tá sumido, gostoso
Eu? Que nada, tô sempre aí.
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@bleedinghenry-blog
tá sumido, gostoso
Eu? Que nada, tô sempre aí.
Tsc, tsc, tsc, vou me lembrar de sua falta de compromisso e falta de espírito esportivo. Sou Deusa, da discórdia, não da trapaça, eu já te expliquei o básico sobre mitologia…
Você… é, tem seu lugar, um espacinho, que está quase virando um quarto dos fundos com essas suas mancadas.
Éris, love, você é trapaceira. Quero dizer, usando técnicas de persuasão pra me fazer dizer mentiras, roubando no poker do departamento de Tecnologia da Informação... Qual é seu próximo passo, hein? Contar cartas em Las Vegas? Vender meu rim na deep web enquanto eu durmo?
Aw. Uma kitnet no coração de Éris Yronwood. Que mancadas? Eu sou um cara anti-mancadas. Nunca dei uma mancada na vida, pft.
Você realmente acha que eu vou dividir minha comida sem você lavar as mãos antes? Você acabou de colocar as mãos… nas calças.
Meu pa... Hm, quero dizer, qualquer região das minhas calças ou dentro das minhas calças é mais limpa que uma criança de doze anos. Quero dizer, crianças ficam rolando pelo chão, correndo no parquinho, pegando cocô na caixa de areia e achando que é brinquedo.
Eu disse que o seu zíper tá aberto!
Jesus cristo... Fechei. Obrigado pelo... Aviso.
Ei, tá comendo o que? Não costumo tirar doce de criancinha, mas a lanchonete do meu trabalho tava fechada e tô com uma fome...
Eu disse que tem uma certa pessoa que me deve alguns favores graças a uma certa aposta, mas eu não posso fazer a devida cobrança dos meus direitos sem me sentir culpada e… já mencionei também como eu odeio o fato de conseguir sair com vantagem de tudo?
Eu já me escondi até no banheiro químico pra você não me achar e eu vim comprar só um sanduíche inocente e você aparece... Éris, minha deusa.
Já mencionei o fato de que você sai com vantagem porque você é trapaceira?
E que bom que você se sente culpada. Isso me faz pensar que você ainda deve ter 1/8 do seu coraçãozinho.
Pera aí, você disse o que?
Henry Christopher Mason. A general moodboard.
somewhere to begin // @rebecca x henry
Rebecca estava atrasada. Ela sabia. Mas a culpa tinha sido do seu pai, que fizera inúmeras perguntas antes de finalmente a deixar sair de casa. Entendia a preocupação dele, afinal depois do susto que lhe dera quando não tinha o avisado antes que acabara por dormir na casa da sua amiga no outro dia, admitia que merecia ter ouvido alguns sermões. Mas não era como ela fosse fazer outra vez. — Pelo menos foi isso que disse para o tranquilizar mais. — Entrou no pub, e seus passos a levaram direto para o bar, onde avistou Henry. ”Oh god. Desculpa o atraso, Henry.” Começou, à guisa de um comprimento, se sentando na cadeira ao lado dele. "Meu pai ficou falando um monte de coisas e tal." Completou, fazendo um gesto displicente com as mãos. "Mas enfim." Sorriu de lado.
Antes de realmente ir fundo no mérito de viciado em trabalho, Henry saía com uma dezena de garotas por mês. Era quase que automático, ele chamava qualquer coisa viva para um encontro. Bem, elas gostavam dele, ele gostava delas, era divertido e que mal fazia flertar um pouco, certo? Mas já fazia algum tempo que não chamava ninguém para sair, o trabalho ocupava muito tempo. Quando conheceu Rebecca na cafeteria, olhando-a por cima de seu copo de café e seu bolinho de framboesa, Henry pensou que mal teria chamá-la pra sair. Henry chegou pontualmente no pub que haviam marcado, e estava quase achando que ia levar um bolo lá pelos trinta minutos de espera, quando Rebecca e sua cabeleira ruiva apareceram se desculpando - Não se preocupe. Aliás, conseguiu explicar para o seu pai que eu não sou nenhum tarado sequestrador? - Perguntou rindo e levantando uma sobrancelha.
in the darkest night hour I'll search through the crowd | @Heris
Não bastava toda a confusão, o susto que havia tomado com Ralph havia piorado toda a situação de estado de espírito de Éris. De qualquer modo, ele estava seguro agora, ela havia o deixado no local correto. E ela sentia muito por ele. Voltou para dentro do prédio. A exposição a aquele tipo de situação não era fácil de lidar, mas ela precisava continuar ajudando. Haviam muitas pessoas lá dentro ainda, e se um havia um corpo, poderiam haver mais.
Foi o mais cautelosa possível, tomou os caminhos que achou que fossem corretos, e assim avançava andares. Seu objetivo era chegar o mais perto que podia dos maiores focos, que eram os dormitórios ou laboratórios. Dependendo de onde estava, o fogo afetava com maior ou menor intensidade a situação. Parou num andar perto dos laboratórios, teria de avançar alguns corredores antes de chegar ao local exato; retirou o revólver que carregava consigo do cós da calça jeans. Se havia um corpo, poderiam haver outros. Se havia uma falha, havia um intruso. Avançou com cautela, e em alerta. Tudo parecia estranhamente limpo durante o percurso, até que ela finalmente achou algo suspeito. Eris viu uma silhueta de relance, encostada na parede da esquina que ela iria dobrar. Preparou-se. Observou novamente, mas muito rapidamente para poder reconhecê-lo, a intenção era apenas localizá-lo. E então, com agilidade e precisão ficou em posição central quanto ao espaço e a arma estava apontada diretamente para o alvo, ela poderia atirar antes mesmo que ele percebesse se fosse um intruso. Mas precisava ser cautelosa. Enquanto observava seu “alvo”, logo pode reconhecê-lo.
Seu coração saltou. Henry. Henry?
— Puta merda, Henry! – Exclamou, deixando a tensão que a dominava se esvair, baixou a arma e em seguida a guardou. Ela poderia fazer uma piadinha sobre como ele aparentava com aqueles trajes que usava, mas não era a hora. – Achei que você estivesse em casa, mas eu sempre esqueço que não sou a única que gosta de uma confusão. – Completou, aproximando-se.
Puta merda, Henry. Era um tipo de bordão dela quando estavam juntos. Qualquer coisa que ele dizia era "Puta merda, Henry!". Ele nunca havia ficado tão feliz de ter ouvido um desses - Nada mais sexy do que uma garota apontando um revólver pra você e quase explodindo seus miolos - Henry riu de nervoso, passando a mão pelos cabelos - Qual é o próximo passo? Você apontar uma AK-47 pro meus testículos? - Perguntou, tentando um pouco de alívio cômico para o momento. Ele era assim... Inadequado. O tipo de pessoa que perdia o amigo, mas não a piada. Se bem que nada cômico aliviaria a ideia de que a) alguém havia invadido a divisão e b) toda sua pesquisa havia sido destruída - Aliás, que tipo de agente sai de casa sem sua arma? Eu vou acabar morto um dia desses - Murmurou mais para si mesmo do que para Éris. Se estivesse vivo, seu pai com certeza lhe daria um enorme sermão sobre andar desarmado.
- E eu estava em casa, dormindo tranquilamente depois de comer um prato enorme de frango frito e assistir Battlestar Gallactica, mas aí me ligaram dizendo o que tinha acontecido e eu corri pra cá. Literalmente, como você pode ver - Apontou para seu pouco agradável visual, enquanto descolava-se da parede e endireitava-se - Você tá bem? Eu tava te procurando - Perguntou, colocando uma mão sobre o ombro dela. Definitivamente, ela sabia se cuidar. Ele nem sabia como tinha duvidado disso por um segundo.
and you know, we're on each other's team | Henry & Barbara
Ela estava cansada de ter que se revezar entre o consultório na Divisão, o laboratório e o que ela mantinha, em uma parte de Londres onde provavelmente não deveria sequer pisar. Os dias de Barbara eram tomados por vacinas, curativos e, no caso de algumas pessoas, até mesmo suturas. Quando estava inspirada demais, e o paciente era uma criança, ela tentava não fazer muito estrago enquanto administrava a morfina, induzindo-as ao sono para que pudesse usar seu poder nelas. Era errado, a loira tinha plena consciência disso, mas nunca conseguiu ver crianças sofrerem, e aquele era um defeito que tinha que erradicar, ou acabaria em uma situação extremamente perigosa. Murmurou um adeus para o secretário do lugar, saindo e rumando para o seu outro emprego, chamando um táxi para leva-la até a Sede da Divisão.
O sol já se escondia quando finalmente chegou ao lugar, subindo pelo elevador os incontáveis andares e trocando de roupa, assim que chegou aonde desejava. Suspirou, assim que viu que apenas Henry estava presente na saleta a qual o laboratório era localizado, e abriu a porta, sem se importar muito em ser delicada ou coisa parecida. O moreno estava parecendo um caco e Barbara também não estava se sentindo a mais brilhante alma da Divisão, naquele dia, mas sorriu para o parceiro, afinal não havia como não sorrir para Henry e o humor que ele possuía. “Eu já pedi para você parar de me chamar de boneca de plástico sem cérebro, Henry”, riu, revirando os olhos automaticamente. Ele saberia que ela estava brincando, não saberia? Negou com a cabeça. “Quer dizer, ela não tem cérebro e se eu for a Barbie, você seria o Ken, porque a gente sempre é visto junto no laboratório e tudo mais e… Eu vou ficar quieta”, fez uma careta, ciente de que estava falando demais, como sempre. “E sim, já está de noite. Você deveria andar um pouco, é sério. Ficar tanto tempo sentado faz mal pra saúde. Palavra de médica”, deu de ombros, aproximando-se da mesa onde os prontuários estavam e franzindo o cenho.
“Eu não acredito que já testaram mais vinte pessoas”, o tom entusiasmado era inegável. A loira realmente estava feliz com a confiança que a Divisão estava depositando não só nela, mas em Marie e Henry, que eram os chefes da divisão de pesquisas da organização. “Isso é incrível”, voltou seu olhar, provavelmente com algum brilho nos olhos, devido à excitação, para o parceiro, como se estivesse perguntando se aquilo era verdade ou não. Deixou a bolsa que levava cair no chão, pegando o prontuário mais próximo e todos os equipamentos que ela precisaria, para poder analisar as amostras. Sua alegria não conseguia ser contida nem pela visão escabrosa das amostras de fezes, urina e sangue que se apresentavam à sua frente, todas devidamente numeradas e repletas de informações. Barbara só conseguiu pensar em como a mãe se sentiria, se a vacina que ela, junto de Henry e Marie, estava desenvolvendo. Ela ficaria feliz, não? Levantou o olhar, virando a cadeira rotatória para o cientista. “Eu não deveria estar tão animada com isso, né?”, levantou uma das sobrancelhas, percebendo o cansaço do amigo, exatamente pela sua linguagem corporal, na qual Barbara não era lá muito boa, mas era óbvio que ele não estava bem. Levantou-se da cadeira, adquirindo uma pose mandona. “Henry Mason, quando foi a última vez que você comeu?”, ela sabia que estava parecendo uma mãe chata, mas não conseguia ver uma pessoa passando mal sem que se sentisse obrigada a cuidar dela.
- Você vai magoar os sentimentos da Barbie boneca desse jeito - Henry brincou, enquanto fazia algumas observações na borda do prontuário, sobre re-administrar algumas doses do medicamento e fazer alguns testes físicos. Seus lábios formaram um sorriso característico de quando Barbara se enrolava em alguma conversa entre os dois. Ele havia sido mais assim, um dia, do tipo que se enrolava com as palavras. Mas o tempo infelizmente o deixara bem cara de pau para a maioria das coisas - Eu posso ser o Ken. Barbie e Ken, os super gênios do laboratório - Ponderou, balançando a cabeça e rindo - O único mal é minha bunda ficar quadrada, o que eu acho sinceramente que está acontecendo - Resmungou, ajeitando-se na cadeira e jogando a caneta em cima da mesa - Sabia que eu deveria ter feito um seguro da minha bunda. Quero dizer, dizem que a Angelina Jolie fez um seguro pra boca dela, não seria tão estranho assim.
- Ah, minha deusa de laboratório, você não imagina a rapidez com que eles conseguem administrar medicação e enviar prontuários - Henry apontou para a pilha de arquivos já vista naquela semana, e suspirou: parcialmente alegre, parcialmente orgulhoso e completamente exausto. Mas era bom colher os frutos do trabalho, estavam começando a obter um padrão e isso significava que estavam perto de encontrar os compostos certos para as vacinas certas - É. É incrível - Henry assentiu, deixando-se admirar o trabalho por um instante. Isso era o futuro, isso era o avanço, isso era o que as pessoas se lembrariam em algumas décadas à frente - O que? Nãaao, é claro que deveria ficar feliz… Eu sou pago pra pesquisar, não pra reclamar, Barbie - Henry riu pelo nariz, tombando a cabeça no encosto da cadeira. Aí estava uma verdade. Ele poderia muito bem estar por aí sendo um agente de campo, fazendo academia ao invés de pesquisar. Mas ele escolhera estar ali. Ponderou sobre a pergunta dela. Quando é que havia sido, mesmo? Esfregou o rosto, tentando soar mais disposto, antes de responder - Uh… No café da manhã eu comi um sanduíche de queijo. Meio sanduíche de queijo, Nathan pegou a outra metade. Então… É, foi isso. Energético não conta, conta? Se contar, foram… 4 latinhas desde manhã.
Flashback; Blank Space · @Heris.
A resposta havia saído errada, se ela tivesse soltado uma risada juntamente as desculpas talvez, pudesse soar mais natural. Mas as palavras foram secas, rápidas, como um golpe de defesa que ela realizava quando sentia-se ameaçada, mesmo sabendo que existiam outros muitos melhores do que o que havia desferido contra seu oponente, e que não permitiriam que ela fosse golpeada novamente. Eris imediatamente sentiu-se envergonhada, apesar de não deixar transparecer através das expressões. Felizmente, o garoto mudou de assunto rapidamente, e seu desfalque na atenção que resultou na gafe que cometeu em relação ao anterior poderia ser esquecido, ao menos aparentemente. – Bolo, eu não sabia. – Eris deu um sorriso de lado; tomou um gole da bebida e o gosto pouco familiar não lhe agradou tanto quanto da última vez que havia tomado da mesma bebida, talvez fosse a diferença de marcas, quem entendia de bebidas alcoólicas costumava dizer que isso influenciava assim como na maioria das coisas. Eris gostaria de ter um champagne da mesma marca da qual tomou na primeira vez, ano novo de 2004 para 2005, eles estavam numa praia, Copacabana era o nome, ela ainda se lembrava bem. Havia surrupiado a taça de champagne da mãe que estava distraída com os fogos, não recebeu nenhuma bronca, mas também não bebeu mais do que dois goles do líquido. É, seria ótimo ter uma taça de champagne da mesma marca da qual ela havia tomado. – Mas ainda assim me parece surpreendentemente bom. – Acrescentou, depois de ficar certo tempo calada, deixando o silêncio sustentar-se. Eris nunca foi uma pessoa de comunicação fácil, não com alguém que diretamente lhe interessasse ou que não fosse sua mãe ou pai. Mas estava disposta a melhorar aquela questão, talvez a aproximação do garoto pudesse ajudá-la, já que ele seria uma das poucas pessoas que tinham uma idade próxima a ela e havia interessado-se em puxar algum assunto. Não que fosse um dos mais interessantes assuntos, mas ela estava satisfeita, ao menos não estava questionando sobre a falta de presença dos pais.
Assentiu para as outras colocações dele, quase soltou uma risada baixa, mas se conteve. Antes de cumprimentá-lo, Eris secou o mais sutilmente que pode o suor que se acumulava na palma de uma das mãos na barra do vestido preto, e logo em seguida apertou a mão dele, selando o cumprimento. – Eris Yronwood. – Informou de imediato. – É um prazer conhecê-lo, Henry. – Não sorriu novamente, mas ainda assim a expressão estava suavizada de um modo que transmitia algo mais distante da seriedade que ela carregava consigo. Permitiu-se analisa-lo discretamente. Henry parecia energético, talvez a bebida que tinha na mão o estava causando este tipo de comportamento nele, ela descobriria ao longo da conversa, se uma fosse conduzida. Notou também que a vermelhidão nas mãos e mesmo que ele parecesse estar se esforçando, ainda transparecia uma pista de cansaço. Ser observadora era uma das qualidades de Eris, e ela gostava de focar nos mínimos detalhes, criar suposições sobre eles. Questionava-se se ele poderia ter ido a uma missão, qual poderia ser a causa dos machucados se não esta. Eram peças do quebra-cabeças da vida de outra pessoa, e era seu passatempo desvendá-las as vezes. Muitas delas, ganhando grandes utilidades. Imaginou se desta vez seria uma das quais poderiam ser proveitosas.
Ela era uma pessoa engraçada, a garota. Principalmente por ser uma pessoa sozinha numa festa cheia daquela e na noite de Natal. Henry queria bombardeá-la com um milhão de perguntas, mas de acordo com sua mãe, isso seria muito inadequado e indiscreto. E Henry Mason agora prestador de serviços para a divisão não podia se dar ao luxo de ser inadequado ou indiscreto. Ponderou e resolveu guardar suas questões para si, antes de tomar mais um gole da bebida gelada - Bolo é sempre bom. Eu como muito, sabe? Talvez seja por isso que eu sou tão alto, comer é o melhor pra poder crescer e tudo mais, não? Enfim - Deu de ombros e deu outro gole - Gosta de champanhe? - Perguntou, apontando para a taça na mão da garota. Garota que aliás, ele não sabia se estava ou não tentando esconder seu desconforto. E se estava, estava o fazendo muito mal. Não precisava ser um gênio e nem muito observador para saber que a loira não era nada comunicativa. Uma pena para ela, porque Henry era irritantemente sociável - Eu não gosto muito - Observou, uma vez que ela não disse nada e formou-se um silêncio. E Henry odiava silêncios constrangedores. O rapaz tinha a teoria de que uma pessoa realmente era sua amiga de verdade quando o silêncio que caía entre vocês deixava de ser constrangedor e passava a ser confortável. Encontrara aquilo em pouquíssimas pessoas, talvez alguns minutos de conversa e a loira seria uma dessas.
Um pequeno sorriso formou-se em seus lábios quando ele ouviu-a rir. Melhor do que a expressão de desconforto de antes - Éris. Tipo a deusa da discórdia - Henry observou, sorrindo - Gostei - estendeu a mão e apertou a da garota, no cumprimento mais formal que o comum para alguém da idade dos dois. Mas francamente, não tinha nada de muito comum neles para a idade dos dois.
too cool for school | Sarah & Henry
Era em dias como aquele que Sarah tentava se recordar o por quê de ter largado a escola. Lembrava que nem ao menos havia tentando voltar a frequentá-la depois que seus pais morreram, pois estava decidida a passar todo o seu tempo treinando na Divisão e se preparando para se tornar uma agente perfeita, porém agora se perguntava se não deveria ter dado ao lugar uma segunda chance. Talvez ele nunca mais fosse ser divertido quanto era antes do acontecimento, talvez com o tempo ela fosse capaz de voltar a prestar atenção nas aulas e entender os conteúdos, mas agora era tarde demais para se arrepender por ter perdido essa parte de sua vida. Agora ela já era adulta e também não tinha interesse algum em cursar uma faculdade, afinal, que tipo de faculdade faria? A de Educação Física? De Artes? Porque seus maiores talentos sempre haviam sido na área das lutas e dos desenhos, como ela poderia cursar algo como Engenharia agora? E afinal, o que Sarah faria com um diploma se sabia que no final do dia sempre voltaria para a Divisão procurando por respostas sobre a morte de seus pais?
E, claro, não é como se a menina tivesse estado parada durante todos esses anos. Poderia não frequentar a escola e não ter a vida comum de todos os adolescentes, porém quando chegava em casa depois de um longo dia de treino, pegava um de seus inúmeros livros de estudo e os lia atentamente, tentando absorver tudo o que podia. Algumas vezes, se estava realmente animada sobre o assunto, pegava alguns livros de Barbara, aqueles de matérias mais avançadas, e os lia de noite com uma lanterna em baixo da coberta, enquanto escutava a irmã roncando na cama ao lado.
Mesmo que tivesse estudado mais do que a maior parte dos adolescentes, sempre houve uma matéria a qual Sarah era simplesmente incapaz de compreender. O pesadelo da menina, não muito diferente da maioria dos jovens, era a Química. Sarah era uma completa negação no assunto, pelo menos enquanto estava estudando sozinha.
Em uma tarde quando a menina foi até um dos laboratórios conversar com Barbara, não encontrou sua irmã em lugar algum. Viu Henry ali e aproveitou a oportunidade para lhe pedir ajuda. Sabia sobre o menino apenas o que Ben e Barbara haviam lhe contado, mas isso era o suficiente para lhe fazer ter certeza de que era uma boa pessoa e que iria ajudá-la. Naquele dia, Sarah lhe pediu para que ele passasse a ser algo como um professor particular de Química para ela. Ele poderia dar as aulas quando tivesse tempo e Sarah não poderia ficar mais feliz pela simples ideia de que finalmente talvez fosse entender a tão temida matéria.
Naquele dia depois do incêndio, no entanto, Sarah não pôde deixar de notar que Henry, apesar das piadinhas, não estava tão feliz quanto costumava estar. A menina deixou sua cabeça cair por sobre seus livros e resmungou baixinho enquanto tentava suprimir o riso. "Vou fingir que você não disse isso. Sério, pro seu próprio bem…" Quando levantou a cabeça novamente lhe lançou um sorriso que esperava ser um pouco mais animador. "E ah sim, claro muuuuito ansiosa. Por favor, não me diga que você vai me explicar de novo o que é a eletrólise ígnea do sei-lá-o-que porque eu já aceitei o fato de que isso é simplesmente impossível de se compreender." A ironia em sua voz era nítida, porém não deixava de ser engraçada. “Obrigada por ter aceitado vir me ajudar de novo. Gosto de estudar sozinha, mas tem uns assuntos que realmente…” Preferiu não terminar a frase por falta de adjetivos que fossem ruins o suficiente para descrever o que ela sentia e então abriu o livro, fechando-o novamente logo em seguida. "E ok, sei que esse é provavelmente um assunto sobre o qual você não quer conversar agora, mas… Como está o laboratório? Você perdeu muita coisa?" Sarah não tinha mais seu sorriso estampado no rosto, mas sim um semblante preocupado. Odiava a ideia de que tantas pessoas haviam perdido suas pesquisas e era a primeira vez que perguntava diretamente à um cientista sobre como ele estava se sentindo. A verdade é que estava um pouco temerosa sobre a resposta.
- Vamos lá, foi uma boa! E sempre funciona - Protestou. Uma coisa que havia aprendido na vida é que muitas garotas acham nerds interessantes. E além disso, quando são nerds e metidos a engraçadinhos, elas pareciam se interessar ainda mais. O que era ótimo para ele - Certo, podemos tentar outra coisa hoje. O que você quer aprender? - Perguntou, dando à ela a completa responsabilidade pela escolha da matéria. Talvez se ela escolhesse, entendesse melhor o conceito. Henry sinceramente não a culpava. Ele era apaixonado por Química, mas sabia que para Sarah, aquela matéria tinha exatamente o mesmo efeito que Artes tinha sobre ele. Então ele faria de tudo para ajudá-la - Não se preocupe. Estudar Química e ainda ficar sozinho numa sala com a agente mais gata desse lugar? É um prazer - Brincou, piscando para ela.
Inadequado. Quando Henry tinha 13 anos, sua mãe, durante um longo e chato jantar com outros agentes da divisão fez a descrição perfeita de seu filho durante um sermão tão longo e tão chato quanto aquele jantar: "Henry Christopher Mason, isso é hora pra se fazer piada?! Você é um garotinho muito inadequado!". Era isso que ele era, inadequado. A única coisa que Henry levava a sério era o campo acadêmico de sua vida, e olhe lá. Ele perdia o amigo, a namorada, e talvez até o emprego, mas não perdia a piada. Ele era insuportavelmente engraçadinho. As pessoas tentavam procurar uma razão naquilo, alguma coisa que só Freud explicaria... Mas era muito mais simples. Ele apenas era alérgico a seriedade. Quando seu pai morreu, Henry parecia um comediante de stand up de quinta categoria. Era seu próprio jeito de lidar com a situação. Mas ele parecia não convencer ninguém de que estava bem. O que era mais ou menos como estava parecendo naquele momento - Ah, o de sempre. Algumas coisas queimadas, derretidas, carbonizadas... - Deu de ombros, como se não fosse nada demais. Forçou um sorriso fraco e deu um suspiro discreto, exausto - Perdemos tudo. Perdemos até a cópia de segurança. O que temos é o que Marie, Barbara e eu sabemos de cabeça. Nenhum registro escrito, nenhum prontuário dos testes - Queria tentar explicar para Sarah exatamente a dimensão do que havia ocorrido, porque ninguém parecia entender o que aquilo realmente significava - Já ouviu a história de Orfeu? Long story short, a esposa dele, Eurídice, morreu. E ele resolveu tirar ela do reino dos mortos. Então, Orfeu fez um caminho sofrido até a terra dos mortos, enfrentando monstros e um monte de desgraças por aí. E lá, Hades, deus dos mortos, resolveu dar a oportunidade de trazer sua esposa de volta. Com a condição de que Orfeu não olhasse para ela até estar no reino dos vivos novamente. Quase na porta, ele olhou pra trás rapidinho, só pra ter certeza de que ela estava vindo atrás de ele. E aí Hades viu que ele quebrou o trato, tomou-a de volta e Orfeu entrou numa profunda depressão e blábláblá. Analogamente, o departamento de pesquisas é o Orfeu, a pesquisa é a Eurídice e Hades é quem quer que destruiu tudo - Henry suspirou - Desculpa, não sou bom com palavras. Sou de exatas. O que eu quero dizer é que estávamos quase lá, muito perto de descobrir o que precisávamos sobre a vacina. E então... Eles acabaram com tudo. Eu estou... - Refletiu sobre a palavra certa para completar, e então, terminou - Frustrado.
irmãzinha? #nope
Eu sou o mais velho, eu tenho o direito de ser o irmãozão. Deal with it.
e agr que queimaram td os materiais lá? como vai ser?
Depois de um tratamento com psiquiatras de primeira linha, nós da área de pesquisa vamos passar por um intenso tratamento para superar o transtorno do estresse pós traumático causado. Ok, brincadeirinha...
Enfim, eu não faço a menor ideia do que vamos fazer. A divisão tá reconstruindo os laboratórios onde a pesquisa tava, enquanto isso temos que nos virar com o que tem. E temos pouco mais que absolutamente nada. Então é rezar por um milagre ou começar do zero.
eu ia pedir pra vc falar no meu ouvido mas tenho medo que grite
Eu, gritar? Que nada...
STAR WARS WIN!
quero ver seu sabre de luz, deixa?
Se eu tivesse um. Aliás, sabres de luz são bobos. Mas, você pode dar uma olhada no meu phaser sempre que quiser.