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gimmelovelike--her:
—- Por que eu deixei você arrumar meu cabelo, mesmo? — Ele sorriu, de cenho franzido.
--- Na verdade eu não sei nem o motivo de ter aceitado. --- Riu, mas podia sentir o rosto esquentar, estava um pouco envergonhada com aquilo tudo. --- Isso é desconfortavelmente estranho.
seven minutes in heaven | open
Estava em um canto menos movimentado, na cozinha, olhando para seu copo de cerveja que parecia ter um gosto mais amargo que o normal. Jogou o líquido fora na pia, colocou as mãos no bolso e voltou ao lugar onde a festa estava entulhada de gente. Foi difícil desviar de todas aquelas pessoas, principalmente quando eles estavam “brincando” de trancar duas pessoas em um armário… qual era o nome desse jogo mesmo? Kevin não recordava, mas sabia que eles estavam fazendo errado. Lembrou dos filmes, onde pessoas sentavam em uma roda e girava uma garrafa, na outra pessoas que a garrafa apontava, ia para o maldito armário se beijar ou fazer qualquer coisa. Agora, eles apenas emburravam duas pessoas para dentro de um dos vários armários da casa e o trancavam lá dentro.
Nunca participou disso, podia até imaginar dentro de um lugar apertado com outra pessoa, olhando com cara de tolo sem fazer nada esperando os malditos minutos passarem. Estava quase vendo a porta, a sensação era boa, como ver a luz no fim do túnel. "Sete minutos no paraíso!" alguém gritou perto dele e outras pessoas ao redor gritaram junto ─ O que? Es… Espera! Não! Eu quero sair daqui. ─ Gritava enquanto sentia os empurrões violentos em suas costas, tentava ir contra o multidão, mas qual é? Isso era realmente justo? Um garoto magrelo contra um bando de adolescentes bêbados? A última coisa que fez foi fechar os olhos quando sentiu o impacto em uma parede, derrubando alguns cabides de roupas quando fora emburrado para dentro do armário. Assim que abriu os olhos novamente, não teve nem sequer tempo de ver quem foi o desgraçado que deu aquele empurrão, nem a pessoa que estava consigo ali. Bateu na porta do armário quando ouviu alguém chaveando a mesma. ─ Hey! Deixa eu sair! ─ Falou em vão. Suspirou e tentou olhar para a outra pessoa que estava ali, era difícil por estar escuro e a única fonte de luz era algumas brechas da porta. ─ Sinceramente, ás vezes não sei o que passa na cabeça dessas pessoas. ─ Falou, com um desespero interno muito bem escondido por trás do seu bom humor. Só queria mesmo era sair dali.
Sabe quando você entra numa maldita enrascada em que te colocam trancada com alguém, num armário apertado e esperando que vocês se peguem? E aí você nota que essa pessoa é justamente a última que você deve beijar -- e que gostaria -- na face da terra? Pois é, Cassidy sabia agora. E não era exatamente a situação mais confortável do universo. Como ela se meteu nessa enrascada? De volta ao início da noite: lá estava ela, sozinha em casa relaxando com seus livros, quando o celular apitou. E o mais inacreditável? Era Kim, a garota de dois anos atrás no colegial que era legal com Cassy e Estrela algumas vezes. Tá, até aí nada demais mandar uma mensagem vez o outra, o problema é que além de voltar a se lembrar da existência da loira, ela havia a chamado para uma festa a dois quarteirões de casa. Uma festa. Cassidy em uma festa. Cassidy.
Mais estranho que isso foi o fato de que ela aceitou o pedido e disse que já estava se arrumando para ir. O que aconteceu? Bom, digamos que ela havia prometido para si mesma que depois de passar dois anos longe de tudo, iria tentar ser mais social a e concertar toda a maldita bagunça que fez por causa daqueles malditos poderes sobrenaturais. Tentaria ser apenas uma adolescente normal e nada anti social o máximo que pudesse, ainda que estivesse trabalhando duro para descobrir a origem de toda aquela coisa.
Bom, não naquela noite.
Assim que terminou de se arrumar, resolveu que seguiria a pé mesmo, afinal, ela não era uma garota popular do tipo que tem sempre um cara bonitão atrás com um carro perfeito pronto pra te levar pra todos os lugares. Pensou também em chamar Kevin, mas não sabia se deveria ir a uma festa com ele, levando em conta que já era socialmente estranha sozinha, e ele possivelmente não se sentiria lá muito confortável. Preferiu passar vergonha sozinha. E então, assim que abriu a porta e entrou, uma multidão de adolescentes bêbados simplesmente a empurraram para dentro de um armário, gritando alguma coisa que ela tentou entender, possivelmente aquele negócio "sete minutos no paraíso".
Legal. Muito legal.
Ela mal havia chegado no lugar e já estavam a obrigando e ficar com algum adolescente qualquer. Apoiou-se no canto escuro, já que haviam trancado a porcaria da porta e esperou que a pessoa sorteada aparecesse, para que pudesse dar um gelo e arrumar alguma forma de manter sua língua no mesmo lugar, bem quieta e preservada. E então quando abriram a porta novamente, desviou-se um pouco para o lado, a tempo de ver o rapaz chocar-se contra a parede e tentar abrir a porta, sem sucesso. Aliás, que rapaz era aquele mesmo? Achou estranho o fato de não ter tido que empurrar ninguém. --- É, eu sei. Isso é uma mer--
Espera aí. Essa voz. Esse senso de humor.
--- Kevin?! --- Exclamou, aproximando-se para lhe tocar o rosto com as mãos. E ali estavam eles. Trancados, no escuro, mais perto do que deveriam.
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deliaweiss:
"Não duvido muito. Nunca vi tempestades aqui e morro de medo delas. Só tenho o Miudinho e minhas duas gatas para me proteger." Olhou o rosto da menina e sorriu. Se sentou na areia, pouco se importando para o vestido de grife que usava. Eram os Hamptons afinal, Delia se vestia com muito esmero, mesmo que fosse para passar o dia em casa lendo. “Cordelia Weiss, prazer.”
--- Eu já morei em um lugar onde elas eram frequentes, acho que eu não fico mais tão assustada. --- Deu de ombros, pensando em fechar a cara, mas aquela maldita dor na consciência em ser má não conseguiu deixá-la, assim acabou por sorrir. --- Ah, e Miudinho seria que outro animal? Eu meio que moro sozinha, nunca pensei em ter um bichinho. --- Colocou uma mecha rebelde do cabelo atrás da orelha, e após passar um minuto sendo a idiota em pé, sentou-se também. --- Cassidy Griffiths. É um vestido muito legal, vai mesmo sujar assim?
— Obrigada. — Pegou pipoca da pessoa ao lado. — Uau, que filme incrível! Eu não estou entendendo nada.
--- De nada? --- Disse, sem se lembrar quando havia lhe oferecido, porém não ligou muito. --- Eu admito que também não entendi. Ela é tipo, um alien?
—- Sério isso? — Ele sorriu. —- O que você fez no meu cabelo?
--- Ué. --- Acabou dando uma pequena risada. --- Não é como se seu cabelo tivesse tão cacheado quanto o meu, vai.
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nofxars
Cordelia preferiu ficar parada olhando as ondas quebrarem do que entrar em sua casa de verão e voltar a se enterrar nos livros ou ver qualquer seriado na TV. Se virou ao sentir um cheio diferente trazido pela brisa, virou-se para o estranho. "O mar está muito mais agitado hoje. Será que é uma tempestade vindo?"
Cassidy definitivamente odiava o tédio. Odiava quando sua mente estava vazia, porque isso sempre a fazia ficar um pouco triste. Assim sendo, resolveu sair um pouco do conforto de sua casa e seguiu até a praia, que poderia ser consideravelmente longe, porém não o suficiente para deixá-la cansada. --- Possivelmente. Ultimamente a natureza anda revoltada com nós humanos, não acha? --- Disse, na tentativa de continuar o assunto.
Casslyon - Selo coitadinhas de qualidade!
loyalty-issincerity:
O silêncio era reconfortante. Dependendo de qual, a conversa poderia ser mais reconfortante ainda. A garota passou os dedos pelos longos cabelos que prometera jamais cortar por serem tão rebeldes, desfazendo cada nó. As vezes sentia falta das argolas presas nas mechas, gostava de ver os "acessórios" balançando de um lado para o outro dependendo da velocidade com a qual andava, um em cada ponta. As lembranças tinham um laço incompreensível de fidelidade com sua memória, e se lembrava como se fosse ontem do quanto se irritava no começo, quando queria correr e era abatida pelos enfeites do cabelo. Soltou uma risadinha e aquietou as mãos em cima da mesa. Estava tão no canto que poderia ficar invisível que ninguém notaria, pois praticamente já estava. O engraçado era que as pessoas lá fora se apressavam com tanta firmeza em seus atos e problemas do dia-a-dia revirando na cabeça, que nem se davam ao trabalho de se certificarem que a calça não estava prendendo uma parte da saia, por exemplo. Primeiramente, apertou a mão para dar toquinhos na janela a avisar a pessoa, mas como não daria mais tempo, se deu ao luxo de rir um pouco na cena. E é claro, a melancolia voltou. O ar do lugar também não era dos melhores.
Cumprimentou a garota ao lado, e percebeu sua… ansiedade? Não, não era bem essa a palavra. Talvez fosse só alguém que cansou de confiar e perder. Talvez fosse só alguém que temesse criar uma amizade, e que um simples oi poderia ser a faísca do incêndio… Tá, como se sua voz ou aparência fossem super temíveis. Era mais baixinha que a maior parte das garotas de sua idade e, sem dúvida alguma, isso não a deixava ameaçadora. — É, oi. — Repetiu também, agora estavam quites. Pensou em responder “melhor agora”, "não tenho motivos para que não esteja" ou qualquer coisa do tipo, mas resolveu omitir, transmitindo seu melhor sorriso de boas vindas. — Aham, e com você?
Geralmente Cassidy nunca reparava em nada, absolutamente nada na rua. Ela era aquela pessoa que anda de cabeça baixa e faz de tudo para evitar trocas de olhares desnecessárias ou qualquer conversa inconveniente. Que só segue o caminho que precisa seguir contando os passos e atravessa para o outro lado da calçada quando certa pessoa resolve cruzar seu caminho. Ela tinha sérios problemas sociais, isso era notável. Ela era bastante persistente quando o assunto era "se livre dessa porra de timidez" mas nem sempre dava algum resultado. Ela queria ter mais coragem para iniciar um papo, pois ela tinha sim, muito o que falar e ela sabia rir e ser engraçada. Mas isso ficava coberto por aquela maldita insegurança de dizer um simples "oi". Cassisy entrou no lugar e se sentou no fundo, e pela primeira vez tentou driblar aquela porcaria toda. Era hora de agir como Estrela. Ou morrer tentando. Esquece isso, tava na cara que ela não morria fácil.
É, pode-se dizer que Cassidy estava sim um pouco ansiosa, e com um certo medo de levar uma má resposta. Havia um tempo que ela não ligava para quem a chamava de princesa ou de vadia, mas agora ela estava levando um pouco mais em conta, já que fazia esforço para ser legal sempre que começava a conversar com alguém. Se bem que, olhando melhor para a garota, seu tamanho, sua expressão e suas características físicas não eram nem de longe assustadora, na verdade ela parecia ser bem legal, e isso a reconfortou. Deu um sorriso, e percebeu que aquele papo não passaria de mais uma conversa casual que terminaria assim que ela respondesse que estava tudo bem. E ela não queria que isso acontecesse. Se ela havia tido coragem para dizer oi, não ia desperdiçar isso calando a boca com tanta facilidade. --- Sabe quando você não sabe muito bem como se sente? Pois é, eu não sei.--- Sequer tentou reformular a frase. --- Mas, como eu não estou chorando nem nada do tipo, devo estar bem. Qual o seu nome?
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h-eidern:
Quais opções que Rhodes poderia ter nesse momento ? O sono não vinha de forma alguma, tinha de ter alguma coisa pra fazzer até poder se cansar de verdade e ir de volta pra casa dormir. Faziam horas em que Rhodes não conseguia dormir, mas mesmo assim queria fazer o mais rápido possível de coisas pra se cansar. Arregalou os olhos ao ver a mão apontada pra garota a frente, não estava com nenhuma intenção de machucá-la e nem de deixá-la direto no hospital. Ele sorriu e abaixou a mão aos poucos. — É, uma coisa que não quero fazer muito. Deixar você ferida e pagar uma conta no hospital que creio que nem isso poderia ajudar. — falava toda a verdade, pois aquela armadura era com armamento totalmente diferente que só Stark poderia produzir, melhor até mesmo que o exército americano. — Se foi só isso, eu lhe agradeço o bastante… O motivo de quase ter te acertado foi o motivo de estar vários dias sem dormir e a atenção mais… Ativada a quem se aproxima.
Olhou bem para a expressão do outro, e de alguma forma ela soube que ele não havia tido lá muitas noites de sono. Não que fosse intuição, nem de longe. Se ela tivesse algo do tipo, teria evitado muitas coisas na vida. A questão é que estava aparente. Não lhe espantava nada que ele estivesse... Atento demais a cada simples movimento perto de si, e mesmo que estivesse tentando ser rude, ela não iria conseguir. Ela nunca conseguia ser rude por mais que dois minutos, assim, propositalmente. Estrela já havia deixado claro que era fácil reconhecer ignorância forçada através de uma simples expressão em sua face. E ela sabia que sua amiga não era a única com esse "super poder". Suspirou, fracassando ainda em mente ao tentar se afastar. Ela não queria de fato. Gostava de conversar com outras pessoas, só era insegura demais para puxar assunto. Acontece que ela não havia puxado assunto, então não seria tão complicado apenas continuar um diálogo. Bastava não transformar isso em uma catástrofe.
Devia ter ficado tanto tempo pensando, que esqueceu de respondê-lo, e então soltou uma exclamação muda ao notar, e tentou lembrar-se sobre o que diabos estavam falando. Ela também era distraída. Muito, por sinal. --- A julgar pela sua roupa, acho que você teria que pagar meu funeral. --- Ou só jogar meus restos no meio do mato, já que eu nem tenho família, completou mentalmente. --- Eu que agradeço você por preservar meu rosto intacto.--- Falou, abrindo um pequeno sorriso. --- Ah, e quanto a isso, eu percebi. Está meio que estampado na sua cara. --- Deu de ombros --- Isso vai parecer ridículo, mas as vezes uma canção de ninar ajuda. Você só precisa da voz certa.