“Eu estava nesse momento pensando sobre a vida, o que não parece ser uma boa ideia quando esta na madrugada, sem sono e ouvindo Beatles (mas, relaxa, eu só comecei a ouvi-los agora, só que no momento em que eu estava pensando sobre a vida não). Enfim, estava lá e cheguei a uma pequena conclusão: A minha vida se tornou uma grande monotonia.
Eu sei que é pesado eu falar isso com a certeza que eu acho ter, ainda mais levando em consideração que eu tenho somente 17 anos (ainda, com ênfase no ainda). Mas, é que nos últimos 4 anos ou desde o nono ano (não sei fazer contas aparentemente) a minha vida tem sido girada no mesmo meio por muito tempo, apesar de cenários diferentes. Por exemplo: depois que eu conheci o FORST (claro que não colocaria o nome real dele), meio que fiquei focada na vida dele, no meio dele, na família dele e quando eu não estava nesse mundo eu me sentia meio que vazia, que eram os meus ataques de depressões (?) não sei se posso colocar dessa forma. E tem o LEPIEJ e seus amigos que me ajudaram a sair daquela rotina de FORST, casa e colégio, o que foi muito bom, conheci gente nova, fiz coisas que se eu não os conhecesse acharia difícil eu fazer naquela época, porém mesmo nessas horas o FORST ainda estava lá. Pena que não durou muito tempo. Então eu soube que estava no mesmo mundo por muito tempo e coloquei a culpa no meu colégio, no FORST e no LEPIEJ. Por medo de ficar muito próxima do LEPIEJ e perder a amizade dele, por medo de viver sempre nos mesmo lugares e ver sempre as mesmas pessoas sem conhecer gente nova e por medo de não conseguir me livrar (?) ou fingir me livrar do FORST eu me mudei de colégio, o que não me proporcionou o que eu queria, minha melhor amiga tinha se mudado comigo, junto com uma outra amiga do meu antigo colégio e o FORST, fora que lá teve uns amigos que eu já conhecia que começaram a estudar lá também, então, fiquei com eles, na mesma roda (não a de sempre, mas com rostos conhecidos), enquanto isso eu estava sem perceber estragando com a melhor amizade que eu provavelmente já tive: o LEPIEJ.
Claro que eu conheci gente nova no meu novo colégio, professores e tal, pessoas que eu vou me lembrar sempre, mas muito provavelmente pessoas que eu não vou levar sempre, apesar de querer muito. Então, não valeu de nada mudar de cenário. Por exemplo hoje não converso com quase ninguém do meu ensino médio, nem com a minha melhor amiga (as vezes a gente conversa, mas nem se compara). Entretanto, no ensino médio teve algo a mais do que só o FORST (namoro) e o meu grupinho novo com velhos amigos: A igreja. Sim, eu entrei em uma, me converti e era tudo o que eu queria: gente nova !!! Claro que eu vou tirar a parte de Deus aqui, mas eu me lembro de quando eu era pequena e eu tinha uma melhor amiguinha, a CLOPS, e eu acho hoje que eu sempre tive meio que um querer de ter as coisas dela, tipo, inveja, porque ela tinha a casa perfeita com os pais super amorosos e carinhosos que cantavam, faziam bolo de tarde e iam na igreja junto. Tudo o que eu não tinha, meu pai me dava carinho, mas tinha a TV, minha mãe me dava carinho, mas tinha a casa pra lavar todo dia e a gente não ia pra igreja junto, na verdade, não íamos a igreja e eu sempre perguntei a minha mãe e ela falava que era algo que eu não poderia entender naquela época. Até que os meus pais se separam, aí que isso nunca rolaria mesmo. Mas, enfim, eu vi essa minha amiga na igreja dela e com os amigos dela de lá e ela estava sempre ocupada com as coisas da igreja, viajava, brincava, tinha retiro, acampamento, musica, zoação, parecia bom, parecia família e eu queria me sentir assim também e eu encontrei A MINHA CHURCH.
Até que você vê que as coisas não são tão perfeitas, assim como toda família, há problemas, picuinhas, desavenças, boatos, mentiras, pessoas que te julgam sem pensar no que você passa. Só que tudo bem não é mesmo ? Todos somos pessoas, todos temos o direito de errar porque somos humanos, imperfeitos. Mas, é como eu disse "somos humanos" e essas coisas machucam, causam feridas, lágrimas, tristezas, pesam na gente... ou pelo menos, pesaram em mim. Eu não suporto passar a vida como se TUDO estivesse bem, as vezes eu quero reclamar, as vezes eu quero chorar, as vezes eu quero desabafar e se eu faço isso, sou ingrata, tenho que orar, tenho que matar a minha carne, minhas vontades, viver no espírito. TALVEZ SIM, EU DEVA REALMENTE FAZER ESSAS COISAS, mas cara é monótono demais, é sempre a mesma coisa demais. Fora que a situação do FORST continua até domingo agora (18/jun/17) que foi o dia que finalmente caiu a ficha que essa situação ridícula que vivemos de raiva, paixão, vai e volta, criancices, provocações, não se compara com a vida que eu estou perdendo ou que eu posso perder. Depois que eu vi que não estava tão ligada a ele, mas ao meu sonho foi mais fácil desapegar, foi mais fácil perdoar, e eu acredito que se eu não ficar lembrando dele a cada conversa que eu tenho e nem ficar forçando um afastamento de tudo o que lembra ele, uma hora isso não fará mais diferença pra mim, não fará porque eu vou ter realmente superado.
Mas a vontade que eu sinto agora é de sair do meio em que estou, sair da rotina, sair da minha cidade, conhecer pessoas novas, fazer novas amizades, acho que é por isso também que a ideia de ter um amigo que ninguém conhece, que não mora aqui é algo que me prende muito. PORQUE É NOVO. Por isso que fazer um twitter me interessa e me dedicar a ele me interessa, porque é novo e amigos meus conheceram gente nova nele. Por isso eu estou doida pra viajar seja pra qual lugar for, fazer coisas que eu nunca fiz antes, pra mudar isso, mudar esse mundo, esse grupo que parece me rodear sempre: povo do meu antigo colégio do fundamental, povo do meu antigo colégio do ensino médio, povo da church. Talvez, por isso eu queira fazer tanto uma academia, ainda mais vendo que um amigo meu que é lutador vê a academia como uma família. Conhece pessoas novas, tem paixões novas. Não que eu queira viver uma paixão agora, mas eu estava pensando e no meu meio não tem ninguém que eu gostaria de me relacionar ou me casar. Eu cansei e isso não é a primeira vez que me acontece, é por isso que eu pinto o cabelo, corto, etc. Pra mudar.”