not willing to obey | pov
Após dispensar o almoço, Francine saiu de casa para seguir caminho para a faculdade. Claro que foi até lá acompanhada já que estava aterrorizada demais pra fazer as coisas por conta.. não que já tenha dado o braço a torcer pra dizer que estava assustada. -- Não preciso que leve minha pasta, não sou aleijada -- disse para seu novo motorista. Ele era, na verdade, muito prestativo, mas não era do feitio de Fran elogiar os empregados assim de primeira, sem mais nem menos. Ele era apenas a carona e a escolta dela, nada especial demais, outro que ela gostava de pisar. Estacionaram dentro da faculdade e Murphy (que era o nome do serviçal) a acompanhou até a secretaria da universidade. Foi coisa rápida para resolver o destrancamento da matricula da loira, que voltaria a cursar moda, sem motivo aparente.
Não é preciso dizer que a garota tremia um pouco ao voltar a andar por aqueles corredores, ignorando a tarefa que Blue Murder havia passado, tentando ser corajosa, mas apenas Murphy estava ciente da negligência da loira.. certo? Ela engoliu em seco. Talvez precisasse ver o namorado-- é, sem dúvida-- abraçar ele de novo, se sentir livre de um jeito que só ele conseguia fazer ela sentir. Mas a noite que teve semanas atrás, ao lado de um certo drogado da cidade que não era o cara com quem ela estava comprometida, não permitia que ela procurasse por seu amado do jeito que costumava antes. Ela temia que Qiang descobrisse. A garota soube disfarçar no começo, mas, agora, o terror que sentia estava subindo em suas entranhas. Aquilo podia dar merda e uma das grandes. Se alguém descobrisse.. se alguém usasse essa informação..
-- Não é da sua conta, Murphy -- seus olhos azuis eram frios conforme ela respondia à pergunta preocupada do serviçal. Ela estava mais que satisfeita que o outro se preocupava com seu bem estar, mas havia algo chamado espaço pessoal e segredos que ela nunca seria idiota de compartilhar, ela tinha um cérebro e usava muito bem -- e eu não vou fazer o que um anônimo em um jornal tenta nos obrigar a fazer -- disse, ao ouvir o alerta do outro. Ele não parecia temer o assassino. -- você é do tamanho de uma muralha, é motorista muito bem pago e meu guarda-costas. não tem que se borrar -- a garota disse, antes de girar o corpo e voltar a andar. Havia ainda essa sensação em seu estômago, em seu âmago, que não deveria estar agindo assim. Mas a loira pecou no momento que parou de ouvir seus instintos.