Philippe Zhèng. 28 anos. Ex-Slytherin. Pure-Blood.
“In the madness and soil of that sad earthly scene, only then I am human, only then I am clean.”
「Biografia」
Na região do Extremo Oriente, um sobrenome corria por aquelas terras em termos de magia; formando uma cadeia de família como as que reinavam na Grã-Bretanha e constituíam o número seleto de purebloods da comunidade bruxa. Diferente dos Lestrange ou dos Black, a família em questão, que era responsável por dominar a Republica Chinesa, era a dinastia Zhèng.
De berços semelhantes e sempre em território oriental, os Zhèng eram uma família de puro sangue conhecida pelo casamento não somente restrito com indivíduos de mesma pureza, mas, sobretudo, de descendência asiática, de modo que todos seus integrantes possuíam os traços típicos de tal nacionalidade e sempre em território chinês. Uma regra que seguia inquebrada pelos séculos conseguintes desde o primeiro casamento do primeiro imperador Zhèng e sua mulher purista; que mais tarde daria lugar à cadeia nobre da comunidade bruxa oriental.
Como era de se esperar, cada integrante nascido sob o sobrenome Zhèng seguia as especificações centenárias, mantendo viva a tradição oriental e, acima de tudo, o sangue puro. Contudo, o cumprimento quase tirano daquela restricidade certamente não duraria tantos outros séculos com a ramificação bruxa crescendo no mundo, e a responsabilidade por quebrar o pacto oriental começara nas mãos de Fēifēi Zhèng.
Filha de um dos mais respeitados senhores Zhèng, de uma ramificação bem conhecida em território chinês, Fei era a filha mais nova de três irmãs puristas; condenada à seguir as regras de sua família e casar-se com algum puro-sangue chinês que lhe seria designado assim que completasse seus dezoito anos. Como era de se esperar para uma rebelde dentro de uma dinastia, Fei refutava aquilo por completo, planejando seu escape enquanto assistia as irmãs mais velhas consumarem seus casamentos arranjados; perpetuando os costumes da família.
Com a passagem dos anos e a proximidade com seu aniversário, Fēifēi não sabia ao certo como fugir de seu destino, até que a oportunidade se fizera. Em uma viagem à França para acordos com uma família purista local, os Zhèng da província de Taizhou deixaram o território oriental em conjunto para passar um período na Europa, aprimorando os acordos de exportação. Fei naturalmente acompanhara os pais e irmãs na viagem e tudo parecia aborrecidamente chato até que, no meio da outra família, a moça encontrara uma distração muito melhor do que aprender bordagens para seu desconhecido marido arranjado. Atendendo por um nome francês e um sotaque impecável, sua distração se apresentara como o filho mais velho da família francesa com a qual os Zhèng faziam negócios; um caso de atração mútua e definitiva no instante em que ambos puseram o olhar no outro. Apaixonada pelo francês e decidida à cabular seu destino, Fēifēi passara a se encontrar com Adrien escondido de sua família e da dele por todo o tempo que a viagem à França durara. Quando o último dia do mês chegara e a partida de volta à China se fizera presente, o casal decidiu deixar seus familiares para trás e, assim, fugiram juntos. Considerando-se traído e envergonhado, o pai da garota cortou-a da lista de herdeiros dos Zhèng e voltou para o Oriente deixando-a para trás.
Livre de suas obrigações, Fei passara a viver com o rapaz na Europa, protegidos pela família purista (mas não tão rígida) de Adrien, sem uma união consumada de fato até que, algum tempo depois, o primogênito nascesse. Em terras francesas e mantendo o sobrenome da família numa decisão de Fei para envergonhar a tradição oriental, Philippe Zhèng nascera com os traços da mãe, porém, evidentemente fruto mestiço de duas famílias de puro sangue.
De seu nascimento à infância, Philippe se mostrou um garoto ativo. Astuto e rebelde (traços herdados da mãe), aprendera desde cedo à burlar regras e fazer as coisas de seu modo, levando o orgulho do sangue puro como herança de ambos os progenitores, e sendo encorajado à nunca se dobrar às vontades de ninguém; mas, sim, manter sua classe. Quando completara a idade bruxa (e estando em território britânico devido à uma mudança da família), o garoto de onze anos recebeu sua carta de Hogwarts; instituição para a qual a família resolveu lhe mandar para que aprendesse a lidar com suas habilidades e a sede palpável por reconhecimento.
Dentro do castelo, Philippe se tornou um integrante da Sonserina quase instantaneamente, no entanto, jamais se aliara à nenhum grupo das trevas simplesmente porque não dava a mínima para outra pessoa ascendendo além dele. Determinado, o garoto encontrou seu maior interesse nas aulas de Alquimia, onde a ligação com sua bagagem cultural oriental e as promessas de poder, que a busca pela transformação de elementos da matéria possuía, captaram o sonserino por completo. Hedonista, acabou a escola com o diploma e a sede por tornar-se um alquimista e pesquisador da área, apenas voltando para a França para avisar os pais de sua decisão e, logo após, sumir no mundo.
Com o passar dos anos e todos os destinos onde estivera, Philippe tornou-se um homem ainda mais decidido, buscando contatos em toda a Europa que lhe levassem a entender mais dos princípios e elixires almejados, até que, em uma das viagens, acabasse pisando em solo asiático. E somente quando visitara a província de sua mãe, pouco ciente de toda a história por detrás de seu sobrenome, o então rapaz descobriu toda a ligação da família purista; agora afetada pela série de fugas e casamentos disseminados entre culturas (ainda que mantendo a tradição de serem matrimônios entre indivíduos de puro sangue). Estupefato com tantas descobertas e o peso de um nome que carregava, Philippe voltou para a França apenas para comunicar-se com a mãe. E descobrir, após anos de uma doença terminal escondida, ter-se transformado em órfão materno.
Apesar da história de Adrien com Fēifēi, Philippe não pudera descobrir tanto da família da mãe com o progenitor e, assim, voltou às suas andanças pelo mundo; acumulando conhecimento e habilidades até que, em uma das cartas recebidas em estadias prolongadas em estabelecimentos da Grã-Bretanha, notasse um convite para ocupar o cargo de Professor de Alquimia em sua velha escola bruxa; dado à falta de profissionais ou mesmo interessados na área. Sem pensar duas vezes, e visando obter informações dos boatos da ligação de Dumbledore com Alquimia (tal como matar a certa saudade que tinha do lugar), Philippe juntou seus pertences e se mandou de volta para o Castelo.
「Personalidade」
Acima de tudo, Philippe é um rapaz charmoso e conservador quanto à sua vida privada. Nunca cita sua ligação com a família da mãe ou mesmo as origens além do que possam saber de seu sobrenome, buscando apenas manter-se fora do foco de tradições maçantes. Mesmo após acabar a escola, o espírito sonserino mantém-se vivo em sua personalidade. Philippe é ambicioso, dissimulado e ligeiramente mal humorado; bem como orgulhoso de seu puro sangue e incapaz de conter desgosto ou sarcasmo em suas palavras. Ainda um tanto sagaz e inconsequente quanto ao lado hedonista que busca satisfazer seus desejos (desprezando regras que não lhe favoreçam), procura fugir um pouco da imagem antiquada e banal que um professor deveria possuir. Jamais admite, mas seu ego sempre foi, e continua sendo, seu pior inimigo.
「Headcanons」
Sua relação com a mãe nunca foi muito boa, no entanto, Philippe sempre nutriu uma grande admiração por Fēifēi, ainda que se negue a admitir tal fato até hoje. Foi com ela que aprendeu grande parte dos costumes aristocratas de como portar-se com classe em situações; além de desenvolver habilidades com instrumentos, como o piano que o homem é capaz de tocar com maestria.
A escolha da profissão viera da sede do sino-francês por poder. Philippe é extremamente curioso, e desde que se entende por pessoa, procura meios de desvendar os mistérios da Alquimia. Ao se tornar professor, sua obsessão apenas tornou-se mais forte, e o homem aproveitou a vida no castelo para enriquecer seus conhecimentos, almejando um dia tornar-se um alquimista reconhecido. Mesmo detestando lidar com estudantes das mais variadas classes sanguíneas, encontra alguma satisfação no magistério que pratica, e não é capaz de enxergar-se fazendo outra coisa tão depressa, visto seu desejo de aproveitar a experiência para ganhos pessoais ao máximo.
Durante seus anos em Hogwarts, Philippe tornou-se amigo de Rosalie Parkinson, uma purista do mesmo ano e casa que logo se tornou o equivalente a sua melhor amiga. Eram inseparáveis e partilhavam os mesmos ideais, porém, além daquela conexão, houve o acréscimo de uma nova figura: Caitlin, a prima de Rosalie. De origem trouxa, Phil via a ruiva como sua principal alvo de bullying, sempre caçoando de sua origem ou personalidade desastrada, tudo para esconder o fato de que nutria uma atração absurda pela lufana. Durante uma noite em um jantar promovido por Rosalie, o abuso de álcool e uma pequena briga levou Cait e Philippe a se descontrolarem, acabando aquilo em um dos quartos da casa. Na manhã seguinte, assustado pelo que havia ocorrido e sobretudo pela gama de sentimentos que Caitlin havia despertado em si, o rapaz decidiu agir como se nada tivesse ocorrido, afastando-se de imediato e passando os anos seguintes acusando a Parkinson de mentir sobre o evento, porém também criando uma distância absurda entre ela, que diminuíra até mesmo a incidência anterior de seus insultos, somente para esconder o que sentia. Seu comportamento desentendido durou até a graduação, quando Zhèng deixou a escola, porém manteve a memória da ruiva em sua mente, mesmo mais de dez anos depois daquela única noite.
「Origens」
Local de Nascimento: Paris, France.
Pais: Adrien Lumière e Fēifēi Zhèng.
Philippe é professor de Alquimia em Hogwarts. Seu FC é Godfrey Gao e sua player a Mandy.














