O mago sem barba acreditava que enfraquecia. Vivia num ciclo pernicioso. Não consiguia mascarar sua verdadeira face, por mais que tentasse. Por não saber assumir sua identidade, que não conhecia, apenas sentia e preferia ser mentiroso Quanto esperava que a barba crescesse Mais se escondia nas suas feitiçarias para fingir alegria Ele não tinha barba, e por barba digo, amor pelos magos e pela mágica Mas era o que ele mais queria Esse é o meu, teu, nosso mago A parte que pesa A mentira que sufoca E o dever de ser o que nos cerca
-Laura Odara













