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[OA] Capítulo 18 – Caindo em tentação.
Para Dri, parabéns pelo seu dia. Que ele tenha sido iluminado e muito feliz! OA para você, meu amor, felicidades <3
Por Juliana.
Só Olívia mesmo para me fazer acampar.
Eu não era uma pessoa muito chegada ao ar livre. Esquece isso! Eu era totalmente avessa ao ar livre, aquele não era meu cenário, definitivamente. Mas mãe é mãe, certo? E quando se tem uma filha pimentinha e geniosa, é difícil contrariar, ainda mais quando ela tem um pai babão e avós mais babões ainda.
Então aqui estava eu, olhando para aquela cachoeira e para a barraca armada no meio do mato. Eu esperava do fundo do meu coração que em algum momento Olívia dissesse que queria voltar e esquecesse aquele acampamento.
E ainda tinha Rodrigo, sem camisa, suado depois de montar a barraca. Não que isso fosse algo ruim, claro que não, era maravilhoso, aliás. Mas me tirava a total atenção, sem contar que ele havia terminado um relacionamento hoje, que espécie de pessoa eu sou?
Olívia decidiu ir sozinha ao carro e quando ela saiu, Rodrigo me encarou.
— Você está bem? – eu soltei, antes que ele dissesse qualquer coisa.
— Sim. – assentiu. – Porque?
— Você terminou seu namoro hoje… – dei de ombros. – Tem certeza que não foi por causa da nossa filha?
— Tenho. – ele disse. – Não se preocupa, Ju, só não dava mais certo… – sorriu. – Você está mais preocupada que eu. Eu adorava a Rafa, mas… Não era para ser. Vida que segue.
— Uau. – ri. – Esqueci que sua vida segue muito rápido.
— Não. – ele disse e eu sabia que falaria algo, que eu também sabia que não queria ouvir.
— Eu vou dar um mergulho. – interrompi antes que suas palavras saíssem pela boca.
Retirei meu short e minha blusa, ficando apenas com o biquíni que eu colocara por precaução, e corri para o rio, mergulhando logo em seguida. A agua estava uma delícia e gelada, ótima para afastar tudo o que eu sentia naquele momento. Era complicado pensar com Rodrigo tão perto e a absoluta certeza veio quando eu ouvi o splash e a água se espalhando. Ele também havia mergulhado.
Quando abri meus olhos, ele estava a poucos passos de mim, Rodrigo me encarou e ficou difícil pensar, os cabelos e o peito nu, molhados. Soltei um suspiro ofegante e passei a língua pelos lábios, pois estavam secos, sentia meu peito martelando fortemente em meu peito e céus! Eu não queria estar sentindo tudo aquilo, eram muitos sentimentos misturados.
— Porque você nunca me deixa falar? – perguntou.
— Eu deixo sim. – rebati.
— Não deixa, não. – riu. – Você sempre foge. Eu iria dizer que a minha vida não está seguindo rápido, apenas que foi um rompimento fácil. Ela quis, eu também, ela me disse algumas coisas…
— Rodrigo, você não tem que me dar explicações! – eu cortei o papo.
— Eu sinto que tenho. Sei que nosso passado…
— Também não quero falar do passado. – o interrompi.
— Não dá para fugir para sempre, Ju. – ele rebateu. – A gente não tem mais vinte e um anos de idade, cometemos muitos erros, é verdade, mas quem sabe não seja a hora de consertar?
— Consertar o que, Rod? – perguntei.
— Tudo, Ju. – respondeu.
— Deixa pra lá! – eu pedi.
Meu corpo se arrepiou quando o vi se aproximar. Era perigoso demais essas aproximação, porque eu queria não querer, mas meu corpo queria. Muito. Fui afastando para trás e ele riu, aproximando-se mais. Quando senti, encostei minhas costas em uma rocha e os braços dele se colocaram cada um em um lado do meu corpo, me prendendo.
— Peguei. – ele murmurou, olhando para a minha boca.
— Me solta, Rod. – pedi.
— Só se você pagar. – ele riu de lado, maroto, daquela maneira que me deixava tonta e entregue. Porque ele não era feio? Não atraente? Não sexy? Seria tudo mais fácil.
— Pagar? – murmurei. – Minha bolsa está no carro.
Riu daquela maneira rouca, e olhou novamente para a minha boca.
— Não quero dinheiro.
— E quer o que?
— Bobinha.
Foi só o que eu ouvi antes de sentir os lábios dele em contato com os meus. Meu corpo tremeu, o tempo parou e eu não tive forças. Eu acho que já havia tido forças demais para me manter longe dele, não tive forças para recusar o beijo. Só o aceitei e correspondi. Deus sabe como eu tentei, mas era difícil, era porque por mais que eu não quisesse, meu coração batia mais forte por ele, era porque aquilo era exatamente o que eu mais queria, e também era difícil porque eu sabia que por mais que eu não quisesse, era passageiro. A vida de Rodrigo segue muito rápido, e eu creio que a coisinha mais permanente para ele é Olívia.
Mas eu não conseguia me fixar nisso.
A única coisa que eu conseguia era beijá-lo com a mesma intensidade que ele me beijava, misturar nossas línguas que quando se tocavam parecia que o gosto do paraíso era sentido. Ele puxou meu lábio inferior, enquanto apertava minha cintura de maneira firme, e eu podia sentir todas as células do meu corpo em ebulição.
Abrimos os olhos ao mesmo tempo, respirando fundo e nos encarando. Eu não saberia o que dizer, então fiz a coisa mais estupida do mundo, coisa que nem Olívia faria. Joguei água nele e sai de seus braços por causa da sua distração.
Ele virou-se, me olhando rindo.
— Você me paga. – ele disse de uma maneira ameaçadora.
— Já disse que não tenho dinheiro. – respondi, me afastando, quando o vi se aproximando.
— E eu já disse que você é muito bobinha. – ele rebateu.
Eu mergulhei para fugir e ele veio atrás. Comecei a rir, esquecendo tudo e me sentindo tão leve. Rodrigo pegou meu pé e puxou, eu levantei a cabeça e gritei, ele ria da minha cara. Rodrigo me afogou e eu tentei fazer o mesmo com ele, coisa que não adiantou muito, pois ele era bem maior e mais forte do que eu, o que resultou em mais gritos e risadas. A guerra de jogar água um no outro veio logo em seguida, a água jorrava por todo o lugar e a única coisa que ouvíamos eram nossas risadas e o canto dos pássaros daquele lugar lindo.
Num momento de distração, ele me puxou para ele e novamente, sem que eu pensasse, novamente nos beijamos novamente, sentir sua língua em contato com a minha outra vez era muito maravilhoso, eu poderia me viciar seriamente, de novo. E eu fiz aquilo que deveria me negar a fazer: aproveitei.
Envolvi meus braços em seu pescoço e ele me envolveu a cintura, o beijo foi aprofundado e eu só conseguia amar ainda mais cada segundo. Não existia nenhuma divergência, só existíamos nós dois e fim. O beijo parecia não ter fim, eu não queria que tivesse, merda!
Dessa vez eu mordi seu lábio e ele me puxou mais para ele, subindo em seguida suas mãos por minhas costas, descendo em seguida e seguindo um ritmo de cima para baixo, me fazendo arrepiar, me fazendo acender, me fazendo querê-lo mais.
Porque tinha que ser tão complicado?
Porque eu tinha que cair na tentação?
E de repente minha mente se iluminou, separei a boca da do Rodrigo suavemente e ele abriu os olhos.
— O que foi? – perguntou.
— Olívia. – sussurrei.
Imediatamente ele olhou para cima, procurando por ela com os olhos. Eu separei nossos corpos e nadei até o lado raso e sai do rio, Rodrigo logo atrás.
— Oli! – eu gritei.
— Oi mamãe! – ela disse saindo de trás de uma arvore.
— Que susto filha, onde você estava? – perguntei.
Ela estava risonha, radiante e totalmente muito feliz. Estava com Sr. Tedd embaixo de um braço e com flores na outra mão.
— Pegando flores. – disse, me mostrando.
— Filha, você foi longe? – Rodrigo perguntou, bagunçando os cabelos.
— Não. – negou. – Se divertiram no lago?
— Muito. – ele respondeu. – Você quer tomar um pouco de banho?
— Eu posso? – gritou.
— Pode sim. Vamos?
— Sim! Vem mãe?
— Vão vocês, eu cansei. – sorri. – Depois eu vou lá.
— Então vamos pai! – Olívia disse.
Eu a ajudei a tirar a roupa e ela correu com o pai para o rio. Eu fui até minha bolsa, pegando uma toalha e me secando. Olhei para Rodrigo e Olívia rindo e brincando na água, sorrindo tanto, leves, felizes. De repente eu queria que tudo isso durasse para sempre.
Mas não podia.
Podia?
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Disse que não ia abandonar vocês! hahahahaha olha OA aí, gente! Espero que gostem do capítulo <3
beeeeeijos e até amanhã!
Obrigada meu amor, um beijo!
Via Snap Rodsimass
“Muito feliz de estar aqui mais um ano. Bora doar” @simasrodrigo #AtiveEsperança by @Crian_Esperanca via Twitter
oi, Dri! comecei a postar minhas fics. fique à vontade para ler. :) beijos, *mari
Oi! Já li e adorei!! Bjbj
Quando eu era criança e alguém vinha perguntar se eu podia emprestar 'tal coisa', eu falava séria: ''Não, minha mãe não deixa''. Mas na verdade eu podia porque minha mãe nem ia ver mesmo. Eu é que não queria.
MEU DEEEEEUS, PERDI AS FORÇAS
"Ta falando com quem Keila?" 😂
Alguém entendeu alguma coisa ? Hahah
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Oxii, tendi não!! hahahah
/ Fran <3
Judrigo - Friends by @maay__07
TO JOGADA COM TANTA PERFEIÇÃO
❤️❤️❤️
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Muito amor!! Rod curtindo, Mari seguindo a Ju e curtindo, só sei sentir ♥
/ Fran <3
Tão família que nem sei ❤️
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Verdade.. Tão PERFEITOS que nem sei ♥
/ Fran <3