já fui ferido, mas aprendi a sangrar bonito.
o sarcasmo virou escudo e a madrugada, refúgio.
não corro atrás de aplauso, só de paz.
malandro, mas de alma sincera — se encantar, a culpa é sua.
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já fui ferido, mas aprendi a sangrar bonito.
o sarcasmo virou escudo e a madrugada, refúgio.
não corro atrás de aplauso, só de paz.
malandro, mas de alma sincera — se encantar, a culpa é sua.
a gente se conhece muito pra fingir que é só saudade.
se minhas madrugadas pudessem falar, confessariam que só sabem lembrar de você.
ações evitam palavras.
tu é whisky caro, eu sou dose de cachaça no copo americano.
tu é fogo de artifício, eu sou bituca esquecida no cinzeiro.
tu é mar aberto, eu sou enchente em rua de favela.
tu é flor rara, eu sou espinho que rasga a mão de quem insiste.
tu é vinho suave, eu sou a ressaca de domingo sem remorso.
tu é lua cheia, eu sou poste queimado na madrugada.
tu é poesia bonita, eu sou gíria feia que marca mais.
tu é champanhe na taça, eu sou litrão na calçada.
tu é vela de igreja, eu sou isqueiro emprestado que nunca volta.
tu é cama de hotel, eu sou colchão jogado na laje.
tu é foto com filtro, eu sou rabisco de banheiro público.
tu é novela das nove, eu sou briga no boteco de esquina.
tu é palavra bonita, eu sou gíria torta que cola na boca.
tu é promessa no altar, eu sou desculpa esfarrapada na madruga.
tu é convite de gala, eu sou rolê de graça com som estourado.
tu é saudade guardada, eu sou recaída que não se assume.
tu é palavra ensaiada, eu sou verdade cuspida sem filtro.
tu é madrugada em Paris, eu sou boteco aberto até o sol nascer.
tu é flor rara, eu sou mato que insiste em crescer no asfalto.
tu é jantar à luz de vela, eu sou marmita fria no trampo.
tu é poesia de livro caro, eu sou pichação em muro de favela.
tu é selfie bem editada, eu sou sorriso borrado no fim da festa.
tu é promessa de futuro, eu sou impulso do agora.
tu é perfume importado, eu sou cheiro de cigarro e café forte.
tu é cinema cult, eu sou filme pirata rodando na quebrada.
tu é música de orquestra, eu sou batida de funk estourando na rua.
tu é viagem planejada, eu sou fuga sem rumo na madruga.
tu é beijo de novela, eu sou amasso no beco.
tu é casa organizada, eu sou quarto bagunçado com história em cada canto.
tu é silêncio educado, eu sou gargalhada alta incomodando vizinho.
tu é pedido de desculpa, eu sou "foda-se" dito com calma.
tu é plano de vida, eu sou improviso que deu certo.
tu é estrela no céu, eu sou poste aceso na rua vazia.
tu é tudo que não sou, e é justamente por isso que quando junta, não sobra espaço pra ninguém mais. no meio dessa bagunça de opostos, só sobra uma verdade: a gente é tudo que não combina, mas que se procura como se fosse destino porque no balanço das diferenças, a faísca vira fogo e o nosso fogo vira vício.
“É isso que eu gosto em você. Você é você.”
— Gabito Nunes.
cansei de tentar adivinhar o amanhã. toda vez que fiz isso, sofri duas vezes: uma pela imaginação e outra pela realidade.
É tão gostoso sentir teu cheiro, me perder na tua voz e ter o privilégio de te chamar de amor todos os dias. -Impulsionarias
“Posso te fazer um pedido? Nos finais de tarde bonitos, lembra de mim.”
— Clarissa Corrêa.
É um tesão se relacionar com gente que sabe o que quer. Que sabe conversar e construir um relacionamento.
Gente que atravessa os momentos do teu lado, que é paciente, sabe pedir ajuda, é responsável… gente que ama mesmo.
-Impulsionarias
O LUTO
O Luto não é apenas quando alguém morre...
Às vezes, o luto começa justamente quando alguém continua vivo...
Quando alguém acorda, trabalha, sorri, publica fotos, segue existindo no mundo...
Mas deixa de existir dentro da história que construía com você...
Ninguém fala sobre esse tipo de funeral...
Não há flores. Não há velório. Não há despedidas oficiais...
Existe apenas um silêncio estranho ocupando o lugar onde antes morava um abrigo...
E talvez seja esse o luto mais cruel.
Porque quando alguém morre, a vida nos obriga a aceitar a ausência. Mas quando alguém permanece vivo, carregamos a ilusão de que talvez volte...
Talvez amanhã. Talvez depois. Talvez quando entender. Talvez quando sentir falta.
E enquanto o corpo do outro continua andando pelo mundo, somos nós que precisamos enterrar aquilo que morreu.
Não a pessoa.
O sentimento.
A reciprocidade.
A versão dela que existia dentro de nós...
É estranho perceber que o amor pode continuar vivo em apenas um coração...
Como uma chama que se recusa a entender que a fogueira acabou.
E então começa o verdadeiro trabalho do luto...que não é matar o amor...mas é aceitar que ele já não possui uma casa para morar...
Alguns sentimentos não morrem de uma vez. Eles vão perdendo oxigênio aos poucos.
Vão se transformando.
Viram memória. Viram saudade. Viram aprendizado. Viram apenas uma energia...porque energia não desaparece.
Mas, certamente, ela muda de forma...
E, então, o amor que não encontra morada no outro precisa encontrar um novo destino dentro de nós...
Precisa deixar de ser espera para se tornar sabedoria.
Precisa deixar de ser ferida para se tornar cicatriz.
Precisa deixar de olhar para trás e começar a iluminar o caminho adiante...
E talvez seja isso o luto; aprender a conviver com a existência de alguém que já não existe da mesma forma...
Aceitar que algumas pessoas partem sem realmente ir embora.
E entender que, às vezes, a despedida mais difícil não é daquela pessoa que foi embora.
É daquela versão de nós que acreditava que ela ficaria...