Logo hoje, de todos os dias, de todas as manhãs possíveis, logo hoje. Depois de dias chuvosos, em um solidão que aperta, hoje chego aqui. No dia que disse não, aquele que eu achei que nunca chegaria. O dia que você me ofereceu o retorno pelas noites sozinhas, pelas lágrimas, pelos gritos calados chamando teu nome. Hoje eu disse não. Não por você, mas por mim. Coisa que eu achei que nem fosse capaz de fazer. Coisa que fiz porque sei que não somos capazes. Sabemos desculpar, mas não conhecemos o perdão e isso nos segue com um peso que termina em choro numa cama já não mais quente. Logo hoje eu vejo aqui tudo que esperava, tudo o que não fiz e o que fiz, sem querer, as vezes sem saber ou medir. E mais uma vez sou eu por eu, mais consciente, mais capaz, não tão sozinha assim, mas tinha que ser logo hoje? Justamente pra mim que acredito em ciclos, missões e sinais fica mais dolorido, um roxo recém feito, ainda meio esverdeado, magoado...
Existe coisa pior do que abrir mão dos sonhos?














