Desejamos boas vindas a RAMIR VAHDET SADIK ao Acampamento Meio-sangue! O poder da névoa faz com que o semideus seja confundido com EMRE BEY, mas não se deixe levar pelas aparências. No auge dos seus 28 ANOS a prole de HADES ainda precisa aprender a controlar seu temperamento RECLUSO e desenvolver ainda mais sua BONDADE, esperamos que sua estadia no acampamento permita essa evolução. Se acomode no CHALÉ 13, treine bem, não esqueça de escovar os dentes e tente não ser morto!
+ esforçado + carinhoso - pessimista - tímido. 29.09. libra. cisgênero masculino. demisexual e demiromantic.
Desde tenra idade, Ramir mostrava-se como uma figura quieta. Morava em Antalia, na Turquia, com seus pais e sua irmã mais velha. Fruto de uma aventura de Nehir em uma noite após uma briga com seu marido. Emir sempre soube que a criança que nasceu nove meses após aquele dia, não era dele. A semelhança com a mãe era inegável, mas não havia nada dele no pequeno Ramir. Os olhos verdes, o cabelo escuro, nada se assemelhava com seus olhos escuros e cabelo loiro, como a filha mais velha fazia.
Isso não lhe impediu de amar a criança, ainda mais que Nehir sequer sabia quem era o homem com quem tivera a aventura rápida e descuidada. O menino tinha uma personalidade forte, apesar de ser tão quieto, suas opiniões eram firmes e bem decididas, raramente mudava de posição por influência de terceiros, exceto pelos pais ou a irmã. Na escola quase não tinha amigos e isso não parecia mudar conforme os anos se passavam. Fosse porque preferia estar na companhia dos livros ou porque tinha uma pequena dificuldade de ouvir. Ramir nasceu com deficiência auditiva e embora usasse aparelhos para auxiliar na ampliação dos sons, quase sempre os matinha desligado; como nenhuma criança sabia linguagens de sinais, escolhia ficar mais afastado.
Quando Ramir passou a ligar os aparelhos em casa e alegar que tinha feito alguns amigos após uma ida ao parque com a irmã, seus pais ficaram felizes com o desenvolvimento. O que não esperavam é que, apenas alguns dias depois, começassem a notar algumas diferenças mais significativas no comportamento da criança. Ele não apenas começou a falar sozinho, mas às vezes assinava para conversar com os tais amigos. Rapidamente os pais presumiram que a criança solitária criara para si amigos imaginários e não se importaram com essa peculiaridade do pequeno, desde que ele mantivesse essas conversas apenas em casa. O que não aconteceu. Na escola, na rua, em qualquer lugar que fosse, Ramir seguia conversando com os tais amigos. Quando finalmente confrontado, ele explicou que as pessoas não podiam ver seus amigos pois eles tinham morrido há muito tempo, que nem todo mundo podia vê-los porque eles eram especiais.
Assustados, seus pais tentaram distribuir castigos para o menino na tentativa de fazê-lo para com aquelas brincadeiras, mas quanto mais o castigavam, mais coisas estranhas aconteciam dentro de casa. Vidros quebrados, portas abrindo sozinhas, torneiras sendo deixadas abertas… todos esses incidentes, segundo Ramir, eram feitos pelos seus amigos na tentativa de defendê-lo. Tinha apenas dez anos quando foi enviado para um hospital psiquiátrico, onde passou três anos enfrentando alguns tratamentos não convencionais que entorpeciam seus sentidos e lhe deixavam confuso. Aprendeu a ignorar a presença dos fantasmas que antes chamava de amigos, quanto mais falasse com eles, mais severos eram os tratamentos e remédios, afinal.
Seu tormento teve um fim apenas quando um dos médicos alegou que iria levá-lo para um lugar mais adequado, seria transferido? Aquele médico em questão era gentil consigo, parecia acreditar no que ele dizia. Mas o homem deveria ser mais louco do que ele próprio, considerando que disse que iria lhe levar pelas sombras e que um anel lhe guiaria pelo caminho certo para encontrar alguém que lhe ajudaria a chegar em sua nova casa. Ramir não tinha muito o que perder e, além do mais, talvez fosse apenas mais uma alucinação causada pelos remédios, isso não seria novidade. Aceitou a proposta do médico e quando foi ordenado que fechasse os olhos, o adolescente o fez. Quando voltou a erguer as pálpebras para abrir os olhos, estava em uma floresta. Sua medicação deveria ter sido aplicada em uma dosagem mais forte, tinha certeza. Enquanto caminhava, o desejo que sentia dentro de si parecia realmente lhe guiar para um destino em específico, mas não via ninguém enquanto andava por entre as árvores.
Uma vontade desconhecida lhe impulsionava a seguir um determinado caminho por entre as árvores até que encontrasse um grupo de quatro adolescentes. Esses jovens faziam ronda no entorno do acampamento meio-sangue e lhe levaram para dentro das fronteiras protegidas quando Ramir contou como chegou até ali. O seu espanto foi grande quando foi reclamado por Hades assim que pisou no acampamento. Ele era filho de um deus, o homem que lhe ajudou provavelmente era seu pai.
BENÇÃO/MALDIÇÃO
Não tem.
PODERES E HABILIDADES
AMIGO DOS MORTOS: Ramir é capaz de ver e falar com espíritos, fantasmas que estão presos nesse plano ou que não querem ir para o Hades com medo do julgamento. Ele não os controla, apenas consegue conversar com estes seres.
UMBRACINESE: Capacidade de viajar pelas sombras. Essa habilidade exige muito de si e Ramir sempre anda com ambrosia no bolso para recarregar suas forças quando precisa fazer uso disso nas missões.
GEOCINESE: Consegue controlar rochas, abrir fissuras no solo, erguer muros para proteção, causar pequenos tremores. Em batalha, é uma habilidade que requer muita concentração, então ele não costuma usar até que seja extremamente necessário.
ARSENAL
Um anel de caveira que rapidamente se transforma em uma espada quando Ramir fecha o punho com força. Foi o anel que seu pai lhe deu e é capaz de lhe guiar até o acamamento não importa o quão distante esteja. A lâmina da espada é de ferro estígio e banhada no Rio Lete, sendo assim, se algum semideus é ferido com ela, as memórias podem ser alteradas ou removidas, a depender da gravidade do ferimento.













