200 mil usuários deixam Uber forçando CEO a sair do conselho de Trump
200 mil usuários deixam Uber forçando CEO a sair do conselho de Trump
Enquanto o Vale do Silício elabora uma carta de protesto contra as agressivas iniciativas de Donald Trump contra imigrantes o CEO do Uber sentava-se no conselho que trabalha com o novo presidente americano. De todas as empresas do Vale o Uber talvez seja o mais sensível a políticas públicas e não é de se surpreender que tenha escolhido um caminho menos conflitante com a presidência.…
Com 5 anos de idade e depois de recusar propostas bilionárias o Snapchat deve finalmente abrir capital e para isso enviou uma documentação (S-1) que revela algumas fofocas sobre os bastidores da empresa. O 3o elemento: Se a empresa alcançar na bolsa a avaliação prevista de U$25 bilhões os maiores sorrisos estarão estampados nos rostos dos fundadores Evan Spiegel e Bobby Murphy. Mas um terceiro…
Whatsapp testa exclusão e edição de mensagens ainda não lidas
Whatsapp testa exclusão e edição de mensagens ainda não lidas
Ops! Sujeito envia mensagem pro grupo errado ou escreve e envia antes de pensar duas vezes. Quem nunca??? Essa velha dor pode estar com os dias contados. Segundo este artigo do The Telegraph, o último beta do Whatsapp está testando a possibilidade de alterar ou até deletar mensagens enviadas caso ainda não tenham sido lidas pelo receptor. Este recurso é aguardado por muitos usuários do aplicativo…
Uber vai adicionar carros autônomos da Mercedes-Benz à sua frota Uber e Mercedes-Benz acabaram de fechar um acordo pelo qual os carros autônomos da montadora serão aos poucos introduzidos na frota da Uber.
O movimento põe a empresa em competição direta com canais de TV e serviços como Netflix, além de aumentar o diferencial do Apple Music
Segundo o Wall Street Journal a Apple deve começar a entregar séries e documentários para TV no seu pacote Apple Music até o fim do ano. Depois de tentar negociar - e fracassar na tentativa - um modelo diferenciado de transmissão de programas de TV com as principais emissoras americanas a Apple começou a falar com produtoras. O WSJ confirmou que a empresa deve entrar mais pesado neste mercado começando a competir mais fortemente com a Netflix. Esta última, inclusive, passou por um processo parecido. Com diversas recusas de negociação vindas de produtoras e emissoras a Netflix só virou o jogo quando começou a produzir conteúdo próprio, com House of Cards sendo o maior símbolo desta virada. Em 2016 a Netflix ultrapassou todos aqueles que se recusaram a fechar pareceria no volume de produções próprias. Foram 43 ao todo e como previsto no Pulsotech, a partir de 2017 o mercado de TV terá sua luta contra a extinção exposta ao público. Isso porque já é claro para o consumidor em geral as vantagens dos produtos VOD como Netflix e com a força influenciadora da Internet confirmada em grandes eventos de 2016 a TV está comprovadamente enfraquecida na capacidade de influenciar o consumo e atrair anunciantes. Além de fortalecer sua posição contra o Netflix e os canais de TV a Apple deve usar os especiais para agregar valor ao pacote do Apple Music, que vem ganhando espaço no mercado mas ainda perde para o Spotify. É provável que o serviço de streaming da Apple se transforme em uma plataforma multimídia com séries, filmes e música, além dos podcasts já fornecidos gratuitamente na plataforma. A jogada faria com que a empresa passasse a contar com uma oferta diferenciada contra Spotify e Netflix e se este cenário se concretizar poderemos ver movimentos parecidos destes últimos dois concorrentes inclusive com parcerias que possibilitem a uma mesma assinatura navegar entre o acervo musical e o de vídeo de cada um. De qualquer forma, poderemos presenciar a consolidação dos diferentes formatos de conteúdo em pacotes multimídia nos próximos dois anos.
As novidades em VR são as experiencias mais empolgantes em games da nova geração. Três opções já estão disponíveis no mercado mas como o investimento é alto considere estas informações antes de decidir.
Primeiramente vale deixar claro que as minhas recentes experiências com VR comprovam que o modelo realmente vem para causar grande impacto em diversos setores - do entretenimento aos negócios. Qualquer estilo de jogo tem um impacto enorme quando migrado para VR e isso inclui desde jogos de plataforma no estilo Mario Bros até jogos de corrida como o Driverclub. Mas quem está pensando em entrar no terreno da Realidade Virtual (VR) já encontra pelo menos 3 opções avançadas de óculos: o Rift, o Vive e o PSVR e por exigirem um investimento razoável decidimos expor nossa conclusões depois de um mês experimentando estas tecnologias:
Diagnóstico final:
1o LUGAR: Playstation VR (PSVR): Não é o tecnicamente o mais avançado mas provavelmente será a opção com mais jogos e experiências disponíveis. No conjunto, é a melhor opção existente. Preço: U$400 (quem não tem a câmera do PS4 precisará gastar um adicional de U$30).
2o LUGAR: Oculus Rift: Com melhor Hardware que o PSVR e uma boa biblioteca de jogos o Oculus só cai para segunda posição por exigir um PC poderoso reduzindo a provável base de usuários e atraindo menos desenvolvedores. Além disso, a empresa não oferece suporte decente e problemas com o hardware têm sido mais frequentes que o ideal. Preço: U$600 (inclui um controle mas pode exigir um upgrade no PC de até U$1.300)
3o LUGAR: Vive HTC: O Vive é mais similar ao Oculus com a desvantagem de oferecer uma biblioteca de software bem pobrinha. Não fosse por isso ganharia o primeiro lugar já que a marca HTC oferece melhor suporte. Preço: U$699
O PSVR é mais barato e fácil de usar enquanto que o Rift, apesar de tecnicamente melhor, oferece alguns desafios e problemas. Minha primeira opção foi o Rift não só pelas especificações técnicas como por ter sido o primeiro grande projeto neste segmento (antes de ter sido comprado pelo Facebook). A principal diferença entre os dois está na resolução das telas. Enquanto o VR tem 960x1080 o Rift é superior com 1920x1080. Embora pareça pouco, considere que as telas estão muito próximas dos olhos e a melhor resolução do Rift é bastante impactante. Por exemplo, a imagem de uma água voando distante no Rift é bem visível enquanto que os pixels do PSVR fazem com que o pássaro suma ao assumir determinados ângulos que não são bem cobertos pelos pixels. Mas apesar de tecnicamente superior o Rift tem alguns problemas graves. Primeiramente, o Oculus exige um PC potente para gerar as imagens de Realidade Virtual e a maioria dos PCs existentes ainda não são suficientes. Desta forma, caso opte pelo Rift você terá que investir uma grana em um PC turbinado e isso não vai sair por menos de 4 mil reais (ou pouco mais de mil dólares se comprar lá fora). Quem já usa PCs para jogos poderá optar por um upgrade da placa de vídeo mas isso também não sairá barato e pode ser tecnicamente complicado para a maioria das pessoas. A instalação do Rift também é mais complicada. O meu eu rodei em um computador Oculus-ready que inclusive vem com a logomarca do Oculus em seu gabinete. Mesmo assim tive que desabilitar o firewall e o antivirus porque o computador não estava conseguindo permissão para instalar o software do Rift. Alguns percalços depois consegui instalar tudo e fiquei bastante impressionado com a tecnologia do Rift mas eis que no dia seguinte a tela esquerda do headset parou de funcionar. Sem clareza sobre o problema (era software ou hardware) tentei descobrir algum contato de suporte e foi então que percebi que o Oculus não é uma empresa com história de marca e um extenso cardápio de produtos que justifique uma central de atendimento. O site só possui algumas poucas respostas em um Q&A e nada de contato telefônico. Nem mesmo um email de suporte é disponibilizado. Com grandes chances de ser um problema de hardware e um número significativo de reclamações em fóruns apontando para a lentidão de resposta da empresa percebi que a Oculus é para os poucos curiosos com dinheiro para arriscar a experimentação de tecnologias muito recentes sem medo de perder dinheiro.
Apesar das imagens do Playstation VR não serem tão perfeitas e de rodar software no PS4 - que é bem menos poderoso que um PC preparado para o Oculus - o VR é a melhor escolha para quem quer entrar na Realidade Virtual. O PSVR é compatível com qualquer PS4 e a instalação é plug-and-play (só encontrei um percalço rapidamente resolvido com o update do Playstation) (antes o VR não reconhecia os cabos HDMI). O PSVR já vem com um DC cheio de demonstrações (demos) onde é possível saborear as versões VR de vários tipos de jogos e experiências. Mas a maior vantagem do VR está em sua capacidade de conquistar um número maior de usuários que o Oculus e o Vive. Isso é muito importante para atrair mais desenvolvedores para a criação de mais títulos. Já existem 52 títulos em lançamento e até o fim do ano devem surgir mais opções na loja online. Embora o hardware não seja o melhor a existência de uma biblioteca de jogos rica em opções tem um peso relevante na decisão de compra pois é o software disponível que vai permitir o melhor aproveitamento do hardware comprado.
Existem rumores de que o Oculus será compatível com o Xbox One Scorpio e isso poderá mudar a ordem de sugestão deste artigo. Uma versão do Oculus sem o controle do Xbox One (para quem já tem o console) pode ficar U$40 mais em conta e a união com o One podem atrair mais usuários e igualar o potencial da biblioteca. De qualquer forma, é bem provável que se isso acontecer o Oculus só conseguirá funcionar com a versão turbinada do One (Scorpio) que deve ser lançada até o fim do ano e exigiria um investimento adicional também significativo.
Segundo a Strategy Analytics o lucro operacional com a venda de smartphones no mundo chegou a U$9.4bi neste terceiro trimestre de 2016. O mais impressionante é a dominância da Apple que reteve 91% deste total principalmente por sua capacidade de reduzir custos de produção e cobrar altos preços por seus aparelhos. Logo depois da empresa vem a Huawei com míseros 2,4% que mostram uma liderança absoluta da Apple no terreno da lucratividade móvel. Se por um lado a notícia mostra a força da Apple frente a concorrentes como Samsung por outro evidencia uma barreira que a empresa teima em manter: os altos preços do iPhone. Enquanto existia mercado de pessoas com alto poder aquisitivo para comprar os aparelhos os valores não serviam como obstáculos para o crescimento das vendas mas com a saturação desta parcela mais endinheirada dos EUA o volume de vendas anuais da Apple vem caindo e a empresa já começou a implementar modelos com pagamentos mensais para tentar ampliar o alcance do aparelho. Mesmo assim, é possível que a Apple sofra pressão de investidores para criar opções mais baratas enfrentando o mercado de guerra de preços hoje dominado por aparelhos Android. A estratégia pode se mostrar ainda mais relevante quando o crescimento em receitas migrar da venda de smartphones para a venda de serviços por meio da App Store, cujo crescimento depende do aumento da base instalada de usuários de iOS.
A ferramenta é extremamente confidencial e pode nunca ser lançada, mas mostra uma disposição de Zuckerberg para negociar com o governo Chinês
Um dos maiores sofrimentos de empresas americanas é a dificuldade de navegar na populosa China. Com o mercado de Internet americano já saturado e as chances de dar continuidade ao acelerado crescimento da Internet em outros mercados empresas como Facebook e Apple vêm tentando encontrar caminhos para explorar o território extremamente regulado pelo governo chinês. Zuckerberg não esconde a vontade de aumentar o número de usuários do Facebook em grande escala adicionando a China ao mapa da empresa. O CEO já realizou reuniões com o governo chinês no início deste ano. Hoje o The New York Times reportou informações de que a rede social estaria desenvolvendo - secretamente - uma ferramenta que bloqueia conteúdos específicos por região. O conceito é associado à possibilidade de órgãos de censura bloquearem posts e notícias que deixariam de aparecer em certos países. Como se trata de uma ferramenta que pode causar certa polêmica só um grande mercado justificaria este esforço interno do Facebook e a resposta mais óbvia para essa geografia é a populosa China. Com a rede social causando caos em cenários políticos em todo o mundo é natural que o autoritarismo do governo Chinês tenha muita cautela sobre o uso do Facebook. No Brasil a rede tem sido usada para manifestar revolta e influencia decisões do governo unindo protestantes em 'likes' e manifestações públicas por todo o país. A eleição americana também foi profundamente influenciada pela rede social com reações que permanecem após a vitória de Trump podendo, inclusive, ascender o desejo de impeachment conforme previsto por alguns analistas norte-americanos. Com um cenário sócio-político conturbado e a explosão do melhor e do pior do modelo democrático usando o Facebook como ferramenta pode ser que o governo Chinês continue bloqueando o Facebook mesmo com a entrega de ferramentas de censura. Processos de bloqueio de conteúdo já foram produzidos para outros países mas um acordo da rede social com a China traria um impacto de proporção bem maior na mídia. A China tem jogado duro com empresas de Internet que buscam presença no mercado e o último a sofrer com esta política foi o LinkedIn, que sofre bloqueio por não hospedar dados de usuários em território chinês. Na medida em que a guerra digital fica mais acirrada e as redes sociais intensificam-se como ferramentas de revolta e mudança veremos mais situações como esta se estabelecendo entre empresas e países com modelos de governo distintos.
Os novos produtos atingem em cheio concorrentes como Snapchat e Periscope.
Quando lançou o Stories o Instagram já cutucou o Snapchat com a possibilidade de gravar vídeos efêmeros disponíveis por um dia. Mas agora será possível realizar transmissões ao vivo que só poderão ser assistidas na hora em que estão sendo 'gravadas'. Além disso, os Stories anteriormente disponíveis poderão agora ser direcionados a um grupo específico de amigos que só poderão assistir os vídeos duas vezes. Há tempos o Instagram vem se preocupando com o crescimento do Snapchat que vem cativando jovens para a troca de mensagens que registram suas estripulias. Enquanto que Facebook e Instagram ficaram com os registros mais eternos e comportados que são acessados por amigos e familiares, o Snap vem cobrindo o lado mais divertido da vida dos adolescentes com registros que desaparecem em pouco tempo sem deixar registros que possam chocar pais e avós. Os novos recursos permitem que estes parentes sejam excluídos da mensagem e reforçam a efemeridade do que está sendo gravado.
Além de evitar o envio de mensagens mais privadas para pais e avós a efemeridade das mensagens também permitem que os jovens compartilhem bobeiras sem medo dos registros permanentes virarem ferramentas de bullying eternas. Os vídeos de divulgação das novas funcionalidades mostram isso com atores bem novos e vídeos bem idiotas sendo gravados. Todo ataque do Instagram sobre o Snapchat é uma ameaça que pode fazer os donos do app independente se arrependerem de recusar a oferta bilionária de compra que o Facebook fez. Mas até agora o Snapchat vem sobrevivendo e ganhando força a cada vitória. Só que esse mercado de Internet está longe de ser previsível.
A divisão está sendo desmontada e os engenheiros transferidos para outra unidade de negócio
Quem usa um dos três roteadores de Wi-Fi da Apple terá que estudar outras marcas quando, futuramente, quiser comprar uma unidade mais moderna. A Apple está desfazendo sua unidade que fabrica o AirPort deixando de produzir as três versões do router (Express, Extreme e Time Capsule). A primeira e a segunda são meros roteadores que espalham WiFi pela casa e a última também faz backup dos aparelhos Apple da casa. O artigo da Bloomberg associa o desligamento à necessidade da empresa de focar em seus principais produtos. O AirPort faz parte da divisão "outros" da linha de produtos da Apple. Esta divisão, que inclui diversos produtos como o Apple Watch, é responsável por apenas 5% do faturamento da empresa, que vem sofrendo com a queda de receita do carro-chefe - o iPhone. Mas o fim do AirPort pode também significar um evento maior neste segmento e na estratégia da Apple. Acontece que outras empresas como o Google sempre flertaram com a possibilidade de ser o ponto de acesso à Internet em sua residência. Para a Apple o interesse era mais relacionado a resolver um problema de mercado que incluía um número muito grande de marcas e modelos e processos de instalação complicados. Só que ultimamente os fabricantes de routers WiFi aprenderam sobre processos facilitados de instalação e têm lançado produtos mais avançados que o AirPort. Por outro lado, empresas como Google, Amazon e Microsoft se preocupam em ocupar este mercado para captar dados sobre os hábitos de acesso à Internet para traçar o perfil das residências - e seus moradores - usando informações para suas ferramentas de publicidade e personalização. Com a Internet das Coisas chegando mais perto de se tornar realidade em muitos lares fica ainda mais interessante mapear hábitos através da porta de entrada da Internet em sua casa. A Apple sempre se posicionou como uma empresa que não explora dados pessoais para fins comerciais (em oposição ao Google que vive de verbas de publicidade) podemos assumir que este interesse (de explorar dados de acesso) não é relevante suficiente para justificar seus rumos no mercado de routers. É possível, portanto, que a Apple direcione seus esforços para transformar a Apple TV em um hub de Internet das Coisas no lugar do router deixando o acesso com outro aparelho e focando no software que controla as coisas da casa. É uma estratégia diferente da habitual pois a empresa sempre apostou em produtos que unem hardware e software. A estratégia do Google que inclui hardware e software poderá trazer vantagens mas a Apple parece acreditar que os o mais importante é dominar os aparelhos que sempre acompanham os usuários (como smartphones e tablets) e servem como receptores de comando. Realmente, eu possuo um roteador e um extensor para cobrir minha casa e para usar comandos como "apague as luzes" através deles exigiria gritar para que me ouçam - na maioria das vezes - enquanto que meu Apple Watch e meu iPhone estão sempre por perto e podem receber comandos sem gritaria. Talvez o casamento entre o assistente pessoal que comanda as 'coisas' da sua casa e o router não seja ideal mas só quando a IoT ganhar escala saberemos se a decisão de abandonar o mercado de roteadores foi uma decisão sábia da Apple. Ah, e quem se pergunta sobre o Time Capsule, repare que já faz um tempo que a Apple vem transferindo seus serviços de backup para o iCloud e o armazenamento de dados de backup em sua residência já é um hábito envelhecido no acelerado mercado de tecnologia.
O objetivo é atingir entregas de até 10 minutos em um raio de 1,5km
OK. É uma versão bem beta e em uma geografia bem reduzida. Algo que gera mais mídia expontânea (como essa) que uma efetiva mudança no modelo operacional de pizzarias. Mas mesmo assim é interessante assistir o vídeo abaixo sobre a entrega de pizzas por drones que a Domino's está fazendo em uma loja da Nova Zelândia. Os drones possuem uma caixa acoplada que recebe a pizza para transporte. Os clientes precisam dispor de um quintal espaçoso para esticar uma lona com a imagem de um 'heliporto' detectado à distância para o pouso seguro. Com o aumento de testes sete tipo deveremos evoluir para soluções que exijam menos espaço e trabalho do lado do cliente. As distâncias percorridas pelo drone também devem ultrapassar os 1,5km atendidos pelo drone da Domino's. O Pulsotech imagina que a solução final será de pequenos portos de drones em cada esquina para a retirada de encomendas. Algo como uma rede de caixas de correio alimentadas pelas aeronaves. Mas para isso se tornar uma realidade ampla ainda teremos que passar pela discussão sobre segurança (imagine um céu cheio de drones), regulamentação do espaço aéreo, furtos e acidentes. Até isto virar uma realidade e São Paulo substituir todos os motoboys por drones, regiões mais inóspitas como a Nova Zelândia estarão sendo palco de testes e projetos finais contando com territórios mais propícios (por exemplo, regiões montanhosas mais inóspitas têm maior demanda por serviços de entregas pelo ar) e governos mais abertos à novidade.
O bloqueio foi oficializado após um período conturbado de negociações
A lei Russa que obriga empresas de Internet a armazenarem dados de usuário dentro do território nacional já foi discutida aqui no Brasil. Por lá, o responsável pela regulamentação das comunicações acabou de ordenar o bloqueio do LinkedIn depois de negociações entre as partes fracassarem. O LinkedIn acabou de ser adquirido pela Microsoft por U$26.2 bi. Na China o LinkedIn foi obrigado a criar um site separado com os dados de usuário armazenados em servidores locais para cumprir com uma lei similar à russa. As exigências da Russia já foram atendidas pela Apple e pelo Google mas empresas como Twitter e Facebook ainda não se manifestaram sobre a localização dos dados de seus usuários. Acredita-se que o bloqueio do LinkedIn sirva como um aviso para serviços maiores como o Facebook. Leis sobre armazenamento de dados são parte de um conjunto de reformulações em andamento em todo o mundo para balancear segurança e privacidade permitindo que investigações consigam acessar dados de usuários seguindo as leis locais de cada nação. Muitas empresas, como Google e Microsoft, chegaram a responder a investigadores de determinados países que não poderiam liberar dados de usuários daquela nação porque os mesmos se encontravam em territórios estrangeiros onde as leis priorizam a proteção da privacidade das pessoas. Diante destes impasses vários países (incluindo o Brasil) passaram a propor leis que obrigassem empresas de Internet de hospedarem serviços e dados de usuários em território nacional. Estas discussões (bem como as leis inglesas prestes a serem aprovadas segundo o artigo anterior do Pulsotech) estão definindo o palco para a próxima Grande Guerra, que deverá ser travada em território digital, longe dos campos de batalha mas com grande poderio destrutivo.
Veja os principais pontos do texto que causou polêmica em discussões que se esticaram por mais de 12 meses
Na medida em que todas as nossas informações e interações são transferidas para a Internet por smartphones, aplicativos e até pelo uso de lâmpadas, geladeiras e outros filhos da Internet das Coisas, a sociedade fica mais vulnerável a ataques tanto de criminosos quanto de governos mal intencionados. Ultimamente o conflito entre privacidade e segurança tem sido motivo de debate em diversos países democráticos. Até onde devemos deixar órgãos de investigação de um governos acessar nossos dados pessoais para nos proteger de terroristas e crimes que utilizam meios digitais? Até onde podemos confiar na capacidade destes governos de não abusarem deste poder prejudicando inocentes ou até transferindo informações pessoais para empresas e interessados? A resposta nunca é simples e no fim das contas qualquer decisão terá que incluir um cálculo de risco porque tanto a total abertura de acesso ou a manutenção da privacidade expõem a população a riscos desagradáveis. Por mais de 12 meses a Inglaterra discutiu uma proposta de lei que estipula novas regras para o alcance das investigações digitais. A proposta já foi aprovada por duas casas do parlamento e deve receber a chancela Real até o fim do ano se transformando em lei antes que o texto atual tenha sua validade expirada. Veja os principais pontos da lei:
1. Permissão para Hackers do governo: através de mandados judiciais, forças policiais e órgãos investigadores poderão hackear computadores, celulares e demais aparelhos para baixar informações ou até mesmo controle-los remotamente explorando vulnerabilidades em softwares.
2. Ataque em massa: Enquanto que o item acima vale para dentro e fora da Inglaterra, quando os hackers ingleses estiverem atuando fora do seu território nacional poderão optar por versões mais agressivas como hackear grandes quantidades de aparelhos de uma só vez explorando, por exemplo, todos os usuários de uma determinada localização geográfica.
3. Novo Comissário digital: Para minimizar a polêmica será criado um novo cargo de Comissário que irá presidir um departamento chamado IPC (Investigatory Powers Commissioner) que deverá aprovar os pedidos de investigação que incluam hacking e auditar o andamento destas investigações para coibir abusos.
4. Tudo que você fez nos últimos 12 meses: Provedores de acesso terão que armazenar tudo que você fez na Internet nos últimos 12 meses para permitir que investigadores consigam acessar seu histórico. Sempre por mandato judicial.
5. Agulha e palheiro: alguns dados dos investigados podem estar contidos em grandes bancos de dados de onde não é possível extrair informações específicas. Neste caso, o governo poderá capturar grandes quantidades de dados que incluam informações sobre pessoas que não estão sendo investigadas para dele extrair os dados especificamente necessários. Existem regras para como e por quanto tempos tais dados de terceiros podem ser mantidos.
O mundo está aprendendo sobre as ameaças digitais e as consequências de leis mais flexíveis ou mais rígidas. O maior desafio está no fato destas investigações acontecerem de forma sigilosa sem que os impactados saibam dos problemas que a invasão de privacidade podem causar para suas vidas mesmo quando são atingidos por tabela como no caso do item 5 acima. Interessados em transferir maior poder ao governo costumam salientar ataques terroristas e outros eventos de grande repercussão mas na prática são as milhares de pequenas e menos importantes investigações que podem causar transtorno às vidas de cidadãos inocentes. Seja qual for o nível de poder investigativo, haverão casos de vítimas por conta de pouca ou muita força na investigação. Será necessário passar por alguns anos pelas diversas formas como cada país está definindo suas leis para fazermos um balanço entre privacidade e segurança. Até lá o assunto continuará quente e polêmico.
A Harman possui sistemas de audio instaladas em mais de 25 milhões de carros.
A Harman é uma marca pouco conhecida mas já bem estabelecida no mercado de soluções de áudio. Ficou mais popular com marcas como JBL e Harman/Kardon. A empresa tem tido um foco maior no desenvolvimento de sistemas de áudio para automóveis e a Samsung enxergou aí uma oportunidade de esticar mais seus tentáculos neste setor. Com Apple e Google já mais avançados nas grandes mudanças que estão por vir em carros a Samsung vem realizando aquisições para não ficar para trás. A Harman pode ser uma boa porta de entrada para um sistema operacional que controle veículos ou parte de suas funções. No entanto, com os recentes incidentes do Note 7 é recomendável que a marca não faça muito barulho sobre seus avanços automobilísticos já que uma associação entre a combustão dos smartphones e um futuro veículo by Samsung é quase inevitável e definitivamente prejudicial. A compra da Harman inclui planos que ultrapassam o segmento de veículos. A empresa também desenvolve soluções corporativas e projetos da Internet das Coisas. Pelo acordo a Samsung pagaria um preço especial de U$112 sobre o atual preço de U$87.65 da empresa. Um total de U$8bi em cash para a compra que seria finalizada em meados de 2017. A Koreana está se movimentando no lado oriental do globo e ainda este ano aportou cerca de U$450 milhões em uma fabricante chinesa de carros elétricos.
Não é só no Brasil. Ao redor do mundo a política tem estado conturbada. Como serão os próximos anos e até onde tem dedo da tecnologia nesta mudança.
Em Janeiro deste ano a Wired (uma das principais publicações sobre inovação) listou entre suas previsões que este ano teríamos a primeira eleição norte-americana decidida no Facebook. Enquanto esperávamos para ver se a profecia se realizava uma série de situações sócio-políticas se desenrolaram ao redor do mundo. Aqui no Brasil temos bons e grandes exemplos. Uma presidente foi demitida, cidades como o Rio de Janeiro tiveram resultados inusitados em suas urnas e o Facebook se tornou uma insuportável plataforma de despejos de opiniões (algumas estruturadas e outras nada lógicas). Todos os grandes assuntos globais (como a migração de refugiados pela Europa) tomou de assalto a Internet multiplicando o impacto destes temas em escala nunca vista anteriormente. O artigo deste post referencia a descrença e a frustração do Vale do Silício com o resultado das eleições mas todas as bizarrices que assolam o planeta - na opinião do Pulsotech - têm sua origem em um processo de mudança que foi instalado pelas novas tecnologias, em destaque pelas redes sociais. Pelas crias do Vale.
O Facebook citado pela Wired parece já uma realidade antiga e muitos acreditam que já está ficando velho. A verdade, no entanto, é que somente nos últimos anos esta plataforma social se tornou um canal abrangente que atinge todas as faixas etárias e sociais ativas politicamente. Antes disso, o discurso e os debates de idéias eram administrados por alguns poucos canais de mídia de massa como as emissoras de TV e rádio. O mundo era populado por uma enormidade de visões, idéias e opiniões mas os canais de TV trabalhavam como um filtro para as lutas exibidas nos Coliseums humanos. Noticiários e programas de debates escolhiam os temas a serem confrontados e as possíveis discussões e posições eram filtradas pela disponibilidade de meios de massa. Quando a Internet trouxe o Facebook as mídias de massa perderam este oligopólio e de forma muito rápida as milhares de vozes que não conseguiam chegar aos programas de rádio, colunas de jornal e programas de TV encontraram um palco para se exibirem, se degladiarem e se aglutinarem. Hoje, alguém com uma ideologia minoritária consegue encontrar uma centena de pessoas alinhadas pela rede social e mesmo que o total agrupado represente bem menos que - por exemplo - os 200 milhões de brasileiros, estas pessoas se vêem respaldadas e incentivadas a gritar suas convicções de forma menos tímida que na época em que não chegavam aos palcos das grandes mídias. O resultado é uma gritaria infernal e um processo frágil de validação de conceitos sem nenhuma base lógica por trás. “The horror. The horror”.
Mas calma. Embora tenhamos uma (ou duas) década(s) extremamente conturbada(s) pela frente acredito que depois disso o mundo sairá mais maduro dessa guerra. Sim. Guerra. Enquanto que os conflitos bélicos anteriores tenham surgido de interesses políticos e comerciais a próxima Guerra Mundial poderá eclodir de uma bagunça digital hospedada pela Internet. E do mesmo jeito que a Guerra Fria poupou o uso efetivo de armamentos, esta nova guerra poderá usar mais cartuchos digitais que armas de fogo.
A situação é a seguinte: da noite para o dia a população mundial foi colocada num mesmo Coliseum com cada ser humano dotada de poderosos alto-falantes. Isso significa que todas as bizarrices que foram desenvolvidas nas cacholas humanas sem diálogo foram escancaradas para debate. Não tem como não terminar em caos. O que temos hoje é a ignorância humana (leia-se como “falta de informação” e não burrice, embora a última exista em abundância) sendo jogada de supetão no palco social e conflitando com outras posições sem um editor para organizar o debate. É a Democracia na pior forma elucidada por Benjamin Franklin. Todos falando ao mesmo tempo como se tivessem razão. Todos saídos de uma cultura onde o importante é impor sua idéia ou convencer o outro de que você está certo.
As empresas de tecnologias já entenderam a importância de se perceber que existe uma grande chance de que suas convicções estão erradas. Funcionários de grandes empresas como Google e Facebook são estimulados a expor suas idéias mesmo que elas não tenham muitos adeptos. Inclusive, segundo William Barnett (Stanford), uma idéia correta com poucos adeptos é mais valiosa que uma que ganha consenso imediato porque a primeira tem mais chances de ser inovadora, pioneira. Mas para essa cultura dar certo cada funcionário precisa aprender a ouvir, discordar e absorver opiniões opostas. Só esta troca permite que se chegue a um formato final onde a idéia inicial é devidamente lapidada para uma que tenha mais chances de sucesso. Ter razão é uma virtude despriorizada. O importante, inclusive para líderes, é se permitir ser questionado e questionar.
Mas embora esta cultura já exista no Vale ela ainda era uma realidade bem distante da sociedade global. Longe de inovador, o sistema ideológico vigente se baseava em estruturas como escolas e universidades cujos currículos são compostos de matérias prontas e inflexíveis com baixíssima velocidade de atualização. Conceitos formulados há décadas. Autores e livros antigos. Não existe uma plataforma de fácil acesso para testar estes conceitos no mundo real. As idéias são confirmadas por idéias. Os conceitos são solidificados e classificados como verdadeiros caso parecessem lógicos. Mas a própria matemática - mãe da lógica - reconhece a fragilidade de provas lógicas em brilhantes exposições como os Paradoxos de Zeno. A primeira regra de uma startup é que sua idéia, por mais lógica que seja, irá mudar quando a realidade bater à porta. O mesmo acontece para convicções sócio-políticas.
O caos do mundo hoje é que nos próximos anos as milhares de convicções políticas serão testadas ao mesmo tempo em diferentes partes do mundo. Milhares de pessoas se agruparão em torno de absurdos protegidos por discursos lógicos (ou até sem convicções ilógicas sustentadas por dissonância cognitiva) para conseguir implementar projetos e experimentar suas idéias. Com isso, teremos em um curto espaço de tempo o maior volume de fracassos da história da humanidade… e isso é bom.
Tomemos como exemplo nosso Brasil. Você pode concordar ou discordar com o projeto social do PT mas é inegável que ele terminou fracassado quando a Dilma sofreu impeachment. Alguns argumentariam que fracassou porque entre os objetivos sociais e o projeto de execução existia um abismo aniquilador. Outros argumentariam que a presidente não conseguiu se relacionar com o sistema para garantir a sobrevivência do projeto. De qualquer forma, o PT fracassou. E isso é bom. É bom porque saímos deste processo com uma melhor visão sobre a importância que a sociedade dá para projetos sociais e com um dever de casa de como realizar isso de forma realista e eficiente. Mas até que este aprendizado amadureça teremos muita gritaria e novos fracassos. O mesmo poderá acontecer nos EUA, em um extremo ideológico oposto. O recém eleito presidente Trump vai encontrar desafios enormes para cumprir com suas promessas e grandes fracassos virão pela frente. Vai ser difícil. Vai ser bem difícil. Mas se a ideologia do Vale do Silício estiver certa (pode não estar) estes erros levarão à reformulação de convicções não testadas e a uma avaliação do que é certo e do que funciona. O problema é que para aprender, o ser humano é obrigado a cometer o mesmo erro mais de uma vez. Até porque existem forças hábeis no processo de comunicação que se especializaram em dificultar o aprendizado jogando novas teorias infundadas para justificar o fracasso de teorias infundadas. O caos irá estimular a volta de ditaduras e alguns tentarão gritar mais alto para escapar da agonizante bagunça ideológica. Prepare os nervos porque o Facebook vai ficar mais irritante antes de melhorar.
Enfim. Nossa crença é de que em 10 ou 20 anos teremos uma sociedade global REALMENTE mais conectada. Não só pela Internet, mas por um maior alinhamento de convicções e idéias. Por uma maior vontade de ouvir. Por uma maior receptividade à critica. Isto porque todos nós passaremos por grandes erros quando nossas convicções forem postas à prova por políticos eleitos. Nesta guerra de idéias muita gente vai sofrer. Mais crises. Mais desemprego. Mais conflitos reais e digitais. Mas não se desespere. Depois da turbulência global teremos um mundo melhor. Apertem os cintos. Vai ser com emoção. E antes de apontar o dedo para os apoiadores de Trump, reconheça que em parte eles podem estar certo e você pode estar errado. É difícil, mas o diálogo não será aberto se um lado tem certeza absoluta de que está certo (e isso inclui o seu - ou nosso - lado).
PS: Esta é minha convicção. Fique à vontade para concordar, discordar e discutir.
A funcionalidade foi descoberta por jornalistas e o Facebook confirmou suas intenções neste terreno mais corporativo
Umas das grandes sacadas do LinkedIn foi abordar o mercado de redes sociais com um foco específico: carreiras. Enquanto ouras redes tentavam competir de frente com a força do Facebook o LinkedIn trilhou o caminho de empregos e relações comerciais com mais facilidade e liberdade tomando a liderança desta vertical. Mas agora o Facebook parece estar pensando em dar um passo em direção a este terreno explorado pelo LinkedIn. Jornalistas descobriram em páginas administradas por empresas no Face a opção de postar ofertas de emprego das instituições. Mesmo considerando que pode ser complicado misturar um relacionamento de marketing B2C destas páginas com tarefas corporativas como seleção e contratação, o fato do Face possuir 1,79 bilhões de usuários contra os 467 milhões do LinkedIn pode ampliar largamente as chances de captar candidatos para vagas. Por outro lado, para certas vagas de maior nível quantidade é um problema menor que qualidade e a enormidade de usuários do Face pode atrapalhar ao invés de ajudar. Além disso, considerando que o LinkedIn foi comprado pela Microsoft e Zuckerberg é um grande amigo e admirador de Bill Gates, é possível que a funcionalidade seja uma mera expansão do alcance das oportunidades administradas no LinkedIn inclusive com uma futura opção de usuários da rede de carreiras acionarem uma extensão para o Face quando postarem vagas no LinkedIn. O quanto a iniciativa será uma ameaça ou uma parceria para o LinkedIn será descoberto com o avanço do Face neste terreno corporativo mas como Zuckerberg já anunciou que pretende jogar toda a Internet para dentro da sua rede social não é errado pressupor que o projeto se torne uma dor de cabeça para o LinkedIn.
Uma lâmpada infectada pode espalhar o vírus tomando uma cidade inteira.
A Internet das Coisas vem se tornando uma realidade com mais objetos conectados sendo comprados por um público mais abrangente. Uma das incarnações mais recorrente da IoT está nas lâmpadas conectadas como as da marca Philips Hue. Estas lâmpadas recebem ordens para acender, apagar e mudar de cor através de uma base conectada à Internet. Mas enquanto mais pessoas aproveitam as vantagens de não se deslocar até interruptores, um lado mais sinistro da IoT é exposto por eventos como o hack que conseguiu instalar vírus do tipo worm em lâmpadas. Antes a Philips já havia assumido a possibilidade de hackers invadirem suas lâmpadas mas afirmavam que era preciso, antes, invadir a rede residencial e estar fisicamente na residência da pessoa. Mas os hackers conseguiram executar o hack a uma distância razoável de 350 metros. Primeiro tomara posse das lâmpadas usando uma van estacionada próxima à residência. Depois usaram um drone que sobrevoou as proximidades do terreno transmitindo o vírus remotamente. O código engana as lâmpadas forçando um update do firmware delas como se tivesse autoridade para isso. Este update carrega um vírus que não só pode executar tarefas como fazer a lâmpada piscar sem parar como também transforma a mesma em uma transmissora de vírus que pode contaminar outras lâmpadas próximas. Agora imagine se já estivéssemos avançados na era do IoT e a maioria das residências fosse equipadas com lâmpadas inteligentes. O vírus poderia passar de lâmpada para lâmpada, de vizinho para vizinho, de cidade para cidade. O resultado poderia ser uma dominação global das lâmpadas residenciais. Mais grave ainda é o fato do vírus bloquear novos updates de firmware impedindo que o problema seja corrigido por software. Como abrir fisicamente as lâmpadas para zerar o firmware é impossível as lâmpadas contaminadas nunca mais poderiam ser recuperadas.
O hack é assustador porque realiza o temor de termos nossas casas inutilizadas por vírus propagados por hackers. Imagine uma era onde tudo está conectado à Internet: geladeiras, máquinas de lavar roupa, portas, janelas etc. O estrago poder ser grande principalmente se o problema puder se espalhar como o worm que foi instalado nas lâmpadas da Philips. Por sorte os hackers que realizaram o feito são pesquisadores do bem e já passaram para a empresa todos os dados que ela precisa para corrigir a falha e evitar problemas futuros. A Philips já disponibilizou um update do firmware que aumenta a proteção contra este tipo de ataque.
Este episódio é um bom exemplo de como hackers podem ajudar a criar ambientes mais seguros possibilitando a evolução das tecnologias inovadoras em uma velocidade mais rápida. É praticamente impossível para uma empresa prever todas as formas de ataque que milhares de hackers podem exercer pelo mundo. Com isso, quando uma empresa lança um produto hackers do bem se empenham que quebrar barreiras de segurança para testar a proteção destes produtos ajudando empresas a encontrarem e corrigirem falhas. Ainda veremos muitos casos parecidos pela frente já que a Internet das Coisas ainda é está em sua infância. A Apple demorou um tempo para liberar o app Home do iOS que busca centralizar no sistema operacional o controle de objetos conectados justamente porque buscava protocolos de segurança mais confiáveis. As lâmpadas da Que foram obrigadas a lançar uma nova bridge (o aparelho de onde saem os comandos para as lâmpadas) para estar de acordo com as exigências da Apple e permitir que seus usuários possam pedir tarefas à Sriri como "apague todas as luzes da minha casa".