Opinião: Levantado Do Chão de #JoséSaramago #Livro Levantado Do Chão, lançado em 1980, é considerado uma obra fundamental de José Saramago, sendo o primeiro romance editado do autor com o estilo na escrita que tanto o caracteriza.
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@oslivroslidos
Opinião: Levantado Do Chão de #JoséSaramago #Livro Levantado Do Chão, lançado em 1980, é considerado uma obra fundamental de José Saramago, sendo o primeiro romance editado do autor com o estilo na escrita que tanto o caracteriza.
Opinião: Claraboia de José Saramago #Livros Claraboia é o primeiro e único livro póstumo de José Saramago, editado em 2011. Trata-se na realidade no segundo livro escrito pelo autor, ainda na década de 1940, mas que, após o enviar para a editora, não obteve resposta.
Opinião: The Importance Of Being Earnest de Oscar Wilde #Livros The Importance Of Being Earnest é uma peça de teatro do aclamado escritor irlandês Oscar Wilde…
Opinião: The Bell Jar #Livros The Bell Jar (A Campânula De Vidro em Portugal) trata-se de um livro semi-autobiográfico inicialmente publicado em 1963 sob o pseudónimo…
Quatro anos sem o Homem.
Opinião: Gone Girl de Gillian Flynn
Gone Girl, da americana Gillian Flynn, foi dos livros que mais rapidamente li. É um thriller sobre o desaparecimento de Amy, uma mulher bonita, popular e com dinheiro (Perfect Amy), no quinto aniversário do seu casamento com Nick, um jornalista desempregado que obrigou o casal a mudar-se de Nova Iorque para a pacata North Carthage no Missouri.
Se de início tudo aponta para a hipótese de rapto de Amy, com Nick a ajudar a polícia, aos poucos as pistas começam a incriminar o próprio Nick que começa a desesperar com a situação.
O livro é apresentado com capítulos alternados do diário de Amy de um passado próximo e da experiência de Nick no presente. É esta alternância que ajuda a prender o leitor pois este vai conhecendo a relação entre as personagens e vai antecipando os passos que Amy escreveu no seu diário. Vamos percebendo também como Nick deixou de amar Amy e como esta não é, na realidade, perfect.
De revira-volta em revira-volta percebemos que nem tudo é como parece e há várias vacilações na relação que nós, leitores, temos com as personagens, chegando facilmente ao ponto de ódio (bem me avisaram).
É um óptimo livro para se ler num instante dada a forma inspirada como foi escrito e construída a história com a desconstrução total das personagens num remoinho de emoções entre duas pessoas casadas e uma, duas?, psicopatas.
Não deixem de ler que o filme vem já aí.
Nota: 4/5
Link GoodReads.
Opinião: The Thing Around Your Neck de Chimamanda Ngozi Adichie
Embalado pelo livro Americanah de Chimamanda decidi ler mais um dela de seguida, aconselharam-me este The Thing Around Your Neck.
Trata-se de uma coleção de histórias, pequenos contos - doze no total - que conta aquilo que Chimamanda faz de melhor e que de mais único tem: a vida nigeriana. Não se julgue que limita as histórias de alguma forma, aliás, é essa também uma das belezas da autora, para além da sua escrita fluída que nos prende mesmo em momentos menos interessantes, ela apresenta-nos uma perspectiva múltipla da Nigéria e dos nigerianos tocando em temas como a violência, a religião, o racismo, o casamento, a homossexualidade, a emigração e, claro está, o Amor.
Sim, é essa a sensibilidade última que torna Chimamanda tão quente de se ler, conseguindo sempre dar uma volta e reviravolta nos sentimentos das personagens, quer seja pelo seu desespero num casamento forçado, quer seja na saudade por um ente querido que já nos abandonou. É essa humanidade que nos prende até ao fim.
Nota: 4/5
GoodReads Link.
Não queremos leitores tranquilos, não queremos leitores conformados,
José Saramago (José e Pilar - 2010, Miguel Gonçalves Mendes)
Opinião: Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie (Versão Americana)
Este foi mais um livro que me foi aconselhado por uma amiga, confesso que não tinha o hábito de ler por conselho mas uma pessoa pode e deve aumentar os seus horizontes. E se isso aconteceu com The Catch Trap, voltou a acontecer com este Americanah.
Trata-se do romance editado em 2013 pela nigeriana e aclamada feminista Chimamanda Ngozi Adichie. É nele contada a história central de Ifemelu e Obinze, dois jovens que se apaixonam em Lagos, cidade apanhada no ciclo da currupção económica e política, e que a vida separa, indo Ifemelu para os Estados Unidos da América e Obinze para os Reino Unido. Mas não se pense que esta é uma história de amor.
Chimamanda foca-se, sim, nas dificuldades que ambos encontram para se legalizar nos respectivos países sendo que o foco principal é dado a Ifemelu, onde pela primeira vez na sua vida é confrontada com a sua raça e os obstáculos que esta lhe causa no novo País. Ifemelu descobre-se pela primeira vez na vida negra. Ela decide então criar um blogue onde explora o tema do racismo da perspectiva de uma negra não americana. E mulher. Sim, percebi com este livro toda a importância que o cabelo tem na mulher, em particular na mulher negra. Mas é esta também a beleza do livro, chamar a atenção para coisas que nem nos ocorreriam por nos faltar a experiência de/daquela vida.
Ifemelu consegue superar as suas dificuldades com muita ajuda do seu blogue que se torna um êxito; Obinze ultrapassa igualmente os seus problemas em Londres e ambos regressam, cada um a seu tempo, anos e outros companheiros corridos, a Lagos.
Senti-me muito indeciso em relação à nota que daria a este romance, se por um lado a escrita de Chimamanda consegue ser muito fluída e as páginas escorregam-se-nos pelos dedos (ou pelos Kobos, pelos Kindles); se por um lado os temas que ela foca são genuinamente interessantes e de um intelectualidade emancipada; por outro lado, a história em si é um pouco deixada de lado, ainda para mais história essa que supostamente une os dois protagonistas principais, Ifemelu parece esquecer por completo Obinze durante largos capítulos, a ligação é perdida a meio do livro e apenas retomada na recta final. Chimamanda foca-se também muito nos artigos do blogue de Ifemelu, com muitos tópicos repetidos, quase até à exaustão -cabelo! - quase como se na realidade desejasse escrever uma tese sobre o racismo e o feminismo e não um romance.
Dito isto, não consegui deslargar o livro, embrenhei-me nele e nos seus ideais, nas suas perspectivas de uma vida que de outra forma desconheceria, nas suas lutas, nas suas injustiças e, mais por isso que pela história, considero-o um livro especial e essencial para quem quiser descobrir um pouco mais sobre o racismo actual, o feminismo e, sim, cabelo.
Nota: 5/5
GoodReads Link.
Se o sono não me trair, é hoje que termino o Americanah.
(O que significa que terei mais palavras a partilhar muito em breve)
Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, e o que não mata com certeza fortalece. Às vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer, a vida continua.
Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efémeras não valem a pena, quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Nem todo mundo é tão legal assim, e de perto ninguém é normal. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor e os amigos ainda se contam nos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos. Não fique preocupado, você nunca sabe quem se está a apaixonar pelo seu sorriso.
Charles Chaplin
Ensaio sobre a Cegueira. José Saramago (via @saramarci)
Citação:
... mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos.
Por vezes é assim que lemos melhor, com a respiração de alguém a embalar-nos as histórias de um livro.
A vida é filha da puta, a puta é filha da vida, nunca vi tanto filho da puta, na puta da minha vida!
Bocage (via visibilidades)
Nunca fui como todos. Nunca tive muitos amigos. Nunca fui favorita. Nunca fui o que meus pais queriam. Nunca tive alguém que amasse, mas tive somente a mim. A minha absoluta verdade. Meu verdadeiro pensamento. O meu conforto nas horas de sofrimento. Não vivo sozinha porque gosto, e sim porque aprendi a ser só.
Florbela Espanca (via verbosaudade)