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SCREENCAP MEME:Â hook +Â profilesÂ
Hook me Up || Might
Vicky não conseguiu evitar seu reflexo natural ao discretamente trincar o maxilar ao vê-lo sentar-se ali, no sofá, mesmo que os dois mantivessem uma certa distância. Aquelas reações inesperadas de seu psicológico sempre surgiam nas circunstâncias mais inoportunas e atrapalhavam completamente qualquer chance que ainda restava de ser amigável com alguém. De qualquer forma, aquele cara parecia ser até simpático. Se ele não soltasse nenhuma cantada, talvez até conseguiria ficar ao lado dele. Foi só pensar naquilo que o homem disse algo parecido com um elogio.
— Essa mudança seria bem drástica, nĂŁo acho que os ilustradores aceitariam a sugestĂŁo. — Vicky riu abafadamente para tentar disfarçar seu desconforto. Começou a analisar cada pedaço, cada traço mĂnimo do rosto daquele cara. A barba por fazer e a expressĂŁo tranquila já denunciavam que ele era um belo canalha. Mesmo assim, nĂŁo podia negar o que estava bem diante de seus olhos. Ele era, sim, bonito, e arriscaria dizer que era atĂ© demais. Entretanto, há muito tempo nĂŁo parava para contemplar a aparĂŞncia de um homem. NĂŁo era mais algo comum da sua personalidade.Â
— E mais uma coisa, a fantasia do Capitão Gancho é vermelha. — Disse apontando para a roupa dele, mais especificamente, para o sobretudo de couro marrom. Mas aquilo não era realmente um problema, já que uma boa parte dos agentes na festa não estavam usando fantasias que eram realmente iguais às figuras originais. — Mas ficou autêntico, até. — Elogiou, tentando parecer o mais simpática que podia. Não queria que ele notasse o quanto Vicky era estranha.
— Hacker? Já entendi porque gostou da minha fantasia. — Riu, deixando um sorriso irĂ´nico se alastrar pelos seus lábios. Sabia que metade dos hackers que trabalhavam ali eram nerds leitores de quadrinhos e a fantasia de Mulher Maravilha era uma isca em potencial para atraĂ-los. — Sou Vicky Wright, lutadora, quase uma Mulher Maravilha mesmo. — Ergueu as sobrancelhas numa expressĂŁo facial de indiferença. Notou que Dwight agora estendia a mĂŁo, ainda hesitante, apertou-a num cumprimento breve enquanto o olhava de cima a baixo de um jeito bem desconfiado.
-
O pequeno gesto de esquiva da moça o fez pensar que talvez sentara rápido demais, mas não iria voltar atrás agora, não fizera nada errado, afinal.
Estava temeroso ao ouvir a resposta da loira, afinal, soltara sua -quase- cantada antes mesmo de pensar se deveria fazê-la, mas assim que ela lhe respondeu, parecia que tinha estado prendendo a respiração e finalmente pôde soltá-la, a resposta dela não fora nada grossa, mas também não havia sido encorajadora. Para Dwight, isso já bastava, ele saberia como agir.
"É porque eles ainda não a viram vestida desse jeito, mudariam de ideia rapidinho."
Mais uma cantada, dessa vez, um pouco mais direta, mas nada preocupante ou que merecesse um tapa, estava tentando ser quase neutro, não conhecia o território, ainda estava aprendendo a lidar com aquela linda mulher e precisava estudá-la um pouco mais antes de ser ou mais direto ou recuar.
Ao ouvir mais uma crĂtica Ă sua fantasia, pensou que realmente nĂŁo estivesse agradando. Ele olhou para o sobretudo de couro que seu amigo ainda teria de explicar de onde veio e voltou a olhar pra ela com uma expressĂŁo triste e como de quem pede desculpa por algo que nĂŁo pĂ´de evitar.
"Vou pesquisar mais da prĂłxima vez, ou simplesmente nĂŁo irei deixar pra cima da hora."
O segundo comentário da loira veio à tempo de fazer evaporar as dúvidas que tinham acabado de se instalar na sua cabeça. Ela parecia estar se esforçando para tratá-lo bem, realmente se esforçando. Era melhor do que ser expulso do sofá ou apenas criticado, certo?
"Bem, garanto que somos os melhores autĂŞnticos dessa festa, que coincidĂŞncia, nĂŁo?"
Ele riu e passou a mão nos cabelos, um gesto claro de quem está envergonhado com o que disse. Não por ela, claro que não, Dwight achava que a mulher realmente era a melhor da festa, mas olhando para si mesmo, com aquela fantasia de sexshop, via um gogoboy feioso, apenas com olhos azuis para ajudar. Dwight realmente não gostava de elogiar a si mesmo.
"VocĂŞ deveria ter pensado melhor em qual fantasia escolher se nĂŁo quisesse atrair hackers. Ou vocĂŞ escolheu essa fantasia exatamente com esse objetivo?" Ele ergueu uma sobrancelha com um fingido ar de dĂşvida na voz, obviamente ela nĂŁo queria atrair nerds tarados por garotas de quadrinhos, nĂŁo que ele fosse assim, podia dizer que era um dos nerds com menos cara de quem passa o dia inteiro na frente de um computador trabalhando ou jogando. Apesar de ultimamente essas terem sido suas Ăşnicas atividades.
Vicky, entĂŁo era assim que se chamava, era um belo nome, muito melhor que o seu, nunca entendera o motivo de seus pais adotivos terem escolhido esse nome terrĂvel.
"Lutadora? Vejo que temos muito em comum, não?" Ele sorriu com a frase irônica, queria ele que tivessem algo em comum, podiam até mesmo ser colegas de trabalho, seria ótimo poder ver aquele rosto todo dia.
O fato de ela ser lutadora o deixou mais animado, com certeza nĂŁo era uma daquelas garotas da ANE que se preocupam mais com a cor do esmalte do que se tem comida na geladeira. Devia ser mais forte do que ele e era bom ele realmente cuidar com o que falava, nĂŁo gostaria de levar um soco no meio da cara por talvez, ser atrevido demais.
"Será que eu poderia ganhar umas aulas de auto-defesa?"
Ele pedira, com certeza pedira. Depois de todo o discurso sobre não se atrever demais, havia dado a deixa para que ela acabasse com qualquer avanço que ele ao menos sonhou em ter conseguido. Dwight se ajeitou no sofá, obviamente ansioso com a resposta que receberia e ele esperava, realmente que não fosse ruim.
looking for my swan
don’t see herÂ
Hook me Up || Might
Enquanto ajeitava a tiara dourada pela milésima vez, Vicky se perguntou se realmente estava se parecendo com a Mulher Maravilha. Começando pelo fato de que o cabelo dela era negro e o de Vicky era loiro. Sabia que alguém notaria e provavelmente iriam dizê-la que sua fantasia estava errada ou algo do tipo, mas ela não seria ela se não estivesse com a cabeleira loira. A cor de suas mechas já se tornara sua marca registrada há muito tempo.
Antes de sair de casa, perguntou-se mentalmente outra vez se valia mesmo a pena ir a uma festa. Comemorações nĂŁo eram bem o planejamento ideal para o seu sábado Ă noite fazia muito tempo e ficar em casa parecia ser uma opção bem mais confortável. De qualquer jeito, era uma festa de seu trabalho e tinha que se esforçar mesmo para manter aquele emprego. Era a sua Ăşnica esperança de mudar completamente de vida e se esquecer dos infortĂşnios do passado, a Ăşnica chance de se adaptar a um novo estilo e a novos hábitos. E o melhor era que, trabalhando de lutadora, tinha a chance de conseguir um fĂsico muito bem modelado.
Em seu caminho até a festa, não cumprimentou muita gente. Ainda não tivera a oportunidade de fazer amizade com os colegas de trabalho e por isso se sentia meio deslocada, como uma intrusa. De qualquer jeito, aquilo não atrapalharia muito nos próximos meses, já que estava dando o máximo de si para aumentar seus laços afetivos e relacionamentos. A vida solitária e sem ninguém não lhe apetecia muito, apesar de ser bem mais segura para seus sentimentos. Mesmo assim, não queria acabar como uma velha cheia de gatos em casa.
Depois de finalmente entrar na festa, cumprimentou com a cabeça alguns colegas lutadores que já conhecia e foi direto para o bar pedir qualquer drinque. Talvez mais tarde pediria mais um, mas isso não estava nos seus planos agora. Viu-se completamente sem nada para fazer, então sentou-se em um dos sofás espalhados pelo salão da festa. Todos os agentes conversavam, bebiam, dançavam e interagiam entre si enquanto Vicky apenas… observava. O ruim de ser novata em algum lugar era que demorava para conseguir socializar completamente com as pessoas daquele novo ambiente, e até finalmente conseguir, teria que ficar sozinha por um bom tempo. Deu um gole em seu coquetel, notando a aproximação de uma figura incomum aos seus olhos.
De inĂcio, achou que ele estivesse fantasiado de pirata e sentiu falta de um papagaio no ombro, um tapa-olho ou algo do tipo, atĂ© que viu um gancho em uma das mĂŁos dele. É claro, ele nĂŁo era um simples pirata. Era o CapitĂŁo Gancho, vilĂŁo da clássica histĂłria do Peter Pan. A fantasia era um tanto diferente do personagem original, mas ainda assim, autĂŞntica. Depois de ouvir o comentário dele, deu um sorriso irĂ´nico. AlguĂ©m notaria seus cabelos loiros, como previu antes. — Obrigada. Achei que ficaria mais original assim. — Deu de ombros, tentando relaxar-se mais no sofá. — E vocĂŞ Ă© o CapitĂŁo Gancho, nĂ©? Pelo que eu sei, está faltando uma cabeleira cacheada e uma barba aĂ. — Ergueu as duas sobrancelhas. Tentou parecer o mais confortável que podia na presença dele, entretanto, sabia que ainda nĂŁo parecia completamente relaxada. Respirou fundo algumas vezes, esforçando-se para ter uma aparĂŞncia normal. Isso era mais uma inegável consequĂŞncia da falta de prática em socializar, e principalmente, da sua desconfiança em homens.
-
Ele sabia que poderia ter sido a milésima pessoa a ter perguntado aquilo a ela, ou talvez não seria a primeira da noite. Mas ficou feliz ao ver que ela não respondeu grosseiramente como alguém que já está farto da mesma pergunta, então ainda tinha chances, não sabia de que seriam as chances, mas contava com a boa sorte.
Vendo que sua resposta foi atĂ© mesmo amigável, mesmo notando seu pequeno desconforto no sofá, achou que nĂŁo seria problema algum sentar-se ao seu lado, mas claro, com uma boa distância. Odiava conversas em nĂveis de altura diferentes, por isso sentar era o melhor para Dwight, mesmo tendo em segundo plano a vontade de chegar mais perto dela.
"Veja bem, não estou reclamando, acho até que a próxima Mulher Maravilha dos quadrinhos deveria ser loira se usassem você como exemplo."
Aà estava, o velho Dwight de volta, com suas indiretas ou cantadas, como preferir. O caso é que não conseguiu parar antes de soltar a frase e tinha uma pequena desconfiança de que não deveria falar desse jeito com alguém que nem mesmo conhecia seus modos e não sabia que esse era o seu jeito. De qualquer maneira, agora o que poderia fazer era continuar, afinal, desistir não era uma palavra existente no seu vocabulário. Pigarreou e ajeitou-se no sofá .
"Ah, acho que eu tambĂ©m nĂŁo sou um exemplo de fantasia perfeita." Passou a mĂŁo nos cabelos curtos e com o gancho, tentando fazer graça, coçou o projeto de barba que começava a nascer e que pra ele, já estava por fazer. Sabia que devia tĂŞ-la deixado crescer na Ăşltima vez que pensou em fazĂŞ-la, agora estava com aquela barba rala, tĂpica de quem preferiu dormir a perder tempo com o aparelho de barbear. "Ei, nĂŁo posso considerar isso como uma barba?" Ele sorriu enquanto apontava para o rosto. "E esqueceu que ainda falta o chapĂ©u. NĂŁo deveria ter falado de vocĂŞ, parece que estou numa situação muito pior."
Aquela fantasia nem era dele, sabia como o Gancho do Peter Pan era, e não duvidava que aquela fantasia devia ser uma daquelas eróticas que vendem em sex shop, certamente o amigo que havia lhe emprestado a roupa colocou aquele colete por baixo do sobretudo para emprestar a ele, pois duvidava que a fantasia vinha tão “decente”. De qualquer maneira, não devia estar ruim, já perdera a conta de quantas mulheres haviam o encarado desde que começara a falar com a bela loira. Tudo bem, os olhares poderiam muito bem ser olhares de inveja, já que com certeza, a garota era uma das mais atraentes da festa e por ser nova na agência, essa inveja tendia a aumentar pela atenção que ele estava dispensando a ela e não às suas colegas de trabalho.
Isso o levou a pensar o quanto deveria estar sendo no mĂnimo, estranho. Deveria ao menos se apresentar, por Deus, nem sabia o nome da mulher ao seu lado.
"Bem, já que você já adivinhou uma das minhas personalidades, posso lhe apresentar a outra. Dwight Mahmood, um dos melhores hackers que irá conhecer, modestamente falando." Ele quase lhe estendeu o gancho para lhe cumprimentar, mas parou a tempo de lhe estender a mão e sorrir com o tolo gesto que havia acabado de fazer. "E você, senhorita Maravilha?"
Hook me Up || Might
Dwight arrumou o gancho novamente em sua mĂŁo esquerda. Era essa a mĂŁo, certo? Bem, tanto fazia, quem ficaria notando em que mĂŁo CapitĂŁo Hook usava um gancho?
Ele olhou para o relógio em cima da sua escrivaninha e percebeu que estava atrasado, assim apressou-se a sair de seu quarto, sem antes mirar-se no espelho e piscar para o próprio reflexo, logo em seguida riu consigo mesmo e balançou a cabeça como se reprovasse o que acabara de fazer. Apesar de ser o que chamavam de "conquistador", Dwight nunca, realmente, achou que fosse bom nisso. Adorava brincar com as colegas de trabalho, mas nunca se empenhara verdadeiramente em conseguir algo a mais com elas, suas cantadas eram meras tentativas de distração de um dia lotado de trabalho. Claro que algumas vezes havia verdade no fundo das cantadas,mas ainda não achara alguma mulher que valesse a pena ser levado a sério. Isso juntando ao fato de verdadeiramente não se achar tão atraente, fazia com que pensasse que deveria ser um péssimo conquistador.
Ao passar pelos corredores e escadas da ANE, saĂa de seus devaneios para cumprimentar alguĂ©m ou atĂ© mesmo assoviar para uma ou outra agente vestida de coelhinha ou gatinha. Talvez, apenas talvez, poderia sair das cantadas nessa noite e ir para algo mais concreto, havia um tempo que nĂŁo largava seus programas e videogames e fazia algo mais interessante. E todas aquelas mulheres fantasiadas de animaizinhos eram motivos e incentivos para que ele saĂsse da mesmice do dia-a-dia de um hacker.
Quando finalmente chegou no hall da ANE, percebeu que a noite talvez nĂŁo seria tĂŁo difĂcil, havia mais animais do que esperava e com certeza, mais felinos. A incapacidade de pensar em fantasias mais criativas e menos apelativas o fez desanimar um pouco de uma possĂvel - e real - conquista, mas nĂŁo o fez desistir, nĂŁo era do tipo que fazia isso apĂłs ter estipulado um objetivo.
Enquanto falava com amigos, elogiava e era elogiado pela fantasia e até mesmo recebia umas cantadas, viu algo que captou sua atenção imediatamente. Não pode ser, ele pensou consigo mesmo. Com certeza aquela mulher não sabia o perigo que corria ao estar fantasiada de Mulher Maravilha, ela não sabia da quantidade de hackers que trabalhavam na agência? Pelo menos metade deles era viciado em quadrinhos e com certeza, gostariam de uma Wonder Woman de carne e osso. Dwight não era diferente e ficou estático ao ver a loira com a fantasia que parecia ter sido feita especialmente para ela. Ele mal se importou com a diferença da cor do cabelo, pois parecia que os fios loiros combinavam ainda mais que os negros da mulher original.
Queria ir direto em sua direção e arranjar um assunto com a moça - que aliás, nunca havia visto ali -, mas decidiu ser menos direto e demorou-se conversando com outras pessoas, sempre se dirigindo em sua direção, mesmo que vagarosamente.
Finalmente, após uns 10 minutos, chegou perto o suficiente da loira para que falasse algo e graças a Deus Dwight era rápido com palavras, senão poderia ficar pensando a noite toda em como puxar um assunto.
"Hey, essa sua fantasia está ótima, mas na próxima vez, não esqueça de colocar uma peruca ou pintar o cabelo."
Dwight não soube porque provocou ao invés de ser uma pessoa normal ou soltar uma de suas cantadas usuais, apenas achou que esse era o modo certo de começar a conversa. Enquanto esperava a resposta dela, sorriu tanto com a boca quanto com seus olhos azuis e pensou consigo mesmo que fantasias de animais estavam muito fora de moda.
Moço, cera quente. Use-a.
Nah, acho que devo ser como sou. Se quiser, vai ter que ser assim.
Mas eu acho que ele deveria depilar, just saying.
Captain Killian “Hook” Jones + tickles my pickle
Me chama de Wendy e me sequestra, seu lindo!
SĂł se for agora.
Dwight Mahmood as Captain Hook
Colin O’Donoghue @ the 53rd Montecarlo Closing Ceremony