Você deveria ao menos, esperar que a sua irmã dissesse algo sobre isso.
Boatos são boatos, rei do tuts tuts, não quer dizer que sejam fatos, fique calmo.
Rei do tuts tuts, eu?
Tudo bem, talvez você esteja certa. Mas enfim como vai, Stella?
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Você deveria ao menos, esperar que a sua irmã dissesse algo sobre isso.
Boatos são boatos, rei do tuts tuts, não quer dizer que sejam fatos, fique calmo.
Rei do tuts tuts, eu?
Tudo bem, talvez você esteja certa. Mas enfim como vai, Stella?
Isso é um boato, Brian ? Bem, eu não acredito muito em boatos, boatos não são muito legais.
É o que está todo mundo vindo me dizer, algo que envolve também a parede de escaladas. Por isso estou tentando descobrir o que por deuses aconteceu.
Porque se alguém quiser algo com a minha irmã eu tenho que estar sabendo.
Por que alguma irmã sua estaria caindo em garotos ?
To tentando descobrir isso! Acredita nessas histórias, Stella? Não estou gostando nada disso, soube que era um filho de Hermes.
Ta... Alguém pode me explicar que história é essa da minha irmã ficar caindo em cima das pessoas?
Mas especificamente, em cima de meninos?
Que seu pai é o deus do vinho eu sei, mas e sua mãe, é dona da fábrica de miojo? Porque delícia, eu te faço ferver em três minutos!
Essa foi tão ruim, mano!
No meu coração tem uma vaga, deseja estacionar?
Eu não sou do tipo que só estaciona, eu faço moradia fixa. Então não me ofereça uma vaga quando eu posso querer um terreno inteiro. HA HA!
to ligada que voce curte um fio terra, hm.
Se pudesse estar em qualquer lugar agora, onde estaria?
Na casa dos meus avós.
Pessoa que mais te irrita no acampamento.
Complicado.... Serve a Allegra? Mas fora ela, ultimamente o Henry.
You are my weak point. // Brian & Georgie
Georgie sentia as mãos de Brian percorrem pelo seu corpo e os arrepios aumentando a cada toque do garoto em sua pele. Suas mãos passavam pela nuca do garoto seguindo então para as costas e depois seu abdômen definido, passando os dedos delicadamente por debaixo da blusa, tendo mais contato com a pele do menino. A garota não conseguia parar de beija-lo nem apenas por um segundo para recuperar o folego, o beijo estava tão intenso que por um impulso Georgie quis aproximar mais ainda seu corpo do de Brian, abraçando-o enquanto ele estava por cima dela. Escutou o sussurro do menino e imediatamente respondeu com outro sussurro ao ouvido dele. – Eu amo você também, garoto do vinho. – disse baixinho ao ouvido dele e então passou suas mãos em torno da cintura dele, puxando-o mais ainda para perto de si mesma. – E muito. – completou antes de voltar a colar seus lábios nos dele, beijando ferozmente, como se precisasse daquilo.
Os beijos de Brian pelo seu pescoço faziam os arrepios aumentarem e sua respiração aumentar, junto com seus batimentos cardíacos. A boca do garoto explorava completamente seu pescoço, o que causava um sentimento desconhecido em Georgie e ao ver o menino tendo dificuldades em desabotoar sua blusa, novamente por impulso Georgie ajudou-o, retirando sua própria blusa e jogando-a longe de ambos. Não percebeu, mas estava ali com o sutiã a mostra, porém não seria apenas ela a ficar sem blusa ali, de repente ficara tão quente o chalé. A filha de Deméter passou suas mãos novamente em torno da cintura de Brian, agarrando a ponta da blusa dele, puxando-a devagar, enquanto o garoto lhe beijava no busto. A velocidade do puxão da blusa aumentou e Georgie finalmente conseguiu tirar metade da blusa, e depois toda, com a ajuda do garoto. Sentou-se na cama, levando Brian junto consigo, desaproximando-se dele e então observando o físico do menino e sorrindo maliciosamente, seguindo do seu abdômen para os olhos do garoto. Georgie mordeu o lábio e aproximou-se novamente dele, sentando-se em seu colo, notando um volume extra nas calças do garoto. Passou suas mãos pelo tronco do filho de Dionísio e então o beijando na boca, descendo seus beijos pelo pescoço do garoto, e então descendo mais ainda para os ombros dele, fazendo-o deitar-se na cama como antes, apenas pelo detalhe dela estar por cima dessa vez. Desceu mais ainda seus beijos, chegando ao abdômen do garoto, após essa pequena animação, Georgie voltou a beija-lo ferozmente na boca, beijando-o tanto até ficar com os lábios um pouco dormentes.
Sua mão vagou pelo tronco do garoto, enquanto beijava-o e pousou sobre o cinto de sua calça, tentando tira-lo, mas não estava sendo tão fácil quanto à blusa do garoto. Só então que Georgie percebeu. Percebeu o que estava fazendo. Parou bruscamente o beijo, e assim com os movimentos de suas mãos no cinto de Brian. Georgie olhou Brian nos olhos, não sabia o que pensar muito menos o que falar. Ajeitou sua alça do sutiã que estava caída, e se afastou devagar do garoto, ainda sentada em cima dele. Sentia suas bochechas queimarem de vergonha. Mas o que ela estava fazendo? Georgie murmurou algumas palavras sem sentido e saiu de cima de Brian e sentando-se ao lado dele, porém de costas para o mesmo. Tinha tanta vergonha de olha-lo nos olhos agora. Pegou a blusa aos seus pés e vestiu-a, ainda com as bochechas vermelhas e sem falar uma sequer palavra.
Toda vez que Georgie passava os dedos suavemente sobre o abdômen do garoto de Dionísio ele sentia todos os pelos de seu corpo se eriçarem com o simples contato, era como se acontecesse uma descarga elétrica nele. Tudo vibrava em Brian com todas aquelas emoções, estava simplesmente extasiado com aquela situação. Estar com a menina ali, daquela forma era absurdamente excitante, sensual e delicado também, romântico. Brian beijou-a com mais vontade quando ela lhe respondeu que também o amava... Aquilo tudo o estava deixando louco em níveis que ele achou que nunca alcançaria. A cada toque que ela esboçava, a cada beijo e gesto era como se o impulsionasse a estar mais próximo e cada vez mais. Talvez tão próximo como nunca esteve de alguém. Ficou atento também a cada reação que a menina demonstrava com os seus toques, seus beijos. Enquanto a beijava podia escutar sua respiração pesada e sentir a própria igualmente ofegante, seus corações estavam tão acelerados que ele já não conseguia destingir um do outro.
Tudo facilitou quando a menina resolveu ajuda-lo a retirar sua blusa e poder vê-la sem tantos panos era inevitavelmente uma visão tentadora de mais, sexy de mais. Explorava o busto da menina com vontade, sugando, apertando, mordendo e beijando onde quer que suas mãos e boca estivessem. Sentiu as mãos da menina em sua cintura e pôde notar que ela também tentava se livrar de sua blusa. Nada mais justo, pensou ele. Deixando um sorriso cada vez mais malicioso brotar em seus lábios, afastou-se um pouco do corpo da menina e a ajudou a retirar o tecido leve que estava sobre ele. Sentiu-a puxando-o para sentar com ela na cama e Brian não a deteve, não conseguia pensar com a menor clareza e se naquele momento ela quisesse ir para o submundo, ele iria com ela. Riu abertamente de quando ela se afastou dele, analisando-o. Parando rapidamente e mordendo o próprio lábio inferior com a visão que ela também estava proporcionando a ele. Ela estava absurdamente linda como ele jamais a tinha visto desde que a conhecera, seu cabelo solto e levemente bagunçado pelos puxões que ele próprio tinha dado, uma cara inegavelmente safada o que o fazia ter vontade de beijá-la inteira, da cabeça aos pés, eternamente e pôde notar que se ela já era maravilhosa vestida com quanto menos roupa estivesse (somente na presença dele, óbvio!) ficava ainda mais estupenda. Quando ela sentou-se em seu colo ele não tinha como esconder o quanto estava excitado com toda aquela agitação, mas não se importou quanto a isso. Enquanto Georgie passava as mãos pelo seu tronco, o moreno postou as mãos sobre a cintura dela, apertando de forma mais selvagem e subindo as mãos pelas costas da menina, arranhando devagarinho. Correspondeu a beijo com vontade, mordendo e sugando o lábio inferior da menina em resposta a cara que ela tinha feito segundos antes enquanto o analisava, sentiu que ela agora o deitava novamente na cama, mas agora ela comandava, era ela quem estava por cima e ver aquela cena fez com que o volume em sua calça crescesse ainda mais. Sentiu-a descer os lábios por seu pescoço e ombros, fazendo-o arfar baixo, tentando controlar todo o tesão que sentia por ela. Mas quando ela desceu ainda mais chegando ao seu abdômen, Brian fechou os olhos absorvendo cada sensação e não conseguiu se conter, soltou um gemido baixo e rouco até sentir a boca dela sobre a sua novamente e a beijar tão desesperadamente como se sua vida dependesse daquilo, percebeu que a mão da menina estava sobre o cinto da sua calça e tendo dificuldades em se livrar dele. Maldito cinto, era tudo o que lhe passava a mente.
Até que bruscamente não sentiu mais os lábios da menina de Deméter sobre os seus e Brian abriu os olhos lentamente até conseguir encontrar o mínimo de foco em sua mente e notar o rosto assustado da namorada o encarando. Ele ainda não conseguia formular um pensamento plausível que explicasse a ruptura brusca das ações quando a menina simplesmente saiu de seu colo e sentou-se de costas pra ele, parecendo extremamente envergonhada, mas o garoto ainda não fazia idéia do porquê. Ficou parado olhando para as costas da menina, confuso por alguns segundos vendo-a vestir novamente a blusa e se perguntando o que teria feito de errado. Ergueu-se na cama, encostando as costas na cabeceira ainda olhando atentamente para a menina. Ele tinha ultrapassado algum limite sério, ok, isso ele tinha entendido. Respirou fundo clareando por completo a mente. – Desculpe. – Sussurrou baixinho, sua voz ainda meio rouca e falha pelos acontecimentos recentes. Passou delicadamente a mão sobre as costas já vestidas da menina temendo que ela recuasse ao simples gesto de carinho, mas não pôde se impedir de assim faze-lo. Puxou-a pela cintura, fazendo-a ainda de costas pra ele apoiar-se em seu peito. Ficou mexendo no cabelo da na menina pelo o que pareceu uns bons minutos, tentando faze-la se sentir melhor, mas também procurando acalmar-se cada vez mais. – Nós não fizemos nada de errado ok? Ninguém vai saber do que aconteceu aqui, prometo. – Falou baixinho e beijou o topo da cabeça da menina, demorando-se um pouco sentindo o perfume doce dos cabelos dela. – Acho que sabíamos que uma hora as coisas iam acabar ficando mais sérias, mas eu prometo que tudo vai acontecer ao seu tempo. Quando se sentir preparada e pronta. – Abraçou-a forte por trás, notando que ainda estava sem blusa e que talvez isso incomodasse a menina. Afastando-se rapidamente e procurando a blusa perdida, vestindo-a e voltando para a posição que estava.
And I'm about to break. | Brian & Marshall
Barulho nunca foi algo que incomodou Marshall. Pessoas falando, música alta, choros, gritos. Ele era capaz de abstrair qualquer barulho de sua mente com uma facilidade inimaginável. Mas aquelas vozes não. Não todas aquelas vozes perguntando pra ele o que eles tinham que fazer, aonde eles deveriam dormir, quem deveriam procurar, com quem deveriam falar. Deuses, ele sentia que seu cérebro estava girando num liquidificador entre todas aquelas vozes e demandas de garotas e garotos não reclamados, irmãos mais novos, irmãos mais velhos, irmãos da mesma idade. Onde é que estava a porra do conselheiro de cabine agora, hein?! Ficava enchendo o saco por causa da cama desarrumada, mas na hora que ele era realmente útil pra alguma coisa, sumia. Massageou as têmporas, enquanto andava pelo chalé de um lado para o outro, desviando dos semideuses encolhidos em seus espaços no chão. Sua cabeça estava tentando montar estratégias pra resolver o contingente populacional do Chalé 11, mas francamente, ele não era nenhum Einstein - Marshall, onde eu coloco isso? - Uma de suas irmãs mais novas que carregava um dos destroços queimados do chalé, com ajuda de algum outro garoto, perguntou. Ele deveria ter respondido algo do tipo “Por que é que está perguntando isso pra mim?”. Mas não, ele não o fez. Apenas parou por cinco segundos para pensar melhor e apontou para o lado de fora do chalé, onde havia uma pilha de destroços semelhantes.
Tinha que ficar de olho em alguns garotos que estavam na enfermaria, e outros que estavam de cama. Tinha que arrumar roupas novas, tênis, camas e outras coisas básicas para todos aqueles semideuses. Tinha que tirar todos aqueles pedaços de madeira queimada de dentro do chalé (pelo menos isso estava dando certo). Tinha que abrigar aquele monte de semideuses novos que chegavam como uma nuvem de gafanhotos e ele sinceramente não sabia mais pra quem rezar. Porra de deuses que não conseguiam manter suas calças no lugar. Estava irritado, estava frustrado e podia arriscar dizer que estava de mal humor. Marshall parou por um momento, para respirar. E fez a primeira coisa que veio em sua cabeça, assim que viu aquela pilha imensa de coisas queimadas num canto. Fotos, roupas, travesseiros, lençóis, armas. Todos já estavam distraídos com suas coisas novamente, mesmo. Chutou com toda a sua força um pedaço de madeira, e depois algo que já estava desfigurado demais pelas chamas pra ele tentar adivinhar. E continuou chutando, até que a pilha desmoronasse. Inferno. Inferno de pai, inferno de deuses idiotas egoístas - e ele queria mais do que tudo que eles pudessem ouvir seus pensamentos onde quer que estivessem.
Brian fez tudo como havia planejado em seu dia. Acordara cedo, tomara banho e se trocara, havia se preparado no dia anterior para fazer todas as atividades obrigatórias o mais rápido possível e iria ao chalé de Hermes, lá toda ajuda era pouca e ele queria ajudar. Os filhos de Hermes haviam ganhado a simpatia e, há quem percebesse, até o carinho do filho de Dionísio. Portanto prosseguiu com seus planos. Tomou um café da manhã reforçado, treinou umas três horas espada, meia hora com adagas e escalou um pouco na parede de escalada. Depois disso percebeu que estava cansado e achou melhor voltar ao seu chalé e tomar um bom banho antes de ir ao chalé 11. Depois de assim faze-lo colocou uma roupa qualquer no corpo e começou a se encaminhar para o seu destino.
Desconsiderando a forma decadente como estava o acampamento, com cada vez mais campistas, nenhum sendo reclamado, as bênçãos se esvaindo e a barreira mágica falhando o dia até que estava bonito. Não fazia aquele dia ensolarado de sempre, estava mais para apenas um dia normal em uma cidade qualquer. O que o lembrou de sua vida fora dali, seus avós... Não era a vida mais fácil do mundo, mas sentia saudade dos velhinhos. O pensamento o fez apressar o passo, precisava urgentemente encontrar algum campista conhecido que a conversar e lhe distrair daquele sentimento que agora lhe tomava o peito. Chegou à porta da cabana e seu sentimento não melhorou muito, tudo ali parecia o oposto do que era antes do suposto acidente. Ainda era um local caótico, isso com toda certeza, mas agora não da forma boa. Pareceu-lhe que tinham feito um grande avanço ao dia anterior quanto a tirar os destroços queimados, mas a situação ainda era feia. Estava começando a considerar a hipótese de emprestar sua cama a Lyra e dormir no chão, ao lado. Assim que foi entrar, percebeu que as pessoas ainda estavam muito atordoadas. Droga tinha crianças muito novas ali! Será que os deuses não podiam sequer colaborar? Eles eram seus filhos afinal! Brian não podia ficar com raiva, não tinha esse direito, pois não havia tempo, tinha coisas demais a se fazer, camas de mais para ajeitar. Por deuses, aquilo era uma verdadeira tragédia grega.
Brian levou a mão à nuca e respirou fundo, não iria deixar de forma alguma a fúria tomar conta de si ou o medo. Medo de que agora aqueles que ele amava corressem tamanho perigo. Caminhou por entre os campistas, a maioria tentando tornar o lugar decente outra vez e alguns outros estavam tão atordoados com a maldita história de eles próprios serem filhos de deuses e descobrirem isso enquanto o Olimpo simplesmente estava em greve era realmente algo complicado de se aceitar. Ajudou alguns com os destroços, conversou rapidamente com outros, distribuiu abraços rápidos e amigáveis para os seus já conhecidos e perguntou de Lyra para a maior parte deles, mas nenhum sequer a tinha visto por ali aquela hora. Enquanto caminhava de um lado a outro, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, escutou um barulho forte de algo sendo arremessado contra a parede. Procurou em volta de onde havia vindo o som apenas para ver um dos irmãos de Lyra chutando coisas, ele nunca tinha realmente parado para conversar com o garoto, mas ele sempre lhe pareceu ser do tipo de pessoa com que ele se daria bem. Caminhou devagar até o local e se apoiou em uma parede ainda limpa, observou o menino liberar sua raiva e quando ele parecia ter acabado, Brian respirou profundamente como se fosse ele que tivesse realizado a ação, aquilo de certa forma o tinha aliviado também. – As coisas não estão nada fáceis, não é? – Sua voz era baixa e ele olhava para o chão. – Acho que já me viu por aí, geralmente estou com seus irmãos, especialmente Lyra. Brian Grayson, prazer. – Seu olhar se voltou para o menino, olhando-o nos olhos. Fez questão de não dizer de quem era filho, não só por o garoto provavelmente já saber, mas como uma quase forma de protesto. – Acho que você precisa respirar um pouco. Quer dar uma volta? – Disse calmamente, imaginou que o menino só precisasse conversar e ele próprio sabia o quão ruim era a sensação de sentir só mágoa dentro de si.
You are my weak point. // Brian & Georgie
Georgie sorriu para Brian, achando aquele nervosismo dele sobre a sua brincadeirinha super fofo. – Tem razão, mas eu tenho que agradecer sim, mocinho. – falou ajeitando-se no colo do garoto, colando mais ainda seus corpos. – Afinal eu sou uma garota grata por ter um namorado como você, garoto do vinho. – Georgie sorriu e piscou, olhando de baixo para Brian, com os olhos brilhando, observando o sorriso de criança dele e como aquele sorriso combinava com ele e o fazia ficar ainda mais atraente. Considerava-se sortuda demais por ter alguém como Brian e não perderia de dizer obrigada, não seria nada ruim dizer obrigada para ele, nenhum incomodo. Sem falar que ela se sentiria mal por não dizer ao menos um “obrigada” para o filho de Dionísio, logo depois de tudo o que ele fizera por ela.
Mesmo que o garoto lhe dissesse para não se preocupar, ainda sim ficava um pouco receosa sobre essa história. Ela teria feito mesmo aquilo? Ainda não havia acreditado, era algo tão fora do comum e sem falar que fora a primeira vez que Georgie realmente ficou bêbada e comeu flor de lótus, mas mesmo assim, ainda não gostava nada do que havia feito no desconhecido. Pensou que seria uma sorte não lembrar quem ela havia dançando em volta, seria bastante constrangedor encontrar com o semideus andando por ai e lembrar-se de ter dançando em volta dele de forma sensual. Seria um mico e tanto. Georgie tentou retirar aqueles pensamentos da cabeça, que continuavam voltando e voltando, fazendo com que ela não se concentrasse no momento que estava tendo com Brian, porém voltando a si quando sentiu a mão do garoto pegar-lhe o queixo e beija-la. O beijo do filho de Dionísio era como um remédio, instantaneamente, a garota esquecia-se dos problemas e seu sorriso aparecia no rosto novamente.
Sentia como se estivesse aproveitado de Brian, porém acreditava mesmo que o garoto não havia se importado de cuidar dela quando ela estava completamente bêbada. Um alívio grande percorreu pelo seu corpo, sabendo que tinha Brian ao seu lado quando precisasse. Nunca tivera alguém que cuidasse dela, a não ser por suas meias-irmãs das quais sempre estavam ali. Georgie beijou-o com mais intensidade, lembrando-se de como gostava dele e de como poderia ficar ali para sempre, sem se importar com mais nada. Afastou seus lábios dos dele apenas um pouco para poder falar. – Desculpe. – sussurrou novamente antes de voltar a beija-lo.
Riu com a proposta do menino, imaginando de que ele realmente gostara do que ela fizera na noite da festa e dizendo a si mesma que ainda bem que havia feito aquilo, afinal ele teria gostado. – Sim, voltaremos a isto. – sua respiração começou a falhar com os beijos que o garoto lhe dava em sua nuca, passando suas mãos em torno do tronco do garoto, puxando sua blusa numa tentativa de aproxima-lo mais ainda. Sem querer, deixando-se levar pelo momento, Georgie deitou-se na cama, levando Brian junto consigo, sorrindo boba e dando-lhe mordidas na orelha dele, enquanto ele lhe beijava na altura do pescoço, fazendo os arrepios percorrer todo corpo da filha de Deméter. Levantou a cabeça do garoto, com delicadeza, aproximando o rosto do mesmo até o seu, demorando um pouco para beija-lo, deixando aquela vontade nele aumentar, como se estivesse provocando-o e só então depois de sorrir maliciosamente, finalmente colar seus lábios nos dele. Enquanto beijava-o intensamente, perguntava-se mentalmente porque não havia feito aquilo antes, porque não teria tido coragem de realmente fazer algo daquele tipo. Georgie sentia borboletas em seu estomago o tempo todo e aquela sensação era ótima.
Quando notou que a menina lhe olhava ficou preso pelo seu olhar, com um sorriso bobo no rosto. Os olhos castanhos da menina lhe hipnotizavam. – Não precisa agradecer, de verdade. Sou cheio de sérios problemas, garota da terra. – Disse, rindo para a namorada. Então ficou feliz quando ela retribuiu o beijo, mas revirou os olhos quando ela pediu desculpas e voltou a beijá-la com vontade. As mãos da menina passeavam pelo seu corpo, liberando ainda mais descargas elétricas em sua corrente sanguínea fazendo com que a beijasse e sorrisse enquanto o fazia. Quando Georgie o puxou para deitar-se na cama com ela, Brian manteve os lábios no pescoço da garota, mordendo, intensificando cada vez mais os beijos e chupões que dava por ali. Colou o corpo ao da filha de Deméter, sentindo todo seu corpo aquecer sob as roupas. Ela puxou seu rosto e ficou provocando, aquilo fazia o menino enlouquecer de uma forma digna de um filho do deus da loucura.
Quando ela finalmente o beijou, Brian sentiu toda sua atenção se focar naquele beijo, pressionou ainda mais seu corpo com o de Georgie, buscando ainda mais contato. Suas mãos foram da cintura da menina e passearam por boa parte da extensão do tronco dela, parando ligeiramente abaixo dos seios e desceram novamente para a coxa, apertando e acariciando durante todo o percurso sobre o corpo dela, mas segurando ainda mais firme sua coxa. Seus lábios colados nos da menina, mordendo, sugando, beijando. Quando os dois já estavam praticamente sem fôlego algum, Brian deixou sua boca descer e parar sobre o queixo da menina, depois sua garganta. Enquanto sua mão ainda apertava com vontade a perna, a outra subia e começava a se emaranhar no cabelo de Georgie, que ele soltou do rabo de cavalo, para que pudesse ter mais acesso a menina.
Seus beijos foram da garganta para a orelha. – Eu amo você. – Sussurrou baixo no ouvido dela, sua voz estava rouca de desejo pela menina. Desceu mais um pouco até chegar ao pescoço novamente e lá mordeu o máximo possível, beijou. Parecia que ia explodir de urgência por ela. Trilhou um caminho de beijos até o ombro esquerdo da menina, suas mãos agora a seguravam firmemente na cintura, mas o pano da blusa da menina agora o incomodava, ele necessitava de mais contato, de mais pele. Sem pensar exatamente no que fazia e realmente naquele momento estava impossível raciocinar com clareza suas mãos se dirigiram para os botões da blusa de Georgie. Enquanto tentava abrir a blusa da menina com uma certa dificuldade, seus lábios já estavam sobre o dela, beijando-a de forma feroz. Quando finalmente conseguiu se livrar dos primeiros botões, relevando o sutiã da garota e todo o seu busto. Brian voltou novamente os lábios para o ombro da menina, mordeu a área, mas mais forte do que planejara e parou quando se deu conta disso, beijando a área e rindo baixinho. Estava realmente fora de si. Sua atenção se voltou para o busto da garota, sem retirar o sutiã, começou a mordiscar a parte que ficava amostra e sem o pano. Seu corpo estava cada vez mais quente e ele queria cada vez mais se livrar daquelas roupas, das dela e as dele também. Para ele, naquele momento nada existia além dos dois.