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@poesiaderepente
e de repente “você e eu” viramos “nós”.
uma vez eu tentei contar quantos motivos eu tenho pra te amar, e lá pros 1300 a fora, eu me perdi...
e foi aí que eu percebi que eu nunca precisei de um motivo pra te amar, você só chegou, como quem não quer nada e me fez querer tudo com você;
uma vez eu tentei descrever o que você me causa, mas não consegui...
às árvores estavam mais bonitas, a grama mais verde, o céu mais azul, o café menos amargo... fiquei horas descrevendo como as coisas pareciam maravilhosas quando você estava comigo, mas nunca consegui descrever de fato o que você me causava.
uma vez, eu tentei te descrever, te comparei a deusas do antigo egito, a uma das 7 maravilhas do mundo, mas é como eu te disse: você é indescritível, incomparável e incrivelmente linda.
e uma vez eu tentei te escrever o amor, mas é mais fácil te escrever cartas dizendo coisas que eu não sei descrever.
eu sou covarde.
eu sou covarde, tenho medo de me entregar por inteiro a você.
você é tanto e eu sou nada.
confesso que às vezes me entrego sem querer, e sem querer, sei que te amo.
eu te amo.
e eu andei pensando na gente, e depois de tanto pensar eu tô achando que eu não te mereço.
acho que eu não mereço todos os nossos momentos bons, nossas risadas desenfreadas e em momentos inoportunos.
não mereço teu beijo, teu toque, teu abraço, teu jeito de falar “eu te amo” e a forma que você me segura quando tudo desmorona.
acho que não mereço a tua mão no meu cabelo, no meu rosto ou na minha calça.
sabe? eu não te mereço.
eu sou falho, me decepciono comigo mesmo todos os dias, erro muito mais do que o normal e sei que a intensidade dos meus sentimentos te assusta.
eu quero você pra sempre, mesmo que o pra sempre seja o agora, eternamente até o mundo acabar pra nós, e eu não quero que você me veja como eu realmente sou.
eu sou o caos, meu bem, você vem dançar comigo?
indubitavelmente;
soa engraçado, não?
significa não ter dúvidas, ter a certeza.
e tudo o que você tem me transmitido hoje são dúvidas, e com isso, indubitavelmente eu viro um escravo da minha própria mente.
de forma indubitável, eu te amo. mas não sei se sentes o mesmo.