Sempre se pergunte o porquê de estar fazendo o que está fazendo e, principalmente, de estar sentindo o que está sentindo. Entenda o que se passa em seus pensamentos e quais deles estão te levando até esses sentimentos que te dominam (ou quase). Assim que sentir-se, por exemplo, com raiva, observe os próprios pensamentos e a situação externa e pergunte-se: ●O que estou sentindo agora? ●A partir de qual momento/acontecimento passei a sentir isso? ●O que eu sentia antes desse ocorrido? Era algo totalmente diferente ou era um sentimento parecido que serviu justamente para te transportar de uma situação tranquila até uma alteração desnecessária? ●Que pensamento/experiência acumulado em minha memória me levou a considerar esse o sentimento apropriado para situação em questão? ●Isso está mesmo correto, é o modo de se sentir mais apropriado? ●Se não, como eu posso mudar isso? Ainda que as respostas não venham com tanta facilidade, as perguntas já serão o suficiente para mostrar que os momentos de estresse instantâneo são, quase sempre, apenas uma situação simples de se lidar, mas que trazem consigo um gatilho com poder de disparar emoções decorrentes de acontecimentos mal resolvidos. Assim você pode passar entender que esse é um modo automático de agir e, por não ser o mais adequado, pode à partir de agora se desvencilhar desse antigo pensamento/experiência e passar a ver momentos como esse de forma consciente e apropriada. Quando os sentimentos despertados são incomodos como raiva, cobiça, desprezo, é muito mais fácil perceber que se trata de uma "situação gatilho", e também é muito mais funcional corrigir o disparo de emoções dessa classe. Porém, seja qual for o sentimento que subitamente te domine, o acontecimento pode ser analisado da mesma forma, mesmo que o disparo não precise ser evitado. Praticando, em um primeiro momento, com os sentimentos desconfortáveis, com o tempo essa ação se tornará mais intuitiva, e logo você estará familiarizado a inspecionar todos os tipos de emoção assim que elas surgirem.