Hoje, 78km nos separam fisicamente e logo, 187km e eu estou abraçada com o travesseiro que tem seu cheiro, e me perguntando quando foi que você me ganhou assim.
Não sei se foi quando você me zoou pelo treino, ou se quando eu vi o seu bico e sorriso naquela terça-feira pós trabalho. Não sei foi quando escutei sua voz ou se quando escutei você falando sobre você. Não sei se foi quando a gente errou a entrada de Santos duas vezes e a gente riu, ou se foi quando você segurou minha nuca pela primeira vez e me beijou. Ou se foi quando eu comentei sobre o caderno da Úrsula e você, de surpresa, me deu, se fazendo presente e lembrando de pequenos detalhes. Não sei se foi nos almoços que você participou comigo e fez meus dias mais leves no novo emprego. Não sei se foi quando senti teu cheiro, teu gosto e teu toque. Não sei se foi quando escutei teu sotaque e pensei "nossa, eu gostaria de escutar isso pra sempre", não sei se foi quando falei que o nosso filho seria um menino e se chamaria Jorge e você concordou, ou se foi quando eu vi o tanto que você é esforçado, e mesmo com sombras, ainda se sobressai de tanta luz, fato é, que me ganhou e, hoje, o meu primeiro pensamento é você e o último também (e todos durante o dia, independente da situação). Não faz 24h que você foi embora, e meu peito já aperta de saudade e de ânsia de ter logo você de novo aqui.
Com carinho, daquela que você conquistou algo que eu achei que não poderia mais ser conquistado, Duda.