É que eu sou livre, amor. Não há nada nesse mundo que tire isso de mim. Sou solta. Sou ventania. Sou furacão. Sou calmaria dançando com o caos que é ser eu mesma tentando me redescobrir. Me reinventar. Me reescrever e recomeçar de onde talvez nem eu saiba até onde vou chegar, mas sigo. Porque nessa vida a única certeza que temos é de que somos o nosso próprio lar. A nossa própria morada e eu sou imensa, amor. Intensa. A flor da pele. E completa. Então me transborde, não me prenda. Não me diminua. Não sou feita para caber em você, porque sou cheia de mim. Então venha, mas venha com amor. Venha quente. Queime comigo e não me segure. Não tente. Apenas me deixe ser. Apenas me deixe. Que nessas voltas e entre um dançar e outro, me envolvo no teu abraço solto e escolho permanecer.
É que eu quis te chamar para dançar.
















