Estou em um processo longo e cansativo na busca de abraçar meu próprio caos.
Flagelos de um poeta.
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@obstinou
Estou em um processo longo e cansativo na busca de abraçar meu próprio caos.
Flagelos de um poeta.
é tudo um processo sobre construir seus próprios muros e pontes e saber a hora de demolir tudo e começar de novo
“Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?”
— Tati Bernardi.
todas as noites eu me questiono: por que eu ainda insisto?
Eu sempre sou o colo de todos, mas não me sinto confortável pra pedir colo pra ninguém.
Dilema
Eu quero ter tempo para fazer tudo o que tenho vontade, mas nesse momento não tenho forças para correr atrás desse "tudo" e isso me dá um medo absurdo, porque depois pode ser tarde demais.
Apenas um desabafo, Nessa Cross.
A distância às vezes nos permite saber quem vale a pena manter e quem vale a pena deixar ir.
necessidade de você, dos nossos corpos grudados e suados depois da transa, da sua perna entre as minhas e da sua mão entre os meus cabelos. da sua boca encostada no meu ouvido sussurrando besteiras que me arrepia o corpo todo e faz com que eu me sinta totalmente seu.
ela está explorando o meu corpo
sinto-me exausto de tudo isso
mas é tão difícil ir.
“Você me provoca, você me perturba. Joga água e sai correndo. Atira a pedra e me acerta de raspão. Me espia no escuro e mostra a língua. Me xinga. Me atiça. Invade o meu sossego. Meu refúgio.”
—
Caio F. de Abreu.
De uma hora para outra já não sou a mesma. Não faço nada que como era de costume. Ficou difícil escrever, já não vejo os mesmos filmes as series… de repente minha vida virou um hospital. Meu último plantão ou o próximo Nessa escala ou na outra Quando é a folga? Quando vou ter tempo? E quando vi, o tempo já passou. Deitar e descansar ficou difícil, porque nem mesmo a mente respeita a sua pausa. Quando me pego sem o que fazer, a mente cria N situações para se resolver. E lá vou eu outra vez me distanciando ainda mais de quem eu era. Me tornando cada dia mais adulta. Menos eu.
Controlaria.
somos feitos de nós:
na garganta; no peito; no estômago; nos olhares cruzados.
evy