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O silêncio ficou cheio de você.
- noscanos.
E então a gente percebe que não deseja grandes promessas. Deseja apenas mais alguns minutos. Mais uma conversa. Mais uma história contada no caminho de volta para casa.
- noscanos.
Talvez seja isso que mais me encanta nas conexões verdadeiras: elas não acontecem nos grandes acontecimentos. Acontecem quando alguém lembra de compartilhar uma foto boba do dia, quando uma conversa se estende além do necessário, quando o silêncio não incomoda e a presença basta.
- noscanos.
E talvez essa seja a parte mais triste de todas: você nunca vai saber que existiu alguém te amando quase como se amasse uma divindade.
- noscanos.
E eu cansei de transformar migalhas em banquete só porque vinham das tuas mãos.
- noscanos.
Às vezes me pergunto se você desconfia.
Se em algum momento você já sentiu esse fio invisível que me puxa até você, mesmo quando eu finjo estar inteira em outro lugar.
Se você já percebeu que eu fico um segundo a mais.
Que eu escuto um pouco mais.
Que eu te escolho até quando não faz sentido escolher.
- noscanos.
Não era sobre eu não ser suficiente, porque eu fui. Eu estive. Eu tentei do jeito mais honesto que eu sabia. Mas ficar comigo exigiria coragem e coragem, às vezes, significa abrir mão do que ainda te prende.
- noscanos.
A gente se mantém nesse meio-termo estranho, nem perto o suficiente pra ser real, nem distante o bastante pra deixar de doer.
- noscanos.
E no fundo, talvez seja isso: não é sobre o que fomos é sobre tudo o que poderíamos ter sido e nunca deixamos acontecer.
- noscanos.
Você me olha
como quem segura um copo rachado
e culpa a água por vazar.
- noscanos.
Porque terminar exige uma certeza que a gente nunca teve. E o que existia entre nós sempre foi feito de dúvidas bonitas demais pra serem descartadas.
- noscanos.
é estranho perceber que o que restou não sustenta o que a gente continua tentando ser.
- noscanos.
Porque eu mereço um lugar onde não precise adivinhar. Onde o afeto não venha pela metade, onde não exista dúvida sobre ficar ou ir. Eu mereço presença inteira, não fragmentos.
- noscanos.
A gente não acabou quando tinha todos os motivos. E talvez seja exatamente por isso que ainda não sabemos como terminar.
- noscanos.
Cheguei na sua casa já era 00:30, e meu corpo não aguentava mais de tanta ansiedade. Enquanto eu ainda não podia dedilhar você, meus dedos descarregavam tudo no volante, batucando sem parar. Tudo que a gente tinha falado no telefone ainda queimava na minha mente, cada foto que você me mandou tinha me deixado completamente excitada. Só de imaginar, meu corpo inteiro já respondia por você.
Quando te vi entrando no carro, com aquele vestido soltinho azul claro e, claro, aquele sorriso sacana de sempre… aquele sorriso de quem sabia exatamente o efeito que tinha sobre mim. Você nem precisava tocar, só o olhar já me desmontava. E você sabia disso.
Nossos olhos se encontraram, e quando você se aproximou, eu não pensei duas vezes. Agarrei sua cintura e colei minha boca na sua. O beijo foi faminto, urgente, desesperado. Nossas línguas se enroscavam como se estivessem com sede uma da outra. Eu precisava de mais… muito mais.
Seu corpo se moldou ao meu, e eu senti seu calor mesmo através do tecido fino que você usava. Aquela roupa só destacava ainda mais cada curva sua, me deixando ainda mais louca. Tudo em mim pulsava, queimava, latejava por você.
Sem perder tempo, te puxei pro banco de trás. Ainda perguntei, meio ofegante, se você tinha certeza daquilo… porque só a ideia do risco de alguém aparecer, de sermos flagradas já me deixava ainda mais excitada.
Você riu. Maliciosa. Perigosa.
E sem hesitar, sentou no meu colo. O seu calor pressionando direto contra mim me fez prender a respiração. Com dedos rápidos, você levantou o vestido e simplesmente o jogou pro lado. Como eu já imaginava… você não usava nada por baixo.
Meus olhos grudaram em você. Seus seios rosados expostos, a pele quente, cada detalhe do seu corpo me hipnotizando. Eu perguntei se você só queria me provocar.
Você respondeu abrindo as pernas.
Apoiou as costas no banco da frente e começou a se tocar, deslizando os dedos pela própria buceta, devagar… me deixando ver tudo. Seus dedos melados, o brilho da sua excitação, o jeito que você me encarava enquanto mordia os lábios… você sabia exatamente o que estava fazendo comigo.
Disse que nem precisava de calcinha… porque já estava assim, molhada, só me esperando.
Minha respiração pesou na hora.
Levei minhas mãos até suas coxas, sentindo o calor, subindo devagar até encostar na sua buceta. Passei os dedos ali, sentindo o quanto você estava pronta… quente, macia, molhada. Dei um tapa na sua bunda e te chamei de vadia.
E você… você adorou.
“Então faz sua vadia gozar bem gostoso.”
Foi o suficiente pra eu perder completamente o controle.
Peguei o brinquedinho novo que eu tinha levado pra gente testar e coloquei sem hesitar. Você envolveu ele com a mão, passando os dedos devagar, me olhando com uma luxúria que me deixava ainda mais fora de mim.
Inclinei meu rosto e abocanhei seu mamilo, chupando forte. Sua pele arrepiou na hora, e você gemeu, se esfregando contra mim.
A gente queria mais. Precisava de mais.
Entre um gemido e outro, mandei você virar. Disse que naquela madrugada, sob a luz fraca e cúmplice da noite, eu queria te foder olhando o quanto sua bunda era gostosa me recebendo.
Você obedeceu na hora.
Se apoiou no banco da frente, empinada pra mim. Eu me posicionei atrás, segurando firme sua cintura, sentindo seu corpo quente colado ao meu.
Perguntei se você estava pronta.
Você só fez um sinal com a cabeça… e pediu pra eu te foder logo.
E eu fiz.
Enfiei tudo de uma vez, sem aviso. A sensação de entrar em você daquele jeito me deixou ainda mais faminta. Você arqueou as costas, gritou meu nome, procurando algo pra se segurar.
E eu comecei a me mover.
Investidas profundas, fortes, ritmadas. Segurando seus quadris com força, puxando você contra mim, sem deixar espaço, sem deixar distância. Você sussurrava as coisas mais sujas no meu ouvido enquanto eu marcava sua bunda com tapas, sabendo que você ia amar cada marca depois.
Seus gemidos enchiam o carro. Altos. Sem vergonha. Você rebolava contra mim, se entregando completamente.
Eu aumentei o ritmo.
Você arfava, implorava por mais rápido… mais forte.
E eu dei.
As estocadas ficaram mais intensas, o som dos nossos corpos batendo ecoando dentro do carro. Você se agarrava ao banco, perdendo o controle, gritando meu nome como se fosse a única coisa que existia.
Aquilo me deixava completamente louca.
De repente, você se jogou pra trás, encostando a cabeça no meu torso. Com os pés firmes no chão e as mãos apoiadas, começou a cavalgar no meu ritmo… sincronizada, intensa, deliciosa.
E então você veio.
Gritou.
Seu corpo inteiro se contraiu, tremendo em um orgasmo forte, molhado, intenso… apertando tudo ao meu redor.
E foi exatamente nesse momento…
Que eu acordei.
Do mesmo jeito que eu sempre ficava por você.
Por você, eu pisaria em todos os clichês que sempre evitei.
- noscanos.
Ninguém fala muito
dos dias em que a maternidade pesa.
Dos choros escondidos
no silêncio do banheiro,
entre uma tarefa e outra,
enquanto a casa continua viva
e o coração parece cansado demais.
Ninguém prepara
para o peso das vozes:
“você devia…”
“uma mãe de verdade…”
“por que você não faz assim?”
E, sem perceber,
a culpa chega devagar
e se instala.
Culpa por trabalhar.
Culpa por cansar.
Culpa por perder a paciência.
Culpa por desejar
alguns minutos de silêncio.
Mas Deus vê.
Vê quando ninguém vê.
Vê as noites mal dormidas,
o amor escondido nas pequenas coisas,
o esforço silencioso
de quem tenta dar tudo
mesmo quando sente que não tem mais nada.
Deus não mede a maternidade
pelas cobranças do mundo.
Ele olha para o coração
da mulher que ama,
que erra,
que pede perdão
e recomeça no dia seguinte.
Talvez ser mãe
não seja ser perfeita.
Talvez seja caminhar todos os dias
entre a fraqueza e o amor
sabendo que,
quando faltam forças,
Deus continua sustentando.