I'm the hero of the story Don't need to be saved

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[flashback] I've turned into a monster, and it keeps getting stronger || Thomas & Ginny
A filha da puta me chutou no meio das pernas. Filha da puta. Filha. da. Puta. Eu tinha aprendido essa expressão com uma morena, um dos tributos, e esta falava isso bastante. Assim como outras expressões para se referir a capital, ao presidente Snow e a praticamente tudo. Eu conseguia a entender agora, mesmo que não estivesse com humor para me lembrar de seu nome.
Ginny estava fazendo seu discurso feminista - bla bla bla eu não preciso de homens bla bla bla eu não sinto nada meu coração é fechado e eu não tenho sentimentos - enquanto me amarrava. Ou pelo menos tentava me amarrar. Ela estava tão ligada em si que mal tinha percebido o quão frouxa a corda tinha ficado. Ou eu realmente estava forte. Muito forte.
Enquanto ela continuava falando - e só o que eu continuava ouvindo era bla bla bla mi mi mi -, ela jogou a minha lança para longe. E aquilo foi a gota d’água. Quem ela achava que era?
Imperceptivelmente, pisquei para a câmera, que eu conseguia ver o tempo todo. Me acompanhando a cada momento. Eu imagino se eles ainda me achavam lindo depois de me terem visto cagando. Acho que sim. Aquele pessoal da capital devia expelir ouro, então um pouco de barro devia ser chocante.
Esperei Ginny chegar mais perto e mais perto, esperando pelo momento certo. Minha mente calculista via cada centímetro que ela se aproximava, e a rapidez com que eu deveria agir para conseguir matá-la. Ou talvez a morte era boa demais pra ela.
Um passo em falso - perto demais perto demais perto demais -, foi a minha deixa, para sair das amarras e me jogar para cima dela. A prensei no chão e, segurando sua garganta com uma mão e segurando seu braço com a outra. Dei um sorriso calculado enquanto abaixava e falava em seu ouvido, alto o bastante para as câmeras ouvirem: "Você nem mesmo sabe o quanto o ama, e isso será a sua ruína." Larguei seu braço, usando a mão para dar dois socos em seu rosto, o segundo fazendo sangue sair de seu nariz e um pequeno corte se abrir em sua boca. E, ao ver o sangue escorrendo em direção ao chão, aos seus cabelos que estavam bagunçados no chão, eu vi que o cabelo dela tirava a atenção que o sangue merecia. Desmerecia sua beleza. E a partir daquele momento, era minha missão pessoal derramar sangue o bastante para desfocar o cabelo ruivo. E eu sabia que eu precisaria de muito sangue.
Ela se distraíra, cometera mais um erro. Esperava que dessa vez fosse o último. Ginny não havia calculado a quantidade de força que Thomas recebera sobre o efeito daquilo - o que quer que fosse. Sentiu o punho do garoto contra seu rosto, duas vezes seguidas, um efeito mais entorpecedor do que dolorido. Seus pensamentos estavam espalhados, rasgados em fragmentos. Um líquido com gosto metálico atingiu sua boca. Sangue. Aquilo a fez despertar o suficiente para lembrar que precisava reagir, e rápido, mas o mundo ainda girava. Conseguiu focalizar Thomas, e seu olhar, seu sorriso calculado, tudo mostrava que ele estava prestes a matá-la, e não iria hesitar quanto a isso. Vamos, pense pense pense, dizia para si mesma para tentar manter seu foco. Não conseguia alcançar a espada - Thomas prendia seu braço forte demais para que se movesse. Também não conseguiria mover a varinha de dentro do bolso com a outra mão; era capaz de acertar um feitiço em si mesma. Não possuía força para tirá-lo de cima dela, e mesmo que tentasse se debater ou lutar contra ele, isso apenas faria com que ele a prendesse com mais força. Parecia uma batalha perdida, mas Ginny não desistiria. Não até o último segundo, e foi quando lembrou-se. Como pudera se esquecer? Como essas semanas estiveram transformando-na em algo tão diferente de quem era em seu mudo? Aulas básicas de feitiços, Ginevra. Um bruxo nunca está totalmente indefeso quando sem sua varinha. Haviam feitiços que não precisavam do uso delas. Um bruxo poderoso, ou pelo menos bem disciplinado naquele tal encantamento, poderia realizá-lo com destreza. E ela duvidava que a Capital havia retirado isso dela. Seus últimos dois anos treinando como se proteger para compensar seu corpo pequeno e fraco, as aulas da AD, as aulas particulares com Hermione sobre exatamente esse tópico, tudo até tornar-se uma das melhores lutadoras de Hogwarts. Sabia que ainda poderia usar aquele feitiço, mesmo sem a varinha. Então, seus lábios formaram apenas uma palavra. Confundus.
Mas foi suficiente. O suficiente para implantar uma imagem errônea na cabeça de Thomas. Fez parecer com que Ginny estivesse um pouco mais a esquerda do que realmente estava, e seu punho, antes elevado no ar, havia batido contra o solo ao lado da cabeça da ruiva. Thomas parecia realmente mais confuso do que sentindo dor, olhando para sua mão enquanto franzia o rosto, e esta foi a deixa da garota. A mão dele havia afrouxado, e ela conseguiu chutá-lo novamente, para então rolar de debaixo dele. Levantou-se o mais rápido que conseguiu, e foi em direção de aonde havia deixado cair a espada. O efeito duraria apenas mais alguns segundos, e Thomas já estava se levantando, mas ela não perdeu tempo. Sabia que nunca o venceria enquanto ele estivesse acordado, então usou toda a força que conseguiu reunir para nocauteá-lo com o cabo da espada. Ele foi direto para o rosto do garoto, que caiu no chão, desnorteado. Sangue descia de seu nariz. Ginny aplicou outro golpe, dessa vez na nuca, da maneira como Jon havia lhe ensinado, antes que Thomas pudesse se levantar novamente. Dessa vez, o corpo do garoto caiu inconsciente no chão. Ela se aproximou e colocou a mão embaixo do nariz do garoto, confirmando que sim, ele ainda respirava. Suspirou finalmente de alívio, porque sabia que mesmo naquele momento, não seria capaz de matá-lo. Fez o que pôde para se defender, e sairia dali sem tirar a vida de mais alguém.
Mas isso não significava que não estava irritada com o garoto. Bufou enquanto limpava o sangue de seu rosto com sua mão - que por acaso começara a realmente doer agora; uma dor formigante - e olhou para as árvores, tentando localizar alguma câmera. Falou em alto e bom som enquanto limpava a mão em sua camisa. - Pelo amor de Deus, Newt, seu amigo às vezes é um pé no saco, viu? - Estava prestes a sair dali quando pensou que não era lá uma boa ideia deixá-lo a vista enquanto estivesse inconsciente. Demorou alguns minutos para conseguir arrastar seu corpo ridiculamente pesado até uma moita, que não o escondia totalmente, mas já era alguma coisa. Enquanto fazia isso, lembrava-se do que Thomas havia dito antes de socá-la, palavras que naquele momento ela não havia prestado a atenção. Tirou o cabelo ruivo do rosto enquanto soltava o ar com força. - Amor? - Murmurou para si mesma, baixinho. - Tá bom. Eu o vi duas vezes. - Balançava a cabeça descrente. Assim que terminou o trabalho, prendeu a espada no cinto e empunhou a varinha, voltando ao local aonde deixara Suzannah. De onde não deveria ter saído, para começo de conversa.
I feel something so right Doing the wrong thing I feel something so wrong Doing the right thing I couldn't lie, couldn't lie, couldn't lie Everything that kills me makes me feel alive
[FB] Ain't it fun? || Percy & Ginny
Depois que a intervenção Afrodite acontece, o semideus ‘escolhido’ percebe o quanto foi idiota/imaturo/desrespeitoso. Resumindo, sob a influência de tal deusa o cérebro se transforma em gelatina, papa se você tiver um pouco do que é feita a mente de Perseu Jackson. Percy teve que rir. "Eu me faço a mesma pergunta todos os dias, mas eu acho que eu tenho uma resposta. Se eu não tivesse saído inteiro, quem iria salvar Annabeth? Percy fora da jogada é estragar a brincadeira." Afrodite teria borrado o batom se a história de amor favorita dela não deslanchasse. ”Não, não, eu deixo os detalhes para você. Mas já faz eras que não temos uma boa história de amor trágica. Ela me falou isso antes de me libertar. Acho que ela superou dessa vez nos obstáculos.” O sequestro na floresta do acampamento, nos primeiros momentos, parecia obra de algum monstro. Percy coletara tantos inimigos (do grupo do mau, claro) pelo caminho que parecia o motivo óbvio. Depois, ao perceber a tecnologia de ponta do quarto em que estava confinado, duvidou dos deuses. Ares, Hades, Zeus, até Atena entraram na lista. Tudo pelo claro desgosto que expressavam e falavam na cara do semideus. Contudo, o plano era sutil demais. Lento e imperceptível até explodir na sua cara, isso não parecia amor? Não parecia os mesmo estágios de se apaixonar? Afrodite decidiu quebrar todas as barreiras e dar uma prova final para o casalzinho recém-formado. Ou melhor, deu um final digno de Helena de Tróia e Páris. Morte estupidamente dolorosa, mas com um amor forte e fulminante, capaz de tudo.
Constrangimentos à parte, a explicação o pegou de surpresa. Percy e Annabeth não eram um casal comum. (Tirando a origem divina, os monstros e… vocês conhecem a ladainha) Não tinham a paixão e a facilidade das filhas de Afrodite, nem o flerte irrefreável dos sátiros sobre as ninfas. Eles eram crianças, adolescentes recém-formados. Essa experiência não parecia muito importante se colocada no mesmo patamar da vida. Certo? "Ginny… seria a nossa primeira vez.” Repetiu com o mesmo cuidado que recitara os feitiços ensinados pela garota. Devagar e pausadamente, estendendo as sílabas até a pronúncia perfeita. "Nós não vamos fazer algo tão importante porque vamos morrer amanhã. Não é assim. Annie pode ser que concorde comigo quando eu digo que prefiro não ter do que ir amanhã para a Arena sabendo que fiz algo por pressa ou por falta de oportunidades futuras." Fazia sentido? Esperava que sim. "E quem me garante que não tem câmeras e microfones nos nossos quartos?" Mil vezes ir com aquela inocência do que ter o peso do constrangimento e da vergonha nas costas, caso não atendesse as expectativas.
O vinco entre as sobrancelhas do semideus foi juntando, se juntando até parecer ter uma sobrancelha única. Eu devia ter… Ter mais ou menos experiências com as semideusas do acampamento não teria como tê-lo preparado para aquele momento. Ele precisava lembrar as pessoas que ele era lerdo. A realidade doía um pouco, mas era melhor avisar do que sofrer para entender como naquele momento. "Que você é uma garota confusa? Perdida? Tão lerda quanto eu?" Percy falava em tom acusatório com um toque da confusão que tentava expressar. Ginny parecia uma versão de si mesmo quando fora perguntado da primeira vez só que o diferencial de não ter alguém íntimo o suficiente como um namorado ou melhor amigo-que-poderia-ser-algo-mais. Poderia o semideus ficar mais angustiado do que agora? A garota que conhecera dias atrás não estava mais em sua frente. Ela tinha o mesmo rosto, os mesmos cabelos brilhantes como chamas, até a voz era idêntica, mas faltava alguma coisa. Percy engoliu em seco e se aproximou, impulsionando o corpo para frente e dando os poucos passos até ficar em frente da garota. A segurou pelos ombros e curvou-se para frente, os olhos nivelando nos dela. "Ginevra Weasley, onde está você?" Perguntou com calma, sorrindo de leve. "Ginevra Weasley, eu não estou brincando, saia daí agora. Não é momento de se perder, não agora quando precisamos de você." Os dedos no ombro mexeram, massageando o local sem sair do lugar. "Sabe, eu conheço uma garota que é incrível. Ela fala o que vem na cabeça, ama encontrar duplo sentido no que eu falo e tem um senso de humor sem igual. Ela dá umas respostas que você só não fica estático porque está rindo demais para se importar." Respirou, tomando alguns segundos antes de continuar. "Ela não é fraca. Ela é mais madura que muita Deusa que já conheci. Não digo que ela é perfeita porque ela acaba de cometer um erro. Agora. Mas foi inteligente o suficiente para não insistir e continuar." Umedeceu os lábios. "Ginny, por favor, não tenha essa imagem de você mesma na cabeça. O que pensamos, ou deixamos de pensar, alheiamente falando, nada tem a ver com você. Os outros tributos… Droga, só para, por favor. Cometemos erros, seguimos em frente, o que passou passou." Como é difícil falar tudo de bom de uma pessoa que acabou de conhecer? Como fazer uma pessoa enxergar que ela não é o que os outros retratam? Que não pode se deixar influenciar tanto pela opinião alheia? "Eu conheço uma Ginny que não deixa ninguém controlar o jeito que ela verdadeiramente é."
Oh, woah. Ter a deusa do amor controlando sua vida amorosa poderia soar algo bom para alguns, mas a maneira como Percy relatava me levava a concluir que era totalmente o oposto. Afrodite então se divertia dando turbulência a casais. História de amor trágica. Imaginei por quantas coisas os dois haviam passado, por quantas certamente ainda passariam, e se tudo realmente era obra de alguém com um senso de humor muito contraditório. Tudo que eu sabia é que ele merecia um final feliz, e não ser parte de uma droga de história apenas porque uma deusa idiota e entediada achou que seria interessante. Rapidamente, fiquei com raiva da tal Afrodite, e imaginei que, se os deuses fossem todos assim, não seria muito difícil eu me voltar contra eles. Imaginando que no mundo do garoto eles detinham controle sobre tudo e todos, pensei que não seria lá uma coisa muito sensata a fazer, e agradeci por nascer em um mundo que nós controlávamos a nos mesmos, muito obrigada. Bem, tirando a magia, mas eu imaginava que ela era mais benéfica que maléfica em quase todos os casos, então...
Aleatoriedade à parte, a maneira como Percy explicava o porquê de ainda não ter tido sua primeira vez com Annabeth me fazia sentir cada vez mais envergonhada comigo mesma. É claro que ele não era aquele tipo de garoto – eu já deveria saber. Ele provavelmente garantiria que fosse o mais perfeito possível, romântico como parecia ser. Ele não... como, bem, eu era. Eu estivera disposta a perder a virgindade simplesmente pelo fato de que não teria uma chance novamente. Não me importava com quem ou como, e sim a ação, o fato de que eu não queria morrer sem experimentar. Claro que, agora com o bom-senso de volta a cabeça, eu discordava totalmente disso. Não, eu não era assim. Nunca fora. Na verdade, no fundo, eu sempre fui meio romântica. Discordava e enganava a mim mesma, clamando ser ingenuidade, mas era verdade. Desde a época que eu era perdidamente apaixonada por Harry Potter. Então acho que, involuntariamente, eu faria com que minha primeira vez fosse com alguém que eu tivesse certeza que amasse. Foi isso que fez com que eu parasse, afinal.
Se bem que eu lá não entendia porque ele alegava que não queria que fosse feito com pressa. Não precisava ter pressa, eu acho. Eles tiveram uma longa semana nos treinamentos – é claro que tiveram momentos sozinhos. Ok, eu entendo que talvez ele desejasse que fosse perfeito. Que fosse feito quando os dois realmente desejassem, e não pressionados porque não poderiam ter outra chance. Talvez então fosse algo apenas comigo, porque, se fosse alguém que eu amasse (que era o que parecia acontecer entre os dois), eu não me importaria com os detalhes. Seria perfeito apenas pelo fato de que eu estaria com a pessoa certa. Nada mais importaria. Além do mais, o fato de que talvez fôssemos morrer em alguns dias iria me fazer querer ainda mais, desejar me entregar totalmente à pessoa, e ter ela a mim, antes que fosse tarde demais. Eu não sei. Não seria apenas o desejo físico, seria algo completamente cego pelo sentimento. É difícil explicar. Ainda mais quando, bem, eu não cheguei a sentir isso totalmente por uma pessoa. Havia Harry, claro, o mais próximo disso. O amei e ainda o amo, mas nunca houve tempo para que nos aproximássemos totalmente um do outro. Para que explicasse nossos sentimentos, não com palavras, mas com ações. Fomos bons amigos, e depois namoramos por, o quê, duas semanas? Antes de toda a merda acontecer e ele terminar comigo porque queria me proteger. E eu ser levada pela Capital. Mas talvez eu realmente não entendesse. Amar alguém incondicionalmente. Talvez, no fundo, não importava se você fazia ou não neste caso. Apenas estar com a pessoa bastava. Não sei. Gostaria de poder saber.
Fui despertada de seus pensamentos quando ouvi suas próximas palavras. "Que você é uma garota confusa? Perdida? Tão lerda quanto eu?” Percy poderia ser lerdo, mas sabia o que eu iria completar e não era nada disso. Suas opções me fizeram até mesmo soltar uma risada seca. O fato de que ele simplesmente ignorou como se não fosse verdade foi o que me intrigou. Senti suas mãos em meus ombros enquanto ele nivelava nossos olhos, o castanho encontrando o verde esmeralda. A maneira como estávamos tão perto me fez corar – não romanticamente, não pense isso. Mas por causa da maneira que ele falava comigo. Ouvi-lo dizer Ginevra Weasley foi o que finalmente me tirou do choque, acertando-me como uma água gelada no rosto. Ele sorria, mas parecia estar genuinamente preocupado.
Ouvi enquanto ele falava sobre mim, e tive que rir levemente de algumas coisas que dizia. Ela dá umas respostas que você só não fica estático porque está rindo demais para se importar. Absorvi suas palavras. Acredito que ninguém nunca havia me visto daquele jeito. Alguém forte? Talvez sim, mas era como se eu nunca pudesse cometer erros. Lembro da reação de Rony quando me pegou com Dean jundo de Harry. Ou a maneira como boa parte dos estudantes de Hogwarts me encaravam. Mas Percy parecia ser a primeira pessoa que via além disso. Bom, tirando talvez Hermione - então a primeira pessoa que mal me conhecia. Ele via que eu não era uma garota em um pedestal, destinada a ser perfeita. Mas melhor, ele simplesmente havia perdoado meus erros. "Eu conheço uma Ginny que não deixa ninguém controlar o jeito que ela verdadeiramente é". E talvez esse tenha sido meu erro esse tempo inteiro. Acreditar demais na garota que as pessoas pensavam que eu era. Involuntariamente, talvez, já que eu nunca concordei. E ainda mais com os jogos, com toda aquela encenação, eu meio que havia vindo me esquecido de quem eu era.
O fato de que Percy, um garoto estranho, de outro mundo, era capaz de resgatar essa Ginny de dentro de mim, foi o que realmente me intrigou. Parecia como se conhecêssemos há anos, e não há poucos dias. Me sentia até mesmo envergonhada, como se tivesse onze anos e levasse uma bronca de um professor. Sei também que talvez esse tenha sido o último vislumbre dessa Ginny. Amanhã, muita coisa aconteceria - coisas capaz de mudar alguém para sempre. E eu já estivera me afastando de quem era sem que percebesse, então quem dirá quando enfrentar a Arena? Ele havia dito que eu sempre falava o que pensava na hora que quisesse, mas, naquele momento, Ginevra Weasley estava sem ter o que dizer. Eu sentia vontade de simplesmente abraçá-lo porque não via maneira melhor de agradecer não só por aquilo. Por tudo. Percy era uma pessoa incrível, e eu queria depositar uma explosão de palavras como ele havia feito comigo. Fazê-lo enxergar quem ele realmente era, aquela pessoa boa, e o amigo que eu havia feito. Lembrei-me uma frase que eu sempre havia gostado. "Good people bring out the good in people".
Mas por mais que quisesse dizer tudo aquilo, apenas sorri, um sorriso que acreditava ser um dos poucos verdadeiros naqueles últimos dias. Sorri enquanto sentia um bem estar preencher a vontade de chorar de até alguns minutos atrás. E o que apenas consegui dizer foi um — Obrigada. — enquanto encarava seus olhos esverdeados. — Por tudo. — Por suas palavras. Por me entender. Por rir comigo quando eu preciso. Por esquecer esse meu erro idiota. Por ser meu amigo. Esperava que aquilo transmitisse o que não conseguia dizer, ainda mais com os Jogos há algumas poucas horas. Mas se havia alguma cosia que eu havia decidido é que protegeria aquele garoto. Por mais, na maior parte do tempo, sei que será ele protegendo nós quatro. Mas eu o protegeria quando não houvesse quem protegê-lo. Protegeria dele mesmo, se estivesse dando uma de herói louco. E lutaria do seu lado. Também já o conheço o suficiente para saber que ele não sairá bem se vencer os jogos - não sem Annabeth. Não sozinho, com culpa e arrependimento. Então se fosse seu objetivo salvá-la, eu o ajudaria. Por ele.
Só então percebi que as portas já estavam abertas há algum tempo, o elevador parado no décimo andar, esperando por algum movimento dos dois adolescentes. Olhei novamente para aquele garoto, esquecendo-me do longo dia que teria pela frente. — Você merece apenas o melhor, Percy Jackson. — Murmurei, dessa vez com um sorriso de canto. Senti que me beijava na bochecha, a sua despedida, e me afastei em direção ao andar. Encostei a mão na entrada do elevador, porém, antes de deixar que as portas fechassem. Dei-lhe uma última olhada e lhe acenei levemente, a última despedida daquela Ginevra Weasley.
Não sei explicar. Gosto do seu jeito, acho que seria bom para os dois.
Nahhh, parece que somos sempre duas bombas prestes a explodir. Veja o que aconteceu nas duas vezes que eu o encontrei, por exemplo.
5 fatos estranhos sobre você
Já respondi essa uma vez, mas nada como mais 5 fatos estranhos.
Eu sinceramente não lembro disso, mas Fred e George sempre gostam de comentar sobre. Mas até meus cinco anos, eu achava que algum dia eu acordaria sendo um garoto. Pelo menos, acha que era isso que tinha acontecido com todos meus sete irmãos. Quando eu contei isso para a minha mãe, ela passou a me vestir alucinadamente com saias e me manter longe dos jogos loucos dos garotos. Pare de rir. Não é engraçado. É kind of trágico.
Não consigo relacionar Voldemort e Tom Riddle sendo a mesma pessoa. Voldemort é um maníaco assassino que quer matar Harry. Tom era meu amigo, meu primeiro grande amigo.
Meu primeiro feitiço, aos nove, foi (sem querer, eu juro) explodir um vaso. Culpei Rony. Minha mãe acreditou. Foi engraçado.
Amo a Luna, e sempre a defendo de qualquer um que a atormente, mas acho que uma parte de mim também faz isso para compensar o fato que fui eu que criei o apelido Loony Lovegood.
Acho firewhisky melhor que cerveja amanteigada (#polemica)
para quem você abriria sua câmara secreta?
Para a Tris, óbvio
Tem uma puta cobra lá dentro
teresaisnotatraitor respondeu a sua postagem:newt teria muita sorte se vocês ficassem juntos
muito bem, Sherlock ;)
Está falando com uma profissional no assunto *sorriso* Mas por quê acha isso?
newt teria muita sorte se vocês ficassem juntos
Nós sinceramente temos coisas mais importantes para pensar agora, anon.
Olha, a Suze nunca diria isso. Tenho a impressão que ela não gosta do cara (?). Acho. Thomas também não, por algum motivo.
Então acho que foi a Teresa… ou a Katniss.
A arena ta legal, pro enquanto? xo ((Gossip Girl)) Snow
Nossa, muito. Acho que você ia adorar passar por aqui, sr. Snow. Ia ser ter uma recepção muitíssimo calorosa.
quem ganha no quadribol: você ou harry?
É difícil responder, já que quadribol não é 1x1. Além disso, jogamos em posições diferentes. Ele é um apanhador incrível, e eu sou uma artilheira. Então por mais que eu faça um monte de gols, o apanhador sempre ganha o mérito por causa dos 150 pontos.
Mas já me dei muito bem como apanhadora também, então... Durante os jogos lá na Toca, eu ficava em um time adversário e na maior parte das vezes ganhávamos. So...
Ginevra Weasley Moodboard [4/?]
[flashback] I've turned into a monster, and it keeps getting stronger || Thomas & Ginny
Eu literalmente voei para longe da sardenta, caindo com tudo no chão. Merda, sério que meu trabalho teria que ser todo metódico agora? As vítimas não poderiam colaborar para a morte delas ter um pouco mais de dor?
Antes mesmo que pudesse levantar, Ginny pegou seu graveto e, com um aceno, fez cordas me prenderem. Elas estavam apertadas. Muito apertadas. Mas não apertadas demais. Eu conseguiria sair daqui, se eu tivesse um pouco de tempo. E eu não precisaria da minha lança, pois eu rasgaria o seu pescoço com meus dentes. E eu ia beber seu sangue como um vampiro.
Mas talvez eu não precisasse usar esse método para torturá-la. Ou, no mínimo, eu teria outra coisa para me entreter agora. Ela estava segurando a espada e apontando para meu pescoço. Mas ela estava paralisada. Ela estava hesitando. Ela era boa demais.
Eu dei uma gargalhada alta que quase me fez cair de costas na terra. Eu olhava para a espada da ruiva, mas sabia que ela não a usaria. Talvez não só por ela ser boa demais. Forcei a minha memória para me lembrar de toda a inutilidade que tinha acontecido antes da arena. Todas as intriguinhas bobas. Todos os… romances?
"Então quer dizer que seus aliados não são a sua principal preocupação aqui, huh? Ou até mesmo você?" eu olhei dentro de seus olhos, esperando ver medo, terror. Era isso que eu queria fazer, enquanto, sem que ela percebesse, me movia lentamente para me livrar da corda. "Quem diria… Newt? Você realmente acha que o conquistou, não acha?"
Eu soltei uma risada, apenas maravilhado comigo mesmo. De todas as pessoas na Arena, a que tinha uma espada apontando pra mim era alguém que eu poderia manipular mentalmente. Seu coração se quebraria. E esse seria apenas um detalhe.
"Você realmente acha que se você saísse daqui - o que, vamos ser honestos, não vai acontecer - ele iria te querer? É você ou eu. Se você sair, quer dizer que o melhor amigo dele vai ter morrido. Mesmo se não fosse assim," dei uma outra pausa pra rir, mas agora por estar me locomovendo melhor, a corda se soltando aos poucos. Eu mancharia a câmera que estava nos olhando com o sangue dela. "De todas as meninas daqui, por que você? Não seria você, Ginny Weasley. Nunca você. Qualquer uma seria mais interessante. Até um menino seria mais interessante."
A lança estava um pouco atrás dela. Eu estava a um passo dela, mas eu estava gostando disso. De rir na sua cara. De ela não ousar chegar com a espada mais perto de mim, porque ela sabia. Ela o amava demais. Ela o amava o bastante para desistir da própria segurança. Ela não sabia o quanto era tola.
Ginny não se surpreendeu com a gargalhada de Thomas. Já estava começando a notar os sinais parecidos com os de Percy, então é claro que a risada sádica deveria estar lá em algum lugar. O que lhe surpreendeu foram suas próximas palavras. Involuntariamente, deu um passo para trás ao ouvir o nome de Newt, franzindo a testa. Ouviu o que ele disse, e foi quase como um tapa na cara. Tentou, porém permanecer inexpressiva, o rosto ainda naquela máscara de raiva, encarando-o fixamente. Ginny Weasley não se quebrava por um garoto, ou o que um garoto dizia sobre esse garoto. As coisas simplesmente sempre foram assim.
Então ela não deveria estar tão surpresa. Todo mundo havia visto o primeiro beijo dos dois por causa da droga do programa do Caesar, e, sendo quem Thomas era, não seria muito difícil ligar os pontos. Combine isso com o garoto provavelmente conhecer Newt bem, e voalá, ele poderia ter conclusões que parecessem totalmente verídicas. Mas não achou que pudesse ser tão óbvio. Quer dizer, então estava claro que ela se importava com Newt o suficiente para não querer que ele sofresse vendo o melhor amigo morrer, mas não entendia como Thomas achava que tudo aquilo era tão maior. Ok, eles já tiveram um beijo - dois, contando com o que não havia sido mostrado para o país inteiro - mas não é como se Ginny já não soubesse disso. Newt já havia explicado que estava ali pelos dois, e tanto que havia afastado-a no último beijo, falando que havia sido um erro. Ela já havia desistido desde aquele dia. Na realidade, nem mesmo voltara a pensar sobre isso, porque bem, não era como se estivesse lutando pela própria vida, certo?
Mas, odiando ou não, as palavras tiveram um certo efeito. Ela não queria admitir que estava meio que enganando a si mesma. Talvez Thomas realmente estivesse certo, e aquilo a fazia pensar mais do que gostaria. Até que ela percebeu o que o garoto estava fazendo. Notou como as cordas ficavam cada vez mais frouxas e como ele se deliciava com as palavras, brincando com sua cabeça. Rapidamente, Ginny se recuperou do choque, dando um chute com o joelho no meio da virilha do rapaz, fazendo com que se curvasse para frente. — Ai meu Deus — ela soltou, dando uma leve risada irritada. — Vocês garotos acham que realmente tudo se trata de vocês? — Foi até atrás do garoto, apertando as amarras com mais força, dessa vez. Desejou ter algum feitiço fixador, mas a Capital não havia liberado nada do tipo. Voltou-se para a frente de Thomas — Deixa eu lhe contar um segredo de Estado — Ela aproximou a cabeça da onde o garoto havia caído, ainda sofrendo com a dor do lugar estratégico. — Não se trata. — Manteve a espada pronta, mas dessa vez apontando para o peito do garoto. — Sim, eu não quero te matar porque sei como ele se importa com você, mas isso não deveria ser tão surpreendente. Nós simplesmente não somos todos assassinos, só isso.
Só então lembrou-se que a lança do garoto ainda estava perigosamente próxima. Chutou ela pra longe, então voltou-se para o garoto. — Você não devia estar tão confiante de si mesmo aí, Thomas. Eu ainda estou no controle, e - adivinha só - com muito mais chances de ganhar os jogos do que você. — Ou pelo menos proteger meus aliados o máximo que puder para garantir que cheguem lá. Mas Ginny sabia que deveria parecer confiante e fazer aquele tipo de discursinho. Sabia que tivera sorte demais na arene, e boa parte era porque era uma das mais populares. Tinha lá sua cota de patrocinadores não porque era a melhor opção, mas porque a população gostava dela. E talvez aquilo atraísse um pouco mais, afinal. Não seria dispensável um pouquinho mais de sorte e recursos, afinal de contas.
[flashback] I've turned into a monster, and it keeps getting stronger || Thomas & Ginny
Andei devagar, abraçando a raiva e a loucura dentro de mim. Ela devia estar espreitando por eras; por tudo que eu tinha passado, eu tinha muitos motivos pra ficar com raiva. Não só ser sequestrado, de um mundo de mértila para outro, mas levar a culpa de ter destruído a vida de meus amigos. O ter colocado dentro daquele inferno de labirinto. Mas se eles não tiveram a capacidade de sair, eles mereceram.
Senti que estava sorrindo. Um sorriso sádico, que com certeza combinava bem com minhas feições. Eu, um garoto sujo e forte, que queria - e conseguiria - dominar o mundo. Dominar as pessoas nela. Fazer todos gritaram meu nome, um toque de terror no tom. Porque eu os faria ficar assustados. Tinha tanto que a Capital poderia fazer para aterrorizar mais não só seus tributos, mas os habitantes. Poder mal aproveitado. Eu até poderia ensina-los como realmente destruir a vida de alguém, mas eu preciso matar. Matar cada um deles.
Matar todos eles.
Fui andando mais e mais devagar, quase parando, quando percebi algo de diferente na paisagem. Meu sorriso aumentou em meu rosto quando vi - foi apenas por um segundo, mas estava lá - um brilho laranja escondido no meio das árvores. Prestando mais atenção ali, naquele espaço onde uma ruiva se encontrava, percebi sua respiração acelerada. Quase podia sentir sua hesitação. Como se ela fosse tentar realmente me atacar. Como se ela esperasse conseguir. Não sei como consegui me controlar, pois eu podia começar a rir de sua cara. Se não quisesse seu sangue no chão, combinando com seus cabelos.
Pensei rapidamente em quem poderia ser, ao ouvir que a menina se afastava. Demorei um milésimo de segundo para admitir que Clary não teria sobrevivido - era fraca demais pra isso -, e a outra ruiva, no entanto, parecia forte. Mas não tão forte. Pelo menos não agora.
“Ginny”, eu disse, a voz suave e aterrorizante até para mim mesmo, enquanto eu me virava devagar e olhava o lugar onde ela estava. “Eu sei que você está ai, não precisa se esconder.”
Antes que ela começasse a correr ou tomasse qualquer atitude que não fosse de meu benefício, voei para cima dela, um grito animalesco saindo da minha boca, enquanto colocava minha lança em seu peito. Me deliciei com a minha própria astúcia enquanto empurrava a lança devagar - tinha cortado o tecido e já tocava a pele, ansiando por sangue -, mal prestando atenção em sua reação. Ela não podia se defender; eu teria avistado o brilho da arma, se ela tivesse uma.
“Como estão seus aliados, Ginny?" eu disse, o sorriso ainda em meu rosto. "Porque eu vou atrás de cada um deles. Cada um.”
Ginny sentiu seu corpo inteiro ficar tenso quando as palavras lhe atingiram. Apertou a varinha com força ao estranhar ainda mais o tom de voz do garoto. Sua voz saia assustadora, mas, ao mesmo tempo, calma e suave. Quase como... Um tremor passou pelo seu corpo ao reconhecer. Era da mesma maneira que Percy soara quando matara Jace. Como ela ainda não havia ligado os pontos? A maneira como Thomas agira em sua frente, enquanto estivera escondida, enquanto matava o bestante. Mesmo depois, parecendo confuso e raivoso. O que quer que aquilo fosse, ele estava passando pela mesma coisa que Percy e Clary passaram. Ou seja, eu estou completamente na merda.
Não havia tempo nem para pensar direito, ou ordenar suas pernas a desviarem do garoto. A próxima coisa que a ruiva sentia era o baque de sua cabeça contra o chão enquanto a forma de Thomas se expandia em cima dela. Conseguiu pelo menos ficar de frente para ele, tendo controle sobre as mãos, talvez para pelo menos tentar afastar sua arma. Mas ainda assim, ela estava praticamente indefesa. A espada da garota encontrava-se inacessível, presa a calça. Da posição que estava, não conseguiria retirá-la para bloquear ou atacar o garoto. Tentou se soltar, afastar o garoto enquanto ele trazia a lança em direção. Sentiu a ponta afiada da arma tocar em sua pele após rasgar o tecido de sua camisa, pronta para matá-la. Mas não sentiu nada lhe atravessando, nenhum ponto de dor nem viu o sangue saindo. Thomas havia parado, mas não porque havia recoberto o controle ou mudado de ideia. Ginny percebeu o brilho em seu olhar, o ódio doentio e sádico que tanto lhe lembrava de Drake. O que quer que estivesse acontecendo com ele claramente lhe dava características psicopatas, o que significava que ele provavelmente queria apreciar a morte da ruiva.
Mas também significava uma chance. Conseguiu soltar sua mão direita, que segurava a varinha, e rapidamente apontou no garoto. Soltou um Expelliarmus que quase soou incompreensível, pois teve de ser rápida antes que Thomas arrancasse a varinha de sua mão. De qualquer forma, funcionou. Quando se usa o feitiço de maneira correta, apenas desarma o adversário. Mas na proximidade que o garoto estava e comoo a ruiva mal conseguiu apontá-la, o garoto voou longe, saindo de cima de Ginny, a lança ainda na mão.
Ela não perdeu tempo, ficando de pé em um salto e correndo na direção dele, antes que se levantasse. Apontou mais uma vez a varinha, usando do feitiço Incarcerous - tal feitiço criava uma corda que se enrolava no adversário, prendendo-o da maneira como o bruxo preferia. A corda se enrolou de maneira com que Thomas não conseguisse mexer os braços ou pegar a arma, nem se soltar das amarras. Tirou a espada da calça, e apontou para o pescoço do garoto. — Meus aliados estão muito bem, obrigada. E continuarão assim por um bom tempo, então desculpe por desapontá-lo, mas você não irá atrás deles tão cedo. — Soltou, irritada. Sabia que agora deveria matá-lo. Já tivera sua chance de hesitar, e veja-lhe no que deu. E Thomas também estava possuído - ou o que quer que aquilo fosse - e quem lá sabia quando o efeito fosse acabar. Mas, mais uma vez, não conseguiu mexer um músculo, finalizar a ação. Pela primeira vez, Ginny Weasley não estava sendo impetuosa, e se odiou por isso.