Antes que Amanheça
Corríamos de volta a nós mesmos Cada vez que os fios desbotava-se Em qualquer ideia nociva de intimidade Eis um réquiem com toda a nossa fragilidade
Teus pés requentam um samba Sob meu peito exaurido E no final de tudo há uma substância Fruto de compaixão e desejo
Sua geografia era traçada Sob o mito de uma pátria Desconhecida do público E protagonizada por fantasmas
Entre titãs cintilantes Teu pretérito é um cancioneiro Voltado as canções embriagadas Usadas par atrair e amaldiçoar homens a beira do cais
Esconderá para sempre os olhos dos espelhos A cena de hóstia sobreposta a um jardim de avareza Encobrirá a curiosidade descabida Meu nome não é algo de altar ou esfinge
Entranharia essa falta minúscula A uma fala que vela segredos Me enterre como uma confissão Esta é a força da culpa que me inaugura
O dia dançaria, dono da razão Sob nossas cabeças, excomungando-nos De toda a jura que despendíamos Sob o corpo um do outro
Este é o espaço de extravagância Toda a intuição é materializada O sangue pisado aqui é um lago Por onde Orfeu ordena seus subordinados

















