“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”
—
C.G. Jung.

Andulka
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Lint Roller? I Barely Know Her
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@perpassando
“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”
—
C.G. Jung.
Tudo toma a forma que você quiser. Veja só como a chuva está quente. Você não sente? Olha só como as horas passam devagar quando se trata de você. Você não vê? A música que antes não gostava, a tradução é bonita. Você não acredita? O amor é um transporte que entre as veias no coração da gente segue. Você não percebe? Aquela flor que você deixou murchar, com carinho de novo da terra brota. Você não nota? Aquela pessoa que foi embora da sua vida foi apenas pra te amadurecer. Você não crê? Sorte é acordar todos os dias e ter a chance de fazer diferente. Você não consente? Distância quando se gosta de alguém não existe. Você não persiste? Pessoas são lápis de cor que colorem a vida da gente, por isso não importa se é cinza chumbo ou azul turquesa. Você não vê beleza? Roupa boa não é a de melhor qualidade, mas sim aquela que lhe serve. Você não percebe? Chorar não é sofrer, mas sim lavar a alma com conta gotas até se sentir em paz. Você não é capaz? Você não é o seu medo, tristeza, decepção. Você é mais, muito mais do que os seu olhos podem ver. Você é amor.
Há sempre uma nova maneira de enxergar as coisas, pois até mesmo o sol que é capaz de aquecer perde espaço para o abraço que tem a mesma função. Por isso, se hoje nada está bom, saiba que tem mil e uma maneiras de sorrir, de aquecer sua alma num infinito de cores, basta acreditar. Você crê?
Lidiane Guimarães.
“E nada aconteceu. Eu meio que sabia onde as coisas iam dar – foi quase, mas não deram. Não deu. Não dei. Valeu a tentativa, o empenho, o interesse. Eu não estava prestando muita atenção, mas posso sentir em algum lugar aqui dentro de mim que foi bonito. A gente ainda vai se falar por aí, essa não é a conversa final, eu sei como você é.”
— Gabito Nunes.
“Talvez um dia você me ligue e me diga que você também sente muito.”
— Harry Styles.
“Mas eu sempre fui olhada depressa demais.”
— Poesografa.
“Sofro por antecipação, morro antes de levar o tiro.”
— Caio Augusto Leite.
“Ela diz que sou amargo e infeliz e babaca como se fosse fácil. Ninguém sabe o duro que eu dei para chegar a esse esplêndido patamar de sofrimento e desgosto e autopiedade. Às vezes me pego de saco cheio de ser tão infeliz.”
— Gabito Nunes.
“Este texto é pra te falar uma coisa boba. É pra te pedir que não tenha medo de mim. Eu não sei de nada. Eu só queria ser salva. Eu só queria que isso que eu tô sentindo agora durasse.”
— Tati Bernardi.
“E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima melhor. Que virou nada.”
— Tati Bernardi.
““Eu gosto de beber café sozinho e ler sozinho. Gosto de andar de ônibus sozinho e ir andando para casa sozinho. Isso me dá tempo para pensar e definir coisas na minha mente livre. Eu gosto de comer sozinho e ouvir música sozinho. Mas quando eu vejo uma mãe com seu filho, uma menina com seu amante, ou um amigo de rir com seu melhor amigo, percebo que mesmo que eu gosto de ficar sozinho, não gosto de estar sozinho.””
— Autor Desconhecido.
“Sabe essa coisa toda poética-destrutiva-adolescente que eu carrego no peito? Então, é tudo fachada, meu amor. O que acontece é que, à noite, no meu quarto, eu coloco a mão no rosto e fico chorando até meus olhos dizerem chega. E ninguém vê as marcas no meu rosto, as olheiras e as pancadas nas minhas mãos. Também não quero que vejam, mas quando digo que estou triste e, na maior parte do tempo, eu sou triste, preciso/suplico/necessito que me entenda. Sem drama algum, sem excessividade nenhuma, sem sadomasoquismo aparente, eu só tenho o infeliz carma de sentir demais tudo aquilo que não é meu, de sentir tudo aquilo que talvez eu nem conheça. O sofrimento não é opcional quando amar se torna um vício, my darling, o amor, por si só, já é uma bagagem sentimental enorme, gigante, profunda - funda demasiadamente funda.”
— Eu viro água.
“— Não acha que as vezes você se esforça demais? — Olhe para mim. Que chance tenho se não me esforçar?”
— The Big Bang Theory.
“Me diga, como é viver com um pai em casa? Como é acordar com sua voz bebendo café, ouvir seu bom-dia atrasado ao serviço? Como é ter um pai entrando no quarto secretamente, para ver se finalmente dormi? Um pai que confere a extensão das cobertas e se as janelas estão fechadas? Um pai que coloca remédio de mosquito e esfrega a manga morna do pijama em minha testa? Como é ter um pai que me acompanha na consulta ao médico? Um pai que assina o boletim? Como é ter um pai perseguindo baratas pela tranqüilidade doméstica? Como é brincar com um pai: aprender a dobradura de papel de chapéu e barcos? Como é ter um pai para perguntar que horas ele voltou do trabalho? Como é empurrar um pai pelos barulhos estranhos no pátio? Como é ter um pai angustiado com a demora materna, e que me dá banho, me oferece janta e esconde sua preocupação? Como é ter um pai para segurar as lâmpadas enquanto ele sobe na escada? Como é ter um pai para se escorar enquanto ensaio a primeira sequência de passos? Como é andar de bicicleta com um pai? Observar atrás se ele me segue? Como é escutar o ronco terrível do pai e se sentir protegido? Como é ter um pai para reclamar docilmente da mãe, dizer que ela não me entende? Como é ter um pai que não me entende? Como é ter um pai para frequentar a casa dos avós no final de semana? Como é ter um pai para xingar e logo após reaver a gentileza do abraço? Um pai que estará no seu escritório, num lugar certo, a facilitar minha desculpa? Como é ter um pai para responder com confiança aos seus conhecidos como está meu pai? Um pai para me levar aos jogos de futebol e ocupar o trajeto de volta comentando o resultado? Como é ter um pai para receber presentes de aniversário, e me ajudar a retirar o papel bonito sem estragar? Como é ter um pai para sanar as dúvidas das aulas, as operações difíceis, as curiosidades sobre planetas, estrelas e bichos? Como é ter um pai mais rápido do que o dicionário e que conta o que significa tal palavra? Como é ter um pai com passado? Como é ter um pai chateado, endividado, alinhando contas do que não podemos mais gastar? Como é ter um pai com emprego novo, que não pára de falar das novidades no almoço? Como é ter um pai para pedir o carro emprestado? Um pai para inventar uma mentira e dormir fora de casa? Como é ter um pai aguardando na saída da escola? Como é ter um pai preocupado, confessando que perdeu o sono quando na verdade o esperava na madrugada? Como é ter um pai para me convencer que as dores passam, que amanhã estarei bom, que eu tive coragem? Como é ter um pai a me orientar - de um modo patético - sobre transar com segurança? Como é ter um pai beijando a mãe, sussurrando qualquer coisa que a faça rir, e eu me escondendo para que não me vejam? Como é ter um pai para sair ao cinema, e escorrer pipocas pelas suas mãos? Como é ter um pai para sentir saudade devagarinho, de um dia para outro ou por algumas horas? Como é ter um pai preocupado em fotografar a família nas férias? Como é ter um pai festejando uma promoção com jantar no restaurante predileto e só entender sua alegria? Como é ter um pai histérico, procurando seus óculos, seus livros e cartões extraviados? Como é ter um pai alegando que estava nervoso depois de uma grosseria e compreender que é o máximo que ele se aproximará de um perdão? Como é suportar um pai cantando desafinado suas músicas antigas? Como é ter um pai a me socorrer e convencer a mãe a gostar de minha namorada? Como é sentar no sofá com um pai e assistir um filme reprisado e comentar: “esse eu já vi”: e continuar assistindo a amizade de sentar ao lado dele? Como é ter um pai para ser parecido com ele? Como é ter um pai vibrando com minha aprovação no vestibular, pregando faixas na frente da residência? Como é ter um pai para procurá-lo nas centenas de poltronas da formatura? Como é ter um pai que explica que “as coisas eram diferentes no seu tempo”? Como é ter um pai que não descobriu que envelheceu porque empresto meus olhos da infância? Como é ser espetado no rosto pela barba do pai? Faz coceira, arranha? Sempre quis saber…”
— Fabrício Carpinejar.
“Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma.”
— Tati Bernardi.