01/01/20 Cômodos
Como um duende em um quarto escuro, toco minhas canções tristes para ouví-las sozinho. Um sofrimento, talvez sem fundamento, uma angústia, de estar longe de casa sem saber onde ela fica. O peso da lágrima lava minha alma, seja de alegria ou tristeza, mas a alegria é superficial, passageira...a tristeza é profunda e sólida. E é na solidez que construirei meu castelo, para que no fim, o tempo ou a fúria dos homens o reduza a pó. Errado são os que se relacionam e pensam ser a razão da felicidade ou tristeza. Acredito que isso depende só de mim, e meu duende sem casa, espera a luz chegar, buscando conforto no som de seu violino, deveria quebrá-lo e acender a sua própria fogueira.















