Chegar aos 33 anos dá uma sensação esquisita. Não sei se sou um novo velho, se sinto a morte da juventude, se não me sinto nem um nem o outro...
Ou se é só medo do Tempo, como sempre.
--M

ellievsbear
No title available
Game of Thrones Daily
AnasAbdin
h
No title available
sheepfilms

JBB: An Artblog!
TVSTRANGERTHINGS
Misplaced Lens Cap
Alisa U Zemlji Chuda
almost home
KIROKAZE
trying on a metaphor

blake kathryn

祝日 / Permanent Vacation
we're not kids anymore.
Cosmic Funnies
One Nice Bug Per Day
dirt enthusiast
seen from United States
seen from United States

seen from Malaysia

seen from Australia
seen from Russia
seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States

seen from United States

seen from Spain
seen from United States
seen from T1
seen from United States

seen from Malaysia
seen from Malaysia
seen from Russia

seen from United States

seen from Malaysia
seen from United States

seen from United States
@opusblog
Chegar aos 33 anos dá uma sensação esquisita. Não sei se sou um novo velho, se sinto a morte da juventude, se não me sinto nem um nem o outro...
Ou se é só medo do Tempo, como sempre.
--M
Desde cedo na vida sinto que poderia morrer a qualquer momento. Em algumas épocas isso me levou a tentar agarrar o “bom” da vida tão intensamente que acabava deixando de ser bom, e a vida ainda tava lá. Em outros momentos isso me apavorava inconscientemente, era uma culpa constante, não sei. Hoje, sinto mais forte ainda, esse frio logo ali adiante, e acho que com o passar dos dias, meses, anos, vai se fortalecer.
Até o dia em que eu não me importar, e nem ser levado pela ansiedade. Resiliência, ou talvez só cansaço? Aceitação, contemplação do sistema.
Em 2021, só viva sem medo, não há nada a se perder. Ame, sorria, goze, aprenda. A morte ainda vai estar logo ali, mas tudo bem, porque a vida também estará. --M
Elementar, ar e fogo? Só sei que me falta Terra. Mas a água é tudo. Tudo em mim parece fluir, mudar, realinhar, vazar, mudar de estado. Angústia, insegurança, aflorar a criatividade. Água gelo, água líquido, água vapor, água sentimentos, água ser humano, água o sangue da Mãe Terra. E Ela me chama, é berço. Sou da mata, mas não estou na mata. Mas busco fluir, expandir, tocar o horizonte, achar meu canteiro, passar por dificuldades para reencontrar a paz que precede a razão humana. Só ser fruto novamente. Ser da mata. --M
Ser ou ter, eis a questão.
.M
O sentido de qualquer coisa só é claro quando acaba.
.M
CONSCIÊNCIA NÃO É MENTE. Não é cérebro. Tudo tem percepção, todos os níveis de vibração são parte de um sistema. Tudo vive, interage com forças diversas, tem ciclos, é parte do tempo e espaço.
Nada é à toa. "Deus não brinca de dados", é uma frase mal compreendida. Não fala sobre leis da física, mas sim sobre propósito único de tudo. As leis são o sistema. O que é lei para uma galáxia, é lei para um planeta, um ser humano, um microorganismo, uma pedra, uma molécula, um átomo.
.M
No princípio não havia princípio. Poderia esta frase fazer sentido real ao “imaginar” uma natureza de Deus, do “Todo”? Não, pois simbologia é um código, e o código é um conjunto de relações convencionadas. E enquanto ser humano, nada é auto-criado, auto-gerado. Não existe “nada” na natureza física, até mesmo o vácuo é composto de energias magnéticas, matéria negra, ondas, partículas. Como conseguir conceber que o estado de NADA absoluto é tão impossível quanto o da perfeição -- que também imaginamos a partir da nossa realidade, a partir do que convencionamos como “defeito”.
Mas o que imaginamos é uma projeção, que sempre será imperfeita. O perfeito é o apolar -- daí a associação do divino com o estado solar na idealização do Apolo grego --, e tudo na natureza, inclusive criações mentais, são polares, bipartidas, portanto com igual potencial de equivalência e de desequilíbrio. Essa dinâmica é fruto do Tempo, portanto necessária. Dor, risos, vidas, mortes, quente e frio. Tudo sempre vai mudar, um pólo precisa do outro pra existir.
.M
Cego é ter medo de olhar para o céu estrelado e permitir-se entender que cada estrela é sua irmã, que o vácuo é seu útero. Veja as galáxias em cada átomo do seu corpo. Veja além.
.M
Se vê protagonista de seu espaço e tempo mas no fundo sabe que é só um pedacinho de algo. Teme, rejeita, tem a sensação de grandeza não realizada, sonha em ser especial de alguma forma, de ser mais que um pedacinho. Dá medo aceitar que suas metas não importam, tampouco seus medos. Dá medo porque sabe que é fato, e a vontade de ser mais continua martelando os egos.
Em algum momento esse medo gerou a ilusão do “ter”. Nonsense, um animal achar que é dono de algo que nasceu do mesmo barro que ele. Não aceita que seu corpo, os tijolos da sua casa, o ouro do Vaticano e o couro da sua jaqueta são a mesma coisa, todas sem dono.
Em pensamento coletivo, o homo sapiens embarca nessa magia simbólica onde “aumentar-se” materialmente substitui aquela frustrada meta de aumentar-se enquanto criatura, ser mais que um pedacinho.
Tu, eu, a lua, o sol, cada grão de areia. Cada pedacinho leva tudo dentro de si, toda matéria do espaço e todas as vidas que o tempo já ramificou, universos quânticos em si e entre si. Vida é sistema, composto de sistemas, um fractal, ad infinitum. Chamamos de caótico o que não entendemos.
A natureza não boicota a si mesma, e nem se desperdiça. Um fio de cabelo não é você, mas carrega sua essência. Um ser humano é um pedacinho que não consegue se lembrar da sensação de ser todo o Universo.
Mas tudo no seu tempo.
.M
Animal humano que nasce sem defesa, sem poder, sem ação.
Cresce para colaborar com o sistema da existência, mas confunde razão com consciência.
E se desvia, revira, desdobra, engana, ataca, ilude.
Não reconhece seu irmão, seu reflexo.
E no fim, não entendeu, pois esqueceu daquela sensação de ser Deus.
.M