Você
É tudo haver
Com o que tenho passado
E tudo haver
Com o que tenho futuro.
Dré Sousa
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@poetadresousa
Você
É tudo haver
Com o que tenho passado
E tudo haver
Com o que tenho futuro.
Dré Sousa
Que nunca me falte tempo
Que nunca me falte tempo
Para amar
Para observar as coisas simples
Para sair com meus amigos
Para me reunir com minha família
E para os necessitados, ajudar.
Que nunca me falte tempo
Para eu cuidar de mim mesmo
Ter uma conversa com meu cabelo
Em frente ao espelho
Correr alguns quilômetros por dia
Ir ao médico perguntar se: "está tudo bem?"
E ouvir a resposta que estou
Mais do que bem.
Que nunca me falte tempo
Para eu ficar sozinho
Aproveitar minha companhia
Pensar no que fiz no dia
No que eu preciso melhorar
E falar, com aquele que está no céu,
Sempre me guardando e protegendo.
Bom!
Que no corre corre da vida galopante
Que nunca me falte tempo
Para o que é, realmente importante.
Dré Sousa
Talvez
Sorri!
Para o universo
Mas ele para mim
Não sorriu.
O que custa
Em comparação
Com as estrelas
Olhar para o meu drama
—Nada.
Mas ele não olhou.
Talvez com nossa pequenes
Com nossa vida poeiriu
Com nosso tempo curto
Se comparado a história do tempo,
Somos microorganismos para o cosmo
E o universo não nos enxerga a olho nu.
Dré Sousa
"Nada vai te machucar amor" eu disse quando notei que ela estava apreensiva. Tínhamos marcado de sair com nossos óculos escuros por aí, numa noite, isso é estranho de se dizer, afinal, óculos escuro a noite? Mas era isso que nós éramos, estranhos, para a maioria. No trabalho quantos homens eu ouvi falar mal dela, da sua cabeça cabisbaixa, seu cabelo bagunçado, sua saia puritana, tipo Carrie, a estranha. Mas eu via mais no fundo, via um mistério, e eu amava mistérios, eu amava entender depois o que não entendia, e foi assim que comecei a amá-la. Eu a observava todo dia, suas manias, tipo como ela enganchava seus dois indicadores e olhava para o teto quando estava pensando; quando ela caminhava, evitava pisar no traçado do piso quadriculado; como ela anotava tudo em um caderninho, fosse o que fosse, eu a via pegar naquele caderninho mais vezes durante o dia, do que no teclado ou no mouse do computador - ah! Daria tudo para saber o que tinha lá, se ela já escreveu algo sobre mim. E eu ensaiei muito no espelho, olhando diversas vezes para mim mesmo, e me encarando como se fosse ela, tudo isso no intuito de encontrar uma boa maneira de chamá-la para sair. Meu maior receio, era ela pensar que seria alguma piada, não que eu seja o sonho de qualquer garota, mas minha aparência era normal, e minhas estranhezas eu guardava só para mim. Mas mesmo assim eu a chamei, e no fim ela aceitou, claro sem ter um draminha antes, tipo, quando eu a abordei na caminhada que ela fazia até o metrô, e disse, "oi, queria chamá-la para sair" ela baixou sua cabeça e seguiu andando. Não houvi necessidade de eu me apresentar, ela sabia quem eu era, trabalhávamos no mesmo setor, e de certa forma já me sentia conectado a ela. No outro dia na empresa, ela me olhava desconfiada e observadora, como se eu passasse de alguém que não lhe chamava a minima atenção, para alguém que merecia alguns olhares atentos, dá qual ela tentava esconder mas eu percebia, afinal posicionei um espelho na minha mesa, para olha-la pelas costas, e agora eu tinha certeza, que algumas notas sobre mim tomavam espaço naquele caderninho. Novamente quando saímos, a abordei novamente "hei! Natasha, espere um segundo" ela olhou para trás e continuou seguindo depressa, eu apertei o passo e a alcancei, "espere! Quero falar contigo" então ela parou, apertando aquela pasta de documentos que ela levava entre os braços e olhou-me, ela não precisou dizer nada, seu olhar dizia tudo, algo como, "vou ouvir o que você tem a dizer", então eu comecei a falar, "quero sair contigo, estive te observando desde que você começou a trabalhar aqui, porém somente agora tomei coragem para está aqui, mesmo tremendo e soando frio, e chamá-la para sair" ela colocou sua pasta entre as pernas, para apoia-las e segurar, enquanto ela enganchava os indicadores um no outro, e olhava para cima, e eu fechei um olho e fiquei com o outro aberto e nervoso, esperando pela resposta, foi quando ela balançou a cabeça e sorriu dizendo "sim, eu aceito" trocamos números, eu ainda ia decidir onde levá-la; depois que tudo passou, notei que não precisei fazer todo aquele discurso no espelho, foi muito mais diferente do que eu imaginei, mas valeu a pena todo nervosismo, no fim deu certo, e eu fiquei ali vendo-a se distanciar, e tentando evitar não pisar nas linhas do piso quadriculado.
"Alô Natasha, aqui é o Bernardo, ligando para marcar o nosso encontro" liguei umas oito horas da noite, ela tinha dito que tinha acabado de sair do banho, e que ainda ia trocar de roupa, e nós tivemos uma longa conversa pelo telefone, até que a noite ficou tarde, e ela e eu precisávamos dormir.
– agora vou vestir minha roupa e dormir.
– não, gosto de você assim.
– assim como?
– pelada.
– tu nunca nem viu, se visse ia se decepcionar.
– mas passei noites em claro imaginando.
Ela fez um silêncio do outro lado da linha, pensei ter ofendido, mas acho que não, era outra coisa, e no fim demos tchau um para o outro.
– tchau, nos vemos amanhã.
– tchau, tenha uma boa noite de sono.
No outro dia nos vimos no trabalho, e conversamos brevemente, pois não era permitido flertar no trabalho, e eles eram rigorosos quanto a isso.
A primeira vez que nos encontramos, estávamos todos dois nervosos, mas ainda sim foi divertido, conversamos a beça, e conhecemos mais um sobre o outro: o que gostavamos de fazer para relaxar e se divertir e ela assim como eu não gostava de nada muito estravagante, um momento a dois como estávamos alí, já era suficiente, para servir como descarga, para todas as merdas da vida descer pelo ralo.
E com o passar do tempo, nossos encontros foram se tornando mais frequentes, podia-se dizer que era um relacionamento, ainda não concebido por que nenhuma das partes tinha feito o pedido. E uma noite combinamos de sai por aí a noite, com nossos oculos escuros, fomos parar num karaokê, e cantavamos juntos as musicas que gostavamos, ela cantava muito mal, e eu sem comentarios, poderiamos ser a melhor dupla de cantores ruins do mundo, mas ninguém vê esse nosso talento. Quando cansamos sentamos, e eu olhei para ela, ela estava usando um vestido vermelho, com cabelo solto e um baton escuro, ela estava quente, sensual, não parecia nada com aquela moça que usa uma saia maior que suas pernas e blusa de mangas compridas, cobrindo todas as partes do seu corpo.
– Vamos para minha casa. – chamei.
Ela me olhou e enganchou os polegares um no outro, olhou para cima e depois os soltou e olhou para mim.
– Vamos!!
Ela parecia meio nervosa, então ofereci-lhe uma bebida, eu tinha algumas enfeitando a prateleira, resolvi abrir uma garrafa de vinho, para bebermos juntos.
– Sabe, eu nunca fiz isso. – disse ela.
– Isso o que?
– Está aqui, na casa de um homem, bebendo, usando uma roupa como essa, nunca fiz nada parecido.
– Tudo bem, também é minha primeira vez trazendo uma mulher aqui.
– Dificil crer, homens sempre estão a nossa frente.
– Eu sempre estive atrasado, mas se foram os atrasos que me levou a ti, nãodaço gosto em está adiantado.
– Não fica querendo me deixar sem palavras.
– Desculpa, só queria que soubesse o quanto te acho especial.
Ela olhou para o nada, e depois tirou de dentro de sua bolsa seu caderninho.
– Sabe esse caderninho.
– Sim tenho notado bastante ele.
– Ele faz parte de uma terapia.
– Terapia?
– Sim. Quando eu era pequena, eu fui abusada sexualmente. Isso fudeu meu psicologico, talvez por isso todo mundo me acha estranha, a forma como me olham, eu noto, e tudo que eu menos quero é chamar atenção, com medo de que aquilo aconteça novamente.
– Nossa, sem palavras, se você estiver desconfortavel, pode falar, estou aqui para ser seu ombro amigo também.
– Não! Não estou! Acontece que você tem sido otimo para mim. Sabe eu anoto tudo que de certa forma me deixa desconfortavel, está tudo anotado nesse caderno.
Então ela abriu o caderno e ficou me mostrando, a partir da data de nosso primeiro encontro as paginas de anotaçoes, e elas estavam em branco.
– Sabe por que estão todas em brancas, por que desde que te conheci não tenho tido muito desconforto, não da qual mereça ser anotado. Depois de eu ter sido abusada, me envolvi numa esfera de proteção, que me afastava das pessoas, e você adentrou nela, e me puxou de lá me tranzendo de volta a um mundo que eu não via, desde depois de ter acontecido aquilo, em tão pouco tempo em sua companhia, curou anos intensos de solidão.
Tá legal, fiquei um pouco surpreendido, eu que estava me preparando para falar uma coisa assim do tipo, mas ela acabou se declarando primeiro.
– Nossa agora foi você que me deixou sem palavras.
Ficamos um minuto em silencio, e aquele silencio serviu para mim pensar sobre nós dois, e depois de pensar minuciosamente cada detalhe eu falei.
– Não sei se é cedo para dizer isso, mas, eu te amo!
– Eu acho que eu também te amo. – falou ela um pouco nervosa.
Nos beijamos, foi um beijo intenso, cheio de sentimento e vontade, que estava guardado, desde o meu primeiro encontro com ela, e não tinha hora melhor para entrega-lo.
– Vamos dançar? – convidei.
– vamos!!
Ela concordou. Botei então um R&B bobo dos anos 90’s, caralho, nós só balançávamos os braços e a cabeça, não tínhamos a menor ideia de como dançar, e quando veio a cair numa musica mais lenta, dançamos coladinho, eu a todo custo tentando não pisar no seu pé, naquele movimento de dois para lá e dois para cá, e eu pude sentir seu calor, as coisas estava esquentando, com o aroma do seu corpo entrando pelas minhas narinas, e arrepiando minha pele, falei umas coisas no seu ouvido, pervertidas de se dizer, ela virou o rosto e corou. Acabamos numa cena nebulosa no chuveiro, notei que ela estava apreensiva, e diante do seu corpo nu, fiz-lhe uma promessa, “ Nada vai te machucar, amor”.
Conto baseado na canção Nothing's Gonna Hurt You Baby da banda Cigarettes After Sex.
Dré Sousa
Vamos, sinta-se bem
Não ligue para o que as pessoas digam
Você é bonita do jeito que é
Você não imagina do que é capaz
O seu maior inimigo, é você mesmo.
Continue perdido(a) assim
Com a auto estima baixa
Não se encontre até ler um texto como esse.
É de revirar os olhos.
Odeio textos de auto-ajuda
Você me faz tanto frio
Dormir com você
É um sono bom
Embrulhado no cobertor.
Estilhaçar
Nós dois
Na praia
De mãos dadas
Numa compassada
Caminhada
Nossos pés machucando
A areia
Dor essa que semeia
Nosso amor.
Juntamos as mãos
E começamos a rodar
Feito um peão
Até ficarmos tontos
Cairmos no chão
E nos abraçar.
E o sol se põe de renpente
Nem sentimos o tempo passar
E a lua curiosa aparece
Sua claridade nos transparece
Para testemunhar
Uma atração maior
Do que a dela e o mar
Que ciência nenhuma
Consegue explicar.
Com um final de cair o queixo
Te dou o mais lindo beijo
Que eu consigo imaginar
Nesse sonho perigoso.
Quantos mais
Sonhos como esse
Vão se estilhaçar?
Dré Sousa
Outra Cama
Teu toque
É arrepio
Teu beijo
É calor
Não vamos falar
De amor
Não vamos nos
Envolver muito nisso
Vamos aproveitar
Nossos resquícios
Arranhar nossa pele
Morder nossos lábios
Esquecer nosso passado
Deixar na cama o amassado
E o lençol suado.
E quando de manhã cedo
Você perguntar
Eu não vou está
Em que cama estarei agora?
Eu não sei
Mas a sua me bagunçou.
Dré Sousa
Sobre o seu abraço
É como está no parque de diversões
Na roda gigante que parou lá no alto
Com o vento de minhas emoções
Ao meu lado, toda elegante e de salto.
É como está numa cachoeira de forte correnteza
Que não tem como escapar de cair
E que lá embaixo você tem a certeza
Que há o profundo rio do sentir.
E eu nunca encontrei nenhum aconchego
No mundo de cegos pelo ego
Com a pureza e paz, deste espaço.
E mesmo que caminhe e me perca
Vem o seu consolo e me cerca:
–Me encontro no seu abraço.
Dré Sousa
Teu Sorriso
Teu sorriso tem cara de sol nascente
Que vem pelo dia espantando a escuridão
Que seus raios vividos, esquentam meu coração
Que é a alvorada do meu presente.
Teu corpo é um mundo recente
Explorado com leveza e cuidado
Minhas mãos igual nunca haviam tocado
E o despertado, na graça do que sente.
Eu no mundo a fora, em muito já estive
Mas na minha experiencia, o eu que hoje vive
Posso ver no espelho com um sorriso contente.
E quando o dia amanhece, e me jogo no mundo e sua dor
É com a certeza, de quando o sol se por
Terei no meu aconchego o teu sorriso novamente.
Dré Sousa
Amar-me
Aquilo que a alma humana implora:
Um amor que acabe nossa solidão.
Não ser amado, é como viver na escuridão,
É sinônimo profundo de quem chora.
Uma alma insatisfeita é o que te devora.
Que te faz se perder, nos teus erros
E encarar a escuridão aos berros
Enquanto todo o mundo te apavora.
E nem sempre haverá uma santa mão
Para tocar, e consolar, teu aflito coração
Que se desespera na fria agonia.
Por isso, enquanto todos tentam ser amados,
Amores... que em sua maioria desesperados,
Fiz do amar-me, a minha filosofia.
Dré Sousa
Teus lábios tocam
Os meus
Me faz sentir um sentimento
Ateu.
Incrédulo
Toco teu corpo
Minhas mãos procuram
Uma explicação
Para o que sinto.
E encontro
Entre tuas pernas.
Dré Sousa
As pessoas são frágeis
Como vidro
Mas ao contrário do vidro
Podem se reestruturar
E para algo mais difícil
De quebrar.
Dré Sousa
Não quero ser
O tipo de qualquer mulher
Quero ser apenas eu
E que alguma goste de mim
Por isso.
Dré Sousa
O coração que tudo ama
É a aquele que verdadeiramente
Não ama nada
Dré Sousa