As pedras no meu caminho não são para me derrubar, mas sim para eu passar por cima.

titsay

pixel skylines
Monterey Bay Aquarium
cherry valley forever
Cookie Run:Kingdom Official!
No title available
Cosmic Funnies

tannertan36
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

Love Begins
noise dept.
KIROKAZE

Jimmy Eat World
Claire Keane
Sweet Seals For You, Always
Interview Vampire Daily

ellievsbear
𓃗
No title available
RMH
seen from Singapore
seen from United States
seen from United States
seen from Malaysia
seen from United States
seen from Singapore
seen from United States
seen from Brazil

seen from United Kingdom
seen from United States
seen from United States

seen from France
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from Vietnam
seen from Jordan
seen from United States

seen from Germany
seen from Türkiye
@olegado1segredos
As pedras no meu caminho não são para me derrubar, mas sim para eu passar por cima.
“Eu poderia ter o mesmo pai, a mesma mãe, ter frequentado o mesmo colégio e tido os mesmos professores, e seria uma pessoa completamente diferente do que sou se não tivesse lido o que eu li.”
O amor machuca. Verdadeiro ou não, o amor deixa cicatrizes. Todo coração não muito forte, já recebeu muita dor. O amor fere. Sou jovem, sei de duas ou três coisas. Pessoas são tolas, enganam a si mesmas. Acreditam em união e felicidade eterna. Não me enganam. O amor é como uma história que começa com ” era uma vez ”. O amor é uma mentira criada para nos deixar tristes.
Ah o amor. (via oxigenio-dapalavra)
" A gente cura a dor com o que pode. Eu tinha uma parede, e ele tinha um pênis."
O Safado do 105 - Mila Wander
Acho que todo leitor deseja que seus filhos continuem seu legado, herdem sua biblioteca particular e contribuam para aumentá-la. Desejamos que nossos netos herdem a biblioteca de nossos filhos, e nossos bisnetos dos nossos netos e assim por diante, até que chegue um dia onde uma...
Acho que todo leitor deseja que seus filhos continuem seu legado, herdem sua biblioteca particular e contribuam para aumentá-la. Desejamos que nossos netos herdem a biblioteca de nossos filhos, e nossos bisnetos dos nossos netos e assim por diante, até que chegue um dia onde uma...
Existe vicio de todos o tipo, mas o da leitura é um dos mais belos. Bem vindos a Sou Livromaníaco!
Pagina de Livros no Facebook. Curtam :D
Capitulo 10 - Ouvindo
À noite, aproximadamente às nove e meia, Helen chegou. As crianças já estavam dormindo, estavam exaustas por brincarmos grande parte do dia.
- Nossa. Eles já dormiram? – perguntou Helen, surpresa.
Nós estávamos sentadas na varanda, a espera do Sr. Laurence e de Theo.
- Sim. Nós brincamos muito. Eles estavam exaustos. Eles são crianças muito ativas. – disse eu, sorrindo.
- Sim. Oliver que o diga. Ele adora uma aventura, por isso é bom sempre estar muito atento a ele. – alertou-me ela.
- Pode deixar, eu estarei.
- E como foi com Olivia? Ela é muito receosa.
- Eu percebi. Mais acho que consegui um pouco da confiança dela. Nas primeiras horas ela se mantinha calada e distante, mas depois ela se juntou a nós nas brincadeiras. – contei.
- Acho que com você eles ficarão mais a vontade. As outras babás eram sempre mais velhas, e não tinham tanta disposição e paciência, já você é jovem, e Oliver adorou você de primeira – disse ela, sorrindo.
Já eram dez horas quando Theo chegou, mas o Sr. Laurence ainda não havia chegado.
- Pode ir, Melinna. Ele chega a qualquer instante. Você já me fez companhia.
- Ok. Até amanhã, Helen – disse eu, levantando-me.
- Até amanhã.
Fui em direção a Theo. Ele estava vestindo uma calça surrada, uma camisa branca era visível por baixo da jaqueta marrom. Ele olhava aflito para os lados escuros da rua.
- Algo errado? – perguntei.
- Não. Vamos logo – disse ele, estendendo-me o capacete.
- O que há Theo? – insisti, enquanto colocava o capacete.
- Não há nada. Agora suba. Quero ir para casa.
Sem insistir mais, eu subo. Ele acelera, e parte em alta velocidade, olhando freneticamente para os lados. Meu coração acelerou junto com Luly.
- Theo! O que esta fazendo?! – gritei contra o vento forte.
Ou ele não me escutou ou me ignorou, pois não ouve resposta. Eu senti seus músculos tensos enquanto ele acelerava mais e mais, desviando dos poucos carros que cruzavam conosco.
Eu não entendia o que estava acontecendo. Cheguei a achar eu ele estava querendo me assustar, mas ele estava tenso, e olhava freneticamente para os lados.
Algo entrou em meu campo de visão. Era uma pessoa, eu pude distinguir. Ela jogou-se em frente à moto. Fechei meus olhos, apertei-me em Theo e preparei-me para o impacto.
Não ouve impacto. Ouve apenas uma freada brusca, um palavrão vindo de Theo, e Luly voltando a correr.
Mantive meus olhos fechados, e quando a moto parou mantive-me ali, imóvel, em choque. Theo tirou o capacete e esporou eu descer, mas não o fiz.
- Melinna? Não vai descer? – perguntou, num tom calmo, como se nada tivesse acontecido.
Neguei com um gesto de cabeça.
- O que foi aquilo? – perguntei ainda na moto.
- Do que você está falando? – perguntou ele, franzindo a testa.
- Do que eu estou falando?! Você estava correndo feito um fugitivo e quase atropelou uma pessoa!
- Ah, isso. Desça que eu explico.
Ainda tremendo, soltei meus braços de seu abdômen e desci da moto, tirei o capacete e cruzei os braços, a espera de uma resposta.
- eu queria assustar você. Só não esperava que alguém se jogasse na frente da Luly. – disse ele, dando de ombros.
- Me assustar? Você estava tenso, Theo!
- Sou ótimo ator, não comentei? – perguntou ele, despreocupado.
- Não comentou. Agora deixe de mentir e... – interrompi-me, pois ele me dera às costas e fora colocar a moto na garagem.
Exasperada, fui apressadamente para dentro de casa, dando um rápido “boa noite” a Sophie e a Marie. Joguei-me em minha cama e logo dormi.
Despertei ao ouvir murmúrios vindos do corredor. O relógio de cabeceira mostrava que era meia noite e meia. Ainda grogue, levantei-me e andei em direção à porta, mais parei abruptamente quando ouvi o meu nome.
Marie s Sophia estavam discutindo algo com Theo. Mantive-me calada, tentando ouvi-los para que talvez pudesse entender Theo.
- Isso não estava nos meus planos. Eles a acharam mais rápido do que eu imaginava. – ouvi Sophia dizer.
- Não estava nos seus planos? Deveria estar! Estão procurando por ela há dezesseis anos! – ouvi Theo dizer, exasperado.
- Nós temos que fazer alguma coisa. Precisamos encontrar Daniel – disse Sophia.
Ao ouvir o nome Daniel meu coração bateu mais rápido, e uma súbita ansiedade tomou-me. Aquele nome me era tão familiar, mas ao mesmo tempo desconhecido.
- Isso. Encontre-o e mande-o fazer algo sobre isso. O principal já foi feito. Diga a ele que encontramos a garota – disse Theo.
- Pare de falar como se ela fosse um objeto indesejado, Theo. Mel nunca lhe fez mal algum. Ela é a maior vitima de tud... – Marie começou a dizer, mais foi interrompida pelo irmão.
- Vitima? Ela viveu protegida por todos esses anos enquanto pessoas perdiam a vida tentando protege-la.
- Você não consegue entender, seu grande idiota! Nosso pai não foi obrigado a nada! Ele perdeu a vida por essa menina por que achou que deveria fazer! Assim como todos os outros que vieram antes dele e fizeram o mesmo por garotas que antecederam a ela! Você vai deixar que o sacrifício dele seja em vão? Então a pegue e a leve aos caçadores! Acabe com isso! Eu estou cheia de você! – ouvi um estalo, um “oh” vindo de Sophia e a porta do quarto ao lado sendo batida.
O corredor ficou em silencio. Ouvi o leve arrastar de passos se aproximando do meu quarto. Corri para cama e me deitei sob o lençol. Ouvi a porta ser aberta, e em seguida fechada.
Ainda pude ouvir o restante da conversa de Theo e Sophia.
- Ela não tem culpa querido. Você sabe que Marie tem razão. Você ainda sofre, e procura alguém para culpar. Se há alguém que deve ser culpado eu não sei, mas se houver não é ela. Vou dormir. Boa noite.
- Boa noite – foi à única coisa que Theo disse.
O Corredor ficou em silencio novamente, mas agora ininterrupto.
Eu estava mais confusa do que já estivera em toda minha vida. Eles estavam falando de mim? O que ou quem são os caçadores? O que eu tinha haver com a morte do pai de Theo e Marie? Quem era Daniel? E, afinal, por que e quem estava atrás de mim?
Levei mais de uma hora para pegar no sono, eu queria respostas, eu as encontraria.
Olá, vi que você seguia nosso tumblr quando era secundário , e estou passando para avisar que o mundo de livros saiu secundário, para um tumblr próprio, por motivo de limite de posts, então se quiser continuar recebendo nos posts, siga esse se quiser, obrigada :*
Seguindo com certeza ^^
Capítulo 9 - Conquistando
Ainda desnorteada e cheia de perguntas, fui para o meu quarto. Peguei o livro que eu estava lendo e sentei-me na cama, na falha tentativa de ler e esquecer os comentários reveladores de Theo. Estava tentando entender o que eu tinha a ver com o que quer que tenha acontecido com os pais de Theo. Eu não conseguia entender por que ele me culpava, se eu só o conhecia a pouco mais de um mês.
Eu nunca o entenderia, pois nunca tive um pai. Tal experiência nunca foi a mim proporcionada. Minha mãe biológica não deixou nem uma dica de quem ela era ou quem era meu pai. Lollita era uma freira, então casamento sempre esteve fora de cogitação para ela. No orfanato eram apenas mulheres e crianças, então nunca saberei como é tal sentimento, mas o sentimento de perda, esse eu conhecia bem. Minha mãe biológica, mesmo não me lembrando dela, eu sentia sua falta. E o vazio no coração aumentou mais ainda com a partida de Lolly. Eu tinha agora Sophia e Marie, mas a dor da perda continuava ali, guardada para ser lembrada em dias frios e solitários.
Eu estava tão perdida em meus pensamentos, que não ouvi as batidas na porta. Só notei a presença de Theo quando ele abriu a porta do quarto e pigarreou.
- O que vamos almoçar? – perguntou ele.
- Não sei. – respondi.
Ele suspirou e entrou no quarto, puxou a cadeira da escrivaninha e sentou-se diante de mim.
- Você está tentando entender, não é? – perguntou ele.
- O quê?
- Olha. Sophia não é minha mãe biológica, ok? Ela e meu pai se conheceram algum tempo depois que minha mãe morreu. Ela cuidou de mim como seu filho durante todos esses anos. Satisfeita?
- Por que eu estaria? Você perdeu sua mãe e... Acho que seu pai também. Por que eu estaria satisfeita? - perguntei incrédula.
- Não era o que você queria saber?
- Nada disso! Você que ficou todo estressadinho e jogou tudo em cima de mim. Eu só quero entender...
- Não vai. Pelo menos ainda não. – disse ele, levantando da cadeira e indo em direção à porta – eu não sei cozinhar. O almoço é todo seu. – disse ele, saindo do quarto em seguida.
Eu estava muito confusa, e Theo fazia questão de aumentar mais minha confusão com seus comentários desnecessários.
Algum tempo depois eu desci para preparar o almoço. Theo estava na sala assistindo a um seriado. O ignorando, fui para a cozinha.
Preparei algo rápido para nós almoçarmos. Fiz o meu prato e fui comer no meu quarto. Não estava a fim de discutir enquanto comia. Terminada minha refeição fui para a cozinha, pretendendo lavar a louça, mas Theo foi mais rápido que eu. Restaram apenas os que eu havia usado.
Mais tarde, fui à procura de Theo, pois precisava dele para levar-me ao meu novo trabalho. Surpreendi-me ao encontra-lo em pé ao lado da porta com dois capacetes na mão.
- Nós não podemos ir de carro? – perguntei.
- Sophia levou um carro e Marie o outro. Só lhe resta a Luly.
- Ok. Vamos à luta.
A casa dos gêmeos ficava a quarenta minutos de moto da nossa casa, mas Theo conseguiu diminuir esse tempo para trinta minutos. Estacionada a moto na frente da casa eu saltei arfante.
- Você é louco ou o quê?! – perguntei exasperada.
- O que eu fiz? – perguntou ele, com voz inocente.
- Você queria nos matar? Por que correu daquele jeito?
- Você se queixou de chegar atrasada. Eu nem corri muito. – disse ele, dando de ombros.
- Ok, Theo. Tenho que ir. Vejo você as dez – disse eu, dando-lhe as costas.
- Bom trabalho e... Desejo boa sorte as crianças – disse ele, dando uma gargalhada e partindo em seguida.
A Sra. Laurence já me esperava na varanda. Ela era uma mulher de aparentemente trinta anos. Tinha cabelos cor de chocolate, olhos verdes, pele bronzeada, era alta e esguia. Vestia uma camisa social branca, e uma saia preta.
Ao seu lado estavam duas crianças de cabelos cor de chocolate e grandes olhos verdes. A menina tinha os cachos cor de chocolate presos em duas tranças sobre as orelhas, vestia um vestidinho lilás e uma sapatilha da mesma cor. O menino tinha o cabelo encaracolado igual o de um anjinho, vestia uma camisa de maga curta de cor azul e uma bermuda branca e calçava pequeninos tênis pretos. Ambas sorriam para mim timidamente.
- Boa tarde Sra. Laurence – a cumprimentei.
- Boa tarde, querida. Pode me chamar de Helen. – disse ela, com um sorriso simpático.
- Tudo bem. Imagino que esses sejam Oliver e Olivia. – comentei, sorrindo para as pequeninas crianças.
- São sim. Digam “olá” para Melinna. – incentivou Helen.
- Oi – disse a menininha, enquanto o pequeno rapaz veio ao meu encontro e estendeu os braços para um abraço.
- Olá, Oliver – disse eu, o abraçando. – Olá Olivia.
- Bem, como você percebeu, Oliver é mais receptivo que Olivia, mas ela se acostumará logo com você. A casa é toda de vocês, estarei em casa às nove e meia, mas adoraria sua companhia até a chegada de meu marido, que é as dez, se não for incomodo claro. – diz ela.
- Não é não. Theo vem me buscar as dez – disse eu.
- Ah, obrigada. Agora tenho que ir. – ela beija o topo da cabeça da menina e se afasta, beijando em seguida o garotinho – comportem-se.
Olivia me estendeu a mão e juntos observamos Helen partir para o trabalho.
A casa era grande e muito bem arquitetada. O pequeno Oliver era bem ativo e se entrosou comigo muito rápido, mas a pequena Olivia observava-me com cautela dos cantos da casa.
Sento-me com eles no chão da sala de recreação. Olivia sentou-se de frente para mim, enquanto Oliver acomodou-se em meu colo.
- O que vamos fazer? – pergunto.
- Podemos ir ao parquinho da outra rua? – perguntou Oliver, esperançoso.
- Vocês sabem onde fica?
- Sim – assentiu Oliver, enquanto Olivia confirmava com um aceno de cabeça.
- Então vamos fazer o seguinte. Vocês vão tomar um banho primeiro, lanchamos e vamos para o parquinho – propus.
- Não podemos lanchar lá? – perguntou Olivia, hesitante.
- Claro que podemos. – assenti, sorrindo para ela.
Ainda cautelosa, ela sorri. Eu comecei a conquista-la.
Capitulo 8 - Perguntas
Acordei sete horas no dia seguinte. Eu estava ansiosa para conhecer os gêmeos Oliver e Olivia. Eu ficaria com eles a partir das quatro horas da tarde até às dez da noite. A casa onde eu tomaria conta das crianças ficava em um bairro afastado de onde morávamos, e com o comprometimento de Marie com seu curso de arte, Theo ficou designado a levar-me e buscar-me lá.
Abri as cortinas na esperança de sorrir para o sol, mas deparei-me com um céu chuvoso e um ar frio. Decepcionada, tornei a fechar as cortinas e desci as escadas. Encontrei Sophia, que já estava de saída.
- Bom dia Mel – saudou-me ela.
- Bom dia Sof. Já de saída? – perguntei.
- Sim. Você pode me fazer um favor, Mel? – ela vasculhava a sala a procura de algo.
- Do que você precisa? – perguntei.
- Pode acordar Theo? Não o deixe dormir demais. – pediu ela.
- Marie não pode fazer isso? - perguntei, hesitante.
- Marie acabou de sair. Ela está fazendo o curso nesse horário até as aulas voltarem. – explicou ela.
- Então... Ok, eu o acordo. – disse, me rendendo.
- Obrigada, Mel... Achei! – Ela estendeu a chave do carro e sorriu vitoriosa, andando em direção à porta – até mais tarde Mel. E boa sorte no trabalho.
- Obrigada!
Fui para a cozinha preparar meu café da manhã. Abri a geladeira à procura de algo para beber. Encontre uma jarra de suco de morango. Enchi um copo com o mesmo e fui à procura de algo para comer. Encontrei um recipiente na mesa contendo uma porção de torradas, que certamente fora deixada para Theo e eu.
Terminada minha refeição, subi para acorda-lo. Parei diante da porta, respirei fundo e dei três leves batidas. Aguardei algum tempo, mas não ouve resposta vinda de dentro do cômodo. Tomando coragem, bati com mais força. Alguns segundos depois eu ouvi passos e alguns murmúrios, em seguida a porta foi aberta, revelando um Theo sonolento, com cabelo assanhado e sem camisa.
- O que você quer? – perguntou ele, carrancudo.
- Eh... Sophia pediu-me para acorda-lo – disse eu, hesitante.
Ele me encarou com olhar de incredulidade.
- Se ela pedir a você para pular da janela do seu quarto, você irá? – perguntou ele.
- Ela não pediria tal absurdo. – disse eu, cruzando os braços sob o busto.
- Mas se ela pedisse...?
-Theo, ela apenas pediu-me para não deixa-lo dormir demais. Você poderia ser menos agressivo?
- Com você? Não. Perto de você toda minha agressividade vem à tona. – diz ele, cruzando os braços e encostando-se ao batente da porta.
- Eu só não consigo entender o porquê!
- Vai começar com esse assunto de novo? Não adianta. Você nunca vai entender. Nunca vai passar pelo que eu passei. – disse ele, os olhos negros fitando o vazio.
- O que você passou? Deixe-me saber por que tanta repulsa por mim. – pedi.
- Eu perdi minha mãe, Mel. Ela se foi ao me dar à luz. Um ano mais tarde foi o meu pai. Tudo isso por sua... – ele se calou abruptamente, deu-me as costas e fechou a porta.
Fiquei parada no corredor, absorvendo o que ele tinha acabado de me dizer.
Theo não era filho de Sophia?
Eu nunca soube o que aconteceu com o pai deles, e nunca tive coragem de tocar no assunto. Mas, agora eu estava mais que confusa. Theo não era filho de Sophia? O que aconteceu com o pai deles? E o que eu tenho a ver com tudo isso?
Eu tinha tantas perguntas.
Oi, estava passando por aqui e vi que gosta de ler. Se não for pedir muito, passa no meu tumblr e leia o prólogo do meu primeiro livro "I Beati - os abençoados". Obrigada.
Ah, pode deixar, passo sim ^^
Capitulo 7 - Luly
Na manhã seguinte acordei com pontadas de dores nos braços. Levantei-me e fui avalia-los melhor. Fiquei espantada com o que havia acontecido.
Os arranhões haviam sumido, em seus lugares restaram grandes manchas vermelhas que estavam queimando. As pontadas tornaram-se ardência, e logo depois uma queimação. Assustada, decidi tomar um banho de agua fria para ver se amenizava. Momentaneamente o banho suavizou a queimação. Vesti um vestido de manga comprida para esconder as manchas e desci para tomar café da manhã.
Marie e Theo já estavam à mesa. Marie conversava com Sophia, que terminava de preparar o café enquanto Theo ouvia a conversa com o rosto apoiado nas mãos. Marie abriu um largo sorriso a me ver.
- Bom dia, Mel – saudou-me ela.
- Bom dia Marie, Sophia e Theo. – eu os saudei.
- Bom dia, Mel – retribuiu Sophia, enquanto Theo apenas assentiu.
Sentei-me ao lado de Marie, e, enquanto Sophia servia-nos a refeição eu decidi compartilhar minha nova decisão.
- Marie, se você não estiver ocupada hoje, eu queria pedir-lhe um favor – comecei.
- Do que você precisa Mel? – perguntou ela.
- De alguém que me acompanhe a uma caçada por emprego. – comentei.
- Emprego? Você é muito nova para trabalhar, Mel – disse Sophia.
- Não consigo ficar em casa o dia todo. Eu trabalhava no orfanato cuidando das crianças. Acho que posso arrumar um emprego parecido – disse eu.
- Você quer ser babá? – perguntou Theo, quase rindo.
- Algo do tipo – admiti.
- Coitada da criança que tiver que aturar você. – disse ele, rindo.
Cruzei os braços e fiz uma carranca.
- Aposto que sou mais fácil de aturar do que você.
- Eu pagaria para ver – provocou ele.
- Já chega! Nada de brigas! Mel, o curso de pintura de Marie começa hoje, então ela não poderá ir com você, mas Theo está livre para acompanha-la. Arranje um trabalho de meio período, e que seja depois das aulas. Agora vamos encerrar essa discussão e começar nossa refeição – disse Sophia com alteridade, pondo fim a nossa discussão.
Theo não ficou muito feliz em ser designado a me acompanhar, mas ele não era o único. Eu também não o queria me atormentando durante todo um dia.
Fizemos nossa refeição sem mais discussões. Sophia pegou o Jornal e entregou-me para que eu olhasse a pagina de empregos. Havia quatro que eram adeptos as regras de Sophia. Anotei os endereços.
- Então, Vamos Theo? – perguntei.
Ele estava largado no sofá assistindo a um jogo de futebol. Marie e Sophia já haviam saído.
- Sério que você vai me arrastar por Vancouver atrás de um emprego de babá? – perguntou ele.
- Se dependesse de mim eu não iria com você, mas não sei andar por Vancouver – assumi.
- O orfanato de onde você veio não é aqui em Vancouver? – ele deu ênfase no “você” para lembrar-me mais uma vez de onde eu vim.
- Sim, é. Não sei se você sabe, mas os órfãos não ficam passeando pela cidade. Só saímos de lá quando necessário. E um tour por Vancouver nunca foi necessário. Agora pare de reclamar e vamos logo. – disse eu, impaciente.
- Você é muito mandona, sabia? – disse ele, ao levantar do sofá.
- E você é um chato idiota. – dei as costas a ele e sai de casa.
- Idiota? Eu? – perguntou ele, me seguindo.
- Sim.
- A idiota aqui é você. Mal chegou e já age como se sempre viveu conosco. Você não é uma Kenneth, Melinna. Nunca será! – disse ele, friamente.
Virei-me de súbito e o encarei com raiva.
- Você acha que eu não sei disso?! Não se preocupe em me lembrar disso! Eu sei que não sou uma Kenneth! E nunca disse que queria ser! Estou aqui por Marie e Sophia e não para disputar com você o sobrenome da sua família! – gritei exasperada.
- Eu nunca disse que o problema é por você não ser uma Kenneth, o problema é quem você realmente é! Minha família está mais uma vez arriscando tudo por você!
Eu acho uma tolice minha família se arriscar por uma garota que não é nada nossa. As palavras que ele dissera da primeira vez que eu o vi me vieram à mente.
- Se arriscando mais uma vez? Do que você está falando?!
Repentinamente toda a raiva que seus olhos negros carregavam se esvaiu. Ele bufou e seguiu à minha frente.
- Esquece. Vamos logo antes que eu mude de ideia.
- Esquecer? Depois desse surto seu? – perguntei, o seguindo.
- Não vou a pé – disse ele, ignorando minha pergunta.
- E de quê você pretende ir? –perguntei, desistindo do assunto anterior.
- Nós vamos na Luly. – disse ele, dando meia volta e indo em direção à garagem.
- Luly? Quem é Luly?
Ele abiu a garagem, revelando no fundo dela uma monstruosa moto preta.
- Diga “olá” a Luly, Melinna.
- Tchau Luly – disse eu, dando meia volta.
- A onde vai? – perguntou ele, seguindo-me com a Luly.
- Pegar um ônibus.
- Não seja besta. Vai querer pegar ônibus tendo a Luly como carona?
- Theo, eu não vou subir nessa coisa! – disse eu, cruzando os braços.
- Coisa? Assim você a magoa! – disse ele, acariciando a moto.
Eu ri.
- Isso foi um sim? – perguntou ele.
- Não. Eu não vou a uma entrevista de emprego em um monstro desses! O que os pais das crianças vão achar se eu chegar num monstro desses com um cara?
- Que você teve bom gosto duas vezes.
- Essa é mais uma forma de você se vingar de mim por eu estar morando com vocês?
- Vamos deixar nossos problemas de lado por hoje? Uma trégua. E o contrato da nossa trégua é você ir comigo na Luly.
- Eu vou me arrepender disso – eu disse, suspirando.
- Isso foi um sim! Tenho certeza que foi!
Permaneci calada. Ele pegou dois capacetes. Colocou um e estendeu-me o outro. Peguei o capacete e o coloquei. Theo subiu na moto, e eu o acompanhei em seguida, colocando minhas mãos em volta do seu abdômen, segurando-o com força.
Não fui às quatro entrevistas, fiquei com o emprego da segunda. Iria cuidar de um casal de gêmeos de cinco anos. Eu começaria na tarde seguinte.
Achei que meu primeiro entendimento com Theo resultaria no fim da sua ira por mim, mas eu estava enganada. No fim da tarde o velho e chato Theo estava de volta.
Por horas esqueci-me das manchas em meus braços. À noite, já no meu quarto fui ver como estavam. Em vez de sumirem um pouco mais, como acontecera mais cedo, as manchas estavam mais vermelhas, e meus braços estavam ficando bem doloridos.
Capitulo 6 - Pesadelo
Eu estava deitada em um chão de terra fria e molhada. A Escuridão era total, a única coisa que eu ouvia era minha respiração e o murmúrio do vento chicoteando as possíveis arvores que havia ao meu redor.
Levantei-me, andando alguns passos, cega pela escuridão. Choquei-me em algo sólido e carrancudo. Árvore, deduzi. Havia muitas ao meu redor, como eu havia sentido. Caminhei cegamente com meus braços estendidos, tentando evitar outro choque com as árvores. A cada passo o chão começara a ficar escorregadio, e o vento tornava-se forte, fazendo-me tremer. Sons tenebrosos começaram a cercar-me na escuridão, arrepios tomaram-me o corpo e uma necessidade de correr de tudo aquilo me tomou.
Comecei a correr, trombando com as árvores e escorregando bastante. Havia algo se aproximando de mim, eu podia sentir. Entrei em desespero. Eu precisava sair daquele lugar, seja lá qual era ele.
Eu corria, corria e corria, caindo, me machucando e sentindo o que me perseguia se aproximando mais e mais, junto com as rajadas temerosas do vento. Eu parei, naquela mesma escuridão e me deixei tremer e soluçar, desistindo e esperando o quer que esteja me seguindo. Garras na escuridão agarraram meus braços, eu gritei de susto e dor. As garras apertavam-me com muita força, senti algo frio escorrer por meus braços. Sangue, meu sangue estava a escorrer e a pingar silenciosamente no chão.
Ouvi uma voz feminina gritar atrás de mim. “Pare!” dissera ela, empurrando-me para os braços da criatura que me machucava. Então tudo ficou branco.
Acordei soluçando e saltando da cama. Eu estava tremendo. Estava em meu quarto, o relógio de cabeceira marcava uma e meia da madrugada.
- Foi só um pesadelo, só um pesadelo – repeti para mim mesma no escuro do quarto.
Abracei meus braços, mas os soltei rapidamente, gritando. Estava doendo muito. Algo escuro e pegajoso escorria por meus dedos. Levantei-me e acendi a luz. Olhei meus braços, arregalando os olhos em assombro.
Eles estavam arranhados, arranhões não muito graves, mas machucados o suficiente para deixar um bocado de meu sangue escapar.
Ainda sobressaltada, fui até o banheiro e com um lenço molhado fui limpando meus braços. Eu não sabia como, mas além do sangue, havia alguns vestígios de terra nos meus machucados. Meus braços ardiam. Enquanto limpava os arranhões ouvi batidas na porta do meu quarto. Fiquei em alerta. Temerosa, fui ver quem era.
Entreabri a porta e dei cara com Theo. Ele tinha os olhos pesados de sono e uma expressão carrancuda.
- Você poderia, por favor, parar de gritar? – perguntou ele.
Ele me ouviu gritar, e simplesmente vem pedir para eu calar a boca? Eu me enfureci.
- Eu estava gritando? Você por acaso não chegou a pensar que tinha algo errado? – perguntei.
- Pensei. Mas isso é problema seu e não meu. Eu só quero que você cale a droga dessa boca para que eu possa dormir! – disse ele, falando no mesmo tom de ira que o meu.
-Você é um idiota! – disse eu, fechando a porta na cara dele.
- Cale a boca! – gritou ele do outro lado.
Ouvi seus passos se arrastando para longe do meu quarto e som da porta de seu quarto sendo fechada.
Exasperada e exausta pelo pesadelo deitei-me na cama, e temerosa dormir, e por sorte, não voltei aquele pesadelo.
Capitulo 5 - Ariana
As primeiras semanas depois da minha mudança se passaram bem rápido. Sophia e Marie eram muito gentis, e em poucos dias elas me fizeram como se eu sempre fora da família. As coisas entre nós eram harmônicas e divertidas. Sophia matriculou-me na mesma escola em que Marie estava estudando; nossas aulas começariam dentro de um mês, Eu me adaptei a família Kenneth rapidamente, pois a simpatia e a gentileza de Marie e Sophia eram incalculáveis. Era muito fácil esquecer-me de meu passado quando eu estava com elas, mas tinha alguém que fazia questão de lembrar-me.
No começo, Theo se esforçou em esconder seu desconforto de me ter ali, mas passados alguns dias ele passou a deixar isso bem claro. Marie e Sophia o repreendiam, mas ele sempre voltava com comentários do tipo “você não deveria estar aqui” ou “ você não é uma Kenneth”, entre outros. Eu ignorava os comentários, mas me sentia incomodada. O que ele tinha contra mim? Ele achava que eu representava uma ameaça? Por quê? Essas perguntas rondavam minha mente sempre.
Era quarta feira à tarde. Sophia estava trabalhando – ela trabalhava em um jornal no centro de Vancouver, Marie tinha ido visitar uma amiga que estava doente e Theo estava trancado em seu quarto me evitando. Eu estava sentada na varanda lendo um dos livros que Marie e Sophia me deram. À tarde estava silenciosa e fria. A porta da casa de frente a nossa foi aberta. Uma garota saiu de dentro dela. Ela tinha a pele parda, olhos castanhos, seus cachos dourados estavam presos em um rabo de cavalo. Ela vestia um short jeans e uma blusa preta de manga cumprida.
Ela me encarou por um instante e em seguida sorriu. Ela aproximou-se. Levantei, coloquei o livro na cadeira e fui em sua direção.
- Oi – ela sorriu.
- Oi.
- Você é a nova integrante da família Kenneth, não é? – perguntou ela. Sua voz era gentil.
- Sim. – assenti.
- Sou Ariana – apresentou-se ela.
- Sou Melinna, mas pode me chamar de Mel – eu disse, sorridente.
- Você é bem caseira, não é Mel? É a primeira vez que eu a vejo desde que você chegou.
- É, acho que sou.
- Está ocupada?
- Não.
- Quer dar uma volta? Estou indo fazer uma caminhada, e adoraria ter companhia. – convidou-me ela.
- Ah, claro. Só um instante. Tenho que avisar a Theo que vou sair.
- Ele voltou?
- Sim.
- Nós nunca nos demos muito bem. Ele é meio egoísta, como esta lidando com o fato de ter você na família?
- Nem queira saber – comentei.
Ela riu.
- É como eu esperava. Ele vai se acostumar. Você me parece uma pessoa bem gentil.
- Assim espero. Espere só um instante. Volto logo.
Ela assentiu.
Entrei na casa e fui até a o quarto de Theo. Hesitante, bati na porta.
Ele abriu. Seu cabelo estava bagunçado, ele vestia uma bermuda e estava sem camisa. Eu corei ao ver o abdômen definido. Rapidamente encarei a parede ao seu lado.
- O que quer? – perguntou, com a rispidez que eu já me acostumara.
- Vou sair. – eu disse.
- Como assim? Com quem? – perguntou ele, fingindo interesse.
- Com a nossa vizinha Ariana. Você a conhece?
- Claro que conheço Ariana. Eu não sabia que vocês eram amigas.
- Acabei de conhecê-la. – expliquei.
- Vocês vão se da bem, pois ela também não me suporta – disse ele, fechando a porta na minha cara.
Bufei, dando as costas ao quarto de Theo e desci indo ao encontro de Ariana.
Ela estava sentada na calçada esperando por mim. Quando me viu se aproximar ela levantou.
- Vamos?
- Vamos – assenti.
As ruas pela qual fomos eram pouco movimentadas e muito silenciosas.
- Então, está gostando? – perguntou-me ela.
- De quê?
- Da nova família – esclareceu.
- Ah, sim. Marie e Sophia são incríveis.
- Qual a sua idade, Mel? – perguntou.
- Tenho dezesseis, e você?
- Fiz dezessete há pouco tempo. Você fez dezesseis esse ano?
- Não. Eu irei completar dezessete esse ano – expliquei.
- Onde você vai estudar?
- Na mesma escola em que Marie estuda. Eu só não lembro o nome.
- Jura?! Eu também estudo com Marie! – disse ela, empolgada.
Andamos por pouco mais de uma hora. Conversamos sobre diversos tipos de coisas. Quando voltamos para casa já era fim de tarde.
Marie estava sentada na varanda, quando nos viu se aproximando veio ao nosso encontro.
- Olá, Ary! – disse ela, sorrindo.
- Oi, Marie. Roubei Mel por essa tarde. – disse Ariana.
- E o que você achou dela?
- Ela é muito gentil. – disse Ariana.
- É sim – assentiu Marie.
- Por que as pessoas falam de mim como se eu não estivesse presente? Olá! Estou aqui! – comentei, agitando meus braços no ar.
Elas riram.
- Foi mal, Mel – disse Marie.
- É, foi mal – repetiu Ariana.
- Tudo bem – disse eu.
- Bem meninas; tenho que ir – disse Ariana.
- Nos vemos depois – disse Marie.
- Tchau, Meninas. Até depois.
- Tchau. Até depois. – despedimo-nos dela e entramos em casa.
Capitulo 4 – chamativa
Nossa intensa troca de olhar e sorrisos forçados foram interrompidos por Marie, que apareceu repentinamente na cozinha, jogando-se nos braços do irmão e o abraçando com força.
- Você chegou cedo! – disse ela, fingindo decepção.
- Também senti sua falta, maninha – disse ele, dando uma leve gargalhada.
- Vejo que você e Mel já se conheceram – comentou ela, sorrindo.
- É. Ela é uma pessoa de poucas palavras, não acha? – perguntou ele.
- Você achou? Deve ser por que acabaram de se conhecer, Mel é bem conversadeira.
- É, veremos.
- Eu estou aqui, em – disse eu, balançando a mão diante dos olhos dos dois irmãos.
Eles me olharam, se entreolharam e começaram a rir. Cruzei os braços e ergui a sobrancelha.
- Qual é a graça? – perguntei.
- Nem uma – disseram em uníssono.
Eu iria protestar, mas Sophia entrou na cozinha carregando varias bolsas.
- Podem me dar uma ajudinha aqui, meninas? – perguntou ela, enquanto tentava colocar as bolsas em cima da mesa sem derrubar o conteúdo delas.
Nós três fomos ajuda-la. Foi quando ela percebeu a presença de Theo.
- Theo! – disse ela, abraçando-o.
- Oi, mãe – ele sorriu amplamente e retribuiu o abraço.
- Faz muito tempo que você chegou? – perguntou ela, passando os dedos entre os fios cor de noz de seu cabelo.
- Meia hora mais ou menos.
Sophia assentiu e virou-se em minha direção.
- Você já conheceu Melinna? – perguntou ela.
- Já.
- E o que achou dela? – perguntou ela, sorrindo para mim.
Theo encarou-me, seus olhos mais uma vez me avaliaram. Ele voltou seus olhos para Sophia.
- Ela é chamativa, não acha? – perguntou ele, sua voz era quase de reprovação.
O silencio se instaurou na cozinha enquanto mãe e filho se encaravam. Sophia, que ainda tinha um sorriso nos lábios, o aumentou.
- Você achou? Mel faz de tudo para não chamar a atenção. Não é Mel?
Eu assenti.
- Você precisa se esforçar mais, Melinna. – meu nome saiu de seus lábios com rispidez. Ele sorriu para a irmã - Marie, você pode me ajudar a levar minhas coisas para o meu quarto?
- Claro. – ela assentiu, e juntos os dois subiram.
Eu fui ajudar Sophia a guardar as coisas que ela havia comprado. Ela sorria para mim enquanto eu a ajudava, mas não disse uma palavra. Ela estava longe, pensativa.
AJUDEI Sophia a preparar o almoço. Marie e Theo só apareceram na cozinha quando o aroma da comida de Sophia começou a se instaurar pela casa.
- Eu estou morrendo de saudade da sua comida, mãe – comentou Theo, ao entrar na cozinha e se deliciar com o aroma da comida de Sophia.
- Só da comida? – perguntou Sophia.
- Não, não. De você também – disse ele, sorrindo amplamente.
-Essa é a primeira vez que Mel prova da comida de mamãe. Você vai amar, Mel! – disse Marie.
- Viciar é a palavra certa – corrigiu Theo, ainda sorridente.
O almoço foi uma maravilha. A comida de Sophia estava deliciosa e o clima estava leve e descontraído. Eu cheguei a pensar que a aparente ira de Theo por mim já havia passado, e que nos daríamos muito bem, como era com Marie.
Eu estava enganada.