Sonhos em Paris
Via-te a sorrir através daqueles vidros antigos sentada à mesa, como se fossem os loucos anos 20 de Paris.
Hoje sonhei contigo. Os dias vão passando e tenho sentido a tua falta, do teu cabelo loiro, do teu sorriso, do teu toque e da tua voz.
Não sei o que aconteceu, só me recordo de acordar a meio da noite a pensar que estava em paris a ver-te sorrir através da janela de uma casa. Estavas estranhamente linda, roupas clássicas e castanhas, cabelo pelos ombros ligeiramente ondulado como uma vez cortaste. Estavas bem, tranquila e feliz rodeada de família e amigos. Estavas na casa dos 30 e poucos anos e já tinham passado vários desde a última vez que te tinha visto. Recordo-me de estar a passear pela calçada e de repente olhar para o lado e este momento mágico acontecer. Fiquei, sorrateiramente, colado ao vidro a olhar para ti e a imaginar como teria sido a nossa vida se as circunstâncias não as tivessem separado.
De repente, desvias o olhar ao beberes um copo de vinho e reparas em mim, do outro lado da antiga janela. Ficaste parada, espantada, perplexa mas sorriste timidamente para mim com os teus lábios e com os teus olhos. Levantaste-te e viste cá fora. Tremia de receio do que aquele momento poderia ser. Enquanto estavas nas escadas da típica casa francesa e eu na sua calçada, cumprimentamo-nos, singelamente, com um olá e começamos a falar. Quando demos por ela, estávamos perto do Rio Sena, mesmo próximo da Torre Eiffel.
Há um filme lindo que se chama “Meia-Noite em Paris”, vi-o apenas uma vez e foi no secundário (já lá vão quase 10 anos) e este sonho faz-me, estupidamente, reviver esse sonho como se fossemos nós.
Sei que este texto está confuso, imagina só a minha mente.
Recordo-te, com alguma tristeza e saudade, na minha memória.
Guardarei este sonho em que te via a sorrir através daqueles vidros antigos sentada à mesa, como se fossem os loucos anos 20 em paris.

















