você é capaz de me amar por aquilo que eu sou e não por aquilo que você quer que eu seja?
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@outraisabela
você é capaz de me amar por aquilo que eu sou e não por aquilo que você quer que eu seja?
Talvez seja uma reflexão de um talvez que pode ser e será.
Alguns dias são mais difíceis que outros. Estar vivo é um eterno equilibrar de pratos, sem deixar que nenhum caia, mas estar sempre girando todos eles a fim de mantê-los em equilíbrio. É isso, a vida é movimento e equilíbrio. Pelo menos, é o que deveria ser.
Mas como é que se mantém equilibrada quando o caos habita em mim e eu habito o caos? Parece que ele e eu coexistimos, incapazes de nos dissociarmos. A minh'alma é inquieta, sempre insatisfeita, sempre numa busca incessante de paz, de tranquilidade, ; sem perceber que, às vezes, parar de buscar a paz é encontrá-la. E quando eu desisto, eu a vejo sorrindo para mim e eu tento sorrir de volta. Mas ao meu lado vive o desassossego, o que chamamos de antagonista da trégua e eu estou tão apegada, tão envolta, tão emaranhada nesse pequeno caos que me afogo junto com ele, ou melhor, me afogo nele.
Eu já não sei mais o que fazer para sentir que eu mereço um pouco de paz, um pouco de serenidade, um minuto de mente silenciosa, de coração calmo, de sono tranquilo. Talvez eu não mereça nada. Talvez eu esteja vivendo meu calvário, talvez eu mereça esse martírio. Talvez e só talvez eu não seja digna de um romance quieto, de um amor silencioso capaz de comunicar mais do que todas as palavras do mundo, em todos os idiomas, possam dizer. É provável que não receba lealdade porque, embora eu seja leal aos outros, com toda a minha alma inquieta, não sou capaz de ser leal a mim: aos meus limites, à minha história, ao que passei.
Talvez eu mesma não honre as noites que passei em claro, talvez eu mesma não tenha entendido minhas preces, talvez eu mesma não tenha entendido o que eu preciso, o que eu quero, o que eu sinto... E eu estou tentando fazer com que você entenda. E você nunca vai entender se eu não entender, você não vai porque você não quer.
Estar com o outro exige disposição. Estar com a gente mesmo também. E estou disposta a me ouvir, a me (re)conhecer, a me cuidar. E você... Bem, você sabe das suas vontades, das suas necessidades e das suas sombras, cansei de tentar te tirar de onde você não quer sair.
Se (ou quando) tiver a fim, tente me seguir porque eu saberei trilhar o caminho exato da paz e da felicidade. É uma promessa que eu estou me fazendo. Talvez, e só talvez, eu ainda queira companhia.
Acredito muito no amor. Acredito mesmo. Mas não naquele ideal de amor que Hollywood insiste em nos vender, mas o amor construído no detalhe, na atenção, nas conversas corriqueiras e também no vão das palavras não ditas. A linha, no entanto, é tênue quando o assunto é silêncio: ele pode ser reconfortante, mas ele pode ser ensurdecedor também. O silêncio ora é comunicação entre duas almas conectadas, ora é indiferença, um sinal claro de alguém que desistiu.
Repito: acredito piamente que o amor existe. E de diversas formas! Ele existe. Senão, como explicar aos outros como eu, uma pessoa que ama profundamente, se apaixona intensamente ainda que raras as vezes entrega tudo de si? Porque quando eu amo, eu doo. Afinal, não acho que exista amor sem generosidade e tampouco sem lealdade.
A Bell Hooks nos ensina muitas coisas sobre o amor, mas para mim a principal delas é que amor requer ação. "O amor é o que o amor faz. Amar é um ato da vontade – isto é, tanto uma intenção quanto uma ação. A vontade também implica escolha. Nós não temos que amar. Escolhemos amar." Então, como dizer que um amor acabou, que ele morreu? Isso não existe, o amor só morre se você matá-lo. E eu não gosto da ideia de ser uma assassina — ainda que de algo abstrato.
Isso me leva a outro ponto. Ok, o sentimento é, em si, um substantivo abstrato. Linguisticamente falando, claro. Mas se é preciso intenção, é preciso também atenção: nos detalhes, no momento do outro, nos sentimentos, na postura do outro. E ação. E agir nem sempre é abstrato, ao contrário, as vezes a atitude é o que torna todo o resto concreto. Então o amor não acaba, ou você o mata ou o deixa definhar até morrer sozinho.
Eu já duvidei do que eu sentia: "Será que ainda o amo?", me pego pensando. Eu não sinto mais aquele frio na barriga, embora ainda pense nele todos os dias. Penso quando vou chegar em casa e contar as atrocidades do dia a dia e serei reconfortada, penso nele quando algo legal me acontece e eu quero compartilhar. Penso nele sempre que vou planejar algo para minha vida. Penso sempre se poderei pagar algo para ele quando penso em comprar para mim. Mas aquela perna bamba, o ar faltando nos pulmões, isso não sinto. Se o amor é ação e escolha, então não há como estar duvidando do sentimento amor, mas sim da minha capacidade de amar. Então não falta amor, falta melhorar as ferramentas para amar.
E de onde vem isso? Da falta de amor-próprio. Novamente, Bell explica: "O amor-próprio não pode florescer em isolamento." Esse amor é psicossocial, ninguém é capaz de se amar em um ambiente tóxico, assim como nada floresce em terra inóspita. Contudo, ao mesmo tempo, Hooks expõe que: "Saber ser solitário é fundamental para a arte de amar. Quando conseguimos estar sozinhos, podemos estar com os outros sem usá-los como formas de escape". Então, tá, anotado: é preciso se reconhecer, entender a própria completude, é importante não enxergar o outro como uma ferramenta de bem-estar. É preciso estar bem sozinho. É daí que vem uma parte do amor próprio. "Saber ser solitário é fundamental para a arte de amar. Quando conseguimos estar sozinhos, podemos estar com os outros sem usá-los como formas de escape." De novo, para ver se aprendo de uma vez por todas. A outra parte se completa com um ambiente favorável, com um trabalho que lhe dê perspectiva, com um círculo social encorajador. Em suma, "o amor é uma combinação de cuidado, compromisso, conhecimento, responsabilidade, respeito e confiança."
Então não existe isso de acabar o amor, existe não conseguir amar de forma integral — e saudável. E se amor é escolha, estou escolhendo permanecer, mas não a todo custo. É também parte do amor a reciprocidade, porque se não é recíproco, o amor-próprio encerra o ciclo.
Ref: pinterest
"A diferença está no pouco que é feito todos os dias, e não no muito que é feito uma vez só."
Tik Tok: @4.for_me
O amor é pra quem fica depois do desespero.
L.
Nos conhecemos quando o céu era claro, E o tempo dançava calmo sobre o mar, Mergulhamos, sem medo, em águas de vidro, Onde o amor era brisa a nos embalar.
Mas a tempestade, feroz e sem aviso, Veio rasgar o silêncio do azul, E nós — tão destemidos no início — Perdemos o compasso, o rumo, o sul.
Tentamos nadar contra a corrente, Lutar contra o vento, contra a dor, E mesmo à deriva, estranhamente, Fomos salvação um do outro no torpor.
Nos tornamos botes em carne e alma, Acolhendo os naufrágios do outro olhar, Mas o mar vasto e sem calma Nos levou a vagar, a se afastar.
Hoje, buscamos sem mapa, sem linha, Só com a esperança como direção, Como estrelas que, mesmo sozinhas, Guardam fé em nova constelação.
Porque amor — mesmo em mares revoltos — Não morre nas ondas da indecisão, Ele vive na bússola quebrada De dois corações em oração.
A liberdade O que é a liberdade Senão a libertação?
É o esvair Do medo, é O esvair-se de si.
Não existe libertação Maior que deixar A matéria.
Liberdade é Um conceito, Não uma forma. É essência não-etérea.
Um pássaro não é Livre por voar, ao contrário Do que é dito.
Voar é a natureza Cobrando o preço De asas tê-lo dado.
Só é livre Quem em espírito vive. A liberdade só é tudo, Quando não somos Mais nada.
E, ainda assim, Dela, ninguém abre mão. Humildemente, refuto a Língua portuguesa, Porque Libertar-se, Para mim, é verbo de ligação.
a arte e a revolução são proparoxítonas
Métodos místicos respondem às minhas dúvidas céticas.
Paráfrases catárticas movem as linhas em ângulos mágicos.
Qual será o antídoto para arquétipos artísticos tão básicos?
Quero estar bêbada por beber, ávida, um bálsamo, ácido e catastrófico.
Hei de espalhar meu cântico e tratar a cólera de forma cômica.
O não êxito artístico de uma arte crítica é uma dívida histórica de uma época tão enérgica e efêmera.
Um estereótipo esplêndido e estúpido de um exército de pessoas que se dizem excêntricas.
pátria amada, brasil?
Pra tirar do poder Pegou a panela e a colher Começou a bater E assim tirou uma mulher.
E o povo fadado Em prol da lava-jato Aceitou assassinato Pra viver como gado.
Marcado pra morrer Sua pele é convite A viver de palpite E trabalhar só pra comer.
Pro pobre, o pão Pra burguesia, O circo.
Não tem saúde, Nem alimento.
Viver sem acalento, Sem lava-jato, Sem nada. O destino do brasil É seguir a manada
sinestesia
o corpo fala os olhos sentem a boca vê.
o corpo vê o que os olhos falam e a boca sente.
o corpo sente o que os olhos veem e a boca fala.
o corpo a boca, os olhos. sentem, veem, falam.
Foi como um raio de luz Que clareou minha paz Que abraçou minha dor Me fez querer viver mais A luz me fez enxergar pra além dos muros que ergui Me fez sorrir sem parar Voltei a ser mais feliz Perdi o medo de amar Senti a chama arder Me arrepiei de lembrar Eu vi o sonho acontecer Foi muito mais do que eu sei Eu nem podia esperar Agora eu sei que é real
o outro é você
sobre cenouras. ou talvez seja sobre beterrabas. no fim, é um texto sobre muitas coisas e acaba sendo sobre nada.
Acordei, logo no segundo dia do ano inspirada a transformá-lo num ano melhor que o anterior. Viver isolado socialmente por dez meses pode trazer duas coisas: autoconhecimento ou vontade mórbida de se ausentar de si. Estou sempre fora de mim? Oras, você não sabe de nada, não seja inconveniente. Eu vivi as duas fases. Vivi, vivi sim. Aprendi com a minha própria companhia que só sou capaz de me encontrar quando estou só, no entanto é uma droga, porque quando me encontro dentro de mim, sinto um desconforto provocado por um grito no vazio que é o meu interior.
Não que eu não sinta nada, eu sinto, mas estou sempre bêbada. Pra fugir. Como assim fugir do quê? Não sei, se eu soubesse do que fujo, teria encarado e dado umas boas pauladas. Enfim, voltando ao segundo dia do ano. Levantei da cama e fui tomar um sol. Dizem que vitamina D é bom para o corpo – e para o espírito pois previne depressão. Pois é, é o que falam por aí. Honestamente, acho que é mentira, se fosse verdade não teria brasileiro depressivo. Um sol dos infernos.
Fui molhar a horta.
Pra contextualizar, na minha casa, quer dizer, na casa dos meus pais, tem uma horta. Couve, quiabo, jiló, rabanete, beterraba, abobrinha, acerola, boldo – a gente bebe muito. E cenoura. Ah, tem umas flores também! Nasceram sozinhas ali naquele quintal.
A terra deve de ser propícia para dar flores que brotam do nada. Igual a alma de certos alguéns que conheço por aí, florescem sem mais nem menos. E essas pessoas cultivam as flores, os frutos e todo o resto. Gosto da ideia romântica de aludir que as flores são como a felicidade, elas possuem raiz, que é para durarem. E, assim como a felicidade, elas também são momentâneas. Ora nascem, ora murcham. Aí renascem. E todo o ciclo das flores. Mas aí há um erro conceitual. Sei que você percebeu e me corrigiu mentalmente, bem-aventurada é tu’alma. Sorte dos diabos. As flores são como a alegria, a felicidade é como a raiz, talvez. Fortes, estão sempre ali. Mesmo que não sejam visíveis, sustenta.
Não se engane, nasceu flor, só que nasce um matagal do cão ali também.
Mas que se dane.
Não é uma crônica sobre flor, nem sobre matagal, inclusive não sei nem se é uma crônica. É um texto sobre hortaliças. Aliás, o nome inicial que dei a ele, que é o que está até hoje no documento do Word é “o texto da cenourinha”. Cenourinhas? Oras! Por que eu coloquei no diminutivo, não me pergunte. Cafonice. Porém não é tudo sobre cenouras, afinal sou escritora e não agrônoma. Mas é que tudo veio como um flash por conta da cenoura. Olha, me acompanha, a gente vai chegar em algum lugar.
Fiquei molhando o solo do canteiro onde estavam plantadas as cenouras e achei louco pensar que comemos raízes. Não raízes propriamente ditas, são tubérculos. Opa, erro conceitual. Fui pesquisar. São raízes tuberosas. Escuta, resumidamente raiz tuberosa é diferente de tubérculos por causa de um lance de caule. Como eu disse, não sou agrônoma. Nem botânica. Vamos nos ater às metáforas e às cenouras – pelo menos, a parte literária delas.
As cenouras – ou as beterrabas, tanto faz – são muito engraçadas tomando forma. Você planta ali uma sementinha – uma muda, que seja. E aí você vai regando. Não, espera, pulei uma etapa. Isso que dá ser uma puta de uma ignorante em botânica. Primeiro a gente prepara o solo. Põe esterco, adubo e os caralhos. Depende do que vai plantar, cada planta precisa de um solo. Ok. Agora sim. Primeiramente, prepara-se o solo, aí depois é que faz um buraquinho – pelo menos uns 10cm. Não pode ser muito fundo, eu li. Sei lá por que, cara. Não pode. Acho que sufoca a raiz. Faz sentido para você? Pois é, não sei porra. Eu avisei que não sabia. Vamos lá, foco na cenoura.
Então, aí depois de colocar a semente no buraco não muito fundo, mas também não muito raso porque se for raso não cria raiz, a gente cobre esse buraco – para proteger a semente, acho. E aí rega com água regularmente. Se puder dar uma checada antes na quantidade ideal de rega para cada planta, é melhor. Evita de matar a planta afogada ou desidratada.
O excesso mata. A falta mata também.
Equilíbrio. Aprendi com a natureza que é preciso equilíbrio.
E aí, é esperar, camarada. Esperar brotar. E continuar regando. Sim, eu sei que parece óbvio, animal. Tô dizendo porque ainda tem quem vê o broto e para de cuidar. Ah, tem maluco para tudo nessa vida, você não sabe disso ainda?
Depois de umas semanas, a cenoura começa a crescer – tá bom, cara, a beterraba, tanto faz, qual teu problema com a cenoura? Eu li quando fui checar se era tubérculo ou raiz tuberosa que a cenoura é rica em vitaminas, fibras porque os nutrientes se concentram na raiz – e sendo ela mesma a raiz então tá tudo lá. Acho que é isso, sabe.
A cenoura precisa ser colhida no tempo certo, ou pode ficar passada. Não, imbecil, não pode tirar quando bem entender, você precisa esperar. Como assim, esperar o quê? Esperar o tempo dela, o tempo da natureza. Esteja ciente, se tirar antes, talvez não esteja agradável. A textura e o sabor, no caso.
É engraçado, porque a gente come a raiz e joga fora o caule. Mas o caule é importante. Não sei por qual motivo técnico, especificamente. Não me interrompa. Mas ele existe então ele é importante, a natureza é sábia, cara. Sim, eu sei que eu falei que é engraçado e não tem graça nenhuma. Não seja rude, é modo de dizer. Voltando, o caule deve ter lá sua importância, tem algo dali que pode ser aproveitado. Não sei, te vira, não sou livro de receitas orgânicas, oras.
A cenoura, me parece, é igual amar as pessoas sabe. Igualzinho, sem tirar nem por. Como que não é igual, você prestou atenção no que falei? É sim, não teime!
Eu vou te convencer.
Primeiro tu prepara o solo, o solo é seu coração, seu espírito e blá blá blá, esse lenga lenga de poeta. É, você precisa tá bem preparadinho pra plantar um bagulho que precisa de tanto cuidado e não me toques. Tem o lance de não sufocar, de não deixar faltar também. Ih, nem precisei falar muita coisa. Eu sabia que ia convencer você, qualquer idiota percebe.
Cultivar horta é igual cultivar relações. Precisa de um solo que não dê um matagal dos infernos, mas que floresça. E precisa estar bom o suficiente sozinho, mesmo sem flor e fruto nenhum. Precisa manter cheio de coisinha boa – todos os sentimentos que não lhe tenho, oras! Claro que não gosto de você, a todo momento me interrompe. Deixa eu concluir, porra. Aí tu volta pra tua vidinha medíocre. Não matar as pessoas afogadas nem desidratadas é importante também. Caralho, você tem o raciocínio muito lento, cada coisa que falo preciso explicar. No caso, não pecar pelo excesso nem pela falta. Nem falta de atenção, nem excesso. Nem falta de carinho, nem excesso. Não pode faltar amor, nem ter amor demais porque afoga. E mata. E é brega também matar os outros de amor, se recomponha!
Isabela R. Lopes
abstrato
somos rabiscos num quadro em branco e não é só por que não formamos desenhos que não é lindo de se ver.
poema livre, não-liberto
Ouvi dizer que as cores Não tem sexo nem gênero Mas ainda sim, por conta delas Alguns sentem dores.
Ninguém morre de amores Por gente preta, Só tolera porque não pode Dizimá-los d’uma vez só. Seria um show de horrores!
Ouvi dizer que nem sempre Rosa é feminino Ou azul masculino Mas quem há de tolerar rosa em menino?
Disseram-me que liberdade é direito Mas também confundem ser livre Com ser intolerante Um paradoxo perfeito.
Abortam nossos sonhos Poluem nossa casa. O mar agora é preto A floresta é vermelha O céu é cinza
É verdade, as cores são livres.
Quem não é livre é o preto O menino de rosa Nem a menina de azul.
Liberdade só existe Pra quem não toca em tabu.
Isabela R. Lopes
Ei, tu não sabe a falta que faz, Mas te guardo solto pra se aventurar Porque acho lindo te espiar viver Ei, diz pra mim o que quero escutar, Pr’eu não acostumar o meu querer Noutro lugar. Ei, eu nunca vi ninguém Fazer tanto barulho num só coração. Ei, vamos viver o agora, tudo bem? Vamos ficar em qualquer lugar. Ai, amor Será que tu divide Essa boca que só tu tem? Ai, amor Tua voz amansa Porque o caos só mora Fora de você. Ei, eu to aqui porque Eu posso estar em qualquer lugar, Mas estou aqui porque eu te amo Ei, a vida é sim melhor quando se dá amor. E a gente junto Se perde, Mas o tempo nos ganha E a gente se perde junto de novo. Ai, amor O teu amor eu não arrisco de perder, Porque nenhum graça tem outro sotaque senão o teu Ai, amor Me encontra e pede pr’eu colorir Teu olho degradê. Ei, ausência quer me sufocar Mas eu escolhi te guardar solto Pra se aventurar. Ei, não reconheço a tua voz Mas minha boca canta Ao te chamar. Ei, tua amarra no meu peito não se deu Cedeu. Ei, eu canto pra aliviar Porque é tão mais fácil Quando tem você pra dormir junto. Ei, dói sem tanto Não encaixar minha rotina No teu calendário. Ai, amor Sem ter pressa mas Chega logo pra me ver Ai, amor O tempo é agora Mas o que é o tempo Se tudo acaba?
Isabela R. Lopes Baseado no álbum ‘O Tempo é Agora’, do duo Anavitória.