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Narumi Momose & Hirotaka Nifuji ♡ ヲタクに恋は難しい
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w. @nxjunpei
Is it because of you? Or is it because of coffee?
Já era quase fim de semana, e Timotheo mal podia esperar para se fechar em casa. Enquanto a hora não chegava, no entanto, se concentrava em não ter uma expressão muito fechada ao atender os clientes. Ninguém gostava de gente emburrada, mesmo que ele não fizesse de propósito; quem sabe não fosse um daqueles dias onde criavam uma simpatia por ele e ajudavam com uma gorjetinha? Escondido atrás do balcão, checava todos os presentes pra saber quem foi ou não atendido. Depois de uma análise rápida, concluiu que estavam bem satisfeitos. Exceto por um rapazinho cuja mão sempre se erguia quando um garçom passava, mas não era notado. Era esquisito que isso ocorresse, aliás, já que ele meio que… Chamava atenção. Talvez pelo cabelo claro que Tim invejou por um instantinho? E não era possível que ninguém notasse as mãos bonitas no alto…! Não o via abrir a boca, no entanto - algo esquisito, já que os frequentadores do café costumavam berrar em busca de atendimento, as vezes. Não falava, talvez? Era esse seu cliente. Se aproximou com o bloquinho de notas habitual em mãos e precisou se curvar para a altura não se tornar tão incômoda. “Olá, sou Timotheo”, falou baixinho, apontando para o nome no uniforme. “Se já escolheu, pode me mostrar no cardápio. Se ainda não, posso ajudá-lo.”
Passar as primeiras horas (aceitáveis) do dia num café famoso pela ilha virou rotina para Junpei. Não sabia exatamente o porquê; se era o ambiente agradável, se eram as pessoas que iam e vinham durante o tempo que ele passava sentado ali apenas rabiscando em seu artbook, os funcionários – na grande maioria do tempo – forçando um sorriso para que aparecessem o mínimo apresentáveis àquela hora da manhã… Tinha algo que o deixava tranquilo ali. Desenhar, fazer anotações nas suas partituras, iniciar alguns rabiscos que mais tarde o fariam bater cabeça no teclado que tinha em casa ao tentar fazer mais um cover de uma música que tinha ouvido em algum lugar… Tudo isso ao mesmo tempo que se deliciava com uma bela xícara de café, chocolate quente ou seja lá a sua vontade no dia.
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Ao que notou que o rapaz não falava, mas o ouvia, ficou aliviado. Já tinha visto ele em outros dias, mas nunca o servira para matar sua curiosidade. Esboçou um sorrisinho estranhamente sincero e o cortou logo em seguida. Leu tudo com o cenho franzido. Estava chateado porque o cliente tinha uma caligrafia bem bonitinha e ele não, mas empolgado em colaborar. Algo sobre Timotheo que um frequentador do café saberia era que ele constantemente esquecia que estava trabalhando e falava informalmente com quem atendia. Agora, se abaixava ao lado da mesa para poder diminuir o tom de voz. Fez sinal com a mão para que o outro ficasse atento e um tantinho mais próximo, também, e checou o local em volta antes de se acabar de falar.
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O japonês brincava com os próprios dedos ansiosamente ao que aguardava o garçom terminar de ler em seu caderninho, mas sem tirar os olhos do maior. Não custou a deitar o rosto nas mãos em cima da mesa, somente para ficar o mais próximo possível do rapaz que parecia estar se preparando para contar o maior segredo da humanidade nos próximos trinta segundos, apenas voltando a levantar a cabeça para escrever seu nome na mesma página que havia utilizado instantes antes. Ouvia atentamente, se perguntando constantemente se ele não teria deixado Timotheo numa posição ruim ao pedir por uma recomendação.
Se bem que: como diabos saberia que o garoto seria tão sincero ao ponto de falar coisas que, provavelmente, chegariam a prejudicar o estabelecimento onde ele trabalhava.
Assim que ele terminou de falar tudo que um garçom normalmente evitaria falar, Junpei soltou uma risadinha quase constrangida antes de arrumar sua posição e pegar a caneta de novo. “Sabe o café que você recomendou? Gostaria da versão quente dele, e se outra pessoa o fizer, ficarei um tantinho brabo com a sua pessoa!” Escreveu rapidamente, ainda se dando ao luxo de desenhar uma versão sua em chibi claramente irritada – talvez fazendo birra fosse a expressão correta. “Além dele, o bolo também, por favor.”
Terminou, tampando a caneta e empurrando o caderninho para que o rapaz lesse ao que sorria levemente, ainda que fosse um sorriso claramente satisfeito.
opus 10, nº 3 — tristesse.
( selfpara — flashback.
When you think he can’t be any cuter, he gets cuter
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w. @nxjunpei
Is it because of you? Or is it because of coffee?
Já era quase fim de semana, e Timotheo mal podia esperar para se fechar em casa. Enquanto a hora não chegava, no entanto, se concentrava em não ter uma expressão muito fechada ao atender os clientes. Ninguém gostava de gente emburrada, mesmo que ele não fizesse de propósito; quem sabe não fosse um daqueles dias onde criavam uma simpatia por ele e ajudavam com uma gorjetinha? Escondido atrás do balcão, checava todos os presentes pra saber quem foi ou não atendido. Depois de uma análise rápida, concluiu que estavam bem satisfeitos. Exceto por um rapazinho cuja mão sempre se erguia quando um garçom passava, mas não era notado. Era esquisito que isso ocorresse, aliás, já que ele meio que… Chamava atenção. Talvez pelo cabelo claro que Tim invejou por um instantinho? E não era possível que ninguém notasse as mãos bonitas no alto…! Não o via abrir a boca, no entanto - algo esquisito, já que os frequentadores do café costumavam berrar em busca de atendimento, as vezes. Não falava, talvez? Era esse seu cliente. Se aproximou com o bloquinho de notas habitual em mãos e precisou se curvar para a altura não se tornar tão incômoda. “Olá, sou Timotheo”, falou baixinho, apontando para o nome no uniforme. “Se já escolheu, pode me mostrar no cardápio. Se ainda não, posso ajudá-lo.”
Passar as primeiras horas (aceitáveis) do dia num café famoso pela ilha virou rotina para Junpei. Não sabia exatamente o porquê; se era o ambiente agradável, se eram as pessoas que iam e vinham durante o tempo que ele passava sentado ali apenas rabiscando em seu artbook, os funcionários – na grande maioria do tempo – forçando um sorriso para que aparecessem o mínimo apresentáveis àquela hora da manhã... Tinha algo que o deixava tranquilo ali. Desenhar, fazer anotações nas suas partituras, iniciar alguns rabiscos que mais tarde o fariam bater cabeça no teclado que tinha em casa ao tentar fazer mais um cover de uma música que tinha ouvido em algum lugar... Tudo isso ao mesmo tempo que se deliciava com uma bela xícara de café, chocolate quente ou seja lá a sua vontade no dia.
Porém, naquele dia em particular, todo mundo havia sido atendido, menos ele. Mesmo gente que chegou depois de si no estabelecimento. Talvez estivessem tão acostumados com a figura do rapaz ali que ele havia desenvolvido uma técnica infalível de camuflagem, bem do jeito que só tinha visto no reino animal. Seria ele capaz de fazer loucuras agora?! Sua mente estava completamente dividida entre teorias conspiratórias que levavam os garçons e garçonetes a ignorar sua existência ali e pular no próximo que passasse para pegá-lo pelos cabelos e forçá-lo a anotar seu pedido. Se não tivesse ouvido uma voz pouco familiar se apresentando, provavelmente teria cometido um ato de ódio naquele exato momento. Posicionado para atacar ele já estava, só faltava alguém despreparado desfilar na sua frente. Talvez tivesse ficado um pouco intimidado com a altura do garçom, afinal, não era todo dia que você via um poste trabalhando num café. Ao menos não no Japão. Ainda assim, seus olhos brilharam ao ouvir que ele o atenderia. Totalmente encantado só por ele estar fazendo seu trabalho, Junpei abriu seu caderninho em uma folha limpa e escreveu o mais rápido que pôde. “Sempre venho aqui, mas acabo pedindo a mesma coisa todas as vezes. Quero algo novo hoje, o que acha de me indicar? Tem um favorito?” Empurrou o caderno para que Timotheo lesse, aguardando ansioso pela sua resposta.
( @nxmugi. )
Uma risada sem graça escapou assim que a ouviu dizendo que ele não entenderia, já que havia sim entendido. Não mentiu, Junpei realmente não era fluente em coreano, mas aquele estava longe de ser o motivo de precisar escrever e usar aplicativos de tradução para se comunicar – e ainda assim, achou uma graça que a garota se adaptou à sua forma de conversar. Satisfeito com a reação dela agora, o japonês até mesmo deu um sorrisinho sincero ao que a observava.
E mesmo com a expressão de poucos amigos que ela havia feito quando questionou sobre o que ela fazia, o loirinho seguiu calmo. Apenas balançou a cabeça negativamente, levando a mão até a nuca num ato de um óbvio nervosismo. Não tinha culpa se não conhecia algumas pessoas famosas pelo país, disso ele tinha noção, mas ainda sentia-se esquisito por ser tão desligado do mundo daquele jeito.
Por um brevíssimo momento, a memória de Narumi lhe dando uma bronca por não ser um adolescente normal e não passar horas na internet subiu à mente, o que o fez rir sem jeito novamente. Pensando que, talvez, a aspirante a modelo na sua frente fosse lhe interpretar errado, o garoto foi rápido em pegar o celular de volta para digitar .
“Seu rosto pelo menos não me é familiar, desculpe-me.” Respondeu com uma expressão neutra, mas sem tirar os olhos dela. “Talvez pelo nome eu conheça...? Não costumo ficar muito tempo vendo televisão e muito menos na internet, no máximo assistia alguns programas de variedade aqui e uns doramas acolá. Você faz algo assim?”
( @woojinxn. )
Quando apertou no botão de enviar, Junpei simplesmente largou o celular na cama e se jogou ao lado dele, aguardando a resposta ansiosamente – ainda que estivesse com um tantinho de preguiça. Assim que ouviu o som típico de notificação do aplicativo, o japonês deu um pulo digno das olimpíadas no colchão e logo estava estirado no chão com o aparelho em mãos. Se ele tivesse algum stalker bizarro, com certeza este estaria rindo com a empolgação do rapaz por causa de uma simples mensagem. Mas o que podia fazer, se realmente odiava ficar entediado e odiava mais ainda ficar sozinho numa noite daquelas?
Já estava pronto para pegar sua carteira e correr até a lojinha de conveniência mais próxima para poder comprar tudo o que os dois tivessem direito quando o celular apitou novamente. Um simples “hai!” escrito em coreano, ainda que estivesse concordando em japonês, foi necessário ao que, agora sim, corria até a porta.
Em poucos minutos estaria de volta com sacolas cheias de guloseimas aleatórias, dois potes de sorvete (que provavelmente não terminariam tudo naquela noite e Junpei seria obrigado a tomar sorvete até no café da manhã), sucos – já que não gostava de refrigerantes – e batatas fritas. Retornou ao próprio quarto somente para guardar lotar o frigobar. Teria que usar a cozinha de Goshiwon de qualquer jeito, mas era melhor só esperar por Woojin para ter tudo fresquinho e bem quentinho para quando iniciassem a maratona de anime.
kenta x my flower
( nxmugi: “É o seguinte. Será que dá pra tirar uma foto decente, por favor?”
Não estava exatamente surpreso, e muito menos ofendido, com a reação da garota à sua pergunta, afinal, talvez tivesse sido pouco discreto e pode-se dizer que ele já havia se acostumado com aquele tipo de coisa. Levou apenas poucos segundos para que guardasse o caderno e a caneta para poder pegar o próprio celular e abrir no primeiro aplicativo de tradução que viu na sua tela inicial. Digitava somente com uma mão ao que pegava o aparelho da jovem de novo, retornando à câmera e gesticulando para que ela voltasse a posar perto da árvore.
“Perdoe-me, não foi minha intenção. Não preciso de um caderno para pontuar meu sarcasmo, só não sou fluente em coreano.” Deixou que o aplicativo falasse ao que se empenhava – dessa vez de verdade – para que pudesse tirar uma foto bonita o suficiente para agradar tanto a menor quanto os... fãs dela.
Provavelmente já tinha tirado umas trezentas fotos de inúmeros ângulos diferentes de tanto que tocava na tela do celular, pelo menos uma tinha que ser do agrado dela. Tomou proximidade da moça novamente e entregou o aparelho nas mãos dela, já pegando o próprio novamente. “Posso perguntar o que você faz para que tenha fãs a quem se dedicar?” Digitou no aplicativo novamente, olhando para ela com certa curiosidade.
( with — @woojinxn.
Fazer amizades nunca fora o forte de Junpei. Primeiramente por ter passado anos estudando em casa e, quando conseguiu voltar a frequentar o ambiente escolar como um adolescente normal, simplesmente não conseguia falar com ninguém. No máximo andava com o grupinho de Izumi e Izuki, mas a diferença de idade e a comunicação eram barreiras que o impediam de se sentir realmente à vontade.
Ainda assim, a ideia de fazer amizades na ilha, logo quando se mudou, o deixava com um friozinho gostoso na barriga. Era apaixonado por boas companhias, afinal. E havia confirmado isso quando conheceu Oh Woojin, um garoto mais novo que, por um acaso do destino, havia cruzado seu caminho. O coreano não parecia desconfortável com a sua forma de se comunicar, o que já fazia com que ele subisse de nível no RPG de Junpei. Aos finais de semana, o mais novo era sempre o primeiro que o japonês gritava quando estava entediado – e naquele dia em especial, não tinha outra coisa em mente desde que havia pisado em casa depois de chegar de Seul.
“Woojin-ah~~~~ Sorvete, batata frita, alguns doces aleatórios, talvez um tabuleiro Ouija e uma madrugada inteirinha de Haikyuu. O que me diz? Oferta válida somente por hoje!” Digitou na janelinha do KakaoTalk do Oh, revisando várias vezes se tinha algum erro na mensagem antes de enviá-la, rezando para todos os deuses possíveis para que o garoto pudesse lhe salvar de uma noite chata.
- ̗̀ ☾ ━━ 𝕄𝕐 𝕆𝕎ℕ ℙℍ𝕆𝕋𝕆𝔾ℝ𝔸ℙℍ𝔼ℝ 。:+*
( with @nxjunpei )
❛ ░ ✰ ˙˖ ❝ ——— O dia parecia lindo demais para um bom passeio, mesmo que na verdade, Gibeum só quisesse ficar em casa. A roupa não era das mais arrumadas dessa vez, mas o suficiente para ficar parecendo que ela só estava aproveitando o dia lindo. Com um suspiro preguiçoso, Gibeum abandonou a casa, guardando as chaves na bolsa e ignorando os gritos de sua mãe falando sobre como aqueles shorts mostravam celulites em suas coxas ou algo do tipo, que a menina pode ter ignorado de primeiro mas que a impediu de tomar um sorvete no caminho para o parque.
Ficou feliz de encontrar um cenário perfeito para uma foto e sentir que todo aquele passeio não havia sido jogado fora no final das contas. Apesar de ter alguns posts programados para os dias seguintes, não tinha problema de acrescentar mais um e falar bem da ilha para seus seguidores. Quem sabe algum dia a prefeitura não a agradecesse por ajudar no turismo de Namiseom. A única coisa que precisava era alguém para bater a foto perfeita para ela - e muito provavelmente bateria muito mal. Um rapaz passava bem ali no momento, um dos poucos sem companhia de família ou filhos ou coisa parecida. “Ei~ Será que posso te pedir um pequeno favor?” Aproximou-se com um sorriso sem graça, fazendo uma pequena reverência. “Se importa de tirar uma foto pra mim? Ali, naquela árvore.” Apontou, deixando o celular nas mãos do rapaz e se afastando até chegar à árvore em questão. “Se puder tirar um pouco debaixo, e mostrando bastante o céu? Meus seguidores preferem esse ângulo, mas eu não gosto muito de mostrar minhas pernas tão de perto, apesar de elas serem bem bonitas, não é?” Riu baixinho, abraçando o tronco.
Aquele dia estava surpreendentemente bom para dar uma volta pela ilha, sem ter hora para retornar. Ainda não havia explorado tudo que gostaria, então nada melhor do que unir o útil ao agradável.
O headphone pouco chamativo era apenas mais uma das suas inúmeras táticas para evitar qualquer tipo de contato que poderia chegar a ter com alguma pessoa aleatória que cruzasse seu caminho, mas, claro, não era todo mundo que entendia o recado. Talvez devessem criar uma lei que punia o indivíduo que importunasse outrem que estaria ocupado demais criando videoclipes imaginários para qualquer que seja a trilha sonora do momento.
Só não esperava que fosse Chopin. Logo Chopin.
Ao notar a jovem se aproximar, Junpei até pensou em fingir demência, fazer um sinal qualquer para indicar que era mudo – e, bom, spoiler: não era – e simplesmente seguir seu caminho, porém, a garota parecia tão empolgada ao falar de suas pernas que a única coisa que conseguiu fazer foi pendurar o headphone no pescoço e pegar o celular com a câmera já aberta ao que deixava uma risada escapar. Parecia só mais uma daquelas subcelebridades. Seguindo as instruções da desconhecida, o japonês se aproximou e se abaixou, tentando escolher um bom enquadramento que atendia às preferências dela.
Foto tirada, favor realizado. “Seus seguidores fazem sua foto? Não deveria ser o contrário?” Questionou, utilizando a sua amada linguagem de sinais e arriscando no coreano enquanto se preparava para mostrar sua mais nova obra fotográfica. Imaginando que talvez ela não fosse entender, Junpei sacou um caderno e uma caneta da mochila pequena que carregava consigo e escreveu o mesmo que havia gesticulado.
It’s not over, this is just the beginning🖤💙