prkjuno:
Era totalmente possível que, desde o início do namoro, o gosto de Juno por testar a paciência de Patrick tenha crescido. Não era um crescimento tacanho, motivado pelo aumento de intimidade que vinha junto com o relacionamento, que dava muito mais opções. Era astronômico, dentro de certos limites. Simplesmente porque o coreano se entretia até demais com as reações do outro. Adorava os detalhes, epecialmente. Como veias saltando ou as mãos se fechando em punhos, os ruídos vindos do fundo da garganta, a expressão se contorcendo. E gostava tanto que chegava a ser quase automático de vez em quando. Como naquele momento, quando deu de ombros diversas vezes seguidas, tal qual uma criança, debochando completamente da situação do outro. ━━ That sounds like a you problem to me, dude. ━━ Completou por entre uma risada, colocando certa ênfase na última palavra. Pessoalmente, tornara-se averso ao namorado usando qualquer vocativo que não deixasse extremamente claro que estavam juntos, o que incluía seu próprio nome. Por isso, ele mesmo acabava por mal falar o nome do namorado, quem dirá chamá-lo de “dude”. Em resposta ao comentário, um grunhido escapou de sua garganta, quando fechou os olhos e deixou a cabeça pender para trás. ━━ Ela teria te matado com as próprias mãos e me arrastado de volta para a Coreia pelos cabelos, mas ugh! seria incrível. ━━ A conclusão saiu em tom mais baixo que o começo da fala, porque Juno distraiu-se momentaneamente, pensando no quanto custaria para seu frágil autocontrole, nos gemidos que teria de engolir. ━━ Eu quero fazer isso em um jantar com o meu pai. ━━ Disse de repente, por entre uma nova risada, quando abriu os olhos. O que não significava que estivesse menos preso em seus próprios devaneios, ao que os olhos não focavam em nada em particular. ━━ E deixar ele esperando pelo prato principal enquanto você me fode no banheiro. ━━ Por alguma razão, a ideia de que seu pai saberia o que estavam fazendo e não poderia fazer nada a respeito sem dar um chilique que seria terrivelmente inadequado, considerando sua posição política, soava muito divertida.
Os dedos de Patrick envolvendo seu pescoço soava quase como um aviso de que haviam chegado àquele ponto de onde não havia retorno. Não que houvesse qualquer motivo que o fizesse querer recuar, de qualquer maneira. Sua mente estava repleta de cenários que haviam se transformado em desejo, a cada segundo quepassava, só queria mais e mais que se tornassem realidade. Por conta do tamanho - ou falta dele - de suas roupas, Juno não poderia esconder sua ereção nem se quisesse. Ou ignorar o quanto começava a custar para não buscar por alguma forma de aliviar o incômodo que começava a crescer. Um suspiro deixou seus lábios, carregado de manha e impaciência, até. Lutando contra a vontade fechar os olhos novamente, Juno permaneceu com as íris castanhas voltadas para o namorado. Seu coração já estava acelerado, mas pareceu subir ainda mais algumas batidas por conta da resposta que recebera. A ansiedade também crescendo, fazendo a boca salivar, de vontade. Um novo gemido escapou por entre os lábios, vindo do fundo da garganta ao que recebia o dedo do maior entre seus lábios. Sua língua imediatamente passou a circular pela área da primeira falange vagarosa e sugestivamente. Porém, não demorou para que Juno estivesse realmente chupando o dedo do namorado, movendo a cabeça para frente de modo a alcançar até a segunda falange. Só interrompendo o gesto para assentir lentamente, concordando com cada frase que escutava. Faria o que Patrick quisesse porque sentia-se confortável com isso, com ele. Não tinha mais nenhum receio de demonstrar o quanto era atraído por ele, nem o quanto ele o instigava a tentar coisas e testar seus limites. A confiança que tinham era de extrema importância para Juno e seu histórico de relações rasas e complicadas. Kim fazia com que se sentisse confortável e seguro até mesmo em seus momentos mais baixos, por saber que ele respeitaria qualquer um de seus “nãos”, se ocorressem. Coisa que nunca sentiu com outras pessoas.
O dedo de Patrick deixou sua boca com um estalo úmido, fazendo-o perceber que estava um tanto ofegante. Mas ainda assim não hesitou em corresponder o beijo. Seus dedos deixando os cabelos alheios para descer até a barra da camiseta e puxar o tecido para cima, querendo que ele se livrasse logo da peça. Seu corpo estava tão quente, parecia queimar de dentro para fora, o que fazia com que as peças sobre seu corpo incomodassem, como se pesassem muito. E ver o namorado completamente vestido também mexia com seus nervos. Queria senti-lo contra seu corpo logo, sem tantos empecilhos. Quando os dedos voltaram a seu pescoço, Juno fechou os dedos de uma das mãos no pulso dele. ━━ Você vai me fazer gozar só de falar assim comigo. ━━ Sussurrou de volta, aproveitando para roubar mais um selar. Apesar da intenção da falar snão ser tão séria, era verdade que ficava cheio de tesão quando Patrick começava a dar ordens e agir com um pouco mais de agressividade em momentos como aquele. Ainda mais por ele ser mais novo. Por isso, não duvidava que pudesse acontecer. Acatando a última ordem, colocou-se sobre seus joelhos. Sua mãos ainda segurava a dele, para impedir que ele soltasse seu pescoço. Seus olhos ainda estavam presos ao rosto dele. ━━ Tira a roupa. Quero ver você pelado. ━━ Pediu então. Ainda que ele mesmo pudesse ter cuidado daquilo, por pura implicância, colocou as mãos para trás do corpo e esperou enquanto tinha o lábio inferior preso entre os dentes.
“dude is my dick fucking you later” foi o que soltou um pouco mais cedo, em resposta ao primeiro comentário dele, e uma parte sua imaginou que tivesse soltado a reclamação por baixo da respiração mas a maior parte dele sabia que tinha falado em alto e bom tom movido pelo incômodo inconsciente de ouvir a palavra na boca do namorado, até porque juno não era quem dos dois costumava soltá-las. um pouco mais cedo ele tinha, efetivamente, soltado a frase muito porque queria atiçar o namorado e um tanto porque era verdade. agora entretanto, enquanto observava juno descendo para o chão, nivelando-se à parte sul do seu corpo, a frase tinha voltado para puxar todo o pouco ar que restava em seus pulmões. ver juno naquela posição levava patrick a uma falta de controle palpável que estimulava-o até que ele estivesse doendo em seus jeans. apertou um pouco o pescoço macio que ainda repousava sob sua palma “ah juno, se você soubesse o quanto de autocontrole estou tentando juntar pra não fazer você tirar as suas roupas, pra não borrar esse seu batom enfiando de uma vez só meu pau nessa boquinha linda, você não estaria me dando ordens” ele não aguentou, entretanto, baixou-se até a altura do ouvido de juno para sussurrar “say yellow and i stop, ok?” antes de deixar um pequeno beijo na sua bochecha e voltar à sua posição de pé.
acabou retirando a mão do pescoço dele apenas para ter espaço de desabotoar a calça, mantendo os olhos fixos nos do namorado “isso...” começou enquanto baixava o jeans recém desabotoado para os pés “...é só o que você vai ver, por enquanto” e baixou a cueca, finalmente. patrick não conseguiu, gemeu audivelmente ao ser liberado “fuck!” seu pau duro balançando levemente no ar com pequenas gotas de pré-gozo se acumulando em sua ponta, já duro e pesado em sua mão direita, a esquerda já encontrava lugar nos cabelos cor de cereja que se acumulavam na nuca do namorado, e deixando um apertão forte, baixou os olhos e percebeu como suas veias latejavam e se alinhavam da base - onde sua mão estava - até à cabeça, apenas esperando para encontrar o caminho diretamente para a boca do namorado “say ahh, babe, show me how much you love it”








