"Em algum dia, será a última vez que te acordarão de madrugada. Em algum dia, será a última vez que você terá que limpar a sujeira depois das refeições. Em algum dia, você lhe dará banho pela última vez. Em algum dia, você trocará pela última vez sua fralda. Em algum dia, não haverá mais brinquedos espalhados pela casa. Em algum dia, você será chamada de “mamãe” pela última vez, porque provavelmente o “mãe” irá substituí-lo. Em algum dia, será a última vez que correrão pela casa por pura brincadeira. Em algum dia, você não poderá mais lhe fazer cócegas na barriga. Em algum dia, encher-lhe de beijinhos será estranho. Em algum dia, você não vai mais precisar vestir-lhe o pijama. Em algum dia, as coisas que hoje você faz repetidamente serão feitas pela última vez e você talvez nem perceba que é uma despedida. Não é apenas a mãe que casa um filho(a) que está a vê-lo partir. Todos os dias a vida parte um pouco e - com ela - parte um pouco dos momentos que a compõe. Esse amontoado de ordinário é precioso e cada dia a mais é, de certo modo, um dia a menos. Olhar para o cotidiano como um pesaroso labor é uma opção. Ser agradecido pelas muitas bençãos é outra. Como você vai encarar esses dias que se vão?"
Vitória Moura (@donadecasaporamorblog)









