pmelaivy.
「 🌹 darling, você está tampando a luz. 」avisou, com uma expressão desgostosa. 「 🌹 as crianças precisam de luz. 」se deu ao trabalho de indicar as plantinhas que sobreviviam no meio do asfalto. uma condição lamentável. em seguida, recordou-se do casal de namorados inconsolável que havia passado mais cedo, e seu desejo de recolher as flores para usá-las como homenagem aos legados imbecis que perderam a vida. honestamente, pamela não era obrigada a ter empatia por quem acreditava em táticas típicas de um heroísmo ultrapassado. isso além da ousadia de importunar vidas que continuavam tentando sobreviver em um ambiente que lhes fora roubado. não, não. a natureza já tolerava o suficiente para passar por mais humilhação, principalmente em nome de sacos de carne incompetentes, portanto, havia os prendido não muito longe no interior de uma de suas plantas mutantes. o que havia restado era o cartão de crédito que tão gentilmente lhe fora passadas todas as informações.「 🌹 não conheço nem metade dessa gente que veio parar aqui em gotham, mas ouvi muitas reclamações. burrice de quem em algum momento acreditou que éramos um povo hospitaleiro, hum?」
o copo cheio de café em mãos não lhe deixava mentir: dick não havia dormido aquela noite. e como conseguiria? a mente estava focada demais nos últimos acontecimentos e em todo o trabalho que tinha para fazer, tanto como asa noturna quanto como detetive; os telefones não paravam de tocar, precisava de ar fresco e, quiçá, um pouco de silêncio. mas precisar e de fato conseguir ter são coisas divergentes, tanto que apenas suspirou quando ouviu a voz de pamela. “ quase esqueci do quão simpática você pode ser. “ apesar do sarcasmo no tom, sua expressão denunciava a brincadeira enquanto bebericava um pouco do líquido quente. uns dois passos eram dados para o lado, os olhos corriam as plantas que outrora eram mencionadas e uma sobrancelha acabou por ser arqueada no processo. beirava o adorável ver que isley ainda se importava com alguma coisa. “ é difícil perceber o caos e ignorá-lo. não culpo as pessoas que estão tentando ajudar de alguma forma, apesar da recepção. “

















