𝒋𝒖𝒍𝒈𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒍𝒐𝒐𝒌 𝒂𝒍𝒉𝒆𝒊𝒐, tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má! Tem gente aqui que estava montando em dragões. Tá vendo só? Você pode até ser 𝒅𝒆𝒅𝒊𝒄𝒂𝒅𝒂, mas você não deixa de ser uma baita de uma 𝒎𝒆𝒈𝒆𝒓𝒂… Se, infelizmente, você tiver que ficar por aqui para estragar tudo, e acabar assumindo mesmo o papel de 𝑭𝒆𝒊𝒕𝒊𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 𝑽𝒊𝒏𝒈𝒂𝒕𝒊𝒗𝒂 na história 𝑶 𝑮𝒂𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑩𝒐𝒕𝒂𝒔… Bom, eu desejo boa sorte. Porque você VAI precisar!
Apesar de ter nascido na Turquia, não demorou para que os talentos que Neslihan desenvolveu ao longo dos anos fizessem com que ela tomasse conta da Europa quase que por inteiro. Formada em moda e em jornalismo, as matérias que começara a escrever para uma simples revista local a levaram até Luxemburgo, depois Inglaterra, depois Alemanha e finalmente... Paris! Redatora de uma das principais colunas de moda da Elle, ela podia dizer estar vivendo a vida perfeita, não fosse sua personalidade.
O "enfrentar barreiras" que alavancou sua carreira não venho com nenhuma gentileza. Neslihan não se considerava mesquinha, mas também não deixava que ninguém a atrapalhasse enquanto caminhava até o topo, por vezes acabando por tratar as pessoas com desdém, passar a perna em alguém aqui e ali, e por fim, conquistar o que queria. Por conta disso, não tem muitos amigos. Em seu local de trabalho, é temida por uns, odiada por outros e tem quem a admire, mas a maioria em segredo. Felizmente, ela não liga para nada disso, pois está feliz com seu emprego e sabe que reconhecem seu potencial.
Sua carreira poderia alavancar ainda mais para diretora-chefe da revista para qual trabalhava, não fosse a reviravolta de um dia acordar em um mundo encantado onde agora diziam que ela iria pertencer a um conto de fadas. Piada. Só se ela fosse a bruxa má muito estilosa do tal conto... e não é que talvez fosse mesmo? Ao descobrir a história a qual iria pertencer, por mais que ainda achasse que tudo aquilo não passava de uma grade ilusão de algum alucinógeno que ela deve ter tomado sem querer, gostou da ideia de ser uma personagem que corria atrás de vingança, afinal, assim como sua personagem, Neslihan nunca se deixaria ser traída ou passada para trás. Ah... talvez aquilo fosse ser divertido!
𝑬𝒙𝒕𝒓𝒂 𝒊𝒏𝒇𝒐 𓂃 Neslihan tem 30 anos, seus pronomes são ela/dela, é do signo de escorpião e fala duas línguas: turco e inglês.
Escolha um prompt desse link para um starter com a Neslihan ; adicione um "YOU" se quiser que ela tenha dito, ou "ME" para seu char ter dito a frase ( 5 / 5 )
Dizer que estava deslocada naquele lugar era o mínimo, mas tentava fazer o possível para compreender o que estava acontecendo e correlacionar com algo que ela conhecia, foi justamente por isso que ela parou por alguns segundos depois da explicação de muse tentando achar alguma coisa próxima para comparar. ❝Então, basicamente você tá me dizendo que a gente tipo no seriado de Lost versão Disney? Só que sem avião e ilha mágica, se bem que é um reino mágico, né? Gente que loucura...❞ Não se importou que a pessoa a sua frente fazia alguma ideia do que era Lost ou não, foi a coisa que ela mais conseguiu se aproximar considerando toda aquela dinâmica entre os personagens e os perdidos que lembrava ela bastante toda a situação dos hostis com os passageiros do avião. Ainda que toda aquela comparação não lhe deixasse bem animada com a situação, por isso tentou brincar um pouco com a situação. ❝Qual foi? Só falta você me dizer que tem um maluco chamado Jacob também que é tipo uma entidade que basicamente ninguém vê ou consegue falar com, daquelas bem inacessíveis e que nós os perdidos como vocês chamam fomos escolhidos a dedo por um propósito maior.❞ Se permitiu rir baixo com o quão absurda aquela simples ideia soava, ainda mais quando dita em voz alta. ❝Espero que não, por que a sequência disso em Lost é uma fumaça assassina e eu sou jovem e linda demais pra morrer!❞
A comparação da outra fez com que Neslihan soltasse um riso sincero. Desde que aquela maluquice havia começado ela estava em busca de uma definição para o que estava vivendo e a famosa "viagem de ácido" já tinha ficado sem graça, mas essa coisa de Lost? É claro! Era brilhante. ❝ Pois é exatamente isso, acredite se quiser. ❞ no fundo, nem a turca acreditava ainda, mas a outra não precisava saber disso. ❝ Cara, tem o Merlin, e pelo visto ele é o fodão, e tem o Rei, e o outros caras importantes... esqueci o nome deles. ❞ mexeu os ombros em insignificância. ❝ Então eu não duvido nada que, apesar de não serem uma fumaça assassina, eles serão capaz de um dia se cansar da gente e todo mundo morrer. ❞ e novamente, ela trazia para si o pensamento de "seria isso ruim?", o que era melhor, morrer ou ser uma esquisita entre personagens de contos de fadas? ❝ Acho que só me resta lhe dizer boa sorte, vai precisar. ❞ estranhamente, Neslihan havia gostado da garota em sua frente, apenas por aquele começo de conversa, esperava não mudar de ideia.
a respiração de violeta estava ansiosa desde o primeiro momento em que se percebeu naquele lugar. todos pareciam bem adaptados, até mesmo os que também não faziam parte das histórias originais, mas ela se sentia deslocada o suficiente para pensar apenas em ir embora. tinha um curso pra terminar na faculdade, não queria acabar reprovando por falta depois de todo o esforço pra ganhar uma bolsa. "AHHHHH!" o grito parecia ter saído do fundo da alma, tamanho fora o susto da aproximação desconhecida. deu alguns passos para trás, prestes a se esconder em algum lugar, e realmente o teria feito se o rosto de muse não parecesse tão amigável. "tinha um inseto esquisito no meu braço, por isso me assustei." mentiu, sequer se importando em soar verdadeira. só era humilhante demais assumir que estava com medo de todo mundo por ainda não confiar em ninguém. "se eu morrer aqui, morro na vida real também? é melhor ter um cuidado dobrado, né? vai saber." as palavras abandonavam a boca de maneira nervosa, sem se dar tempo nem pra respirar. apesar de ter alguém bem na sua frente, violeta fazia questão de olhar para os lados. estava assustada.
Se havia algo que Neslihan podia considerar-se boa, era leitura de expressões. Tinha aprendido muito com o trabalho, pois precisara estudar modelos que não gostavam dela, ex-chefes, colegas de trabalho, etc, e com sua personalidade, saber a verdadeira opinião dos outros era importante, por isso havia se aperfeiçoado. Era por isso que, mesmo de costas, conseguia ver que a garota a sua frente tinha a postura de alguém desconfiado, levemente amedrontado. Ah, a oportunidade perfeita para se divertir! Dito e feito. Ao aproximar-se lentamente, o toque no ombro alheio foi o suficiente para pregar-lhe um susto, Neslihan rindo baixo com a desculpa que a outra inventou. ❝ Inseto, é? Odeio eles. ❞ a expressão de desdém que rapidamente estampou seu rosto deixou claro que não gostava das criaturas, e que podia, brevemente, ter acreditado no que ela havia dito, não soubesse a verdade. O questionamento alheio fez com que ela arqueasse uma das sobrancelhas --- realmente, nunca havia pensado naquilo. ❝ Essa é uma ótima pergunta, talvez sim? Porque eu ainda acho que isso tudo não passa de uma viagem muito longa de ácido, sabe? Devemos estar todos em um festival de música eletrônica, doidões. ❞ deu de ombros, rindo em seguida. ❝ E talvez morrer seja um caminho mais fácil? Do que ter que enfrentar tudo essas coisas que estão fazendo a gente enfrentar por aqui? Se quiser posso te ajudar! ❞ abriu um sorriso maior do que o normal para o assunto, talvez para assustá-la um pouco mais, talvez porque realmente gostava da ideia.
evangeline já havia perdido a conta de quantas bibliotecas e livrarias tinha visitado desde o início do dia, tamanha era a sua fome por respostas. desde o primeiro evento cósmico que envolvia os perdidos, de alguma forma, ela tentava perceber padrões e criar teorias sobre o que causava tanta euforia no céu. "você se lembra de quando as estrelas se apagaram? naquele primeiro festival." com um livro em mãos, a estrela caída caminhava de um lado para o outro, tentando encontrar nas palavras algo que a fizesse saber mais do que já sabia. "isso nunca tinha acontecido antes, em reino nenhum. mas não foi a única anomalia no reino dos perdidos... a lua também tem piscado durante a madrugada, em dias aleatórios."
Com uma revista de moda local em mãos, que modéstia a parte, não era nada mal, poderia até ser algo haute coutore do mundo real, ela estava sentada em um banco qualquer numa rua movimentada qualquer. Estava aguardando para saber as respostas dos lugares os quais havia aplicado para trabalhar, sem vontade alguma, é claro, mas se não tinha escolha... por que aquela revista não tinha uma vaguinha? Ela seria muito melhor nisso. Foi somente com a última indagação da moça ao seu lado que ela percebeu que a outra tentava começar uma conversa, ou então estava falando consigo mesmo, mas atrapalhando a turca. Com um revirar de olhos, mexeu a cabeça em negação. ❝ Eu não faço ideia do que você 'tá falando, não sou dessas que fica que nem uma idiota olhando para o céu. Sem ofensa. ❞ com um pouco de ofensa, porque oras, ela não tinha algo mais útil para fazer? ❝ Mas já que está tão focada nisso, o que acha que significa? Vamos todos morrer? ❞
ultimamente, as pessoas falavam muito sobre o grandioso cinema mágico; havia se tornado um grande bafafá. sophie sabia o que era um cinema, mas nunca havia de fato pisado em um. o que lhe chamou a atenção não foram nem exatamente os filmes, mas sim o delicioso cheiro de caramelo derretido do local. escolheu um filme aleatoriamente, "o iluminado" parecia ter um título interessante, então por que não? ao entrar, ela se acomodou na poltrona macia e ficou fascinada pela tela gigante e pelo som que parecia vir de todos os lados. tudo parecia tranquilo… até que não estava mais. conforme o filme avançava, sophie começou a perceber que algo estava errado. não era bem o tipo de coisa-iluminada que ela conhecia. as coisas começaram a ficar assustadoras, e antes que percebesse, já estava com os olhos arregalados, segurando o balde de pipoca como se fosse um escudo. e então veio a cena do corredor, com aquele homem estranho e o machado. sophie ainda estava descobrindo como suas habilidades mágicas funcionavam, o que muitas vezes a fazia usá-las involuntariamente. e foi assim que, desejando tanto que o homem na tela fosse embora, acabou jogando-o direto para a sala ao lado. desesperada, correu atrás, empurrando a porta da sessão vizinha, onde MUSE estava assistindo "sociedade dos poetas mortos" tranquilamente, até um machado voador aparecer de repente. "eu juro que não era pra isso acontecer!" sophie arfou. "eu só tentei… sabe, proteger as pessoas do filme? é que… bem, nunca tinha visto nada assim antes. você viu onde aquele cara foi parar? não acho que seria legal se ele do nada aparecesse em branca de neve..." falou tudo rapidamente, olhando ao redor, claramente arrependida. o cinema sempre era assim? ou ela tinha um talento especial para o caos?
Neslihan já havia se dado conta de que aquele era um sonho muito longo, o qual estava vivendo. Quando de ácido havia usado para essa viagem não sabia, só esperava que alguém fosse encontrar seu corpo antes que moresse. Pensamentos sombrios à parte, aproveitou o longo tempo ali na terra mágica para ir ao cinema, quem sabe resgatar um pouco os costumes que tinha em sua vida normal não fosse o segredo para levá-la de volta para Paris? Não custava tentar. Era por isso que encontrava-se na sessão de Sociedade dos Poetas Mortos naquela noite; cult, sim, mas ela não podia negar que gostava do filme, e ter a oportunidade de vê-lo no cinema era interessante. O que ela não esperava era o filme ser interrompido por quem pareceu ser... Jack Torrance? A mulher que seguiu o personagem que logo sumiu da tela foi quem assustou Neslihan e os outros presentes ali, fazendo ela pular da cadeira. ❝ Que cacete? ❞ foi a única coisa que conseguiu verbalizar naquele momento. ❝ Como é que você fez isso!? ❞ ela não conhecia nenhum personagem mágico com poderes assim! Quem sabe fosse uma perdida também? Não lembrava de conhecer seu rosto antes. ❝ Para onde ele foi, não sei, mas que acabou total com o clima do filme que estávamos vendo, isso sim. ❞ resmungou, uma breve careta seguindo a constatação. ❝ Vamos torcer para ele não parar em alguma sala que 'tá passando Cinderela, né? Vai que a princesa aqui morre mesmo? ❞ não deixou de rir, primeiro porque sabia que talvez o filme nunca fosse ser exibido, mas, ao mesmo tempo, por realmente se perguntar se aquilo poderia acontecer.
ㅤ⸻ O amor verdadeiro é hipotético. Nem sempre é entre um homem e uma mulher. Ou entre dois homens. Ou entre duas mulheres. Duas pessoas desconhecidas que eventualmente se apaixonam. — Minutos antes, ela estava sentada, apenas admirando a paisagem, desviando os olhos ocasionalmente para o pequeno livro de bolso que repousava em suas mãos, embalada pelo som da água que caía no chafariz. Não era comum vê-la por ali naquele horário, mas com o clima agradável, um pouco de ar fresco não parecia uma má ideia para a Rainha do Gelo. Ao notar a presença repentina de muse ao seu lado, evitou buscar contato visual. Criar laços com outras pessoas sempre fora um de seus maiores desafios. O isolamento lhe servira bem por muito tempo. Mas, com as mudanças ao seu redor, sentiu a necessidade de transformar algo em sua própria vida também. Elsa, no entanto, fazia isso em seu próprio ritmo, devagar, sem pressa. Sem se preocupar em descobrir a identidade de sua nova companhia, ela continuou a divagar, lembrando-se de algo que havia ouvido antes, de outra pessoa. ⸻ O amor verdadeiro também acontece em família, como entre irmãs. Ou entre amigos. Platônico, puro, leal. Não há comprovação de que o amor verdadeiro seja exclusivo de um único tipo de relação. Não funciona assim.
Como aquele papo havia começado Neslihan não sabia, mas verdade fosse dita, não estava nem um pouco interessada. Por parte porque sabia que aquilo que a outra dizia era verdade, e isso automaticamente a fazia pensar que nunca fora muito amada por seus pais, que queriam apenas que ela fizesse muito dinheiro e nada mais --- felizmente, nisso ela havia sucedido, antes de vir parar nesse lugar maluco de seus sonhos, é claro. Por outra parte, era porque sabia não ser capaz de amar alguém, fosse família, fosse um amor, seu coração era gélido demais para isso, e não como o de Elsa, fosse realmente a personagem famosa em sua frente, mas sim como algo mais parecido como o de uma Rainha Má... no caso, ela só tinha muito orgulho e desdém de sobra, ela se fazia impossível de amar. Dando de ombros para tudo a outra disse, mexeu a cabeça em negação em seguida. ❝ Se isso for tipo alguma conversa de coach que está querendo fazer, 'tá super aprovada, ok? ❞ levantou ambos os polegares em confirmação. ❝ Mas não vai funcionar comigo, infelizmente. Já passei dessa fase de acreditar em qualquer coisa que envolva amor. ❞ o rosto expressou uma careta. ❝ É muito mais legal ser sozinha, independente e encher o saco da vida dos outros sem se importar com as consequências, não acha? ❞