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I only ever cared for || Thomesa
Era sem dúvidas o mais confortável que Teresa estivera desde que tinha memória. A melodia que Thomas assobiava lhe era estranhamente familiar, tudo de um jeito bom, claro. Porém, por melhor que estivesse daquele jeito, o garoto parecia agonizar sob seu toque.
"Tom? Você está bem?", levantou o rosto sem se afastar. Conseguia sentir a dor reprimida pela conexão telepática que possuíam. Teresa reparou que os braços de Thomas estavam molhados, porém não pareciam mais tão machucados. Ela ergueu uma sobrancelha, curiosa. Esticando-se o máximo que podia naquele espaço minúsculo, a morena tocou a escassa água sob eles, molhando sua mão. Teresa inspirou subitamente, surpresa pela dor que aquilo causara nos pequenos cortes em sua mão. No entanto, ao olhar de novo, reparou que os machucados não estavam mais ali. 'É isso?', tocou a mente de Thomas, a pergunta também clara em seu olhar.
Ainda um tanto incerta, Teresa segurou a mão do garoto, apertando-a num gesto de apoio. Sabia que, por mais que a dor fosse ser agonizante, era melhor do que acabar com queimaduras infeccionadas.
Teresa estava me ajudando agora. Claro que estava. Ela era parecida o bastante comigo para eu examinar as minhas próprias ações e tirar conclusão das dela. Ela era boa o bastante para abrir mão da sua própria dor para me ajudar com a minha. E eu me sentia um pedaço de lixo.
"Estou bem" resmunguei, a voz fraca, rústica. Como se eu não a usasse por anos. "A queimadura cura quando entra em contato com a água, aparentemente, mas a dor- UGH" fui interrompido quando meu braço, agora já do lado do meu corpo, foi em direção a água, e o líquido entrava em todas as pequenas fendas e pequenos poros que tinha acesso. Fechei os olhos com força, aproveitando a deixa e mergulhando o outro braço, do outro lado, este que não estava sendo segurado por Teresa. Segurado de uma forma forte, confiante, como se tomar o controle de algo pudesse diminuir o corte em sua perna, ou pelo menos fazê-la esquecer que aquilo existia.
Talvez eu estivesse exagerando naquele corte. Mas nossos patrocinadores tinham o interesse maior em mim, e eu sabia disso. Se eles pudessem escolher um vencedor, meu nome seria unânime. Eu daria a minha vida por Teresa e sabia que ela faria o mesmo por mim, mas talvez não estivesse nas nossas mãos.
Para continuarmos distraídos e eu não precisar cantar - nunca -, eu coloquei meu braço em volta dela mais uma vez, agora já sem nenhum receio, e quase sorri. "Sente saudade do labirinto?"
I only ever cared for || Thomesa
O sangue que escorria era quente, um contraste grande com a pele fria de Teresa. Ela tentava não rir conforme Thomas se enrolava com as próprias palavras, algo tão típico dele que chegava a doer. Esperava que ele continuasse distraído, sem reparar no estado em que a morena se encontrava.
Óbvio que não deu certo. Teresa tentava se manter de um jeito que não o esmagasse, porém o contato entre eles era inevitável. Ela tremeu ligeiramente quando o garoto levantou seu rosto, fitando seus olhos com uma intensidade que a morena não estava esperando. Ele sabia que havia algo de errado. Os olhos azuis se desviaram então, sem conseguir sustentar omitir algo de Thomas tão claramente assim.
"Não é nada demais. Algumas queimaduras… Devem ter achado o machucado antigo.", Teresa fez uma careta. Tinha conseguido cuidar de sua perna há tão pouco tempo… Agora já estava toda machucada de novo.
Sua linha de raciocínio foi interrompida por braços quentes ao seu redor. Teresa piscou algumas vezes, ainda incerta se aquilo estava realmente acontecendo. O contraste de temperaturas era gritante, o que a fez tremer subitamente. No entanto, era um contraste maravilhoso e Teresa não estaria enganando ninguém se dissesse que não estava gostando da sensação de ficar nos braços de Thomas. A garota não disse nada, temendo que pudesse estragar tudo, apenas chegou mais perto, escondendo o rosto no pescoço do garoto.
Eu não podia estar tendo esse pequeno momento de felicidade. Eu não podia. Esse mundo, esse país, esse governo ou o que seja castigava felicidade. Eles a abominavam e a mantinham longe. Que tipo de castigo essas pessoas podiam estar arrumando pra mim e para a Teresa agora? Eu não poderia dizer se valia a pena, eu só não queria sair dali nunca.
Teresa tinha se aconchegado no meu peito e sua respiração tinha ficado mais estável, mas eu me perguntava o quanto sua perna ainda doía. Não podíamos sair dali tão cedo, e eu nem mesmo queria. No tempo que tínhamos passado ali, meu braço tinha se apertado ao redor de seu tronco, e eu tinha o nariz no cabelo sujo e estranhamente familiar dela.
Uma vez ou outra meus braços relaxavam o bastante para eu tentar molhá-los com a água rasa que tínhamos abaixo de nós. Eu mordia a bochecha até sair sangue, para não gritar de agonia e não estourar os tímpanos da minha amiga, que provavelmente já estava sofrendo demais. E uma parte tosca, infantil de mim, estava cantando. Eu não sabia de onde eu conhecia a melodia ou que associação ela tinha com Teresa, mas eu assobiava ela baixinho, de uma forma que eu mesmo mal ouvia. Tudo para não pensar no que poderia acontecer com a perna de Teresa e como isso a prejudicaria, isso na melhor das circunstâncias. E eu duvidava muito que a Capital não mandasse atrás de nós um de seus brinquedinhos doentes atrás de nós, seja uma névoa do mal ou um vírus que transforma qualquer um em um assassino.
Pois esse é o preço da felicidade aqui. E ele não é barato.
brokenbythetrials respondeu a sua postagem:Por que a galinha atravessou a rua?
Não sei também, mas sei que preciso testar uma coisa mais especificamente meus lábios pressionados contra o seu
tudo pela ciência, vamos tentar
Por que a galinha atravessou a rua?
Porque ela não queria ver essa sua cara de otário não sei, por que?
vc sabe que Newt e Minho n são os vddeiros nomes deles. Eles tem cara de se chamar o que? Qual você acha q poderia ser real name?
O Newt tem nome de Ricardo. Ricardão.
O Minho parece um Lee. Todo japa/china/coreano/foda-se tem cara de Lee, na verdade.
TOP 5 GATAS DO RPG
as primeiras são o newt e o minho óbvio, mas
Suzannah Teresa
Brenda
Diana
Ginny
Raven
thedeaththomas replied to your post:é verdade que orientais têm pinto pequeno?
Eu e meu bom amigo @Newt comprovamos que não.
brokenbythetrials replied to your post:é verdade que orientais têm pinto pequeno?
Eu e meu bom amigo @Thomas comprovamos que não.
Em outras condições, poderíamos ser amigos, talvez bons amigos. Você é um garoto bom, Thomas. Não se esqueça disso.
Mas eu sou um bom garoto pra todo mundo, como eu vou adivinhar quem disse isso (?) me perdi aqui, vamos tentar
Katniss? Você pode ser legal assim?
Eu quero ver você pegando alguém
Trouxeram 4 dos meus amantes pra essa Panem, acredite em mim, você vai ver bastante e disseram que eu estava na pior.
Teresa Agnes: Moodboard Thomesa [4/?]
miojo de carne ou de frango?
Cara, eu não sei nem o que é miojo. É tipo o cabelo do Newt ou…?
THOMEWT MELHOR OTP EVER NOT EVEN SORRY
legal fera
MELHOR OTP DA VIDA, NUNCA NEGAREI, SEMPRE SHIPAREI AMO MEUS BOYS QUE SEMPRE ESTÃO AQUI PRA MIM E NÃO FICAM BRIGANDO ENTRE ELES POR MIM sabe o que eles fazem? eLES ME DIVIDEM E EU OS DIVIDO
amo homens
I only ever cared for || Thomesa
Talvez fosse uma ideia idiota. Talvez eles fossem morrer espremidos num buraco. As chances disso acontecer eram bem grandes. No entanto, era uma possibilidade que valia a pena arriscar. Ainda assim, Teresa sentiu-se culpada por fazer com que Thomas, já tão ferido, se enfiasse naquele espaço minúsculo. Pensou que, se ele entrasse primeiro, seria bem menos doloroso para ele. Pelo visto, estava completamente errada.
A cada centímetro que se movia, a morena sentia-se ainda mais culpada, vendo a dor clara no rosto do garoto, que parecia aumentar a cada segundo. Seus próprios ferimentos também reclamavam, os da perna então nem se fala, porém, após tanto correr naquele estado, estava um tanto quanto acostumada a reprimir a dor. Teresa tentou se posicionar de modo que pressionasse o corpo de Thomas o mínimo possível, o que era fisicamente loucura no lugar onde estavam.
Assim que conseguiu passar, entretanto, suas pernas falharam, fazendo com que perdesse o pouco que ainda lhe restava de equilíbrio. Acabou apoiando-se no peito de Thomas, retraindo-se ao ouvir o grito de dor que decorreu. "Desculpa.", Teresa murmurou, os olhos azuis preocupados com o estado em que ambos se encontravam. "Talvez se tivesse me ouvido, não estaria nesse estado. Eu avisei para não me procurar, Tom!", ela o reprimiu, franzindo o cenho sem poder se mover o suficiente para lhe dar o tapa que merecia. "Ainda assim, é bom te ver.", completou com uma expressão mais suave no rosto.
Teresa então reparou que a névoa não os alcançara. Tudo parecia estar coberto do lado de fora, porém não aquele canto esquecido. Riu, aliviada por estarem fora do alcance daquelas coisas. "Morrer queimada nunca me pareceu uma boa opção.", comentou, já mais relaxada. Provavelmente ficariam um tempo ali, portanto Teresa podia muito bem ficar confortável. A falta de espaço fazia com que isso fosse quase impossível.
Era maravilhoso como as mulheres de hoje em dia reagiam a qualquer homem as salvando. Mas não. Elas sempre jogavam na sua cara que você só estava ferrado por ser um cavalheiro. Mesmo que eu pudesse ouvir gratidão em sua voz, ainda me sentia ofendido. Como se eu fosse deixar qualquer um pra trás. Como se eu fosse deixá-la pra trás.
Depois de conseguir recuperar o controle da minha língua e parar de gritar, falei: "Hey hey hey, não se preocupe, eu não estou gritando de dor por causa do seu peso." Pausa. "Na verdade eu não to te chamando de gorda, você quase não tem peso." Pausa constrangedora. "Na verdade, todo mundo tem peso, e você tem um peso totalmente normal e bonito e dentro das normas dos pesos normais, de acordo com a sua massa e a gravidade do local." É por isso que eu não tenho uma namorada.
A água, apesar de ser rala, tinha curado todos os ferimentos que tinha tocado. Eu não sentia nenhuma dor ali, pelo menos, e a paz em minhas costas era um contraste grotesco com as queimaduras em meus braços e, provavelmente, em meu rosto. Teresa, ao contrário de mim, não parecia muito queimada. Mas eu conseguia sentir o seu corpo todo acima do meu. Ela estava fria, tremendo. E uma coisa molhada estava encharcando a sua perna, mas não era água.
Parei de me sentir constrangido por tempo o bastante para, de algum jeito, naquele lugar minúsculo, locomover o meu braço de forma que eu levantasse seu queixo, para ela me olhar nos olhos. Seus olhos azuis evitavam o meu olhar, e eu não sabia o porquê.
"Teresa, você está perdendo sangue muito rápido... o que aconteceu? Eu não..." não consegui concluir o pensamento, com medo de onde ele poderia me levar. Ela não teria se ferido agora, certo? "Não podemos sair agora e nem podemos ver como está sua perna agora, mas você não pode ficar gelada assim."
O único pensamento que veio na minha cabeça não me parecia uma boa ideia. Era a única coisa que eu poderia fazer ali, além de rezar pra ela não ter uma hemorragia. Era questionável, pelo menos por parte dela. Eu realmente, realmente, não me importava. A envolvi com meus braços, agora livres, e a puxei para mais perto que antes, me encolhendo um pouco mais ao fazer isso. Contei até três, esperando que ela me batesse ou algo assim.
E pensei que o tapa valeria a pena.
[flashback] I've turned into a monster, and it keeps getting stronger || Thomas & Ginny
Ginny não se surpreendeu com a gargalhada de Thomas. Já estava começando a notar os sinais parecidos com os de Percy, então é claro que a risada sádica deveria estar lá em algum lugar. O que lhe surpreendeu foram suas próximas palavras. Involuntariamente, deu um passo para trás ao ouvir o nome de Newt, franzindo a testa. Ouviu o que ele disse, e foi quase como um tapa na cara. Tentou, porém permanecer inexpressiva, o rosto ainda naquela máscara de raiva, encarando-o fixamente. Ginny Weasley não se quebrava por um garoto, ou o que um garoto dizia sobre esse garoto. As coisas simplesmente sempre foram assim.
Então ela não deveria estar tão surpresa. Todo mundo havia visto o primeiro beijo dos dois por causa da droga do programa do Caesar, e, sendo quem Thomas era, não seria muito difícil ligar os pontos. Combine isso com o garoto provavelmente conhecer Newt bem, e voalá, ele poderia ter conclusões que parecessem totalmente verídicas. Mas não achou que pudesse ser tão óbvio. Quer dizer, então estava claro que ela se importava com Newt o suficiente para não querer que ele sofresse vendo o melhor amigo morrer, mas não entendia como Thomas achava que tudo aquilo era tão maior. Ok, eles já tiveram um beijo - dois, contando com o que não havia sido mostrado para o país inteiro - mas não é como se Ginny já não soubesse disso. Newt já havia explicado que estava ali pelos dois, e tanto que havia afastado-a no último beijo, falando que havia sido um erro. Ela já havia desistido desde aquele dia. Na realidade, nem mesmo voltara a pensar sobre isso, porque bem, não era como se estivesse lutando pela própria vida, certo?
Mas, odiando ou não, as palavras tiveram um certo efeito. Ela não queria admitir que estava meio que enganando a si mesma. Talvez Thomas realmente estivesse certo, e aquilo a fazia pensar mais do que gostaria. Até que ela percebeu o que o garoto estava fazendo. Notou como as cordas ficavam cada vez mais frouxas e como ele se deliciava com as palavras, brincando com sua cabeça. Rapidamente, Ginny se recuperou do choque, dando um chute com o joelho no meio da virilha do rapaz, fazendo com que se curvasse para frente.— Ai meu Deus — ela soltou, dando uma leve risada irritada. — Vocês garotos acham que realmente tudo se trata de vocês? — Foi até atrás do garoto, apertando as amarras com mais força, dessa vez. Desejou ter algum feitiço fixador, mas a Capital não havia liberado nada do tipo. Voltou-se para a frente de Thomas — Deixa eu lhe contar um segredo de Estado — Ela aproximou a cabeça da onde o garoto havia caído, ainda sofrendo com a dor do lugar estratégico. — Não se trata. — Manteve a espada pronta, mas dessa vez apontando para o peito do garoto. — Sim, eu não quero te matar porque sei como ele se importa com você, mas isso não deveria ser tão surpreendente. Nós simplesmente não somos todos assassinos, só isso.
Só então lembrou-se que a lança do garoto ainda estava perigosamente próxima. Chutou ela pra longe, então voltou-se para o garoto. — Você não devia estar tão confiante de si mesmo aí, Thomas. Eu ainda estou no controle, e - adivinha só - com muito mais chances de ganhar os jogos do que você. — Ou pelo menos proteger meus aliados o máximo que puder para garantir que cheguem lá. Mas Ginny sabia que deveria parecer confiante e fazer aquele tipo de discursinho. Sabia que tivera sorte demais na arene, e boa parte era porque era uma das mais populares. Tinha lá sua cota de patrocinadores não porque era a melhor opção, mas porque a população gostava dela. E talvez aquilo atraísse um pouco mais, afinal. Não seria dispensável um pouquinho mais de sorte e recursos, afinal de contas.
A filha da puta me chutou no meio das pernas. Filha da puta. Filha. da. Puta. Eu tinha aprendido essa expressão com uma morena, um dos tributos, e esta falava isso bastante. Assim como outras expressões para se referir a capital, ao presidente Snow e a praticamente tudo. Eu conseguia a entender agora, mesmo que não estivesse com humor para me lembrar de seu nome.
Ginny estava fazendo seu discurso feminista - bla bla bla eu não preciso de homens bla bla bla eu não sinto nada meu coração é fechado e eu não tenho sentimentos - enquanto me amarrava. Ou pelo menos tentava me amarrar. Ela estava tão ligada em si que mal tinha percebido o quão frouxa a corda tinha ficado. Ou eu realmente estava forte. Muito forte.
Enquanto ela continuava falando - e só o que eu continuava ouvindo era bla bla bla mi mi mi -, ela jogou a minha lança para longe. E aquilo foi a gota d’água. Quem ela achava que era?
Imperceptivelmente, pisquei para a câmera, que eu conseguia ver o tempo todo. Me acompanhando a cada momento. Eu imagino se eles ainda me achavam lindo depois de me terem visto cagando. Acho que sim. Aquele pessoal da capital devia expelir ouro, então um pouco de barro devia ser chocante.
Esperei Ginny chegar mais perto e mais perto, esperando pelo momento certo. Minha mente calculista via cada centímetro que ela se aproximava, e a rapidez com que eu deveria agir para conseguir matá-la. Ou talvez a morte era boa demais pra ela.
Um passo em falso - perto demais perto demais perto demais -, foi a minha deixa, para sair das amarras e me jogar para cima dela. A prensei no chão e, segurando sua garganta com uma mão e segurando seu braço com a outra. Dei um sorriso calculado enquanto abaixava e falava em seu ouvido, alto o bastante para as câmeras ouvirem: "Você nem mesmo sabe o quanto o ama, e isso será a sua ruína." Larguei seu braço, usando a mão para dar dois socos em seu rosto, o segundo fazendo sangue sair de seu nariz e um pequeno corte se abrir em sua boca. E, ao ver o sangue escorrendo em direção ao chão, aos seus cabelos que estavam bagunçados no chão, eu vi que o cabelo dela tirava a atenção que o sangue merecia. Desmerecia sua beleza. E a partir daquele momento, era minha missão pessoal derramar sangue o bastante para desfocar o cabelo ruivo. E eu sabia que eu precisaria de muito sangue.