lifewithmasks:
✟ .˚ – 〞 o ruivo se sentiu tratado como uma criança por um segundo. a loira utilizava de uma fala deveras mansa para contatá-lo, o que nem de longe era ruim, mas fazia com que ele se sentisse meio… esquisito. assumiu uma faceta minimamente mais séria, provavelmente pegando-a desprevenida, pois deduzia que já tinha firmado uma imagem sua muito mais avoada na cabeça dela. ❛ …eu pretendia pagar por isso. eu só estou com fome. trabalhei o dia todo… ❜ lamentou-se. ❛ não posso mesmo comer? nem mais um pouquinho? ❜
Oh, agora ele tocou numa ferida aberta. Mariana detestava negar comida a quem precisava. Certo que ele parecia ter condições, mas... Era um ponto fraco em seu coraçãozinho duro feito pedra... Coração este que, apesar de parecer gelado e endurecido, era tão mole quanto gelatina e tão quente quanto um bolo de milho da vovó que acabou de sair do forno. Mariana suspirou mais uma vez, passando a mão pelo rosto. Sabia o inferno que era fazer coisas demais e não poder comer.
“Escuta, vermelho...” Mordeu o lábio inferior, olhando pro lado. “...ah, n’é nada não. ‘Tá de boa, eu acho... Só... Não esquece de me pagar.” Em passos lentos, a gerente se aproximou. A alteração da feição em seu rosto foi espontânea; de firme, ela passou pra algo que era até mais... Materno? É, talvez. “Não sei com o que é que ‘cê trabalha, mas é melhor pegar leve, hein.” Deu dois tapinhas amigáveis no braço do rapaz. “Foi mal ter chegado assim. Não gosto de parecer uma tirana. Meu nome é Mariana.”
















